Somalilândia Britânica

O Protetorado no Corno de África
Mark Cartwright
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Postage Stamps of British Somaliland (by Mark Cartwright, CC BY-NC-SA)
Selos Postais da Somalilândia Britânica Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

O Protetorado da Somalilândia, mais informal e comummente conhecido como Somalilândia Britânica, foi criado em 1884 e governado pela Grã-Bretanha até à conquista da independência em 1960, data em que foi formada a República da Somália. Estrategicamente importante na foz do Mar Vermelho, a Grã-Bretanha pretendia controlar este litoral do Corno de África para manter ligações vitais entre a Europa e a Índia Britânica através do Canal de Suez. O Protetorado da Somalilândia foi palco de uma longa e infame rebelião contra o domínio colonial liderada pelo inspirador líder muçulmano Sayyid Muḥammad 'Abdallāh Hassan, a quem os britânicos chamavam de "Mullah Louco".

A Somália Antes do Século XIX

A região do Corno de África habitada pelo povo somali possui um ambiente predominantemente de estepe subdesértica, o que a torna inadequada para elevadas densidades populacionais e propensa a períodos de seca extrema. Muito mais vantajosa é a sua posição geográfica na foz do Mar Vermelho e do Golfo de Adém. Sendo um sultanato árabe no período medieval, esta região costeira era conhecida como a Costa da Canela (devido à importação desta preciosa especiaria do subcontinente indiano), com Mogadíscio, a sul (no território que viria a ser a Somalilândia Italiana), a florescer como um dos principais portos da África Oriental. A região constituía a extremidade setentrional da rede comercial que prosperou ao longo da costa suíli da África Oriental.

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No início, não havia presença britânica oficial nas costas somalis e as relações diplomáticas eram consideradas suficientes.

Os somalis prestavam vassalagem a uma teia complexa de tribos e clãs específicos, bem como aos descendentes de governantes proeminentes. Na segunda metade do século VII o povo somali adotou o Islão sunita através de mercadores árabes. No interior, os somalis eram maioritariamente pastores transumantes, ou seja, deslocavam-se regularmente com o seu gado (bovino e ovino) a cada estação, em busca das áreas de pastagem mais favoráveis. Embora o povo somali esteja 'dividido em muitos grupos tradicionalmente autónomos e belicosos... [possui] um poderoso sentimento de unidade cultural' (Oliver, pág. 85). Dois factores unificadores são a língua somali, de raiz cuxítica (tanto na forma falada como escrita), e o Islão. O povo somali adoptou o camelo árabe e revelou-se exímio no comércio de longa distância. No século XIX, a costa norte do Corno de África era uma dependência do Império Otomano, enquanto a parte sul era uma dependência de Zanzibar. Após a abertura do Canal de Suez em 1869, o Egipto começou a exercer um maior controlo sobre a costa do norte da Somália. Os dois principais portos que o Egito ajudou a desenvolver foram Zeila e Berbera.

Traditional Dhow Sailing Vessel
Veleiro Tradicional Dhow Alessandro Capurso (CC BY-NC-ND)

Ambições Estratégicas da Grã-Bretanha

No ano de 1884, os britânicos adquiriram o controlo do norte da Somalilândia, quando assumiram a governação anteriormente exercida pelo Egito, ele próprio um protetorado britânico (extraoficialmente desde 1882 e, posteriormente, ostentando o título de 'protetorado' a partir de 1914). A Grã-Bretanha já possuía uma presença consolidada em Adém, no Iémen, situada a uma curta distância através do golfo. Adém fizera outrora parte da Companhia das Índias Orientais (British East India Company), mas tornou-se parte dos territórios da Coroa a partir de 1858. Por volta de 1884, Adém foi convertida em protetorado britânico. A vantagem de controlar ambas as margens da entrada do golfo para o Mar Vermelho era óbvia nesta movimentada rota comercial entre os Mares Mediterrâneo e Arábico, uma ligação vital entre a Europa e a Índia Britânica proporcionada pelo Canal de Suez.

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Inicialmente, não existia uma presença britânica oficial no litoral somali, considerando-se que os laços diplomáticos eram suficientes. Tal como acontecia com os outros protetorados noutras paragens, os britânicos ficavam em larga medida satisfeitos se nenhuma potência europeia rival exercesse influência nesta parte específica da costa africana. Esta atitude mudou quando outras potências europeias, particularmente a França, começaram a demonstrar um interesse muito mais activo na região. As tropas britânicas da Índia foram destacadas para a Somalilândia e, em 1886, foram assinados tratados com as tribos ao longo da costa norte. De acordo com o seu estatuto de protetorado, o povo somali prometeu não estabelecer laços com outras potências europeias. Em 1887, as fronteiras da Somalilândia Britânica foram definidas com maior clareza e, em 1888, foi acordado com a França a fronteira norte com a Somalilândia Francesa. Em 1894 e 1897, estabeleceu-se a fronteira entre a Somalilândia Britânica e a Abissínia (Etiópia), tendo a primeira cedido terrenos de pastagem à segunda, ignorando o povo somali que neles habitava. Alguma medida de governação britânica — embora, mesmo na costa, esta permanecesse mínima — manifestou-se na nomeação de três vice-cônsules britânicos, que reportavam ao governo da Índia Britânica através de Adém. Os vice-cônsules residiam em Berbera (a capital), Zeila e Bulhar. Em 1898, deu-se outro passo rumo ao controlo colonial pleno com a nomeação de um cônsul-geral pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, e a guarnição britânica da Índia foi substituída por uma força policial somali local. A função deste novo corpo policial não era policiar o povo, mas sim as rotas comerciais da Somalilândia.

O historiador Roland Oliver explica as expectativas do controlo britânico:

A principal responsabilidade do governo nas novas colónias era estabelecer um quadro geral de lei e ordem que encorajasse os agricultores africanos a produzir excedentes exportáveis e os empresários europeus a entrar e adquirir estes excedentes em troca de exportações europeias ou a desenvolver atividades mineiras e outras atividades económicas em grande escala. As administrações coloniais pretendiam sustentar-se com os impostos cobrados sobre os aumentos esperados na riqueza e no comércio.

(pág. 163)

Map of the Scramble for Africa after the Berlin Conference
Mapa da Partilha da África Após a Conferência de Berlim Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Tal como noutras colónias britânicas, esperava-se que os mercados locais produzissem bens para exportação e fornecessem compradores para as importações fabricadas pela Grã-Bretanha ou pelo Império Britânico. Em 1907, foi aprovada uma lei para proteger a caça excessiva na Somalilândia Britânica e, em 1912, foram criadas duas grandes reservas de caça, embora estas se destinassem a garantir caça para os caçadores, em vez de proteger a vida selvagem per se. De facto, a exportação de peles de animais era uma indústria importante no protetorado. Os produtos importados para troca por peles de animais incluíam produtos manufacturados e alimentos vegetais. As rotas comerciais estendiam-se pelas profundezas do interior, ligando a mais próspera Abissínia ao litoral.

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na década de 1890 Muhammad 'Abdallāh começou a unir as tribos somalis.

Embora as relações fossem largamente cordiais entre colonizadores e mercadores, os muçulmanos que viviam na Somalilândia, particularmente perto da fronteira com a cristã Abissínia, sentiram-se abandonados pela administração britânica. «Os etíopes pareciam ter destruído os assentamentos tarīqa como uma política deliberada. Clãs e linhagens foram deslocados das suas áreas tradicionais» (Fage, pág. 671). Isto levou a que mais de 20 linhagens somalis lutassem entre si ou acumulassem ressentimentos que viriam a eclodir em violência num futuro próximo.

Tal como noutros protetorados, foram emitidos selos postais que promoviam a ligação entre a monarquia britânica e a Somalilândia. Inicialmente, as estações de correio locais utilizavam os selos egípcios mas, a partir de 1903, foram emitidos selos da Índia Britânica com a sobrecarga «British Somaliland». A partir de 1938, os selos passaram a ostentar a efígie do monarca vigente e imagens que reflectiam aspetos locais da economia e da cultura, tais como a ovelha de cabeça negra de Berbera, o Grande Cudu, os batedores somalis (Somali Scouts), o túmulo do xeque Isaaq e o Forte de Taleh. A moeda destes selos e do protetorado era a rupia (em que 12 pies equivaliam a uma anna e 12 annas a uma rupia), um lembrete da estreita ligação do protetorado à Índia Britânica e das rotas comerciais entre estas duas áreas do vasto Império Britânico. A moeda do Protetorado da Somalilândia foi alterada para cêntimos e xelins da África Oriental (100 cêntimos = um xelim) em 1951.

Somali Woman Building a Traditional House
Mulher Somali a Erigir uma Habitação Tradicional Mouseawale88 (CC BY-NC-SA)

O "Mullah Louco"

Na realidade, o custo da administração de regiões mais pobres, como a Somalilândia, revelou-se muito superior ao que quaisquer impostos sobre o comércio local pudessem sustentar. O povo somali era, compreensivelmente, hostil às exigências fiscais e suspeitava das novas formas de mercantilismo. As rebeliões de várias tribos somalis contra o domínio britânico não eram invulgares, ocorrendo surtos significativos de forma esporádica entre 1901 e 1904. As revoltas foram esmagadas e, para todos os efeitos, o protetorado tornou-se uma colónia britânica plena em tudo menos no nome, em 1905. No mesmo ano, foi criada a Somalilândia Italiana ao longo da costa sul do Corno de África. No vocabulário dos colonizadores, porém, a Somalilândia não foi totalmente «pacificada» até 1920, quando se tornou uma colónia de pleno direito do Império Britânico.

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A ameaça mais significativa ao domínio britânico veio de Sayyid Muḥammad 'Abdallāh Hassan (também conhecido como Muḥammad ibn 'Abdallāh Hassan ou Sayyid Muhammad Abdille Hassan). Muhammad 'Abdallāh (cuja data de nascimento é variadamente indicada como 1856 ou 1864) era um líder religioso carismático em torno do qual começaram a acumular-se todo o tipo de lendas. Diz-se que ele decorou todo o Alcorão em menos de três anos, enquanto viajava extensivamente pelo Corno de África e por Meca. Em 1890, ele conseguiu unir as tribos somalis num movimento de resistência contra as administrações britânica e italiana. A campanha prendia-se menos com o controlo colonial — de facto, os britânicos poderiam ser justamente acusados de não se terem esforçado o suficiente para estabelecer qualquer tipo de controlo significativo — e mais com o perigo que representava para os muçulmanos ter um suserano infiel.

À medida que Muhammad 'Abdallāh se dedicava a unir as tribos somalis ao longo da década de 1890 — tarefa nada fácil, dada a sua longa história de rixas e rivalidades — os britânicos consideraram-no, inicialmente, uma força de paz e não uma ameaça direta à sua administração da Somalilândia. No entanto, Muhammad 'Abdallāh tinha outros planos e foi suficientemente astuto para observar que poderia ferir as potências coloniais de forma mais eficaz ao perturbar o único e verdadeiro deus dos infiéis: o comércio. Em 1899, Muhammad 'Abdallāh estava a convencer os somalis de que Deus o instruíra a libertá-los do domínio estrangeiro. Foi suficientemente convincente para reunir um grupo de, pelo menos, 5 000 seguidores armados.

Em 1899, após Muhammad 'Abdallāh ter escrito uma célebre carta às autoridades britânicas acusando o governo local de reprimir o Islão e pedindo audaciosamente que lhe pagassem impostos a ele, em vez de ser o contrário, os britânicos mudaram de tom e declararam-no não apenas um rebelde, mas um rebelde obviamente louco. Muhammad 'Abdallāh passou a ser popularmente conhecido pelos britânicos como o 'Mad Mullah' (sendo mullah alguém particularmente instruído em textos islâmicos). Muhammad 'Abdallāh respondeu apelando a uma jihad, ou guerra santa, mas esta parece ter sido inicialmente dirigida a grupos somalis rivais, seitas muçulmanas rivais e àqueles que, em geral, simpatizavam com os britânicos, em vez de visar as próprias autoridades britânicas.

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Statue of Sayyid Moḥammad ‘Abdallah Hassan
Estátua de Sayyid Mohammed Abdullah Hassan Unknown Photographer (Public Domain)

Muhammad 'Abdallāh agitou um vespeiro de rivalidades entre os somalis. Sobreviveu a uma tentativa de assassinato por parte de um desses grupos rivais, mas continuou a aumentar o seu número de combatentes, conhecidos como 'dervixes'. Os dervixes estavam comprometidos a morrer pela causa e usavam distintos turbantes brancos. Embora fossem combatentes ferozes, não tinham resposta para as metralhadoras britânicas. O que os dervixes possuíam, porém, era mobilidade. As tropas coloniais necessitavam de água por onde quer que passassem, especialmente no calor abrasador da Somália, mas os resistentes dervixes podiam subsistir à base de leite de camela; assim, entravam e saíam de escaramuças, frustrando os britânicos pela sua incapacidade de esmagar a rebelião de uma vez por todas. Os britânicos também não se ajudaram a si mesmos ao recusarem auxiliar os grupos somalis, como os Dulbahante, que estavam ansiosos por combater Muhammad 'Abdallāh e travar as suas problemáticas incursões contra as suas propriedades — incursões estas que forneciam pilhagens vitais e escravos aos dervixes.

Em 1903, Muhammad 'Abdallāh provocou os britânicos com outra carta infame, salientando que estes lutavam pelo controlo de uma terra árida com pouco para oferecer: «Se querem lenha e pedra, podem obtê-las em abundância. Também há muitos formigueiros. O sol é muito quente» (Fage, pág. 676), escreveu o líder rebelde. Contudo, até o povo somali, em geral, estava a ficar cansado de toda aquela agitação, e uma sucessão de expedições punitivas britânicas acabou por empurrar Muhammad 'Abdallāh para um exílio efectivo. Imperturbável, o "Mullah Louco" usou o seu extraordinário carisma e o seu dom para a poesia (que era altamente valorizada na cultura somali) para reunir um novo grupo de seguidores dervixes. Os britânicos, os italianos, os etíopes e um número considerável de tribos somalis estavam exasperados sobre como poderiam livrar-se desta figura profundamente irritante. Pelo menos, Muhammad 'Abdallāh estava agora limitado ao interior da Somalilândia Britânica, em larga medida sem valor (do ponto de vista colonial), pelo que o governo não precisaria de desperdiçar mais recursos na perseguição do rebelde.

Muhammad 'Abdallāh permaneceu na sua fortaleza em Taleh ou nos arredores, de onde continuou a lançar ataques de cavalaria e guerrilha para adquirir espólios para seus seguidores. Foi somente a morte do "Mullah Louco" por causas naturais, provavelmente gripe, em 1920, que permitiu à Grã-Bretanha finalmente reivindicar o controlo total sobre o seu Protetorado. Muhammad 'Abdallāh tornou-se mais tarde um herói nacional somali, mas a sua história tendeu a «dividir em vez de unir os somalis» (Fage, pág. 678). É significativo que Muhammad 'Abdallāh insistisse que os seus seguidores fossem chamados dervixes, e que apenas os seus inimigos — aqueles que colaboravam com os britânicos ou desafiavam a sua vertente de Islão ultraconservador — devessem ser chamados somalis. No entanto, a visão de uma pátria somali unificada revelou-se inspiradora e com um apelo duradouro.

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Map of Africa in World War II
Mapa de África na Segunda Guerra Mundial Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Somalilândia e as Duas Guerras Mundiais

As duas guerras mundiais também ameaçaram o controlo britânico no Protetorado da Somalilândia. Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu em 1914, foi formado o Corpo de Camelos da Somalilândia (Somaliland Camel Corps) para dissuadir as revoltas locais, enquanto o governo britânico e as suas forças armadas se focavam em proteger outras áreas coloniais mais importantes, mais diretamente ameaçadas por potências europeias rivais. Os somalis continuaram a resistir a quaisquer ameaças à predominância do Islão, e o ensino nas escolas, que incluía a instrução dos princípios do Cristianismo, encontrou resistência, nomeadamente sob a forma de dois grandes motins em Burao, em 1922, e em Baro, em 1936.

O Protetorado da Somalilândia foi ocupado por forças italianas entre 1940 e 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). A Itália já controlava a região costeira a sul, conhecida como Somalilândia Italiana, e a Eritreia Italiana situava-se a noroeste. A Itália invadiu a Abissínia em 1936 e, ao apoderar-se da Somalilândia Britânica, conseguiu estabelecer brevemente o controlo sobre o Corno de África, um estado colonial conhecido como África Oriental Italiana. Em 1941, as forças britânicas recuperaram o controlo do Protetorado da Somalilândia e expulsaram as forças italianas de toda a região. O povo somali começou, uma vez mais, a exigir vigorosamente a independência, particularmente a partir de 1954, quando as terras de pastagem tradicionalmente utilizadas pelos nómadas somalis foram transferidas para a administração etíope.

Somália Pós-Colonial

Em fevereiro de 1960 realizaram-se eleições democráticas na Somalilândia Britânica, e todos os partidos apoiaram a união com a antiga Somalilândia Italiana. Em julho desse ano, foi declarado um país novo e independente: a República Somaliana. No entanto, o descontentamento estava latente, à medida que várias partes do país juravam fidelidade a movimentos separatistas. Os britânicos esperavam que se pudesse criar uma fronteira mais lógica para a Somália através da anexação do deserto de Ogaden, na altura uma província oriental da Etiópia, mas escassamente povoada por somalis. A Etiópia rejeitou a ideia, apesar de o deserto de Ogaden não ter um valor particular para ninguém, excepto para as pessoas que ali criavam gado. Um golpe de Estado militar na República Somaliana, em 1969, estabeleceu a República Democrática Somaliana.

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Flag of Somalia
Bandeira da Somália Unknown source (Public Domain)

A norte do estado somali, a Somalilândia Francesa obteve a independência e tornou-se o Jibuti em 1977. Havia também somalis na parte nordeste do Quénia. O povo somali encontrava-se, assim, espalhado por vários estados, o que apenas levou à criação de mais alguns movimentos separatistas somalis apoiados pelo governo da Somália. Não foi em vão que a bandeira azul da Somália passou a ter uma estrela branca de cinco pontas no seu centro.

Em 1991, a região que outrora estivera sob controlo britânico declarou-se um estado independente, mas este novo estatuto não foi reconhecido pela comunidade internacional. Iniciou-se uma guerra civil e vários governos sucederam-se. A intervenção das Nações Unidas terminou em fracasso. Em 2006, ocorreu uma invasão etíope e, em 2008, o Emirado Islâmico da Somália foi declarado pelo grupo militante Al-Shabaab. Após mais anos de combates, a República Federal da Somália foi formada em 2012. Esta região conturbada, que ainda não se encontra totalmente unificada sob um único governo central e com uma guerra civil ainda em curso, continua a sofrer uma das taxas de desenvolvimento mais baixas do mundo.

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Mark Cartwright
Mark é Diretor Editorial da WHE e possui mestrado em Filosofia Política pela Universidade de York. Ele é pesquisador em tempo integral, escritor, historiador e editor. Tem grande interesse por arte, arquitetura e por descobrir as ideias compartilhadas por todas as civilizações.

Cite Este Artigo

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Cartwright, M. (2026, fevereiro 28). Somalilândia Britânica: O Protetorado no Corno de África. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25966/somalilandia-britanica/

Estilo Chicago

Cartwright, Mark. "Somalilândia Britânica: O Protetorado no Corno de África." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, fevereiro 28, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25966/somalilandia-britanica/.

Estilo MLA

Cartwright, Mark. "Somalilândia Britânica: O Protetorado no Corno de África." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 28 fev 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25966/somalilandia-britanica/.

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