Sir Henry Morgan (cerca de 1635–1688) foi um corsário galês que pirateou nas Caraíbas contra o Império Espanhol e que, posteriormente, se tornou Vice-Governador da Jamaica. Morgan foi um líder militar carismático e capaz, que orquestrou devastadores ataques de bucaneiros a povoações como Portobelo, Maracaibo e Panamá, na Costa Firme Espanhola.
Morgan foi uma dor de cabeça para o Império Espanhol durante duas décadas, demonstrando ser absolutamente implacável tanto contra os exércitos como contra os civis espanhóis. Como vice-governador da Jamaica, melhorou as fortificações da ilha e ajudou a transformar Port Royal num dos portos mais movimentados e ricos do Novo Mundo. Terminou a sua carreira como um respeitável proprietário de plantações, mas morreu devido a problemas de saúde — a sua constituição física não foi, de todo, ajudada pelo seu estilo de vida de bon vivant.
Os Bucaneiros e a Costa Firme Espanhola
Os bucaneiros das Caraíbas eram originalmente caçadores, mas, por volta da década de 1660, o seu número tinha aumentado, tornando-se um grupo heterogéneo de ex-soldados, marinheiros e escravos fugidos. As autoridades coloniais britânicas, holandesas e francesas estavam interessadas em utilizar os bucaneiros como uma defesa adicional contra os espanhóis, que dominavam a região graças ao seu controlo do continente — a Costa Firme Espanhola — e ao seu número muito superior de navios de guerra. Não sendo propriamente uma força de combate profissional, os bucaneiros eram, contudo, hábeis com os seus mosquetes e capazes tanto de capturar navios espanhóis no mar como de lançar assaltos anfíbios contra fortificações e portos espanhóis.
O que os bucaneiros e as autoridades coloniais mais precisavam na sua guerra intermitente contra a Espanha eram homens de talento e carisma para liderar grandes assaltos a navios de tesouro e povoações espanholas nas Américas. Como a Coroa Espanhola continuava a insistir que nenhum outro comerciante europeu era bem-vindo no seu império, os seus rivais coloniais — independentemente da sua postura pública — apoiavam fortemente qualquer pessoa que atacasse e enfraquecesse os espanhóis por todos os meios possíveis. Um dos grandes líderes bucaneiros, talvez o maior de todos, foi o Capitão Henry Morgan.
O Início de Vida
Henry Morgan nasceu por volta de 1635 no País de Gales (talvez em Llanrumney ou Penkarne, uma vez que duas das plantações de Morgan na Jamaica receberam os nomes destas localidades), mas poucos detalhes são conhecidos sobre os seus primeiros anos, exceto que a sua educação formal foi breve. O historiador P. Wood fornece a seguinte descrição de Morgan:
Não era um homem grande, mas era magro e forte, com a tez morena de galês, um nariz proeminente, lábios sensuais e olhos escuros e arrogantes. Quanto à personalidade, era difícil de julgar. A sua língua carregava tanto uma cadência como um chicote.
(pág. 128)
Morgan chegou à Jamaica com, ou pouco depois, a força inglesa enviada por Oliver Cromwell (1599-1658) em 1655 para tomar a ilha como possessão britânica. O principal porto da ilha, Port Royal, tornou-se o mais notório dos refúgios de bucaneiros e um espinho perpétuo na carne do Império Espanhol. Sem uma presença naval oficial, sucessivos governadores encorajaram ativamente bucaneiros de todas as nacionalidades a operar a partir de Port Royal e a atacar o Império Espanhol. Foram emitidas comissões oficiais conhecidas como Cartas de Corso (também chamadas Cartas de Represália) e, por isso, os bucaneiros eram, a rigor, corsários e não piratas de gema que atacavam qualquer pessoa. Na prática, contudo, as comissões eram geralmente restritas a ataques a navios espanhóis e não a portos. Muitos bucaneiros ignoravam esta distinção, uma vez que o espólio retirado dos navios tinha de ser partilhado com as autoridades, enquanto o retirado dos portos era inteiramente seu. Outra zona cinzenta a acrescentar a um negócio já obscuro era o facto de existirem guerras oficiais intermitentes entre Inglaterra e Espanha, durante as quais qualquer alvo poderia ser considerado legítimo.
A partir de 1658, Morgan operou como corsário sob o comando de Sir Christopher Myngs (também grafado Mings, 1620-1666) e atacou possessões coloniais espanholas em Cuba e no México com grande sucesso. Morgan aprendeu muito com Myngs, como o valor de ataques surpresa rápidos a fortificações a partir de um lado inesperado. Em 1662, Morgan deve ter impressionado, pois foi nomeado oficial da milícia e capitão de um navio capturado. Morgan embarcou numa viagem de 22 meses e conduziu ataques de corso na América Central, atingindo Villahermosa em 1664, e Tabasco e Gran Granada em 1665. Estes sucessos conduziriam a campanhas ainda maiores para o bucaneiro galês, à medida que se tornava comandante da milícia de Port Royal e o líder de facto, ou "Almirante", dos bucaneiros das Caraíbas.
O Ataque a Portobelo
Em 1668, Morgan foi encarregue de liderar uma força multinacional de bucaneiros num ataque ao porto espanhol de tesouros de Portobelo, na costa do que é hoje o Panamá. Sendo um dos três grandes portos de tesouros de Espanha, Portobelo era um depósito para as enormes quantidades de prata acumuladas das minas da América do Sul. Espanha e Inglaterra tinham acordado, em 1667, não atacar as possessões uma da outra, mas o prémio era simplesmente demasiado tentador para resistir. Além disso, o então governador da Jamaica, Thomas Modyford (1620-1679), tinha ouvido rumores de que os espanhóis se preparavam para um ataque à ilha. Um ataque preventivo era uma estratégia sensata, embora Morgan devesse limitar-se a capturar navios de tesouro, quer no porto, quer no mar. Modyford estava particularmente interessado em que Morgan capturasse espanhóis para descobrir qualquer informação útil que possuíssem. Estas podiam ter sido as suas ordens oficiais, mas o bucaneiro galês nutria ambições muito maiores do que essa.
Primeiro, Morgan reuniu a sua força multinacional na Ilha da Providência (Isla de Providencia), ao largo da costa da América Central, uma ilha que tinha tomado aos espanhóis em 1665. Comandava cerca de 700 homens em 12 navios. Morgan começou por evitar a bem fortificada Havana, atacando antes Puerto Príncipe, um centro de comércio de peles mais abaixo na costa de Cuba. Contudo, o espólio obtido foi dececionante e os bucaneiros franceses de Morgan abandonaram a expedição nesse momento.
A força de Morgan foi reforçada pela chegada de outro carregamento de bucaneiros ingleses, e ele voltou as suas atenções para Portobelo, que estava bem protegido por três fortalezas separadas, repletas de 60 canhões no total. Morgan, contudo, sabia que, tal como outros povoados espanhóis que ainda não tinham enfrentado a fúria dos bucaneiros, estas defesas estavam lamentavelmente subpovoadas e possuíam apenas canhões obsoletos e munições limitadas, algumas das quais se tinham tornado tão enferrujadas pelo desleixo que eram agora inutilizáveis. Em julho de 1668, Morgan atacou e capturou Portobelo. Usou 23 canoas para desembarcar 500 homens a poucas milhas da cidade e depois marchou para surpreender os espanhóis, que esperavam um ataque vindo do mar. Os prisioneiros, que incluíam mulheres, padres e freiras, foram usados como escudos humanos para transportar escadas até às muralhas da fortificação para que os bucaneiros pudessem entrar.
Após a vitória, os prisioneiros foram torturados para revelarem os seus objetos de valor, uma prática comum no mundo brutal dos bucaneiros. Uma senhora, Doña Augustín de Rojas, foi despida, obrigada a ficar de pé dentro de um barril de pólvora e ameaçada com um rastilho aceso caso não revelasse onde tinha escondido as suas joias. A cidade foi então devolvida às mãos espanholas mediante um resgate; a população local contribuiu com 100 000 pesos de prata para o pote. Com o governador do Panamá a acrescentar mais dinheiro depois de uma força de socorro ter sido derrotada, Morgan conseguiu adquirir um espólio total mais resgates no valor de 250 000 pesos. Era uma fortuna absoluta e a principal razão pela qual o facto de ter excedido as suas Cartas de Corso foi perdoado e esquecido pelas autoridades jamaicanas. Em março de 1669, o espólio retirado de Portobelo foi declarado uma presa legal pelo Tribunal do Almirantado. Não havia agora nada que impedisse Morgan de atacar qualquer alvo que desejasse.
O Ataque a Maracaibo
Após um período retemperador de descanso e devassidão em Port Royal, o Capitão Morgan reuniu uma nova força de bucaneiros em outubro de 1668. Recebeu a bem-vinda adição de uma fragata da Marinha, oferecida pelo Governador Modyford, o Oxford, que ostentava 26 ou 34 canhões, dependendo da fonte. Infelizmente, uma festa a bordo do Oxford, em janeiro de 1669, para celebrar a partida no dia seguinte, terminou com os bucaneiros embriagados a dispararem as suas pistolas e a atearem fogo aos depósitos de pólvora da fragata, e a explosão resultante destruiu-a e matou cerca de 200 homens; Morgan foi um dos apenas dez sobreviventes. Esta perda terrível significou que o objetivo original, o porto de tesouros de Cartagena, já não era realista. Outro porto, menos bem defendido, teria de servir.
Morgan navegou para atacar o forte de Santiago, em Cuba, onde usou novamente prisioneiros como escudos humanos. Em abril de 1669, Morgan atacou Maracaibo, na costa do que é hoje a Venezuela. Primeiro, tomou a pequena fortaleza que guardava o canal que dava acesso ao Lago Maracaibo. O baluarte tinha sido construído pelos espanhóis depois de o bucaneiro francês François L'Olonais (cerca de 1630-1668) ter atacado Maracaibo dois anos antes. O forte não deteve os homens de Morgan, que encontraram o local vazio, mas com um rastilho aceso a dirigir-se para um enorme depósito de pólvora. O rastilho foi apagado mesmo a tempo, e os saqueadores prosseguiram para Maracaibo sem mais obstáculos. A cidade tinha, entretanto, sido abandonada e foi facilmente tomada e pilhada.
As coisas poderiam ter corrido muito mal para os bucaneiros quando três navios de guerra espanhóis os encurralaram na lagoa de Maracaibo. Morgan tomou então uma das suas inspiradas decisões táticas e decidiu disfarçar uma embacação mercante capturada e enviá-la contra a frota espanhola, onde poderia explodir. O navio recebeu portinholas com troncos pintados para parecerem canhões, e foram mesmo colocados vários bonecos de madeira pintados e vestidos no convés para fazer parecer que o navio transportava uma tripulação normal. No porão, foram colocados barris de pólvora com rastilhos rápidos e uma grande quantidade de enxofre e folhas de palmeira alcatroadas. Esperando pela queda da noite, apenas 12 homens navegaram a bomba flutuante em direção aos espanhóis e, quando alcançaram os navios inimigos, retiraram-se sem serem vistos num pequeno barco. O navio-almirante da frota espanhola, Galeão de Guerra Magdalen, de 48 canhões, foi incendiado pelo navio em explosão, e os bucaneiros passaram ao ataque, capturando um dos outros navios espanhóis, a fragata Marquesa, de 24 canhões, enquanto o terceiro navio espanhol encalhava na confusão geral. Restava ainda a fortaleza do canal para negociar, agora novamente em mãos espanholas. Morgan concebeu outro estratagema, onde enviava repetidamente barcos cheios de homens para a costa e fazia os barcos regressar com os mesmos homens escondidos fora da vista. Os espanhóis foram enganados, pensando que os bucaneiros estavam a planear um assalto por terra, pelo que moveram os seus canhões para proteger esse lado da fortaleza. Os bucaneiros de Morgan navegaram então durante a noite para o mar aberto e para a segurança, transportando 250 000 pesos de prata em espólio.
O Ataque ao Panamá
Morgan regressou triunfante a Port Royal, fez o balanço e lançou um apelo a mais bucaneiros de todas as nacionalidades para que se juntassem a ele num ponto de encontro em Cabo Tiburon, Hispaniola. Entretanto, Morgan recapturou a Ilha da Providência aos espanhóis em 1670, apesar de a Inglaterra e a Espanha terem acabado de concordar com uma paz através do Tratado de Madrid (a notícia desta paz demoraria um ano a chegar às Caraíbas). Os espanhóis também continuaram com ataques de pequena escala a povoações britânicas e autorizaram agora navios espanhóis a tomar navios britânicos no mar como presas, se pudessem.
No final de 1670, os bucaneiros de Morgan, constituídos agora por cerca de 2000 homens em 33 navios, estavam prontos para avançar para o seu alvo: o Panamá. Morgan comandou a frota na sua fragata de 22 canhões, a Satisfaction, um nome apropriado dado o resultado final do raide a uma cidade que nunca tinha caído sob o controlo espanhol. Após tomar, com alguma dificuldade, a fortaleza de San Lorenzo que guardava o Rio Chagres, os bucaneiros dirigiram-se para o Panamá no final de dezembro, percorrendo as últimas milhas por terra, cortando o seu caminho através da selva com catanas. O Panamá foi facilmente capturado em janeiro de 1671, uma vez que não tinha qualquer fortificação defensiva e dois terços da guarnição tinham já desertado por medo da terrível reputação dos bucaneiros. A milícia espanhola tentou perturbar as fileiras dos bucaneiros soltando gado para provocar uma debandada no campo de batalha, mas sem sucesso. O ataque de Morgan ao flanco direito fraco dos espanhóis e o fogo de salva coordenado e disciplinado dos bucaneiros decidiram o dia.
O Panamá foi reduzido a cinzas, embora isto tenha sido provavelmente intencional por parte dos espanhóis e não intencional por parte dos bucaneiros, uma vez que o incêndio danificou tanto os bens como a perspetiva de obter um bom resgate junto das autoridades espanholas. Os habitantes reconstruíram mais tarde o seu porto um pouco mais abaixo na costa, um local que acabou por se tornar na Cidade do Panamá. Esta zona da Costa Firme Espanhola estava há muito em declínio, e os bucaneiros, perdendo os navios de tesouro anuais, não obtiveram muito em troca dos seus esforços, uma vez que os espanhóis tinham esvaziado a cidade de objetos de valor e enviado os mesmos por navio para outro lugar. Quando o espólio que encontraram foi repartido entre o grande número de participantes, a quota para os soldados rasos foi, de facto, pequena. Morgan foi acusado de enganar os seus homens na partilha do espólio, e muitos ficaram quase a passar fome.
Em resposta aos raides de Morgan, os espanhóis exigiram uma ação por parte do governo britânico. Consequentemente, Morgan foi preso e enviado para Londres em abril de 1672, mas muitos em posições de poder, mesmo que a sua voz pública fosse diferente, consideravam privadamente Morgan um verdadeiro patriota cujas ações poderiam forçar a Espanha a abrir o seu império aos comerciantes britânicos. O navio mercante armado que trouxe Morgan de volta a Inglaterra chamava-se, apropriadamente, Welcome. Morgan nunca foi preso — ao contrário do Governador Modyford, que passou dois anos na Torre de Londres — e, quando a poeira diplomática assentou em janeiro de 1674, Morgan foi armado cavaleiro por Carlos II de Inglaterra (reinou 1660-1685) e enviado de volta para as Caraíbas, onde assumiu o seu novo cargo de Vice-Governador da Jamaica.
Vice-Governador de Port Royal
No seu apogeu, Port Royal fervilhava de gente, mercadorias e riquezas, a tal ponto que um autor da época descreveu a cidade como tendo mais numerário do que Londres. Por volta de 1680, a prosperidade do refúgio era evidenciada pela presença de mais de 100 tabernas. Havia, também, tantas casas de jogo e bordéis que um clérigo visitante descreveu Port Royal como "a Sodoma do Novo Mundo" (Breverton, pág. 260), em referência à cidade bíblica infame pela sua devassidão. Servindo como vice-governador até 1682, Morgan talvez não se tenha esforçado muito para moralizar Port Royal, mas melhorou as fortificações defensivas e defendeu os proprietários de plantações contra impostos propostos pelo governo britânico em Londres.
Morgan possuía várias grandes plantações de açúcar na Jamaica, um símbolo de respeitabilidade que adquirira pela primeira vez em 1665, após o seu casamento com a sua prima Mary Elizabeth, filha do seu tio Sir Edward Morgan. Henry Morgan não teve filhos, ou, pelo menos, nenhum legítimo.
O antigo bucaneiro voltou-se contra os homens que tinham ajudado a construir o seu nome e fortuna, e empenhou-se em erradicar bucaneiros e piratas do Caribe ocidental. De qualquer modo, as autoridades coloniais tinham agora compreendido que encorajar piratas fora da lei dificilmente contribuía para o estabelecimento de colónias bem-sucedidas, e os espanhóis tinham-se tornado um inimigo muito mais formidável, após algum investimento sério em fortalezas, armas e homens. Muitos bucaneiros continuaram a pirataria atacando qualquer navio mercante fácil que encontrassem, e assim começou a chamada Idade de Ouro da Pirataria (1690-1730), mas o agora bem defendido Império Espanhol já não era o alvo principal daqueles assassinos sem lei.
A Morte e o Legado
A 25 de agosto de 1688, Morgan faleceu aos 53 anos, com a saúde debilitada, depois de o seu corpo finalmente se ter revoltado contra o seu hábito de beber e comer em excesso. Foi-lhe concedido um funeral com honras militares completas. Infelizmente, Morgan não descansou muito tempo em paz, uma vez que um terramoto atingiu Port Royal em junho de 1692, e parte da cidade deslizou para debaixo do mar para sempre, incluindo o último local de repouso de Morgan, agora a cinco braças de profundidade.
A lenda do Capitão Morgan começou ainda durante a sua vida, graças aos seus feitos relatados pela imprensa londrina e por obras influentes como The Buccaneers of America (Os Bucaneiros da América), do holandês Alexandre Olivier Exquemelin, publicada em inglês em 1684. A obra de Exquemelin oferece uma visão inestimável sobre o período, embora o autor se deleite a relatar os aspetos mais macabros da vida de bucaneiro. Exquemelin parece ter nutrido uma forte antipatia, em particular, por Morgan. É talvez significativo que o autor tenha sido um dos bucaneiros desapontados com o espólio obtido no Panamá. Morgan opôs-se à sua representação como um pirata implacável e sem princípios e processou ambos os editores de Exquemelin por difamação, chegando com sucesso a um acordo extrajudicial e garantindo as revisões apropriadas da edição original. As proezas do Capitão Morgan enquanto bucaneiro carismático e altamente bem-sucedido cimentaram firmemente o seu lugar na história da América colonial, uma posição que hoje é ainda mais reforçada pelo facto de ter um rum com especiarias, popular a nível mundial, com o seu nome.
