O Pobre de Nippur

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Pobre de Nippur (cerca de 701 a.C.) é um poema babilónico sobre os temas das obrigações da hospitalidade e da vingança por uma injúria não merecida. Um homem pobre da cidade de Nippur sente-se maltratado quando visita o governante da cidade e, em seguida, faz de um todo para vingar o insulto; mas ele é a vítima ou o agressor?

Terracotta Tablet from Nippur
Tábua de Teracota de Nippur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O poema baseia-se na compreensão mesopotâmica de hospitalidade, segundo a qual era-se obrigado a tratar bem um hóspede, independentemente da sua posição social, e a prover o que merecia. O Pobre de Nippur pede ao público que decida o que, exatamente, isto significa. O que se merece? Por que tratar um nobre de forma diferente de um homem pobre? Deve-se ser punido por fazer tal distinção?

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O poema parece ter sido parte do currículo escolar dos escribas em Nippur e, muito provavelmente, foi composto lá. Embora o texto mais completo seja de 701 a.C., a história é considerada consideravelmente mais antiga e é quase certamente de origem suméria, já que faz referência as divindades sumérias (Ea e Ellil, os deuses Enki e Enlil) e aos 'cabeças negras', um termo que os sumérios usavan nos seus próprios textos.

O poema, quase completo, foi descoberto em Sultantepe em 1952.

O poema, quase completo, foi descoberto em Sultantepe (na atual Turquia) em 1952, mas fragmentos da obra tinham sido encontrados anteriormente nas ruínas de Nippur e, em Nínive, entre as tabuinhas da famosa biblioteca do rei neoassírio Assurbanípal. A cópia de Sultantepe termina com o nome do aprendiz de escriba que a copiou e uma maldição para quem a removesse da biblioteca, ecoando de certa forma os temas da própria obra.

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A identificação do poema como babilónico baseia-se na localização (antiga Babilónia) onde a tabuinha foi descoberta, embora às vezes seja referenciado como acádio, devido à escrita, ou, antes, como neoassírio, por causa do fragmento encontrado em Nínive. O recente interesse no poema, ocorrido em 2018, deveu-se a um curta-metragem que o dramatizava, feito pelos estudantes da St. John's College, Universidade de Cambridge, sob a direção do assiriólogo Dr. Martin Worthington.

Resumo e Comentário

O poema começa com um homem pobre, Gimil-Ninurta, que espera melhorar a sorte na cidade de Nippur. O seu nome é uma pista para um dos temas do poema, pois significa 'vingança de Ninurta', o deus da guerra e amigo da humanidade, que também era uma das divindades patronas de Nippur e, por vezes, associado à retribuição. Gimil-Ninurta decide vender as roupas e comprar uma cabra para um banquete, mas, ao trazê-la para casa, percebe que não tem dinheiro para comprar cerveja para fazer uma refeição adequada. Se servisse apenas uma cabra insignificante e nada mais, os vizinhos e familiares iriam considerar tal como um insulto (linhas 1-19).

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Em vez disso,decide levar a cabra ao governante da cidade e apresentá-la como um presente, sem pedir nada em troca, mas confiando nas regras estabelecidas de hospitalidade, na esperança de que o governante da cidade retribua com um presente melhor. Ao ir à casa do governante da cidade, Gimil-Ninurta seria considerado um hóspede que, de acordo com as leis mesopotâmicas de hospitalidade, deve ser bem tratado e, por ter trazido um presente, deveria, igualmente, receber um.

Em vez disso, o governante da cidade dá-lhe apenas um osso, um tendão e cerveja diluída, e manda que o expulsem pelo portão. Gimil-Ninurta diz ao porteiro que terá a sua vingança três vezes pelo insulto e coloca o plano em ação. Vai até ao rei e pede para alugar uma carruagem por um dia, prometendo em troca uma certa quantia em ouro. O rei veste-o com trajes nobres, empresta-lhe uma carruagem, e Gimil-Ninurta regressa à casa do governante da cidade disfarçado de mensageiro real transportando ouro. Antes de chegar a Nippur, apanha dois pássaros vivos, que coloca na caixa que supostamente contém o ouro para lhe dar peso (linhas 58-84).

Nippur
Nippur David Stanley (CC BY)

Ao chegar à casa do governante da cidade, é recebido como um hóspede nobre e servido com um banquete. Então, depois do governante da cidade ir dormir, Gimil-Ninurta abre a caixa e liberta os pássaros, que voam para longe. Na manhã seguinte, o governante da cidade fica chocado ao ver a caixa aberta e alerta a casa sobre o roubo. Gimil-Ninurta, que como 'mensageiro' seria responsável pela perda do ouro, finge perder o controlo e espanca o governante da cidade severamente por permitir o roubo sob o seu próprio teto. O governante da cidade implora pela vida e dá a Gimil-Ninurta duas minas de ouro (sendo que uma, presume-se, paga ao rei pelo aluguel) e roupas novas. Gimil-Ninurta parte depois de dizer ao porteiro que avise o governante da cidade para esperar pela imposição de mais duas retribuições (linhas 90-111).

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Então disfarça-se de médico (raspando o lado esquerdo da cabeça como forma de identificação, como os doutores faziam), regressa à casa do governante da cidade e finge ter a estranha habilidade de detectar ferimentos no corpo, apontando exatamente onde o governante da cidade foi espancado e prometendo aliviar a dor. No entanto, afirma que suas curas só funcionam no escuro e, assim que consegue ficar sozinho com o governante da cidade num quarto, amarra-o ao chão, espanca-o novamente e vai-se embora. Em seguida, contrata um jovem que se parece com ele, para ir à casa do governante da cidade e gritar 'Eu sou o homem da cabra!'. Quando os empregados do governante da cidade correm para capturar o jovem e evitar mais espancamentos, o governante da cidade é novamente deixado sozinho, e Gimil-Ninurta espanca-o pela terceira vez e depois afasta-se pelo campo, deixando o governante da cidade a rastejar de volta para a casa (linhas 113-fim).

Texto

A versão inglesa foi retirada do sítio do Museu Oracc, da Universidade da Pensilvânia, criado por Greta Van Buylaere. As reticências indicam palavras ou frases ausentes, e para maior clareza, adicionou-se os números das linhas, omitidos no original.

Um jovem, cidadão de Nippur, necessitado e pobre,

Gimil-Ninurta era seu nome, um homem muito desafortunado,

Vivia na cidade de Nippur em grande miséria:

Não tinha prata, como apropriado aos seus conterrâneos,

5. Ouro também não, como apropriado às pessoas.

Suas vasilhas estavam desprovidas de cereal puro.

Por falta de pão, suas entranhas ardiam,

Por falta de carne e cerveja de primeira classe, sua aparência era desafortunada.

Todos os dias, na ausência de uma refeição, ele dormia faminto.

10. Ele estava vestido com roupas sem ter [outras] para vestir.

Com seu coração infeliz ponderou:

'Vou despir minhas roupas sem ter [outras] para vestir,

E na praça da minha cidade Nippur, comprarei um carneiro.'

Assim, despiu-se sem ter [outras] para vestir,

15. E na praça da cidade de Nippur, comprou uma cabra de três anos.

Com seu coração infeliz ponderou:

'Talvez eu pudesse abater a cabra no meu pátio,

Mas como ter uma refeição sem cerveja?

Os vizinhos do meu bairro saberiam e ficariam zangados,'

20. A família e os amigos ficariam ofendidos comigo.

Não. Levarei a cabra à casa do governante da cidade.

Desejarei tudo de bom para seu estômago."

Gimil-Ninurta agarrou a cabra pelo pescoço,

E ele... para o portão do governante da cidade de Nippur.

25. A Tukulti-Ellil, o porteiro, disse:

"Diga que eu quero entrar e ver o governante!"

O porteiro disse ao seu mestre:

"Meu senhor, um cidadão de Nippur está esperando no portão,

E, como um presente de saudação, trouxe-lhe uma cabra."

30. O governante da cidade zangou-se com o porteiro Tukulti-Ellil e disse:

"Por que é que um cidadão de Nippur... [está] no portão?"

O porteiro... para...

Gimil-Ninurta, com o coração em júbilo, entrou na presença do governante da cidade.

Quando Gimil-Ninurta chegou à presença do governante da cidade,

35. Na mão esquerda agarrava o pescoço da cabra,

Com a mão direita saudou o governante da cidade:

"Que Enlil e Nippur abençoem o governante da cidade!

Que Ninurta e Nusku o faça e aos seus descendentes prosperarem!"

O governante da cidade disse ao cidadão de Nippur:

40. "Que mal lhe foi feito para que me traga um presente?"

Gimil-Ninurta repetiu o seu desejo ao governante da cidade de Nippur:

'Todos os dias, na ausência de uma refeição, eu durmo faminto,

Assim, despi as minhas roupas sem ter [outras] para vestir,

E na praça da cidade Nippur, comprei uma cabra de três anos.

45. Ao meu coração oprimido, eu disse assim:

"Talvez eu pudesse abater a cabra no meu pátio

Mas então não haveria refeição, pois onde está a cerveja?

Os vizinhos do meu bairro saberiam e ficariam zangados,

A família e os amigos ficariam ofendidos comigo.

50. Não. Levarei a cabra à casa do governante da cidade."'

... meu coração furioso.

... o açougueiro grita à noite.

... e que eles sejam capturados.

... que a mesa seja muito farta...

55. ... que eles considerem.

... ele gritou.

..."

"Dê-lhe, ao cidadão de Nippur, um osso e um tendão" [disse o governante da cidade]

"Dê-lhe cerveja diluída a um terço para beber do seu ritão,

60. Expulse-o e enxote-o do portão!"

Ele deu, ao cidadão de Nippur, um osso e um tendão,

Ele deu-lhe cerveja diluída a um terço para beber do seu ritão,

Ele expulsou-o e o enxotou do portão.

Quando Gimil-Ninurta estava saindo do portão,

65. Disse ao porteiro, o guardião do portão:

"Saudações dos deuses para o seu mestre!

Diga-lhe assim: 'Por causa do fardo que me impôs,

Por tal, eu o retribuirei três vezes!'"

Quando o governante da cidade ouviu isso, riu o dia todo.

70. Gimil-Ninurta, então, voltou o rosto para o palácio do governante,

"Pela ordem do rei, o príncipe e o governador militar resolverão um caso justo."

Quando Gimil-Ninurta estava na presença do governante,

Prostrou-se e beijou o chão diante dele,

Levantou as mãos para saudar o rei do mundo.

75. "Ó Senhor, orgulho do povo, rei cuja divindade Lamassu é esplêndida.

Que me seja dada uma carruagem sob seu comando!

Para que, por um dia, eu possa alcançar o que desejo, seja ele qual for.

Pelo meu dia, minha dívida será de uma mina de ouro vermelho."

O governante não lhe perguntou: "Qual é o seu desejo

80. Para querer desfilar o dia inteiro numa carruagem?”

Deram-lhe uma carruagem nova, como apropriado aos nobres,

E ele regressou para a sua cidade [de Nippur].

No caminho, Gimil-Ninurta capturou dois pássaros,

Colocou-os numa caixa e selou-a com seu selo.

85. Então, seguiu para o portão do governante da cidade de Nippur.

O governante da cidade veio ao seu encontro:

'Quem é, meu senhor, que está viajando ao anoitecer?'

'O rei, seu senhor, enviou-me para o centro de [Nippur].

Eu trouxe ouro para Ekur, o templo de Ellil.'

90. O governante da cidade abateu um carneiro para fazer uma refeição farta.

O governante da cidade disse-lhe, em sua presença: 'Ai de mim, estou cansado!'

Gimil-Ninurta manteve-se em alerta, à frente do governante da cidade, vigiliante durante a noite.

O governante da cidade, no seu cansaço, foi vencido pelo sono.

Secretamente, Gimil-Ninurta levantou-se no meio da noite e

95. Abriu a tampa da caixa; os pássaros voaram para os céus.

O governante da cidade, ao nascer da estrela da manhã... e... a caixa.

'A tampa da caixa está aberta e o ouro desapareceu!'

Gimil-Ninurta, com seu coração lamentoso, rasgou as suas vestes,

Caiu em cima do governante da cidade e o fez levantar as mãos em oração.

100. Da cabeça até as solas dos pés,

Ele açoitou os seus membros e infligiu-lhe dor.

O governante da cidade por baixo dele implorou e gritou:

'Meu senhor, não destrua um cidadão de Nippur!

Não manche as suas mãos com o sangue de um protegido, tabu de Ellil!'

105. Eles ofertaram-no duas minas de ouro vermelho,

Em vez de suas vestes que havia rasgado, deu-lhe outras.

Quando Gimil-Ninurta saí pelo portão,

Disse a Tukulti-Ellil, o porteiro:

'Saudações dos deuses ao seu mestre! Diga-lhe assim:

110. "Por causa do fardo que me impôs,

Eu o retribuí uma vez; faltam duas."

'O governante da cidade ouviu isso e... o dia todo.

Gimil-Ninurta... para a presença do barbeiro,

Raspou todo o cabelo do lado esquerdo...

115. Encheu uma tigela enegrecida...

Ele... para o portão do governante da cidade de Nippur

E disse ao porteiro, o guardião do portão:

'Diga que eu quero entrar e ver...'

'Quem o deseja ver...?'

120. 'Um médico, nascido em Isin, examinador...

Onde doença e sofrimento no corpo...'

Quando Gimil-Ninurta entrou na presença do governante da cidade,

Ele mostrou-lhe a ferida onde tinha sido açoitado.

O governante da cidade disse aos seus eunucos: 'O médico é competente.'

125. 'Meu senhor' [disse Gimil-Ninurta] 'meus tratamentos só têm sucesso na escuridão.'

Onde o acesso é bloqueado, um caminho muito escuro,

Ele o fez entrar e, no quarto inacessível,

Onde amigos e companheiros não podiam ter misericórdia dele,

Ele atirou a tigela no fogo,"

130. E cravou cinco estacas no chão sólido.

Ele amarrou as suas mãos, os pés e a cabeça nelas.

Da sua cabeça até as solas dos seus pés, ele açoitou os membros e infligiu-lhe dor.

Quando Gimil-Ninurta estava saindo do portão,

Disse a Tukulti-Ellil, o porteiro:

135. 'Saudações dos deuses ao seu mestre!

Diga-lhe assim: "Por causa do fardo que me impôs,

Eu o retribuí uma segunda vez; falta uma."'

Gimil-Ninurta estava muito angustiado; como um cão, levantou as orelhas,

Examinou todos, o povo da cabeça negra e observou todas as pessoas.

140. Olhou para um jovem... qualquer coisa...

Deu-lhe como presente...

'Vá até o portão do governante da cidade... grite...

Para que todo o povo se reúna com o seu grito:

"Estou voltando para o portão do governante da cidade! Eu sou o homem da cabra!"'

145. Enquanto isto, Gimil-Ninurta aguardava debaixo da ponte, como um cão.

Ao grito do jovem, o Sr. Governante da cidade saiu,

Ele enviou o pessoal da casa, feminino e masculino,

Eles voaram, em grupo, para procurar o jovem.

Enquanto todos procuravam o jovem,

150. O governante da cidade... sozinho no campo.

Gimil-Ninurta saltou de debaixo da ponte e agarrou o governante da cidade.

Caiu em cima do governante da cidade e o fez levantar as mãos em oração.

Da sua cabeça até as solas dos seus pés

Ele açoitou os seus membros e infligiu-lhe dor.

155. 'Por causa do fardo que me impôs,

Eu retribuí-lhe três vezes.' Deixou-o e saiu pelo campo fora.

O governante da cidade, rastejando, entrou na cidade.

... escrito e verificado. ...

Nabu-rehtu-usur,

Aprendiz de escriba, membro da instituição mummu

De Nabu-ahu-iddina, eunuco,

Para a visualização de Qurdi-Nergal.

Quem quer que retire esta tabuinha, que Ea o leve embora!

Pelo comando de Nabu, que vive em Ezida,

Que não tenha descendentes, nem prole.

No mês de Adaru (XII) no 21º dia, eponimato de Hanani (701 a.C.)

O governador provincial de Til-Barsip.

Não retirem as tabuinhas!

Não dispersem a biblioteca!

Tabu de Ea, o rei do Abzu.

Conclusão

O significado do poema, incluindo de que lado se deve ficar, continua a ser debatido pelos académicos e não é tão fácil de discernir como se poderia pensar à primeira vista. Como o nome de Gimil-Ninurta está associado ao deus da retribuição, pareceria ser o herói da obra. Gimil-Ninurta assume a responsabilidade de vingar um insulto a um hóspede; um dever que se esperava ser cumprido pelos deuses, que estão notoriamente ausentes. O governante da cidade não só insulta Gimil-Ninurta pessoalmente, mas qualquer hóspede maltrapilho que possa aparecer à sua porta, e esta quebra na hospitalidade é enfatizada pela forma como o governante da cidade acolhe o mesmo homem disfarçado de nobre e, depois, de médico. Gimil-Ninurta, na ausência de qualquer deus para descarregar a ira sobre o governante da cidade, chama a si o papel.

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Ao mesmo tempo, Gimil-Ninurta chega à casa do governante da cidade sob falsos pretextos. A parte do poema em que se explica ao governante da cidade (linhas 51-57) está fragmentada, mas, no início da história, quando diz que levará a cabra ao governante da cidade, não é dada outra razão além do fato de não ter meios para um banquete adequado. A única razão a que um público antigo teria chegado, baseada na tradição da hospitalidade, seria a esperança de Gimil-Ninurta de receber um presente melhor em troca da cabra – que dificilmente poderia ter sido de grande qualidade, pois foi comprada com roupas velhas e gastas. Um público poderia, portanto, ficar do lado do governante da cidade, que percebeu a manobra de Gimil-Ninurta e o recompensou com lixo, como ele sentiu que merecia.

O filme de 2018, produzido pelos estudantes da St. John's College, Universidade de Cambridge – o primeiro filme do mundo em babilónico – reconstrói a língua antiga e apresenta a história como, talvez, teria sido encenada na Babilónia. Dirigidos pelo Dr. Martin Worthington, os estudantes permaneceram fiéis ao texto original da obra, apresentando ao público moderno as mesmas questões colocadas aos da antiga Babilónia: sobre o que as pessoas devem umas às outra; como devem tratar-se mutuamente; e o que, se é que há algo, alguém realmente merece.

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Perguntas & Respostas

O que é 'O Pobre de Nippur'?

'O Pobre de Nippur' é um poema babilónico que explora os temas da hospitalidade e da vingança e o que uma pessoa realmente deve a outra.

Quando e onde foi escrito 'O Pobre de Nippur'?

A cópia mais completa de 'O Pobre de Nippur' foi escrita na região da antiga Babilónia por volta de 701 a.C., mas acredita-se que a história seja muito mais antiga, datando de pelo menos 1500 a.C., e que tenha sido originalmente um conto oral sumério.

Quando e onde foi descoberto 'O Pobre de Nippur'?

A tabuinha mais completa de 'O Pobre de Nippur' foi descoberta no sítio arqueológico de Sultantepe, na Turquia, em 1952, uma região que outrora fez parte da Babilónia.

Por que é que 'O Pobre de Nippur' é importante?

'O Pobre de Nippur' é importante porque explora a questão do que as pessoas devem umas às outras na sociedade, por que algumas são tratadas melhor do que outras e se alguém realmente merece alguma coisa. As questões levantadas pelo texto antigo são tão relevantes hoje quanto o eram quando foi escrito.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, outubro 23). O Pobre de Nippur. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2145/o-pobre-de-nippur/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "O Pobre de Nippur." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 23, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2145/o-pobre-de-nippur/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "O Pobre de Nippur." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 23 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2145/o-pobre-de-nippur/.

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