Infraestrutura da Cesareia Marítima

Patrick Scott Smith, M. A.
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Cesareia Marítima, uma metrópole antiga na atual Israel, foi uma notável conquista da engenharia. Expandindo a presença militar e comercial de Roma no Mediterrâneo oriental nos últimos anos do século I a.C., Herodes, o Grande (governou de 37 a 4 a.C.), como rei-cliente, construiu uma cidade inteira, completa com um templo, palácios, anfiteatro, teatro, ruas pavimentadas, sistemas hídricos e um colossal porto.

Caesarea Maritima
Cesarea Marítima DerHexer (CC BY-SA)

O Plano Leste-Oeste da Cidade

Construída sobre as ruínas de uma vila fenícia chamada Torre de Estratão, a cidade de Cesareia Marítima e o porto funcionavam em conjunto para expandir a presença económica e militar de Roma na região. Com uma localização privilegiada entre o porto e a cidade, o templo também se integrava a todas as atividades. Como o porto importava e exportava mercadorias, a cidade era o centro administrativo da atividade política e económica, o templo — que abrigava as imagens sagradas de Júlio César como um deus e de Juno como a deusa padroeira de Roma — simbolizava a concessão de bênçãos e proteção ao porto e à cidade. Como afirma Kenneth Holum, "os festivais de sacrifício realizados no templo eram, por si só, momentos urbanos quintessenciais" (pág. 57). Como os planeadores do programa de construção de Herodes, o Grande, tiveram a vantagem de começar do zero, criaram o principal plano leste-oeste da cidade em torno do templo, começando com o porto a oeste, ao pé do templo, e seguindo com a construção da cidade adjacente, a leste do templo.

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O Templo

A orientação do templo, alinhada com o ângulo de construção do porto, reflete a sua importância pretendida para o porto.

A importância do templo para a atividade da cidade foi, sem dúvida, refletida não apenas pela sua localização, mas também pelo seu tamanho. Josefo menciona que, por ser visível "a uma grande distância, o seu tamanho era imenso" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6). Com uma possível altura de quase 30 metros (100 pés) desde a base das colunas até o topo do frontão, o templo em Cesareia tinha 29 por 46 metros (95 por 150 pés). Para comparar, a plataforma do templo grego de Apolo em Corinto media 21 por 53 metros (70 por 175 pés), e o maior templo de Roma, o de Júpiter, 53 por 62 metros (175 por 205 pés).

Como o porto se inclinava ligeiramente para o norte por razões hidrodinâmicas, o plano do templo divergiu em consonância, com cerca de 30 graus em relação à retícula da cidade. Sobre esta divergência, Ehud Netzer mostra que o templo, com uma colunata periférica ao redor, foi construído sobre uma plataforma expansiva de 100 por 90 metros (328 por 295 pés), com uma característica curvilínea no lado leste. Esta curva teria sido uma inovação engenhosa para suavizar o conflito de ângulos, já que a orientação do templo divergia das ruas da cidade. Além disso, as alas colunadas estendiam-se diretamente para o norte e o sul, partindo do templo em direção a escadas na periferia da plataforma, que levariam ao nível da rua.

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O Porto

A orientação do templo, alinhada com o ângulo de construção do porto, reflete novamente a sua importância pretendida para a região. Para todos que entrassem, este alinhamento proporcionaria uma vista frontal do templo, que supervisionava a atividade de navios e mercadorias que entravam e saíam. Ao ligar a cidade e o porto, o templo transmitia a mensagem convincente de que os eventos que ocorriam no seu perímetro garantiam as bênçãos dos deuses.

Sem uma baía natural ou promontório para a sua construção, o porto em si era artificial. Usando uma combinação de cimento hidráulico e enormes blocos de pedra, alguns pesando até 50 toneladas, o porto de Herodes foi construído como uma fortaleza no mar. Suportando uma superestrutura de muralhas com mais de 9 metros (30 pés) de altura e torres com mais de 18 metros (60 pés), os molhes, dispostos em circulo, abrigavam quase 40 acres de água. Para comparar, o porto de tamanho médio de Leptis Magna, modernizado pelo imperador romano Septímio Severo (governou de 193-211 d.C.) no final do século II, continha apenas 25 acres. O porto, portanto, parece ter sido construído para receber grandes volumes de mercadorias.

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Ancient Ruins of the Harbor at Caesarea Maritima
Ruínas do Porto de Cesareia Marítima Ron Gafni (CC BY-SA)

Embarcações de todos os tamanhos e tipos teriam navegado por lá, sendo os maiores os de transporte de cereais romanos. O navio Ísis, que partia de Alexandria, descrito por Luciano, tinha 55 metros (180 pés) de comprimento com uma largura de 14 metros (45 pés). Um naufrágio de uma embarcação mercante, encontrado em 1983 não muito longe do porto original, datado do final do século I a.C. ou início do século I d.C., tinha 40 metros (132 pés) de comprimento e 12 metros (40 pés) de largura. No entanto, os mais comuns eram as galeras mercantes de 100 a 300 toneladas, com um comprimento de 6 a 18 metros (20 a 60 pés) e uma largura entre 3 e 6 metros (10 e 20 pés).

Um farol teria sido o ponto focal para os navegantes, dia ou noite. Ao entrar no porto, os navios recolhiam as velas e dependiam dos remos para navegar na entrada. Dependendo das condições de vento e ondas, um sistema de cordas e rebocadores podia, às vezes, ajudar as embarcações a passar pela entrada. O capitão do porto garantiria que as embarcações fossem enviadas para os locais de atracagem corretos, rebocadas se necessário, e adequadamente amarradas ao cais. O carregamento e descarregamento dos cais envolveriam estivadores, carroças e guindastes, com um mestre do porto a supervisionar todas as atividades, sendo igualmente o responsável pela importantíssima cobrança de taxas portuárias e impostos.

Do Litoral à Cidade

A respeito do tráfego entre a cidade e o porto, Josefo menciona ruas que levavam da cidade para os braços do molhe, tanto o do sul quanto o do norte: "Ora, havia edifícios contínuos ligados ao porto, que também eram de pedra branca, e a este porto as ruas estreitas da cidade conduziam e eram construídas a distâncias iguais umas das outras" (A Guerra dos Judeus, 1.21.7). Os "edifícios contínuos ligados ao porto" sugerem uma extensão do sistema de muralhas fortificadas do porto até a cidade.

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O que se sabe sobre a muralha herodiana original é que cercava o traçado original da cidade, terminando na costa, a norte e a sul, a uma certa distância do porto. Assim, para um cerco de proteção completo, o sistema de muralhas fortificadas do porto teria feito um ângulo de noventa graus, tanto a norte quanto a sul, na costa, para se encontrar com a muralha mais ampla que envolvia a cidade.

Inner Harbor, Eastern Wharf
Porto Interior, Cais Oriental Carole Raddato (CC BY-SA)

Além disso, como as ruas que se uniam ao porto eram vias que agilizavam o transporte de mercadorias, Josefo menciona a existência de armazéns subterrâneos localizados (assim como as ruas) "a distâncias uniformes do porto", o que, para fins de carregamento, significa em ou perto de cruzamentos de ruas (Antiguidades Judaicas, 15.9.6). A partir de 1971, estes depósitos foram encontrados em relação à retícula das ruas, e Robert Bull afirma que tal "constitui um enorme complexo de armazéns e uma instalação de transporte marítimo" (pág. 35-36). Assim, à medida que o cais do porto — localizados dentro das muralhas — se unia às ruas da cidade com centros de armazenamento subterrâneo por perto, criou-se um sistema de transporte contínuo entre a cidade e o porto.

A Cidade

Quatro ruas seguiam na direção norte-sul (cardos - cardines) e doze decumani (decúmanos) na direção leste-oeste. As ruas leste-oeste teriam levado ao porto. As quatro vias que seguiam de norte a sul, as cardos, seriam as artérias que recebiam as mercadorias da região e se cruzavam com as ruas leste-oeste mais estreitas para direcionar o tráfego e as mercadorias de e para o porto. No entanto, os que se dirigiam aos seus destinos seguiam pela via principal, o Cardo Maximus, uma das quatro ruas norte-sul. Com 16 metros (54 pés) de largura e quase 1,6 km (1 milha) de comprimento, era ladeada por mosaicos e por 700 colunas impressionantemente alinhadas, certamente do tipo oranamento coríntio que também adornava o templo.

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Os estudiosos tendem a colocar nas proximidades os hipotéticos edifícios públicos e a ágora a leste do templo. Josefo também descreve o esplendor da cidade, escrevendo que os edifícios foram construídos com "pedra branca" e que Herodes "adornou [a cidade] com vários esplêndidos palácios." (A Guerra dos Judeus, 1.21.5-6; Antiguidades Judaicas 15.9.6). Em A Guerra dos Judeus 1.21.8, Josefo também menciona um teatro e um anfiteatro; o teatro romano, que tem vista para o mar, ainda hoje é usado. Localizado a cerca de 1 km ao sul do porto, e tendo passado por reparações ao longo do tempo, acomoda uma plateia de cerca de 4.000 pessoas.

Theater at Caesarea Maritima
Teatro em Cesareia Marítima Carole Raddato (CC BY-SA)

Depois, na parte nordeste da cidade, talvez com maior apelo popular na época e maior em tamanho, ficava o anfiteatro. Como Cesareia era um centro de eventos desportivos no mundo mediterrânico, Herodes designou o anfiteatro para acolher jogos a cada cinco anos, que provavelmente incluíam lutas, combates de boxe e de ginástica. Além disso, datando do século II, o hipódromo foi uma das principais estruturas da cidade, localizado mais diretamente a leste do porto e lar de um dos desportos mais populares da Antiguidade, as corridas de bigas. O hipódromo era gigantesco: com cerca de 457 metros (1500 pés) de comprimento e 76 metros (250 pés) de largura, podia acomodar 38.000 pessoas.

Dos "esplêndidos palácios" espalhados pela cidade, talvez refletindo a sua própria grandiosidade, o maior e mais esplêndido teria sido o de Herodes. Com um plano retangular de leste a oeste, esta magnífica estrutura estava localizado 457 metros (1500 pés) a sul do porto, num promontório solitário sobre o mar, daí a designação do local, Palácio do Promontório. Às vezes, proporcionando vistas calmas e amplas do pôr do sol a oeste, quando o mar estava tempestuoso (o que era frequente), ondas enormes teriam-se quebrado ruidosamente nas rochas abaixo. Construído com dois níveis adjacentes, conhecidos como o palácio superior e o inferior, a estrutura inferior de 80 x 55 metros (260 x 180 pés), mais próxima do mar, ostentava um pórtico semicircular com colunatas que dava para a água. De lá, caminhando de volta para o edifício, as salas perimetrais teriam acesso a um pátio interno com colunatas, cujo espaço era em grande parte preenchido por uma piscina de água doce de 35 x 18 metros (115 x 60 pés), no meio da qual, erguia-se um pedestal quadrado para estatuária. No cimo da escadaria, o Palácio Superior era dominado por um grande pátio com colunatas de 64 x 42 metros (210 x 138 pés).

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Lower Terrace of the Promontory Palace,  Caesarea Maritima
Terraço Inferior do Palácio Promontório, Cesareia Marítima Carole Raddato (CC BY-SA)

A importância deste edifício como uma residência espaçosa, capaz de entreter muitos convidados, reflete-se no facto de ter se tornado a sede da atividade imperial de Roma na área. Com a recente descoberta no palácio de "dois pedestais em forma de coluna com inscrições em honra de quatro procuradores romanos que datam do século II até o início do século IV." (Burrel, pág. 57), torna-se evidente a longa presença de Roma. No entanto, Roma deu passos iniciais para o controlo; como Barbara Burrell e outros autores apontam, no ano 6, o palácio de Herodes "tornou-se a residência oficial do governador romano, e o seu reino tornou-se uma província romana, com Cesareia como seu principal porto e capital administrativa" (pág. 56).

Sistemas de Abastecimento Hídrico

Assim como o Império Romano utilizava um extenso sistema de estradas, a guerra romana empregava estratégias e táticas de longo prazo superiores através de um exército profissional que usava máquinas de guerra e equipamento pessoal de alta qualidade. No entanto, o seu sucesso também se baseava na oferta de estatuto, riqueza e desenvolvimento urbano àqueles que queriam conquistar como aliados. Como Mary Beard diz,

A fundação de cidades do zero, seguindo um modelo romano, foi o impacto mais significativo da conquista romana sobre a paisagem provincial. As elites provinciais que viviam nestas cidades atuavam como intermediários cruciais entre o governador romano e a população provincial. Em outras palavras, as hierarquias pré-existentes foram transformadas em hierarquias que serviam a Roma, pois o poder dos líderes locais foi aproveitado para atender às necessidades do governante imperial. (págs. 492-93)

No caso de Herodes, como rei-cliente de Roma, o desenvolvimento urbano desempenhou um papel fundamental no avanço dos interesses de Roma no Mediterrâneo oriental. Tal como para todos os esforços de urbanização de Roma, era essencial para o plano de Cesareia o fornecimento de uma quantidade adequada de água. Se há uma proeza singular pela qual a engenharia romana é famosa, é o uso extensivo de aquedutos que possibilitavam o abastecimento hídrico.

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O familiar aqueduto acima do solo era uma estrutura de alvenaria com arcos que transportavam um canal de água na parte superior. Por estar elevado do chão, com um declive descendente gradual, a água podia ser transportada de fontes distantes. Além das fontes locais, o fornecimento de um abastecimento abundante de água significava que os centros urbanos existentes podiam experienciar um maior crescimento, e localidades que antes eram aldeias podiam tornar-se urbanas. Assim, o aqueduto ajudou o império a expandir-se, e foi exatamente isso que aconteceu em Cesareia. Uma das primeiras tarefas que Herodes e os seus planeadores urbanos teriam feito eram a procura de fontes de água para suprir as futuras necessidades do cenário urbano que planeavam. No caso de Cesareia, foram construídos em diferentes períodos vários aquedutos, o que reflete o próprio crescimento urbano.

High-Level Aqueduct of Caesarea Maritima
Aqueduto de Cesareia Marítima Carole Raddato (CC BY-SA)

O primeiro, chamado aqueduto de nível elevado, com 10 km (6,5 mi) de comprimento, tinha a sua fonte de água nas Nascentes de Shumi, no sopé da cordilheira do Carmelo, a nordeste da cidade. No entanto, os arqueólogos descobriram que este aqueduto era, na verdade, duas estruturas unidas que transportavam dois canais de água. Quando foi encontrada na face ocidental da estrutura voltada para o mar uma inscrição em latim, que atribuía a sua construção a Adriano (governou de 117-138), pensou-se inicialmente que o aqueduto duplo tinha sido construído por Adriano. Contudo, quando uma equipa italiana em 1961 e Abraham Negev, do Departamento Israelita de Antiguidades, em 1964, descobriram que a estrutura ocidental só estava acabada no lado oeste, enquanto a estrutura oriental estava acabada em ambos os lados, foi determinado que a estrutura ocidental, construída por Adriano, foi posteriormente unida ao aqueduto único original, provavelmente construído por Herodes. Depois, com o crescimento da cidade e o aumento da procura por água doce, foi encontrada a aproximadamente 16 km (10 mi) a leste de Cesareia outra fonte de água para os dois canais . Ao ligar-se a esta fonte, um túnel escavado na rocha de 9,6 km (6 mi), presumivelmente construído pelos engenheiros de Adriano, transportava água através de colinas de calcário num percurso sinuoso e descendente, até atingir o aqueduto acima do solo, que levava ambas as fontes de água ao longo do restante caminho até à cidade.

Um crescimento urbano e uma procura adicional são indicados pela descoberta de um aqueduto de nível baixo, cuja fonte se encontrava no rio Nahal Taninum, 7 km (4,5 mi) a norte da cidade. Como Robert Bull salienta,

Este aqueduto, datado por cerâmica retirada de debaixo da sua fundação de cimento, estava em uso no século V. O volume de água transportado em cada um dos aquedutos foi calculado e indica que, no século V, a procura de água da cidade em crescimento era cerca de cinco vezes maior do que tinha sido no século II. (pág. 30)

Uma outra função importante do planeamento urbano era o escoamento de resíduos. Escavações em Cesareia revelaram tampas de manutenção que levavam 3 metros (10 pés) abaixo a um sistema de esgoto subterrâneo. Um dos canais descobertos tinha 3 metros de largura e 3 metros de profundidade. Como o planeamento urbano romano exigia que os esgotos fossem colocados sob as ruas, refletindo a retícula planeada das ruas, Josefo descreve "abóbadas subterrâneas, a distâncias uniformes", conduzidas em direção ao mar. Também descreve esta rede de drenagem com linhas laterais que alimentavam uma linha principal que corria "obliquamente" ou diagonalmente. Provavelmente com um diâmetro maior para transportar o volume de resíduos recolhidos, a vantagem da alimentação por gravidade de um curso diagonalmente descendente transportava o efluente final, como diz Josefo, "com facilidade" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6). Josefo também menciona como a água da maré do mar, de alguma forma, limpava o sistema de drenagem. Embora esta limpeza só pudesse ter sido da porção inferior dos drenos, é provável que todo o sistema fosse alimentado com água adicional dos aquedutos. Finalmente, para que os resíduos fossem adequadamente levados para longe da cidade, devido às fortes correntes que se moviam para norte nesta parte do Mediterrâneo, o efluente final teria sido localizado a norte do porto.

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Aerial View of Herod's Harbor
Vista Aérea do Porto de Herodes Ron Gafni - SkyPics (CC BY-SA)

Conclusão

A época da construção de Cesareia representa o ápice e a extensão máxima da presença militar e comercial de Roma até aquele momento. Com a Europa, Anatólia e o Noroeste da África subjugados, e depois com a conquista da Síria, Fenícia e, finalmente, o Egito, o Mar Mediterrâneo realmente se tornou Mare Nostrum ("nosso mar") para os romanos. No entanto, a expansão militar e a empresa comercial de Roma não pararam por aí. As rotas da seda mais lucrativas de leste-oeste, que passavam pela Mesopotâmia, eram controladas pela Pártia, a principal concorrente de Roma. Duas vezes derrotada na segunda metade do século I a.C., Roma pediu paz ao Império Parta em 20 a.C. Enquanto isso, com a estratégia de longo prazo de ainda conquistar a Mesopotâmia, Roma concentrou-se em solidificar o controlo da região do Mediterrâneo oriental e em garantir as rotas terrestres e marítimas através da Arábia e do Mar Vermelho, que representavam a rede de comércio oriental da Roma antiga. Deste modo, ao desempenharem um papel crucial na facilitação dos interesses militares e comerciais de Roma na região, Cesareia e o seu porto representaram o que a engenharia romana tinha de melhor.

Embora fosse apenas um dos seus muitos projetos de construção, Herodes construiu Cesareia com a generosidade de Roma, não só em grande escala, mas com uma destreza de engenharia e inovação inigualáveis até aos tempos medievais. Além disso, uma montagem tão grandiosa de materiais de pedra pesada em estruturas colossais, mas finamente adornadas, geraria um custo difícil de financiar nos tempos modernos. Assim, apenas pela sua infraestrutura e edifícios, a construção de Cesareia e do porto foi, de facto, uma notável proeza de engenharia.

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Perguntas & Respostas

O que construiu Herodes em Cesareia?

Herodes, o Grande (reinou 37-4 a.C.), como rei cliente de Roma, construiu uma cidade inteira, Cesareia Marítima (na atual Israel) com um templo, palácios, anfiteatro, teatro, ruas pavimentadas, sistema de abastecimento de água e um colossal porto.

Qual era o objetivo de Cesareia Marítima?

Césarea Marítima foi construída para ampliar a presença militar e comercial de Roma no Mediterrâneo oriental e garantir a rede comercial oriental da Roma Antiga.

Bibliografia

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Patrick Scott Smith, M. A.
Patrick Smith, M.A., apresentou pesquisas para as Escolas Americanas de Pesquisa Oriental e a Academia de Ciências do Missouri. Como redator da Associação para o Estudo Científico da Religião, ele ganhou o Prêmio Frank Forwood de 2015 por Excelência em Pesquisa.

Cite Este Artigo

Estilo APA

A., P. S. S. M. (2025, outubro 17). Infraestrutura da Cesareia Marítima. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2313/infraestrutura-da-cesareia-maritima/

Estilo Chicago

A., Patrick Scott Smith, M.. "Infraestrutura da Cesareia Marítima." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 17, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2313/infraestrutura-da-cesareia-maritima/.

Estilo MLA

A., Patrick Scott Smith, M.. "Infraestrutura da Cesareia Marítima." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 17 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2313/infraestrutura-da-cesareia-maritima/.

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