Décima Quarta Emenda

Definir a Cidadania por Direito de Nascimento
Harrison W. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Ratifying the Fourteenth Amendment (by Unknown Author, Public Domain)
Ratificação da Décima Quarta Emenda Unknown Author (Public Domain)

A Décima Quarta Emenda é um dos acréscimos mais importantes e consequentes à Constituição dos Estados Unidos. Ratificada em 1868, define a cidadania norte-americana como pertencente a "todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos" — isto é, a "cidadania por direito de nascimento" — e garante a "igual proteção das leis" e o "devido processo legal" a todos os cidadãos. A emenda foi redigida e implementada durante a turbulenta Era da Reconstrução (cerca de 1863-1877) para proteger as liberdades recém-conquistadas pelos antigos escravizados. Permanece altamente relevante no discurso político dos EUA e é uma das partes da Constituição norte-americana mais frequentemente objeto de litígio.

O Contexto: A Reconstrução de uma Nação

Com o fim da Guerra Civil Americana veio a abolição da escravatura nos Estados Unidos. A Proclamação de Emancipação de 1863 já tinha libertado os escravos no Sul rebelde, enquanto a Décima Terceira Emenda — ratificada pelo número necessário de estados em dezembro de 1865 — libertou-os em todos os outros locais (com a notável exceção do trabalho forçado ser mantido como punição para criminosos). Milhões de pessoas anteriormente escravizadas foram libertadas dos seus grilhões e puderam, pelo menos no papel, tomar finalmente o controlo dos seus próprios destinos. Contudo, embora a questão da própria escravatura tivesse sido decidida no fumo e no fogo da Guerra Civil Americana, não existia ainda um consenso sobre o lugar que os homens e mulheres libertos ocupariam na sociedade norte-americana. Seriam contados como cidadãos de pleno direito? Ser-lhes-ia permitido votar?

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Johnson estava menos interessado em garantir os direitos dos norte-americanos negros do que em terminar a Reconstrução o mais rapidamente possível.

O Presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, sabia que o país tinha de enfrentar estas questões antes que as cicatrizes da guerra e da divisão regional pudessem ser verdadeiramente curadas. Para este efeito, ele e o Partido Republicano antiescravatura estabeleceram o Freedmen's Bureau (Gabinete dos Libertos) no início de 1865. Este gabinete era uma agência federal responsável por ajudar as pessoas anteriormente escravizadas a fazer a transição para a liberdade; os agentes ajudavam as pessoas libertadas, que viviam na pobreza, a garantir mantimentos e acesso à educação, e chegaram a traçar planos para lhes fornecer terrenos agrícolas que tinham sido confiscados aos ex-Confederados — este plano tornou-se a base do lema "quarenta acres e uma mula".

Com o Freedmen's Bureau a trabalhar para ajudar as pessoas libertadas a tirar partido das suas liberdades, Lincoln voltou-se seguidamente para a questão dos seus direitos civis, incluindo o sufrágio. A 11 de abril de 1865, pouco depois da rendição dos Confederados em Appomattox, fez um discurso manifestando o apoio à concessão do direito de voto aos norte-americanos negros, ou pelo menos àqueles que tinham servido no Exército da União durante a guerra. Mas nunca se saberá se teria cumprido esta promessa, uma vez que, apenas alguns dias depois, morreu, abatido pela bala de um assassino.

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O sucessor de Lincoln, Andrew Johnson, era um político menos capaz. Um democrata rude do Tennessee, Johnson estava menos interessado em garantir os direitos dos norte-americanos negros do que em terminar a Reconstrução o mais rapidamente possível. Para esse efeito, concedeu amnistia à maioria dos ex-Confederados e devolveu-lhes grande parte das suas terras confiscadas, frustrando assim os planos do Freedmen's Bureau de entregar essas terras às pessoas anteriormente escravizadas. De facto, Johnson descarrilou muitos dos esforços do gabinete e chegou a vetar as leis do Freedmen's Bureau, que teriam feito muito para ajudar as pessoas libertadas em todo o Sul.

President Andrew Johnson
Presidente Andrew Johnson Mathew Brady (Public Domain)

As políticas de Johnson — uma fase conhecida como "Reconstrução Presidencial" — encorajaram o Sul derrotado a reclamar grande parte do poder que tinha perdido. Os antigos Estados Confederados reconduziram muitos dos seus antigos líderes aos cargos e implementaram os "Códigos Negros" (Black Codes), políticas legislativas discriminatórias que restringiam as liberdades e os direitos civis dos norte-americanos negros. Quando o Congresso voltou a reunir-se, os defensores mais fervorosos da União e das liberdades dos negros — conhecidos como Republicanos Radicais — ficaram horrorizados por Johnson ter colocado em risco a Reconstrução ao permitir que a velha aristocracia proprietária de escravos recuperasse parte da sua autoridade.

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O Debate Parlamentar

Quando o Congresso, controlado pelos Republicanos, se reuniu no final de 1865, os membros apressaram-se a contrariar Johnson e o crescente poder do Sul. Recusaram a admissão de congressistas sulistas recém-eleitos, ganhando tempo para encontrar uma forma de consagrar na Constituição os ganhos obtidos na Guerra Civil, fora do alcance do presidente e dos seus aliados. Só em janeiro, foram apresentadas nada menos que 70 emendas constitucionais, cada uma tentando lidar com as questões complexas das liberdades dos negros e da Reconstrução.

Um dos principais problemas era o da representação; antes da guerra, os estados do Sul contavam três quintos das suas populações escravizadas para a sua representação no Congresso, tinham, por isso, conseguido aumentar o seu poder político explorando as suas grandes populações escravizadas que, naturalmente, não podiam votar nem participar no processo político. Agora, com o fim da escravatura, os estados do Sul podiam contar a totalidade da sua população de homens livres. Mas, dado que, na maioria dos casos, estes homens ainda não podiam votar, o Sul continuaria a reivindicar uma representação parlamentar desproporcional à sua população votante. Isto aumentaria grandemente a influência sulista tanto no Congresso como no Colégio Eleitoral; um congressista republicano alertou que, se nada fosse feito para remediar a situação, então "traidores... impenitentes" tomariam o controlo do governo federal e fariam tudo o que estivesse ao seu alcance para inverter a trajetória da Reconstrução (citado em Foner, pág. 252).

Ao considerar este problema, o Comité Conjunto sobre a Reconstrução encontrou uma solução. No final de janeiro de 1866, propôs uma emenda que penalizaria qualquer estado que tentasse impedir os cidadãos do sexo masculino de votar, reduzindo proporcionalmente a representação parlamentar desse estado. A emenda foi aprovada na Câmara dos Representantes, mas falhou no Senado, onde foi oposta não apenas pelos Democratas, mas também pelos Republicanos Radicais, que acreditavam que a proposta não ia suficientemente longe na proteção dos direitos dos homens livres.

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Charles Sumner
Charles Sumner Edgar Parker (Public Domain)

O senador Charles Sumner, de Massachusetts, uma das principais vozes radicais no Congresso, votou contra a emenda porque esta oferecia poucas proteções reais aos eleitores negros; hipoteticamente, um estado grande poderia continuar a restringir o sufrágio negro se considerasse que valia a pena perder um pouco de representação. Além disso, Sumner não estava disposto a comprometer os seus princípios, declarando o seu desejo de que "o dia do compromisso com o errado tivesse passado para sempre" e proclamando que "um princípio moral não pode ser objeto de compromisso" (citado em Sinha, pág. 90). No seu discurso de oposição à emenda, Sumner apresentou petições de abolicionistas venerados como Frederick Douglass, que partilhava as suas dúvidas.

Muitos Republicanos na Câmara ficaram desagradados pelo facto de um homem tão influente como Sumner se ter separado deles. Thaddeus Stevens, talvez o principal Republicano Radical na Câmara, condenou Sumner e os outros "republicanos moralistas" por se aliarem aos "indignos copperheads" (simpatizantes do Sul). Stevens concordou que a emenda não era perfeita, mas argumentou que era necessário fazer compromissos, uma vez que viviam "entre homens e não entre anjos" (citado em Sinha, pág. 91). Ainda assim, uma vez que a emenda não conseguiu obter a maioria necessária de dois terços dos votos no Senado, não havia nada que os Republicanos da Câmara, como Stevens, pudessem fazer a não ser voltar à estaca zero.

Foi, sem dúvida, um período tenso. "O Presidente passou-se para o lado do inimigo", escreveu melancolicamente um congressista republicano, "e os nossos amigos estão todos divididos entre si" (citado em Foner, pág. 253). Todos sabiam que, se os Republicanos não conseguissem propor uma emenda aceitável até às eleições intercalares que se aproximavam, poderiam perder o controlo do Congresso e perder a vantagem na batalha pela Reconstrução. Com esta consciência, o Comité Conjunto propôs uma nova emenda no final de abril, esperando que esta fosse mais abrangente na proteção das liberdades e que, por isso, fosse mais palatável aos seus colegas radicais no Senado.

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A Emenda

O principal redator do documento que se tornaria a Décima Quarta Emenda foi o congressista do Ohio, John A. Bingham, que já tinha ganho renome nacional ao processar os conspiradores por trás do assassínio de Abraham Lincoln. Bingham estava preocupado com o facto de certos estados tentarem negar a cidadania aos norte-americanos negros e, ainda, tentarem privá-los das liberdades garantidas na Declaração de Direitos (Bill of Rights).

Ao definir a cidadania norte-americana de modo a incluir qualquer pessoa nascida em solo dos EUA, Bingham abriu a porta para que os filhos de imigrantes recebessem direitos plenos.

Bingham e os seus colaboradores anteciparam isto na primeira secção da nova emenda, na qual definiram um cidadão norte-americano como qualquer pessoa "nascida ou naturalizada nos Estados Unidos". Além disso, todos os cidadãos tinham direito à igualdade perante a lei, e nenhum estado poderia criar ou aplicar qualquer lei que pudesse privar os cidadãos das suas liberdades "sem o devido processo legal". Estudiosos como Manisha Sinha enfatizaram a importância da redação de Bingham aqui, uma vez que ele utiliza a palavra "pessoa" ao referir-se aos cidadãos, em vez da palavra "homem". Esta escolha intencional de palavras ajudaria mais tarde grupos marginalizados, como as mulheres e as pessoas LGBTQ+, a reclamar a igualdade perante a lei. Adicionalmente, ao definir a cidadania norte-americana de forma a incluir qualquer pessoa nascida em solo dos EUA — a cidadania por direito de nascimento — Bingham e os seus aliados abriram a porta para que os filhos de imigrantes recebessem todos os direitos e privilégios consagrados na Constituição.

A segunda secção da Décima Quarta Emenda acabou definitivamente com a cláusula dos Três Quintos e estipulou que todas as pessoas seriam contabilizadas para fins de representação, excluindo os "índios não tributados", o que significava os nativos americanos confinados a reservas. Se algum estado tentasse impedir ou restringir o voto de qualquer grupo de cidadãos adultos do sexo masculino, esse estado seria penalizado perdendo uma quantidade proporcional de representação no Congresso. É de notar, contudo, que esta penalização raramente foi invocada, mesmo quando os estados do Sul, mais tarde, desrespeitaram abertamente a Décima Quarta Emenda ao privar os homens negros do direito de voto durante a era de Jim Crow.

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NAACP Strangles Jim Crow
NAACP Estrangula Jim Crow Elton C. Fax (Public Domain)

A terceira secção da emenda procurava impedir que os ex-Confederados alcançassem posições de poder. Decretava que qualquer pessoa que se tivesse rebelado contra os Estados Unidos após ter prestado juramento de lealdade à Constituição seria proibida de ocupar cargos públicos novamente. Contudo, o Congresso poderia anular esta restrição numa base individual com uma votação de dois terços. Num rascunho anterior, Bingham e os seus colaboradores tinham tentado impedir que os ex-rebeldes votassem, mas isto foi, em última análise, eliminado da emenda final. O castigo para os líderes ex-Confederados, portanto, não passou de pouco mais do que um aviso leve. "Nunca", escreve Sinha, "os traidores sentiram a mão da lei tão leve" (pág. 93).

A quarta secção confirmava o pagamento da dívida pública dos EUA, mas proibia o pagamento da dívida contraída pela Confederação. A quinta e última secção conferia ao Congresso poderes para aplicar a emenda através de "legislação apropriada". Uma vez concluída, a emenda foi rapidamente aprovada por ambas as câmaras do Congresso a 13 de junho de 1866. O Secretário de Estado William H. Seward enviou-a então para os estados para ratificação.

O Texto

O texto integral da Décima Quarta Emenda encontra-se transcrito abaixo:

Secção 1: Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição são cidadãs dos Estados Unidos e do Estado em que residem. Nenhum Estado poderá elaborar ou aplicar qualquer lei que restrinja os privilégios ou imunidades dos cidadãos dos Estados Unidos; nem qualquer Estado poderá privar qualquer pessoa da sua vida, liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal; nem negar a qualquer pessoa sob a sua jurisdição a igual proteção das leis.

Secção 2: Os representantes serão distribuídos pelos vários Estados de acordo com os seus respetivos números, contando o número total de pessoas em cada Estado, excluindo os índios não tributados. Mas quando o direito de voto em qualquer eleição para a escolha de eleitores para Presidente e Vice-Presidente dos Estados Unidos, Representantes no Congresso, funcionários Executivos e Judiciais de um Estado, ou membros da Legislatura deste, for negado a qualquer dos habitantes do sexo masculino de tal Estado, com vinte e um anos de idade, e cidadãos dos Estados Unidos, ou de qualquer forma restringido, exceto por participação em rebelião ou outro crime, a base de representação nele existente será reduzida na proporção que o número de tais cidadãos do sexo masculino representar em relação ao número total de cidadãos do sexo masculino com vinte e um anos de idade nesse Estado.

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Secção 3: Ninguém poderá ser Senador ou Representante no Congresso, ou eleitor de Presidente e Vice-Presidente, ou ocupar qualquer cargo, civil ou militar, sob a autoridade dos Estados Unidos, ou de qualquer Estado, que, tendo previamente prestado juramento, como membro do Congresso, ou como funcionário dos Estados Unidos, ou como membro de qualquer legislatura estadual, ou como funcionário executivo ou judicial de qualquer Estado, para apoiar a Constituição dos Estados Unidos, se tenha envolvido em insurreição ou rebelião contra a mesma, ou tenha dado ajuda ou conforto aos seus inimigos. Mas o Congresso pode, por um voto de dois terços de cada Câmara, remover tal incapacidade.

Secção 4: A validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, incluindo dívidas contraídas para pagamento de pensões e gratificações por serviços na supressão de insurreição ou rebelião, não será questionada. Mas nem os Estados Unidos nem qualquer Estado assumirão ou pagarão qualquer dívida ou obrigação contraída em auxílio de insurreição ou rebelião contra os Estados Unidos, ou qualquer reclamação pela perda ou emancipação de qualquer escravo; mas todas essas dívidas, obrigações e reclamações serão consideradas ilegais e nulas.

Secção 5: O Congresso terá o poder de fazer cumprir, mediante legislação apropriada, as disposições deste artigo.

As Consequências

A Décima Quarta Emenda foi, talvez, a emenda mais significativa à Constituição depois da Declaração de Direitos (Bill of Rights) e constituiu um dos maiores feitos da "Reconstrução Radical". Consagrou na Constituição os conceitos de "cidadania por direito de nascimento" e "igualdade perante a lei", ideias que teriam consequências duradouras ao longo da história dos EUA — de facto, a primeira secção da Décima Quarta Emenda, onde ambos os conceitos estão expostos, encontra-se entre as partes da Constituição mais frequentemente objeto de litígio. Formou a base de algumas das decisões mais importantes do Supremo Tribunal dos EUA, incluindo Brown v. Board of Education (1954), que pôs fim à segregação racial nas escolas públicas; Loving v. Virginia (1967), que terminou com as proibições de casamentos inter-raciais; Roe v. Wade (1973), que garantiu a proteção federal do acesso ao aborto até ter sido anulada em 2022; bem como Obergefell v. Hodges (2015), que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

School Integration, Washington, D.C.
Integração Escolar, Washington, D.C. Thomas J. O'Halloran (Public Domain)

Contudo, em 1866, tudo isto era ainda futuro — os Republicanos Radicais ainda tinham de se preocupar em obter a ratificação da emenda pelos estados. Nisto, tal como em quase tudo o resto, foram opostos pelo Presidente Johnson, bem como pelos Democratas e pelos antigos Estados Confederados. Os detratores alegavam que, ao forçar os estados a aderir a um conjunto de normas, a emenda aumentava o poder federal em detrimento dos direitos dos estados. Bingham, contudo, contrapôs que "não retira a nenhum Estado qualquer direito... mas impõe uma limitação aos Estados para corrigir os seus abusos de poder" (citado em Foner, pág. 259).

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Ainda assim, os antigos Estados Confederados mantiveram-se desafiantes; com exceção do Tennessee, as suas legislaturas estaduais recusaram-se a ratificar a emenda. Os Republicanos Radicais recusaram-se a ser intimidados. Em 1867, após manterem o controlo do Congresso nas eleições intercalares, aprovaram as Leis da Reconstrução (Reconstruction Acts), que estabeleceram a lei marcial nos estados do Sul e proibiram o seu reingresso na União até que ratificassem a Décima Quarta Emenda (isto não se aplicou ao Tennessee, no entanto, que tinha sido readmitido na União em 1866). Embora alguns estados tenham resistido durante décadas — de facto, o Kentucky tornou-se o último estado a ratificar a emenda em março de 1976 — a Décima Quarta Emenda foi ratificada pelo número necessário de 28 estados e adotada na Constituição dos EUA a 9 de julho de 1868. Este não foi apenas um acontecimento chave na história da Reconstrução, mas também um momento decisivo na história constitucional dos Estados Unidos.

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Mark, H. W. (2026, julho 14). Décima Quarta Emenda: Definir a Cidadania por Direito de Nascimento. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26465/decima-quarta-emenda/

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Mark, Harrison W.. "Décima Quarta Emenda: Definir a Cidadania por Direito de Nascimento." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 14, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26465/decima-quarta-emenda/.

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Mark, Harrison W.. "Décima Quarta Emenda: Definir a Cidadania por Direito de Nascimento." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 14 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26465/decima-quarta-emenda/.

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