John Tyler

O Presidente Pária dos EUA
Harrison W. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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John Tyler, Official Portrait (by George Peter Alexander Healy, Public Domain)
John Tyler, Retrato Oficial George Peter Alexander Healy (Public Domain)

John Tyler (1790-1862) foi um advogado e político norte-americano que ocupou o cargo de décimo presidente dos Estados Unidos. A sua presidência foi tumultuosa — inicialmente eleito vice-presidente, assumiu o cargo após a morte do seu antecessor, William Henry Harrison (1773-1841), o que levou os opositores políticos a referirem-se a ele como «Sua Acidentalidade». Depois de vetar dois projetos de lei que visavam a criação de um banco nacional, foi expulso do Partido Whig, o que o deixou politicamente isolado. Na esperança de recuperar a popularidade em declínio, centrou a sua administração na anexação do Texas, que acabou por se concretizar em 1845. Após o seu único mandato, apoiou o Sul durante a crise regional que antecedeu a Guerra Civil Americana (1861-1865). Quando a Virgínia votou a favor da secessão da União, Tyler foi eleito para o Congresso Confederado, mas ainda não tinha tomado posse quando faleceu, em janeiro de 1862.

A Infância e a Carreira

John Tyler nasceu a 29 de março de 1790 na Greenway Plantation, uma propriedade de 1 200 acres construída pelo seu pai no condado de Charles City, na Virgínia. Provenha de uma família abastada e proprietária de escravos, cujas raízes remontavam aos primeiros assentamentos ingleses na Virgínia. O seu pai, John Tyler Sr., era um proeminente proprietário de plantações e funcionário público; amigo e colega de Thomas Jefferson (1743-1826), o pai de Tyler tinha exercido o cargo de presidente da Câmara dos Delegados da Virgínia na década de 1780 e viria mais tarde a tornar-se governador da Virgínia entre 1808 e 1811. A sua mãe, Mary Marot Armistead Tyler, também provinha de uma família abastada da Virgínia; tragicamente, faleceu vítima de um AVC em 1797, quando Tyler tinha apenas 7 anos. Tendo crescido na plantação com os seus dois irmãos e cinco irmãs, Tyler era uma criança doente, magra e propensa a diarreia. Aos 12 anos, ingressou no College of William and Mary. Formou-se em 1807, após o que começou a estudar Direito sob a supervisão do pai. Em 1809, foi admitido na Ordem dos Advogados da Virgínia; com apenas 19 anos, era tecnicamente demasiado jovem para ser admitido, mas o juiz responsável ignorou este requisito.

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No Congresso, muitas das posições de Tyler foram orientadas por uma interpretação estritamente literalista da Constituição dos EUA.

Em dezembro de 1811, Tyler seguiu os passos do pai ao ser eleito para a Câmara dos Delegados da Virgínia, dando início ao primeiro de cinco mandatos consecutivos de um ano. No final do seu primeiro mandato, já tinha começado a desenvolver algumas das convicções políticas que o acompanhariam ao longo de toda a sua carreira, tais como o seu forte apoio aos direitos dos estados e a sua aversão aos bancos nacionais. Apoiou a Guerra de 1812 (1812-1815) contra o Reino Unido e chegou mesmo a formar uma companhia de milícia, denominada «Charles City Rifles», para defender Richmond no caso de um ataque britânico; em 1813, quando se tornou claro que tal ataque não se concretizaria, a companhia foi dissolvida. O ano de 1813 foi marcado por dois acontecimentos importantes na vida pessoal de Tyler. O primeiro foi a morte do seu pai, a 6 de janeiro, após a qual herdou a plantação Greenway, bem como 13 afro-americanos escravizados. O segundo foi o seu casamento com Letitia Christian, a 29 de março. Os pais de Letitia tinham falecido pouco antes do casamento, deixando ao casal de recém-casados grandes heranças de ambos os lados da família. O casamento viria a dar origem a nove filhos, sete dos quais sobreviveram à infância.

Em 1816, Tyler venceu uma eleição especial para preencher um lugar vago na Câmara dos Representantes dos EUA. No Congresso, muitas das suas posições foram orientadas por uma interpretação estritamente literalista da Constituição dos EUA. Por exemplo, opôs-se à atribuição de fundos federais para projetos de melhorias internas, tais como portos, canais e estradas, porque acreditava que o governo federal não tinha competência para aprovar tais empreendimentos. Da mesma forma, opôs-se ao Segundo Banco dos Estados Unidos, pois via-o como uma instituição corrupta que detinha demasiado poder. Em 1818, juntou-se a vários dos seus colegas na denúncia do general Andrew Jackson (1767-1845) pelas suas ações na Flórida espanhola, que incluíram as execuções ilegais de dois súbditos britânicos — embora Tyler admitisse que admirava o caráter de Jackson, não podia tolerar as suas ações. Em 1820, Tyler votou com relutância a favor do Compromisso do Missouri, que admitia o Missouri na União como um «estado escravista» em troca da entrada do Maine como um «estado livre», bem como da proibição da escravatura a norte do paralelo 36°30′. Mais tarde, viria a manifestar o seu pesar por ter votado a favor do compromisso, acreditando que este apenas exacerbava a divisão regional entre o Norte e o Sul em torno da questão da escravatura.

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A Oposição a Jackson

Tyler não se recandidatou ao Congresso em 1821, alegando problemas de saúde. Regressou à Virgínia, mas não conseguiu afastar-se da vida pública por muito tempo. Em 1823, regressou à Câmara dos Delegados da Virgínia e, em 1825, foi eleito governador da Virgínia, cumprindo dois mandatos de um ano. Em outubro de 1829, participou numa convenção para rever a Constituição estadual, votando contra muitas das alterações democráticas propostas que retirariam o poder à elite do leste; a Constituição estadual revista, ratificada em 1830, não incluiu nenhuma das reformas a que Tyler e o seu bloco eleitoral se tinham oposto. Em 1827, Tyler foi enviado de volta a Washington, desta vez como senador dos EUA. Apoiou com relutância a campanha presidencial de Andrew Jackson em 1828, na esperança de que Jackson não gastasse tanto dinheiro federal em melhorias internas como o seu adversário, o presidente em exercício John Quincy Adams (1767-1848), já tinha feito. «Voltando-me contra ele», disse Tyler a respeito de Jackson, «posso pelo menos alimentar uma esperança; olhando para Adams, tenho de me desesperar» (citado em Crapol, pág. 41). Jackson, no entanto, daria a Tyler motivos de sobra para se desesperar. Após a sua vitória nas eleições, Jackson recompensou muitos dos seus amigos e seguidores com cargos públicos; Tyler condenou o sistema de distribuição de cargos do novo presidente como uma «arma eleitoral» e votou contra a maioria das nomeações de Jackson.

John Tyler, 1826
John Tyler, 1826 Virginia Historical Society (Public Domain)

Tyler afastou-se ainda mais de Jackson devido à forma como este lidou com a Crise da Nulificação (1832-33). A crise teve início quando o estado da Carolina do Sul reivindicou o seu direito de declarar nula e sem efeito, dentro das suas próprias fronteiras, uma lei federal — neste caso, a impopular «Tarifa das Abominações». Jackson respondeu à ameaça de nulificação assinando a Force Bill, que autorizava o governo federal a recorrer à ação militar para fazer cumprir as suas leis, levando os defensores da nulificação da Carolina do Sul a recuar. Tyler, enquanto defensor dos direitos dos estados, solidarizou-se com a Carolina do Sul e foi o único senador dos EUA a votar contra a Force Bill. Opôs-se também à chamada «Guerra dos Bancos», na qual a administração de Jackson procurou acabar com o Segundo Banco dos Estados Unidos (BUS). Embora certamente não nutrisse qualquer simpatia pelo banco nacional, Tyler considerou o plano de Jackson de transferir fundos federais do BUS para bancos «favorecidos» constituídos pelos estados como um abuso de poder por parte do poder executivo. Em 1834, rompeu definitivamente com o Partido Democrata de Jackson, votando a favor de resoluções de censura contra o presidente. Ao fazê-lo, aliou-se ao Partido Whig, uma coligação informal de elementos anti-jacksonianos no governo, centrada na liderança de Henry Clay (1777-1852).

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Em 1835, os democratas assumiram o controlo da Assembleia Legislativa da Virgínia. Aprovaram uma moção exigindo que Tyler revogasse o seu voto a favor da censura a Jackson. Em vez de ceder, Tyler demitiu-se do Senado dos EUA em março de 1836, reforçando a sua visibilidade no Partido Whig. Isto permitiu-lhe concorrer à vice-presidência nesse ano como companheiro de chapa do candidato whig Hugh L. White. No entanto, os Whigs ainda não eram um partido unificado e apresentaram quatro candidatos distintos nas eleições presidenciais dos EUA de 1836; em parte devido a esta desunião, perderam as eleições para o candidato democrata Martin Van Buren (1782-1862), vice-presidente de Jackson e seu sucessor escolhido a dedo. Mas pouco depois de Van Buren ter assumido o cargo, o país foi atingido por uma depressão económica conhecida como o Pânico de 1837. Os Whigs aproveitaram a oportunidade para culpar os Democratas pela crise, uma mensagem que teve eco junto dos eleitores. Em dezembro de 1839, Tyler foi novamente escolhido como candidato a vice-presidente do partido, na esperança de que conseguisse atrair os eleitores do Sul. Desta vez, Tyler integrou a chapa com William Henry Harrison, um herói de guerra aclamado pela sua vitória na Batalha de Tippecanoe (7 de novembro de 1811). Entusiasmando os eleitores com desfiles à luz das tochas, discursos deslumbrantes e canções de campanha memoráveis — incluindo a famosa Tippecanoe and Tyler Too! —, Harrison venceu facilmente as eleições de 1840, com os Whigs a conquistarem a maioria tanto na Câmara dos Representantes como no Senado.

A Presidência

A legitimidade de Tyler era constantemente questionada pelos seus opositores políticos, que o apelidavam de «Sua Acidentalidade».

A 4 de março de 1841, Harrison proferiu o seu discurso de tomada de posse, falando durante quase duas horas ao frio, sem casaco. Passou as semanas seguintes a reunir-se com uma infinidade de candidatos a cargos públicos e políticos Whig. Exausto e sobrecarregado de trabalho, Harrison adoeceu com pneumonia e faleceu a 4 de abril, exatamente um mês após assumir o cargo. Uma vez que nenhum presidente dos EUA tinha falecido no cargo anteriormente, isto desencadeou uma espécie de crise constitucional. A Constituição estipulava que, em caso de morte, renúncia ou incapacidade do presidente, os «poderes e deveres» desse cargo recairiam sobre o vice-presidente — o que não estava claro era se, nessa situação, o vice-presidente assumia a presidência ou se se limitava a permanecer como «presidente interino». Depois de membros do gabinete de Harrison terem tentado negar-lhe o cargo, Tyler insistiu que era presidente por direito próprio, mudou-se para a Casa Branca e prestou juramento de posse a 6 de abril de 1841. Assim, Tyler tornou-se o décimo presidente dos Estados Unidos, embora a sua legitimidade fosse constantemente questionada pelos adversários políticos, que o apelidavam de «Sua Acidentalidade». No entanto, a questão da sucessão foi resolvida; passou a ser aceite que um vice-presidente sucederia a um presidente incapacitado no cargo, um procedimento que foi finalmente codificado em 1967, com a 25.ª Emenda.

Tyler Receives News of Harrison's Death
Tyler Recebe a Notícia da Morte de Harrison William Osborn Stoddard (Public Domain)

Quando Tyler assumiu a presidência, portanto, já se encontrava numa situação delicada — não demoraria muito para que fizesse ainda mais inimigos. Henry Clay, o líder do Partido Whig, esperava controlar a administração de Harrison nos bastidores, para que pudesse finalmente implementar o seu «Sistema Americano», um plano económico que assentava em melhorias internas e bancos nacionais. Tyler, claro, detestava ambas as instituições e não estava disposto a deixar-se controlar por Clay. Assim, quando o Congresso aprovou um projeto de lei que iria restabelecer o Banco dos Estados Unidos, ele vetou-o. Depois de superarem o choque inicial de verem o seu próprio presidente vetar um projeto de lei tão fundamental para a plataforma do seu partido, os Whigs do Congresso elaboraram um segundo projeto de lei que acreditavam ser mais aceitável para Tyler. Desta vez, o presidente esperou dez dias antes de vetar o projeto de lei mais uma vez, acabando efetivamente com as suas hipóteses de alguma vez ser aprovado. Furioso, Clay encorajou cada um dos secretários do gabinete de Tyler a demitir-se, na esperança de pressionar o próprio Tyler a demitir-se. Com exceção do Secretário de Estado Daniel Webster (1782-1852), que estava a negociar um acordo importante com o Reino Unido, os membros do gabinete Whig de Tyler entraram no seu gabinete, um a um, para apresentar as suas demissões. Tyler, no entanto, manteve-se firme e recusou-se a demitir-se. A 13 de setembro de 1841, os Whigs expulsaram-no do partido, a única vez na história dos EUA em que um presidente foi forçado a sair do seu próprio partido.

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Agora politicamente isolado, parecia que a presidência de Tyler estava a chegar ao fim. O Congresso dificultou-lhe a renovação do seu gabinete com os seus próprios nomeados e, em julho de 1842, foi iniciado um processo de destituição na Câmara dos Representantes, com base no facto de Tyler ter excedido a sua autoridade ao fazer uso excessivo do poder de veto. Para piorar a situação, a primeira-dama Letitia Tyler faleceu vítima de um AVC a 10 de setembro de 1842, isolando o presidente também na sua vida pessoal. Mas Tyler não estava disposto a admitir a derrota. Em 1842, a sua administração alcançou vários sucessos importantes — graças aos esforços de Webster, resolveu a disputa de fronteiras entre o Maine e o Canadá no Tratado Webster-Ashburton (1842), reprimiu sem derramamento de sangue a Rebelião de Dorr em Rhode Island (1842) e pôs fim à Segunda Guerra Seminole (1835-1842) na Flórida. Mas, apesar destas conquistas, Tyler continuava marginalizado em Washington. Sabia que, se quisesse salvar a sua presidência — e talvez abrir caminho para uma candidatura bem-sucedida em 1844 —, precisava de uma grande vitória política. A questão em que decidiu concentrar-se foi a anexação do Texas.

Na sua revolução de 1835-36, o Texas tinha declarado a sua independência do México. No entanto, muitos texanos desejavam aderir aos Estados Unidos, um desejo partilhado por muitos democratas do Sul, que viam a aquisição do Texas como um instrumento para expandir a instituição da escravatura. Em 1843, Tyler forçou a demissão do Secretário de Estado Webster, um opositor veemente da anexação, e substituiu-o pelo mais complacente Abel P. Upshur. Juntos, Tyler e Upshur iniciaram discretamente negociações com o Texas, prometendo proteção militar contra o México em troca do início do processo de anexação. Entretanto, Upshur começou a espalhar rumores de que a Grã-Bretanha tinha intenções sobre o Texas, na esperança de transformar o sentimento antibritânico em apoio à admissão do Texas na União. A 27 de fevereiro de 1844, foi finalmente assinado um tratado de anexação. No dia seguinte, Tyler, Upshur e 400 convidados celebraram este tratado com um cruzeiro pelo rio Potomac a bordo do recém-construído USS Princeton. À noite, um dos gigantescos canhões navais do navio — apelidado de «o Peacemaker» — explodiu, matando seis pessoas, incluindo Upshur, o Secretário da Marinha Thomas Walker Gilmer e o criado escravo de Tyler, Armistead, e ferindo várias outras. O próprio presidente, que se encontrava abaixo do convés durante a explosão, saiu ileso.

Princeton Explosion 28 February 1844
Explosão no Princeton a 28 de Fevereiro de 1844 N. Currier (Public Domain)

De forma a garantir a aprovação do tratado de anexação no Congresso, Tyler substituiu Upshur por John C. Calhoun (1782-1850), conhecido pelo seu apoio aos direitos dos estados e à expansão da escravatura. O envolvimento de Calhoun levou muitos americanos a associar a admissão do Texas na União à escravatura, o que levou o Congresso a rejeitar o tratado de anexação em junho de 1844. Derrotado mais uma vez e rejeitado tanto pelo Partido Whig como pelo Partido Democrata, Tyler decidiu retirar o seu nome da corrida presidencial em agosto de 1844 — o facto de os seus apoiantes terem fundado um terceiro partido, o Partido de Tyler, pouco tinha contribuído para melhorar as suas perspetivas. Em fevereiro de 1845, durante o período de transição da sua presidência, o Congresso aprovou uma resolução conjunta para anexar o Texas, que Tyler assinou apenas alguns dias antes de deixar o cargo, em março. O Texas acabaria por entrar na União como o 28.º estado a 29 de dezembro de 1845, o que constituiu uma das principais causas da Guerra Mexicano-Americana (1846-1848).

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O Pós-presidência

Depois de deixar Washington, Tyler regressou à sua plantação de Walnut Grove, na Virgínia, com a sua nova esposa — em junho de 1844, tinha-se casado com a bela Julia Gardener, a filha de 24 anos de um congressista morto na explosão de Princeton . O casal viria a ter sete filhos. A partir da sua reforma, Tyler manteve-se a par da política nacional, comentando frequentemente a crescente divisão regional entre os «estados escravistas» do Sul e os «estados livres» do Norte; Tyler apoiou os estados do Sul e manifestou o seu apoio à expansão da instituição da escravatura para o Oeste. Apoiou o Compromisso de 1850 e a Lei do Kansas-Nebraska de 1854, bem como a decisão do caso Dred Scott em 1857. Após a vitória de Abraham Lincoln (1809-1865) nas eleições presidenciais dos EUA de 1860, a Carolina do Sul separou-se da União, com muitos outros estados do Sul a ameaçarem seguir o mesmo caminho. Embora Tyler esperasse que a União pudesse ser preservada, considerou a secessão preferível a quaisquer violações dos direitos dos estados (com o que, evidentemente, se referia à escravatura).

First Lady Julia Tyler
Primeira-Dama Julia Tyler Unknown Photographer (Public Domain)

Em fevereiro de 1861, Tyler foi eleito presidente da Conferência de Paz de Washington, uma reunião de 131 políticos americanos de destaque que esperavam atenuar o conflito e evitar a guerra civil através de um compromisso. Embora tivesse aceitado um papel de liderança na conferência, Tyler parecia pouco disposto a chegar a um acordo e acabou por rejeitar as resoluções finais da conferência. Nesse mesmo mês, Tyler foi eleito para supervisionar a Convenção de Secessão da Virgínia. A 17 de abril, após o ataque a Fort Sumter ter dado início à Guerra Civil Americana, Tyler votou, juntamente com a maioria, a favor da secessão da União. Ajudou a negociar os termos da adesão da Virgínia aos Estados Confederados da América e, em junho, foi eleito para o Congresso Provisório Confederado. Ainda não tinha tomado posse no seu lugar na Câmara dos Representantes Confederada quando, a 12 de janeiro de 1862, desmaiou após queixar-se de tonturas. Faleceu menos de uma semana depois, a 18 de janeiro de 1862, aos 71 anos.

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Perguntas & Respostas

Quem foi John Tyler?

John Tyler foi o décimo presidente dos Estados Unidos, tendo contribuído para a anexação do Texas.

Por que é que John Tyler era chamado de «Sua Acidentalidade»?

John Tyler era apelidado de «Sua Acidentalidade» pelos seus adversários políticos, porque nunca tinha sido destinado a ser presidente; assumiu o cargo após a morte do presidente William Henry Harrison.

Quais eram algumas das convicções políticas de John Tyler?

O presidente John Tyler defendia veementemente os direitos dos estados, bem como uma interpretação estritamente literal da Constituição. Isso levou-o a opor-se ao financiamento federal para obras de infraestruturas internas e a apoiar a expansão da escravatura.

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Mark, H. W. (2026, agosto 02). John Tyler: O Presidente Pária dos EUA. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24673/john-tyler/

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Mark, Harrison W.. "John Tyler: O Presidente Pária dos EUA." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 02, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24673/john-tyler/.

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Mark, Harrison W.. "John Tyler: O Presidente Pária dos EUA." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 02 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24673/john-tyler/.

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