A Cidade Antiga

Joshua J. Mark
por , traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto
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Pompeii and Mt. Vesuvius (by mchen007, Copyright)
Pompeia e o Monte Vesúvio mchen007 (Copyright)

Uma cidade é geralmente definida, ao se estudar o mundo antigo, como sendo um grande e populoso centro urbano administrativo e de comércio, com um sistema de posturas e leis e, muitas vezes, com regulamentos sanitários. Esta é somente uma definição, mas, a denominação cidade, pode ser baseada em fatores tais como:

  • População local
  • Altura dos edifícios
  • Relação edificações/população
  • Presença de algum sistema de esgotos
  • Nível da administração governamental
  • Presença de muralhas e/ou fortificações
  • Área geográfica do assentamento
  • Ou se um "assentamento" foi chamado, na antiguidade, uma "cidade" e possuía, pelo menos uma das qualificações acima.

No mundo antigo, várias vezes uma “cidade” descreve um centro urbano densamente povoado e com um certo padrão de edificações que se espalham a partir de um complexo religioso central como um templo (embora, frustrantemente, isto possa ser igualmente bem aplicado para aldeia, povoado ou assentamento). A palavra cidade deriva do latim civitas, embora o desenvolvimento urbano anteceda Roma em muitos séculos. O Professsor M.E. Smith da Universidade do Estado do Arizona escreve na The Sage Encyclopedia of Urban Studies (Enciclopedia Sage de Estudos Urbanos), que “A definição demográfica, baseada nos conceitos de Louis Wirth, identifica cidades como sendo um grande e denso assentamento com heterogeneidade social” (26), significando que são definidas como grandes comunidades de pessoas que decidiram viver em conjunto com um objetivo comum sob leis observadas por todos. Esta definição pode igualmente ser bem aplicada tanto para grandes povoados como para cidades.

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Professor George Modelski da Universidade de Washington, considera uma definição baseada no trabalho do historiador Tertius Chandler (em seu livro Four Thousands Years of Urban Growth – Quatro Mil Anos de Crescimento Urbano) que define uma cidade, diferente de um povoado, com base na população. Escreve Modelski:

Dois elementos são importantes na estimativa de uma população: a avaliação do local pelo arqueologista (a área do assentamento urbano em geral ou uma estimativa/contagem real das casas) e um fator da densidade populacional, seja ele “macro” para todo o sítio urbano ou “micro, pela proporção em cada casa... a micro estimativa exige uma contagem confiável de casas, o que não está disponível na maioria dos sítios. Por outro lado, um fator macro é passível de erro ao ignorar as condições locais (3).

Apesar dos problemas inerentes a estas estimativas, afirma Modelski, são eles ainda o melhor caminho possível para diferenciar um grande assentamento de uma verdadeira cidade, pois a densidade populacional é considerada o fator mais confiável para realizar tal determinação. Adotando a definição de Chandler, portanto, assentamentos como Tell Brak, atualmente na Síria (fundada em 6.000 a.C.), não podem ser considerados como cidades. Escreve o Professor Smith:

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O conceito de “revolução urbana”, identificado primeiramente por V. Gordon Childe (1892-1957), descreve uma série de mudanças sociais que ocasionaram o desenvolvimento das mais antigas cidades e estados... Essas mudanças (como p.ex. a origem das classes sociais ou a produção de excedente agrícola) fornecem o contexto social para as primeiras cidades. Uma vez que um estado estruturado em classes sociais se estabiliza em uma região, as cidades individuais crescem e desaparecem em resposta a uma variedade de forças (26).

A Primeira Cidade

A cidade de uruk, atualmente considerada a mais antiga no mundo, teve seu primeiro assentamento cerca de 4500 A.c.

As primeiras cidades que preenchem os conceitos de “cidade” de Chandler e Wirth (e, também, os primeiros trabalhos do arqueólogo Childe) desenvolveram-se na região conhecida como Mesopotâmia, entre os anos de 4.500 e 3.100 a.C. A cidade de Uruk, atualmente considerada como a mais antiga no mundo, surgiu por volta de 4.500 a.C. e as cidades com muralhas, para defesa, eram comuns por volta do ano 2.900 a.C. em toda aquela região. A cidade de Eridu, próxima a Uruk, era considerada a primeira cidade no mundo pelos sumérios, enquanto outras cidades, que se pretendem ser consideradas com o título de “primeira cidade”, são Biblos, Jericó, Damasco, Alepo, Jerusalém, Sidon, Luoyang, Atenas, Argos e Varasani. Todas estas cidades são, certamente, antigas e localizadas em regiões que foram povoadas em épocas muito remotas. Uruk, no entanto, é a única merecedora do título de “cidade mais antiga”, possuindo evidências físicas e documentação escrita, na forma de textos cuneiformes, revelando as atividades da comunidade no período mais antigo. Locais como Jericó, Sidon e mesmo Eridu, sem dúvida que foram habitadas antes de Uruk, infelizmente não possuem o mesmo tipo de documentação. Idade e a continuidade de ocupação foram avaliadas com base nas fundações das edificações desenterradas nas escavações arqueológicas ao invés de documentos primários encontrados no local.

População nas Cidades Antigas

A população de antigas cidades, na dependência de qual definição de “cidade” for usada, difere acentuadamente do que alguém possa considerar adequado para uma cidade nos tempos atuais. Nas palavras do Professor Smith, “Muitas cidades antigas possuíam população modesta, frequentemente abaixo de 5.000 pessoas” (26), enquanto outros especialistas, como Modelski, por exemplo, declara a população de Uruk em torno de 14.000 pessoas no ano de 3700 a.C. mas já com 80.000 por volta do ano 2800 a.C. (12). Comparativamente, a população da cidade de Edinburgh. Escócia, era de 495.360 em 2011, a população de Londres, Inglaterra, 8.174.000 em 2011 e a população de Nova York, Estados Unidos da América, era de 8.337.000 em 2012. O historiador Lewis Mumford, no entanto, observa que, “Provavelmente nenhuma cidade na antiguidade teve mais que 1.000.000 de habitantes, nem mesmo Roma e não houve nenhuma nova Roma até o século XIX, exceto na China” (6). Mumford destaca o problema de se usar a população como um meio de definir uma cidade antiga, como demonstrado que os centros urbanos designados como “assentamentos” (como Tell Brak) possuíam populações maiores que atualmente muitas cidades modernas. A reunião da população de uma região em um centro urbano tornou-se mais e mais comum após o crescimento das cidades na Mesopotâmia e, uma vez envolvidas em muralhas, a população crescia ou, pelo menos, um crescimento mais mensurável.

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O aumento da população conduziu à suburbanização e disseminação de assentamentos além dos limites originais. Estudiosos modernos enfrentaram um outro problema ao definir uma cidade, devido ao problema do subúrbio, pois enquanto uns pretendem que não se deva considerar a expansão suburbana, outros insistem em que deva ser levada em consideração. Este problema é visto mais claramente, como tantos outros, a respeito da definição do que é uma cidade, tendo como exemplo Tell Brak. Enquanto seu povoamento original possa ter sido menor que o de Uruk, sua expansão no segundo milênio a.C. para acima de 130 hectares (320 acres) e, considerando que fora fundada bem antes, constitui um argumento para considerá-la como a mais antiga cidade do mundo. Sua população teria sido consideravelmente maior que a da atual Edimburgo, para escolher um exemplo, e, portanto deve ser considerada uma cidade com base em sua população; o fato de que não é considerada uma cidade por tantos especialistas nesse assunto, exemplifica o moderno debate para definir centros urbanos antigos como “cidades” ou “assentamentos”. Este debate também inclui se um assentamento precisa ter possuído uma muralha à sua volta para que seja ser chamada, precisamente, uma “cidade”.

Lion's Gate at Mycenae
Portão dos Leões em Micenas Andreas Trepte, www.photo-natur.de (CC BY-SA)

A Cidade Murada

As cidades muradas foram comuns por toda a Mesopotâmia, a mais famosa atualmente e, provavelmente, a mais controversa no mundo antigo, foi Babilônia. Há controvérsia pela mesma razão de como sua fama é representada proeminentemente – e negativamente – em tantas narrativas bíblicas. Longe de ser uma “cidade do mal”, Babilônia foi um grande e próspero centro cultural e intelectual, sendo a primeira, entre outras conquistas, a aperfeiçoar a arte da indústria do vidro, c. 1500 a.C., bem como pelo posterior desenvolvimento das artes e ciências conhecidas atualmente como astronomia, astrologia, primórdios da física, matemática, leis, literatura, arquitetura e escultura. O grande rei Hamurabi, em 1792 a.C., primeiramente cercou Babilônia com muralhas e construiu o primeiro complexo de templos sagrados ao deus Marduk (o Esagila), incluindo o ziggurat (zigurate), uma alta torre em degraus (a qual pode ter dado origem ao famoso relato bíblico da Torre de Babel), todos centralizados à volta do Rio Eufrates. Babilônia atingiu seu apogeu, no entanto, sob o reinado de Nebuchadnezzar II (que viveu entre 634-562 a.C., reinando de 605 a 562 a.C.) e cercou a cidade três vezes com muralhas de 12 metros (40 pés) de altura e tão espessa que corridas de bigas eram disputadas sobre elas. As muralhas de Babilônia, e especialmente o grande Portão Ishtar, apareciam em listas de alguns escritores entre as Sete Maravilhas do Mundo Antigo e consideradas uma maravilha, cercando a cidade por 16 quilômetros (10 milhas).

Cidades Mesopotâmicas, e mais tarde cidades gregas e romanas, caracterizavam-se por suas muralhas, que também é verdade para outras civilizações. As muralhas da cidade conhecida como a Grande Zimbabwe (no atual Zimbabwe-Zimbabué) foram definidoras e as da cidade de Benin (atual Nigéria) igualmente consideradas uma marca daquele local. É improvável que a Mesopotâmia tenha influenciado diretamente outras culturas e parece bem mais provável que as muralhas foram erguidas, por todo o mundo, sem a influência da transmissão cultural, simplesmente como uma resposta natural à possibilidade de ataque por cidades vizinhas e as incertezas do mundo natural. Pela tradição, a China continuou a erguer muralhas em volta das cidades (exceto, notavelmente, em Angyang, que nunca foi murada). Mesmo assim, existiram culturas que ergueram cidades sem muralhas ou, pelo menos, sem muralhas de grande altura ou comprimento. As cidades Maias da Mesoamérica não possuíam muralhas significativas (muito embora possuíssem portões) e os egípcios, ao que parece, não aderiram inteiramente ao conceito de cidade murada. Escreve Smith:

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“Devido ao fato de que os arqueologistas falharam em encontrar grandes cidades egípcias anteriores à capital de Akhenaton, em Amarna, no período do Novo Reinado (1350 a.C.), o Egito apresenta, algumas vezes, um contraste com a Mesopotâmia como uma civilização sem cidades”. Este rótulo, no entanto, mascara uma forma distintiva de urbanismo. Enquanto seja possível que as cheias do Nilo tenham destruído antigas grandes capitais, parece mais provável que os egípcios criaram uma forma de urbanismo disperso, caracterizado por assentamentos urbanos menores e mais especializados (25).

Cidades muradas constituíam os centros de vida para os antigos mesopotâmicos e a população de Babilônia (200.000 durante o reinado de Nabucodonosor II) não diferiam de outras cidades-estados na dependência das muralhas para apartá-las da incerteza e perigo do mundo exterior. Fora dos muros, estendiam-se os longos campos para cultivo e pastagem para o gado, porém também espreitavam os incontroláveis aspectos da natureza e a inimizade dos hostis para com os habitantes da cidade. Embora uma significativa percentagem da população deixasse diariamente os confins da cidade para cuidar dos campos e do gado e se envolver no comércio e, portanto, o cotidiano das pessoas desenvolvia-se essencialmente fora das muralhas. O conceito de cidade era tão importante para os habitantes da Mesopotâmia ao afirmarem que a cidade de Eridu seria o berço da humanidade ao invés do Éden bíblico.

Pont Du Gard Aqueduct
Aqueduto de Ponte do Gard Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Benefícios e Custos da Cidade

Não existe nenhum consenso acadêmico a respeito do porquê a urbanização tenha começado na Mesopotâmia, discussão que se estende desde a ausência de chuvas na região, até aos fatores ambientais, como extensas e amplas planícies, o que deixava os moradores à mercê dos elementos da natureza (e, conforme a ocasião, invasores) sem cidades muradas, bem como à simples explanação de que os povoados prósperos atraíram mais pessoas e cresceram na direção de centros urbanos. Lewis Mumford sugere que:

“A segurança física e a continuidade social foram as grandes contribuições para a cidade. Sob tais condições, todo tipo de conflito e desafio tornou-se possível sem o rompimento da ordem social... Por meio de seus sistemas de armazenamento, canalização e irrigação, a cidade, a partir de sua primitiva emergência no Oriente Próximo, justificou sua existência ao libertar a comunidade dos caprichos e violências da natureza – apesar de que nenhuma parte dessa benesse se anulou pelos efeitos posteriores de sujeição da comunidade, mais objetivamente aos caprichos e violências dos homens (5).

Esta separação dos seres humanos a partir de seu meio natural, produziu um mundo artificial no qual as pessoas não mais deviam se preocupar com os ciclos da natureza para a sobrevivência. A água da chuva podia ser armazenada para utilização posterior, como se podia fazer com as colheitas, os campos podiam ser irrigados devido ao engenho humano, ao invés de ficarem na dependência dos deuses enviarem chuva. À medida que as cidades cresciam em tamanho, também cresciam em poder e, como observado por Smith, “Os governantes faziam uso da arquitetura urbana para enviarem mensagens a respeito do poder, riqueza, legitimidade e outros temas ideológicos” (27). O antigo sistema de campesinato, onde comunidades humanas dependiam da relação com a terra, mudou com a ascensão dos centros urbanos, nos quais os humanos controlavam o meio natural determinando que o ambiente em torno deles se submetesse às suas vontades. Mumford observa que, “sob o manto protetor da cidade, aparentemente tão permanente, estas ilusões encorajaram hábitos predadores e parasitismos os quais, finalmente, solaparam toda a estrutura econômica e social, após ter arruinado o ambiente em volta e mesmo em regiões distantes. Muitos elementos supridos pela natureza, necessários tanto para a saúde como para o equilíbrio mental, foram perdidos na cidade”(6).

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Isto não significa, no entanto, que a cidade e o processo de urbanização, não tenham produzido benefícios a longo prazo. O historiador Paulo Kriwaczek escreve:

Com a cidade veio o estado centralizado, a hierarquia de classes sociais, a divisão do trabalho, religião organizada, edificações monumentais, engenharia civil, literatura escrita, escultura, arte, música, educação, leis e matemática, para não mencionar um vasto conjunto de novas invenções e descobertas, desde itens tão básicos como veículos de rodas a forno para cerâmica, metalurgia e a criação de materiais sintéticos. E, acima de tudo isso, estava imensa coleção de noções e ideias tão fundamentais ao nosso modo olhar ao mundo, como o conceito de números ou peso, relativamente independente dos reais itens contados ou pesados – o número dez ou um Kg – que por muito tempo esquecemos de que tinham eles de serem descobertos ou inventado (20-21).

Sacred Precinct, Tenochtitlan
Distrito Sagrado de Tenochtitlán Steve Cadman (CC BY-SA)

Ainda assim, a natureza artificial do meio urbano é a razão pela qual tantas cidades antigas, não destruídas em conquistas, foram destruídas por seus moradores ou abandonadas. Todos os grandes centros urbanos maias foram abandonados antes de 900 d.C. e muitas das importantes cidades da Mesopotâmia, como Uruk e Eridu, foram esvaziadas muito antes daquelas. Super população e uma depleção de recursos levaram ao declínio de muitas cidades antigas e Mumford advoga que isso ocorre com os centros urbanos “quando uma cidade não constitui mais uma relação simbiótica com a região circundante, quando um crescimento posterior sobretaxa os recursos locais, como a água, e faz deles ficarem em situação precária, quando para manter seu crescimento, uma cidade precisa ultrapassar seus limites imediatos por água, combustível e por material de construção” (6). Exatamente foi isso o que aconteceu com a cidade maia de Copan e muitas outras por todo o mundo antigo. Em Copan, e muitos outros centros maias, a falta de água para suprir a população, tornou-se progressivamente um sério problema.

Este mesmo paradigma, sejam perda de água ou outros recursos, levaram à ruína outras grandes cidades em outras regiões por todo o mundo antigo e ainda prevalecem nos tempos modernos. Na região que uma vez originaram as primeiras cidades, o Crescente Fértil encontra-se, atualmente, longe de ser fértil. David Michael, da Stimson Global Security escreve, “populações crescentes, demandas ascendentes, pressões ambientais aumentadas e o risco de programas de desenvolvimento potencialmente insustentáveis impõem insuportáveis cargas nos recursos hídricos da região”. Tal situação, reconhecível no passado, é uma ameaça ao meio ambiente nos dias presentes. Os seres humanos criaram ambientes artificiais, cidades, para mantê-los seguros e permitir-lhes algo semelhante a um controle sobre a vida e, assim fazendo, distanciarem-se do meio ambiente natural necessário a sobreviverem tanto que, no caso de muitas cidades antigas, nenhum meio ambiente era sustentável e ambos caíram em ruína.

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Bibliografia

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Sobre o Tradutor

Jose Monteiro Queiroz-Neto
Monteiro é um pediatra aposentado interessado na história do Império Romano e da Idade Média. Tem como objetivo ampliar o conhecimento dos artigos da WH para o público de língua portuguesa. Atualmente reside em Santos, Brasil.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, novembro 07). A Cidade Antiga. (J. M. Queiroz-Neto, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-45/a-cidade-antiga/

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Mark, Joshua J.. "A Cidade Antiga." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. World History Encyclopedia, novembro 07, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-45/a-cidade-antiga/.

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Mark, Joshua J.. "A Cidade Antiga." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. World History Encyclopedia, 07 nov 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-45/a-cidade-antiga/.

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