Valquíria

Joshua J. Mark
por , traduzido por Matheus Kunitz Daniel
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Valkyrie Riding to Battle (by Disney/Marvel, Copyright, fair use)
Valquíria Rumo à Batalha Disney/Marvel (Copyright, fair use)

Uma Valquíria (valkíria) é uma figura da mitologia nórdica retratada como uma mulher guerreira a cavalo, um lobo ou javali, e armada com uma lança, que decide o destino dos guerreiros em batalha e leva os mortos para o Valhalla de Odin. Valquíria significa "a que escolhe os mortos", e os escolhidos lutarão ao lado de Odin no Ragnarök.

Valhalla é o Salão dos Heróis de Odin, onde os espíritos dos guerreiros mortos batalham entre si o dia todo, retornam à vida e à saúde ao anoitecer e passam a noite bebendo. Era um dos cinco possíveis destinos da vida após a morte na crença nórdica, os outros sendo:

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  • Fólkvangr
  • Hel
  • O Reino de Rán
  • O Monte Sepucral

A deusa Freia presidia Fólkvangr e escolhia metade dos mortos no campo de batalha para seu reino; as Valquírias escolhiam a outra metade para Odin. O reino de Hel, presidido pela jötunn Hel, era principalmente para aqueles que morriam de velhice ou doença (embora haja exceções notáveis), enquanto o Reino de Rán era para aqueles que se afogavam, especialmente no mar. O Monte Sepucral era a sepultura ou tumba de alguém, que era considerada a morada final dos mortos, não importando como morressem, em diferentes momentos da história escandinava.

Valhalla ("Salão dos Mortos") pode originalmente ter sido simplesmente outro nome para a terra dos mortos e foi imaginado como um vasto campo de batalha, mas evoluiu para um Salão dos Heróis que não apenas são conduzidos para lá após a morte pelas Valquírias, mas também são servidos por elas uma vez que se tornam einherjar ("exército de um", um herói que pode lidar com qualquer situação). As Valquírias, então, não apenas desempenham o papel das Nornas (Destinos) ao decidir quem vive e quem morre na batalha, mas também do psicopompo – guia no além – que provê e cuida das almas uma vez que elas chegam ao Salão de Odin, até mesmo se envolvendo em casos de amor com alguns deles, assim como com mortais vivos. As Valquírias são súditas leais de Odin que muito provavelmente morrem em batalha com ele, Thor, os heróis do Valhalla e muitos outros no Ragnarök, o Crepúsculo dos Deuses.

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Fontes & Origem

As Valquírias aparecem em histórias das obras do século XIII Edda em Prosa e Edda Poética, ambas coleções de antigos contos nórdicos, assim como em obras germânicas. A Edda em Prosa foi escrita pelo mitógrafo islandês Snorri Sturluson (1179-1241) e baseada em obras anteriores, enquanto a Edda Poética compila versos de diferentes autores. A Mitologia Nórdica foi transmitida oralmente por gerações até cerca de 1000-1100, quando a região foi convertida ao cristianismo, o que introduziu a alfabetização. Todos os mitos nórdicos existentes foram escritos por cristãos ou por aqueles que viviam na era cristã e que foram pelo menos influenciados por essa religião.

Elas podem originalmente ter sido demônios da morte que banquetearam-se com os corpos dos mortos nos campos de batalha e levaram suas almas para uma vida após a morte no submundo.

Não se sabe quando o conceito da Valquíria foi concebido pela primeira, mas elas podem originalmente ter sido demônios da morte (na linha das Keres gregas) que banquetearam-se com os corpos dos mortos nos campos de batalha e levaram suas almas para uma vida após a morte no submundo. Pensa-se que o conceito de Valhalla tenha se desenvolvido relativamente tarde e, anteriormente, referia-se simplesmente a um reino da vida após a morte, possivelmente nas montanhas ou no próprio túmulo, mas não ao suntuoso salão de heróis como descrito na Edda em Prosa, que possivelmente foi sugerido pelo céu cristão. O termo em inglês Valhalla vem do nórdico Vallholl, onde holl pode originalmente ter significado rocha, não salão, e assim referia-se a uma Rocha dos Mortos, significando uma montanha ou um campo de batalha repleto de rochas.

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Da mesma forma, acredita-se que as Valquírias foram outrora figuras mais ameaçadoras que levavam as almas para uma vida após a morte genérica onde qualquer um – guerreiro ou não – comia e bebia como na vida. Com o desenvolvimento de Valhalla como um Salão dos Heróis, pensa-se, as Valquírias foram igualmente transformadas de demônios da morte sombrios em figuras reluzentes que personificam tanto a beleza feminina quanto a força masculina e a habilidade marcial.

Também foi sugerido que a imagem das Valquírias mudou durante a Era Viking (c. 790 - c. 1100) sob a influência da donzela escudeira, uma mulher que pegava em armas e lutava ao lado dos homens. A tumba de uma dessas mulheres alegou-se ter sido descoberta em 2017 perto da cidade de Birka, na Suécia (Tumba Bj581), embora a interpretação dos restos mortais como os de uma mulher guerreira tenha sido contestada.

Os estudiosos continuam a debater se essas mulheres existiram historicamente, mas não há dúvida de que foram retratadas em lendas e mitos. Entre as mais conhecidas dos contos nórdicos estão a deusa Freia, a donzela escudeira Lagertha, e a heroína Hervor, junto com a grande Valquíria Brunilde que desafiou a vontade de Odin. A imagem da Valquíria também pode ter sido sugerida por heroínas celtas como A Morrigan ou a Rainha Maeve ou por mulheres celtas que se vestiam e lutavam como homens. As relações comerciais entre os celtas e escandinavos são bem estabelecidas e, portanto, essa é uma possibilidade distinta, assim como a clara sugestão de que as mulheres nórdicas na Era Viking também poderiam ser guerreiras.

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Peter Nicolai Arbo's Valkyrie
Valquíria de Peter Nicolai Arbo National Gallery of Norway (Public Domain)

As mulheres na Escandinávia tinham quase os mesmos direitos que os homens, e as histórias de Saxo Grammaticus (1160 - 1220) relatam donzelas escudeiras lutando pelos dinamarqueses (embora essa história tenha sido contestada). Esposas e filhas de Vikings teriam que saber como se defender e defender suas terras quando os homens estivessem fora em suas jornadas. O conto sueco de Blenda de Småland ( 500 ou 750), que lidera as mulheres de sua vila para matar um exército invasor de dinamarqueses depois de embebedá-los todos, era popular o suficiente para ser repetido até o século XVII, ilustrando o respeito concedido às mulheres como guerreiras; neste caso, na ausência de homens, mas em outras histórias, como donzelas escudeiras lutando ao lado de homens.

Reinos do Além e a Valquíria

A donzela escudeira era uma figura transformadora – uma mulher que se vestia e lutava como um homem – e, portanto, naturalmente teria se sugerido como um modelo para as entidades que carregavam as almas dos heróis para uma vida após a morte gloriosa. Valhalla não era o único destino possível para os mortos, como observado, era apenas o Salão de Odin, e havia outras figuras que reivindicavam as almas dos mortos para si.

Valhalla é imaginado como um grande salão onde os einherjar são trazidos pela Valquíria, que então os serve e cuida deles, enquanto o Cozinheiro dos Deuses, Andhrimnir, prepara suas refeições cortadas da grande besta Saerimnir (às vezes retratada como um javali) que é consumida e depois regenerada diariamente. A cabra mágica Heidrun fornece um suprimento infinito de hidromel de suas tetas, enquanto o próprio salão tem um telhado coberto com escudos dourados, lanças para vigas e brilhantes cota de malha sobre seus bancos em vez de palha para uma almofada. O salão tem 540 portas pelas quais 800 homens de uma vez podem marchar para a batalha, e os chifres do grande cervo Eikthyrnir pingam água em uma nascente que fornece água clara e doce.

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Valhalla by Max Brückner
Valhalla por Max Brückner Max Brückner (Public Domain)

Esta visão do paraíso é apenas para aqueles que morrem em batalha que são selecionados pela Valquíria que estão alinhadas com Odin dos Aesir – os deuses de Asgard. Há outro para o qual, ao que parece, outros guerreiros vão (mesmo da mesma batalha) que é presidido por um membro da outra família principal dos deuses, os Vanir, e este é Fólkvangr, o reino de Freia.

Freia é outra candidata como modelo para a Valquíria, pois é retratada como chegando ao local da batalha e escolhendo heróis para seu próprio salão, Sessrúmnir ("sala de muitos assentos") em Fólkvangr ("reino do povo") retratado como um adorável mundo de flores, campos e riachos. Diz-se que Freia leva metade dos mortos para si, e a Valquíria a outra metade para Odin. Aqueles que não morrem em batalha têm destinos diferentes à sua espera, e eles não são nem um pouco tão agradáveis.

As Valquírias são consistentemente associadas à transformação, além de seu papel como guia e consoladora dos caídos.

Hel, presidido por Hela, filha de Loki, é um mundo cinzento e frio abaixo do reino gelado de Niflheim cercado por um alto muro para manter os mortos dentro e os vivos fora. O Reino de Rán é um labirinto escuro de cavernas no fundo do mar onde a deusa que afoga os marinheiros mantém suas almas. O último destino possível era a própria sepultura ou túmulo onde a alma continuava a comer, beber, observar o pôr do sol e fazer qualquer outra coisa que fizesse em vida ou, se chateada por algum motivo ou simplesmente predisposta a travessuras, vagar pela área circundante como um fantasma causando problemas.

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Nem Hela nem Rán parecem se esforçar para trazer pessoas para seus reinos, elas apenas mantêm aqueles que chegam à sua porta, e o próprio monte sepucral é um assunto próprio. Apenas os reinos associados aos mortos que morrem em batalha têm alguém para confortar e conduzi-los da vida para o além, e em ambos os casos esse alguém é uma mulher vestida como uma donzela escudeira, uma entidade transformadora que capacita a alma do falecido a deixar o mundo conhecido para trás e abraçar novas possibilidades.

Seres Transformadores

As Valquírias são consistentemente associadas à transformação, além de seu papel como guia e consoladora dos caídos. Como elas obedecem fielmente aos desejos de Odin, às vezes são chamadas de "moças do desejo", mas isso também se aplicava ao seu papel em conceder os desejos dos homens mortais que elas favoreciam ou que eram capturados por elas. Essa "captura" tomava a forma de um homem roubando as roupas de uma Valquíria enquanto ela se banhava em um córrego ou riacho. O homem escondia as roupas, e a Valquíria ficava sob um tipo de feitiço no qual ela se tornava sua esposa e mãe de seus filhos. Se ela encontrasse suas roupas, ela desaparecia, e o homem teria que empreender uma missão para encontrá-la, realizar uma ou mais tarefas árduas para provar seu valor e reconquistá-la; tudo o que o transformaria de um mero homem em um herói.

Valkyrie Statue
Estátua de uma Valquíria Stephan Sinding (CC BY)

As Valquírias também são associadas a pássaros, especialmente corvos, o que também as liga ao poder da segunda visão, adivinhação e voo – uma forma de transformação. Outra versão do conto contado acima apresenta uma donzela-cisne – a Valquíria em forma de cisne – cuja cobertura mágica de penas é levada pelo homem que então se torna seu marido até que as penas são descobertas por ela e ela o deixa. A estudiosa H. R. Ellis Davidson comenta:

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A Valquíria escandinava é claramente uma figura complexa. As Valquírias são vistas nos poemas como assistentes do deus Odin [mas] elas estão [também] associadas até certo ponto com donzelas-cisne e podem ter ligações com as 'esposas espirituais' dos xamãs no norte da Eurásia que ajudam e protegem seus maridos humanos e lutam contra espíritos hostis em seu nome, além de ajudá-los em suas jornadas para o Outro Mundo. Outra ligação é com 'donzelas escudeiras', mulheres nas fontes nórdicas que usam armaduras e lutam junto com homens; outra é com profetisas que preveem o destino futuro das crianças, e com as Nornas, mulheres sobrenaturais que tecem os destinos dos jovens heróis. (96)

O número de Valquírias é dado como 9, 12, 13 ou 300, mas parece que elas eram realmente sem número. Foi sugerido que havia 300, lideradas pelas 9, 12 ou 13, e que as Valquírias eram mulheres aladas cuja patente era indicada por asas de cores diferentes. A sugestão de asas está de acordo com sua associação com pássaros e também as liga diretamente a Freia, que tinha uma mágica capa de falcão que permitia ao usuário voar.

Valquírias Famosas

Considerando o termo Valquíria como "a que escolhe os mortos", a mais famosa dessas entidades seria Freia. Freia é retratada como escolhendo os mortos que quer para seu próprio reino e deixando os outros para a Valquíria de Odin. Ela parece quase ser uma chefe Valquíria que pode dirigir as outras. Nessa capacidade, Freia pode ser vista como uma espécie de deusa da morte ou em pé de igualdade com as Nornas que tecem os destinos dos mortais. Ela pode até em certo ponto ter representado a batalha ou a morte em batalha. Ela está primariamente associada ao amor, luxúria e fertilidade, e seu vínculo com aqueles que morrem em batalha é entendido como referente à compreensão nórdica de que a morte leva à nova vida e renovação (como o amor e o sexo podem), não o fim de nada, mas parte de um começo.

Valkyrie and a Dying Hero
Valquíria e um Herói Morto Hans Makart (Public Domain)

Os nomes das Valquírias também sugerem isso, pois geralmente têm a ver com o ato transformador da guerra e as armas usadas, como Davidson observa:

Há várias listas de nomes de Valquírias, e muitos enfatizam sua associação com a batalha e com a lança, que era a arma de Odin usada para determinar os resultados de uma batalha. Hildr e Gunnr são palavras poéticas para batalha; Gondul (Porta-Bastão) pode se referir à portadora de uma lança, e Hrist pode significar uma brandidora de lança (de hrista, sacudir). Geiravor significa Deusa-Lança, e Geirahod, Lança da Batalha. Skogul pode significar 'altamente imponente' e, se assim for, pode ser uma referência ao tamanho gigantesco desses seres. Herfjotur (grilhões de guerra) presumivelmente se referiria ao poder de tais espíritos de colocar grilhões invisíveis sobre guerreiros para torná-los impotentes na batalha. Esses nomes não têm individualidade, mas são descritivos da natureza das deusas da guerra. (96-97)

Há, no entanto, várias Valquírias que se estabelecem como personagens completamente realizados e indivíduos autônomos. Hildr, em uma história, chega ao campo de batalha depois que a luta termina por aquele dia e caminha entre os mortos, trazendo-os de volta à vida. Os guerreiros instantaneamente retomam de onde pararam e começam a lutar entre si, o que Odin reconhece como uma excelente prática para a batalha final no Ragnarök e, portanto, institui isso como política. A Valquíria Eir ("misericórdia") protege os vivos em batalha em vez de escolher quem morrerá e cura os feridos depois. Thrud ("poder") é uma grande guerreira, mas também uma cuidadora gentil dos einherjar no Valhalla (ela também pode ser a filha de Thor, embora seja mais provável que os dois compartilhem um nome). A Valquíria Sigrún (ou Sváva) dá ao herói Helgi seu nome e o poder da fala. Os poemas de Helgi, de fato, enfatizam o papel transformador de uma Valquíria mais claramente do que muitos outros.

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A Valquíria mais famosa, no entanto, é Brynhild (também Brunhilda, Brunhilde) da Saga Volsunga, da épica Nibelungenlied ("A Canção dos Nibelungos"), da Edda em Prosa e da Edda Poética, que se tornou uma personagem central no ciclo operístico de Richard Wagner, Der Ring des Nibelungen ("O Anel do Nibelungo"). Depois de desagradar Odin ao se recusar a fazer sua vontade, ela é tornada mortal, colocada em um sono profundo e cercada por um anel de fogo onde permanecerá até ser resgatada por um herói - e por isso também é famosa como a inspiração para o conto de fadas A Bela Adormecida.

O herói Sigurd (ou Siegfried) a resgata, dá-lhe um anel e promete casamento, mas primeiro deve viajar para a corte do Rei Gjuki. A esposa de Gjuki é uma feiticeira que dá a Sigurd uma poção, fazendo-o esquecer Brynhild, porque quer que ele se case com sua filha Gudrun (também possivelmente uma Valquíria). Brynhild é então resgatada por um homem que ela acredita ser Gunnar, irmão de Gudrun, mas Gunnar teve medo de cruzar o anel de fogo e então Sigurd se transforma em Gunnar para salvá-la. Ela se casa com Gunnar, mas, em uma discussão com Gudrun, descobre a verdade e fica enfurecida por Sigurd tê-la esquecido e se casado com outra. Ela o mata e a seu filho e então salta em sua pira funerária e morre. O poema A Cavalgada de Brynhild para Hel termina com ela carregando Sigurd para o além e contando a uma gigante que encontra como ela e Sigurd viverão para sempre no reino de Hel como deveriam ter vivido na terra.

Conclusão

A história de Brynhild é, no entanto, apenas uma das muitas histórias de Valquírias, e elas permaneceram entre as figuras mais populares da mitologia nórdica até os dias atuais. A arrebatadora Cavalgada das Valquírias de Wagner (de Die Walküre, 1870) foi usada em vários filmes e apresentações dramáticas, mais famosamente no épico filme de 1979 Apocalypse Now. Em 1970, a Marvel Comics lançou a personagem Valquíria (também chamada Brunnhilde) que montava um cavalo alado, Aragorn, e carregava a lança mágica Presa de Dragão. Embora considerada uma "super-heroína", Brunnhilde foi mais ou menos retratada como uma Valquíria tradicional, e suas histórias foram extraídas do mito nórdico.

Tessa Thompson as a Valkyrie
Tessa Thompson como uma Valquíria Disney/Marvel (Copyright, fair use)

No filme de 2017 Thor: Ragnarök, as Valquírias são retratadas como campeãs de Asgard que tentam salvá-la da deusa Hela (uma versão reimaginada de Hela, Rainha dos Mortos) e são todas mortas, exceto uma. Referida como Valquíria, a única Valquíria sobrevivente (interpretada por Tessa Thompson) primeiro aprisiona e depois ajuda Thor a derrotar Hela. A personagem apareceu novamente em Vingadores: Ultimato em 2018. Esta visão da Valquíria afastou-se da tradicional em vários aspectos, mas permaneceu fiel ao espírito da figura mitológica em coragem, habilidade marcial e, mais importante, como um agente transformador para si mesma e para os outros.

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Perguntas & Respostas

Quem foram as Valquírias?

As Valquírias são figuras da mitologia nórdica que decidiam o destino dos guerreiros em batalha e levavam as almas dos mortos de volta para o salão de Odin, Valhalla.

Onde se encontram as histórias das Valquírias na mitologia nórdica?

As histórias das Valquírias aparecem nas obras do século XIII "Edda em Prosa" e "Edda Poética"

Quem é a Valquíria mais famosa?

A Valquíria mais famosa é Brunhilde, que desafia Odin e, por causa disso, é transformada em mortal e colocada num sono profundo até que um herói se atreva a enfrentar o perigo para resgatá-la. Ela aparece na tetralogia "O Anel do Nibelungo", de Richard Wagner, e acredita-se que tenha inspirado a personagem da Bela Adormecida.

O que acontece com as Valquírias no Ragnarok?

Em Ragnarok, o fim do mundo, acredita-se que as Valquírias morrem em batalha com Odin contra as forças do caos, embora tal nunca seja explicitamente afirmado.

Sobre o Tradutor

Matheus Kunitz Daniel
Professor de inglês, game designer e escritor. Entusiasta de história desde criança, traduzo textos com rigor e narrativa fluida, unindo precisão acadêmica e experiência em criação de mundos imersivos.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, setembro 17). Valquíria. (M. K. Daniel, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20057/valquiria/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Valquíria." Traduzido por Matheus Kunitz Daniel. World History Encyclopedia, setembro 17, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20057/valquiria/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Valquíria." Traduzido por Matheus Kunitz Daniel. World History Encyclopedia, 17 set 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20057/valquiria/.

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