Bastet

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The Gayer-Anderson Cat (by Osama Shukir Muhammed Amin, Copyright)
Ogato de Gayer-Anderson Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Bastet é a deusa egípcia do lar, da vida doméstica, dos segredos das mulheres, dos gatos, da fertilidade e do parto. Ela protegia o lar contra os espíritos malignos e as doenças, especialmente as doenças associadas às mulheres e às crianças. Tal como muitas divindades da religião egípcia, ela também desempenhava um papel na vida após a morte.

É por vezes retratada como guia e ajudante dos mortos, embora esta não fosse uma das suas principais funções. Era filha do deus do sol Rá e está associada ao conceito do Olho de Rá (o olho que tudo vê) e à Deusa Distante (uma divindade feminina que se afasta de Rá e regressa para trazer transformação). Bastet era uma das divindades mais populares do antigo Egito, pois era a protetora do lar e da família.

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O Significado do nome de Bastet

O nome era originalmente B'sst, que se tornou Ubaste, depois Bast e, por fim, Bastet; o significado deste nome é desconhecido ou, pelo menos, não é universalmente aceite. Geraldine Pinch afirma que «o seu nome provavelmente significa "Aquela do Frasco de Pomada"», uma vez que estava associada à proteção e a pomadas protetoras (pág. 115). Os gregos associavam-na intimamente à sua deusa Artemis e acreditavam que, tal como Artemis tinha um irmão gémeo (Apolo), também Bast deveria ter. Associavam Apolo a Horus, o filho de Ísis (Heru-sa-Aset), e assim chamavam à deusa conhecida como Bast ba'Aset (Alma de Ísis), o que seria a tradução literal do seu nome com a adição do segundo «T» para denotar o feminino (sendo Aset um dos nomes egípcios para Ísis).

No entanto, Bastet era também por vezes associada ao deus do perfume e dos aromas doces, Nefertum, que se pensava ser seu filho, o que liga ainda mais o significado do seu nome ao frasco de unguento. A interpretação mais óbvia seria que, originalmente, o nome significava algo como «Aquela do Frasco de Unguento» (Ubaste) e que os gregos alteraram o significado para «Alma de Ísis», uma vez que a associavam à deusa mais popular do Egito. Mesmo assim, os estudiosos não chegaram a um consenso sobre o significado do seu nome.

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Bastets & Sekhmets
Bastets e Sekhmets Kotomi Yamamura (CC BY-NC-SA)

As Associações

Bastet foi extremamente popular em todo o Egito, tanto entre homens como entre mulheres, desde a II Dinastia (cerca de 2890 – cerca de 2670 a.C.) em diante, com o seu culto centrado na cidade de Bubastis, pelo menos desde o século V a.C. Foi inicialmente representada como uma mulher com cabeça de leoa e estreitamente associada à deusa Sekhmet mas, à medida que a iconografia dessa divindade a retratava como sendo cada vez mais agressiva, as imagens de Bastet suavizaram-se com o passar do tempo para apresentarem mais uma companheira e auxiliadora do quotidiano do que as suas formas anteriores de vingadora selvagem. A investigadora Geraldine Pinch escreve:

Desde os Textos das Pirâmides em diante, Bastet possui um duplo aspeto de mãe nutriz e de vingadora terrível. É o aspeto demoníaco que figura principalmente nos Textos dos Sarcófagos, no Livro dos Mortos e em encantamentos médicos. Dizia-se que os "carniceiros de Bastet" infligiam a peste e outros desastres à humanidade. Um encantamento aconselha a fingir ser o "filho de Bastet" de modo a evitar contrair a peste.

(pág. 115)

Bastet é por vezes representada na arte com uma ninhada de gatinhos aos seus pés, mas a sua representação mais popular é a de uma gata sentada a olhar em frente.

Embora fosse grandemente venerada, era igualmente temida, como demonstram dois dos seus títulos: A Senhora do Terror e A Senhora do Massacre. Ela é associada tanto a Mau, o gato divino que é um aspeto de Rá, como a Mafdet, deusa da justiça e a primeira divindade felina na história egípcia.

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Tanto Bastet como Sekhmet herdaram de Mafdet as suas formas primevas enquanto defensoras felinas dos inocentes e vingadoras dos injustiçados. Esta associação teve continuidade nas representações do filho de Bastet, Maahes, protetor dos inocentes, que é retratado como um homem com cabeça de leão empunhando uma faca longa, ou como um leão.

Na associação de Bastet com Mau, ela é por vezes vista a destruir Apófis, o inimigo de Rá, decepando-lhe a cabeça com uma faca na pata; uma imagem pela qual Mau é mais conhecido. Com o tempo, à medida que Bastet se tornou mais uma companheira familiar, perdeu todos os vestígios da sua forma leonina e passou a ser regularmente representada como um gato doméstico ou como uma mulher com cabeça de gato, segurando frequentemente um sistro. Por vezes, é representada na arte com uma ninhada de gatinhos aos seus pés, mas a sua representação mais popular é a de um gato sentado a olhar em frente.

Bastet
Bastet Trustees of the British Museum (Copyright)

O Papel na religião e na Iconografia

Bastet surge no início do terceiro milénio a.C. na sua forma de leoa vingadora no Baixo Egito. Na época dos Textos das Pirâmides ( cerca de 2400-2300 a.C.), ela era associada ao rei do Egito como sua ama na juventude e protetora à medida que ele crescia. Nos Textos dos Caixões , posteriores (cerca de 2134-2040 a.C.), mantém este papel, mas é também vista como protetora dos mortos. O académico Richard H. Wilkinson comenta o seguinte:

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Na sua forma mais antiga conhecida, tal como representada em vasos de pedra da II Dinastia, Bastet era retratada como uma mulher com a cabeça sem juba de uma leoa. A iconografia da deusa mudou, contudo, talvez à medida que a sua natureza começou a ser vista como mais suave do que a de outras divindades leoas.

(pág. 178)

O seu centro de culto em Bubastis, no Baixo Egito, tornou-se uma das cidades mais ricas e luxuriantes do Egito, à medida que pessoas de todo o país viajavam até lá para prestar homenagem à deusa e para que os corpos dos seus gatos mortos fossem enterrados na cidade. Na arte egípcia, a sua iconografia baseou-se na deusa anterior, Mafdet, e também em Hathor, uma deusa associada a Sekhmet que também estava estreitamente ligada a Bastet.

O aparecimento do sistro na mão de Bastet em algumas estátuas é uma ligação clara a Hathor, que é tradicionalmente vista a carregar o instrumento. Hathor é outra deusa que passou por uma mudança dramática, de destruidora sedenta de sangue a amiga gentil da humanidade, visto que era originalmente a divindade leoa Sekhmet, que Rá enviou à Terra para destruir os seres humanos pelos seus pecados. No caso de Bastet, embora se tenha tornado mais suave, não era menos perigosa para aqueles que infringiam a lei ou maltratavam os outros.

Egyptian Cat
Gato Egípcio Shadowgate (CC BY)

A História de Setna e Taboubu

O Conto de Setna e Taboubu (parte da obra conhecida como Primeiro Setna ou Setna I) é a secção central de uma obra da literatura egípcia composta no Egito Romano e atualmente conservada no Museu do Cairo, no Egito. A personagem principal dos contos de Setna é o Príncipe Setna Khaemwas, baseado no príncipe real e Sumo Sacerdote de Ptah, Khaemweset (cerca de 1281 – cerca de 1225 a.C.), filho de Ramsés II (reinou 1279-1213 a.C.). Khaemweset, conhecido como o "Primeiro Egiptólogo", foi famoso pelos seus esforços de restauração e preservação de monumentos do antigo Egito e, na época da Dinastia Ptolomaica, era grandemente venerado como sábio e mago. Embora a história possa ser interpretada de muitas formas diferentes, Geraldine Pinch argumenta que esta secção do conto pode ser mais claramente compreendida como uma ilustração de como Bastet pune os transgressores.

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Nesta história, o jovem Príncipe Setna rouba um livro de um túmulo, mesmo depois de os ocupantes do mesmo lhe terem suplicado que não o fizesse. Pouco tempo depois, ele encontra-se em Mênfis, perto do Templo de Ptah, quando vê uma mulher belíssima acompanhada pelos seus servos e sente desejo por ela. Ele indaga sobre ela e descobre que o seu nome é Taboubu, filha de um sacerdote de Bastet. Nunca viu mulher mais bela em toda a sua vida e envia-lhe um bilhete pedindo-lhe que se deite com ele por dez moedas de ouro; contudo, ela envia uma contraproposta, dizendo-lhe para se encontrar com ela no Templo de Bastet em Saqqara, onde reside, e que aí ele terá tudo o que deseja.

Setna viaja até à sua vivenda onde se mostra ansioso por concretizar o objetivo, mas Taboubu impõe algumas condições. Primeiro, diz-lhe ela, ele deve transferir-lhe legalmente todas as suas propriedades e bens. Consumido pela luxúria, ele concorda e avança para a abraçar. Ela, porém, detém-no e diz-lhe que os seus filhos devem ser chamados para assinarem também os documentos de concordância, de modo a que não surjam problemas com a transferência legal. Setna concorda igualmente com isto e manda chamar os filhos. Enquanto eles assinam os papéis, Taboubu desaparece noutra divisão e regressa a usar um vestido de linho tão fino que ele consegue ver "cada parte do corpo dela através dele", e o seu desejo por ela torna-se quase incontrolável.

Com os documentos assinados, ele avança novamente para ela mas, não, ela tem uma terceira exigência: os filhos dele devem ser mortos para que não tentem renegar o acordo e envolvê-la numa batalha judicial longa e morosa. Setna concorda instantaneamente; os seus filhos são assassinados e os seus corpos lançados à rua. Setna, então, tira a roupa, toma Taboubu e conduz a rapidamente para o quarto. Enquanto a abraça, ela subitamente grita e desaparece — tal como o quarto e a vivenda ao redor deles — e Setna encontra-se nu no meio da rua com o pénis introduzido num vaso de barro.

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O faraó passa por ali nessa altura e o Príncipe Setna é completamente humilhado. O faraó informa-o de que os seus filhos ainda vivem e que tudo o que ele experienciou foi uma ilusão. Setna compreende então que foi punido pela sua transgressão no túmulo e devolve rapidamente o livro. Além disso, faz a devida reparação aos ocupantes do túmulo, viajando para outra cidade e recuperando as múmias ali enterradas que faziam parte da família dos ocupantes do túmulo, para que todos possam ser reunidos num só local.

Embora os académicos discordem sobre quem Taboubu representa, a sua estreita associação com Bastet, enquanto filha de um dos sacerdotes da deusa, faz desta divindade uma candidata muito provável. A natureza predatória de Taboubu, uma vez que tem Setna onde deseja, faz lembrar o gato que brinca com o rato. Geraldine Pinch conclui que Taboubu é uma "manifestação da própria Bastet, desempenhando o seu papel tradicional de punidora dos humanos que ofenderam os deuses" (pág. 117). Nesta história, Bastet assume a forma de uma mulher bela para punir um malfeitor que violara um túmulo, mas a história serviria também de advertência para os homens que vissem as mulheres apenas como objetos sexuais, na medida em que nunca poderiam saber se estavam, na realidade, na presença de uma deusa e o que poderia acontecer caso a ofendessem.

Bronze Cat from Egypt
Gato de Bronze do Egito Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O Culto a Bastet

A deusa era adorada principalmente em Bubastis, mas detinha uma posição tutelar em Saqqara e noutros locais. Wilkinson escreve:

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A popularidade da deusa cresceu ao longo do tempo e, no Período Tardio e na época greco-romana, ela gozou de um estatuto elevado. O principal centro de culto desta divindade era a cidade de Bubastis — Tell Basta — no Delta oriental e, embora restem agora apenas os contornos do templo de Bastet, Heródoto visitou o local no século V a.C. e louvou-o pela sua magnificência. O festival de Bastet foi também descrito por Heródoto, que afirmou ser o mais elaborado de todos os festivais religiosos do Egito, com grandes multidões a participarem em danças, bebidas e folia sem restrições.

(pág. 178)

Heródoto é a fonte primária de informação sobre o culto de Bastet e, infelizmente, não entra em grandes detalhes sobre as particularidades do seu culto. Parece que tanto homens como mulheres serviam no seu clero e, tal como acontecia com outras divindades egípcias, o seu templo em Bubastis era o ponto focal da cidade, prestando serviços que iam desde a atenção médica ao aconselhamento e à distribuição de alimentos. Heródoto descreve este templo:

Salvo a entrada, ele ergue-se numa ilha; dois canais separados aproximam-se vindos do Nilo e, após chegarem à entrada do templo, correm em volta dele em lados opostos; cada um deles com cem pés de largura e sombreado por árvores. O templo fica no meio da cidade, cujo circuito total permite uma visão para o seu interior; pois o nível da cidade foi elevado, mas o do templo foi deixado como era desde o início, de modo que pode ser visto de fora. Um muro de pedra, esculpido com figuras, corre em volta dele; no interior encontra-se um bosque de árvores muito altas que crescem em torno de um grande santuário, onde está a imagem da deusa; o templo é um quadrado, medindo cada lado um estádio. Uma estrada, pavimentada a pedra, com cerca de três estádios de comprimento, conduz à entrada, correndo para leste através do mercado, em direção ao templo de Hermes; esta estrada tem cerca de 400 pés de largura e é ladeada por árvores que chegam aos céus. (Histórias, II.138).

O povo do Egito acorria anualmente ao grande festival de Bastet em Bubastis, que era um dos eventos mais luxuosos e populares do ano. Geraldine Pinch, citando Heródoto, afirma que "as mulheres ficavam livres de todas as restrições durante o festival anual em Bubastis. Celebravam o festival da deusa bebendo, dançando, fazendo música e exibindo os seus genitais" (pág. 116). Este "levantar das saias" pelas mulheres, descrito por Heródoto, tinha tanto a ver com a libertação das convenções sociais como com a fertilidade associada à deusa. Tal como em muitos outros festivais por todo o Egito, a celebração de Bastet era um momento para pôr de lado as inibições, de forma semelhante ao que os foliões modernos fazem na Europa durante o Carnaval ou nos Estados Unidos no Mardi Gras. Heródoto apresenta um quadro vívido das pessoas que viajavam para Bubastis para o festival:

Quando as pessoas estão a caminho de Bubastis, vão pelo rio, um grande número em cada barco, homens e mulheres juntos. Algumas das mulheres fazem barulho com chocalhos, outras tocam flautas durante todo o caminho, enquanto as restantes mulheres, e os homens, cantam e batem palmas. Enquanto viajam pelo rio para Bubastis, sempre que se aproximam de qualquer outra cidade, aproximam o barco da margem; então, algumas mulheres fazem o que eu disse, enquanto outras gritam zombarias às mulheres da cidade; outras dançam e outras levantam-se e erguem as suas saias. Fazem-no sempre que passam ao lado de qualquer cidade ribeirinha. Mas quando chegam a Bubastis, fazem um festival com grandes sacrifícios, e bebe-se mais vinho nesta festa do que no resto do ano inteiro. É costume homens e mulheres (mas não crianças) reunirem-se ali em número de setecentos mil, segundo dizem as gentes do lugar.

(Histórias, Livro II.60)

Embora Heródoto afirme que este festival superava todos os outros em magnificência e excesso, na realidade existiam muitos festivais celebrando diversos deuses que poderiam reivindicar o mesmo. A popularidade desta deusa, contudo, conferiu à sua celebração um significado particular na cultura egípcia. Na passagem acima, Heródoto nota como as mulheres nos barcos zombavam das que estavam em terra, e isto teria sido feito para as encorajar a abandonarem as suas tarefas diárias e juntarem-se à celebração da grande deusa. Bastet, de facto, era apenas superada por Ísis em popularidade e, uma vez tendo viajado através da Grécia até Roma, foi igualmente popular entre os romanos e os súbditos do posterior Império Romano.

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The Battle of Pelusium
A Batalha de Pelúsio Simon Seitz (CC BY-NC-SA)

A Popularidade Duradoura de Bastet

A popularidade de Bastet cresceu devido ao seu papel como protetora das mulheres e do ambiente doméstico. Como foi notado, era tão popular entre homens como entre mulheres, uma vez que todos os homens tinham uma mãe, irmã, namorada, esposa ou filha que beneficiava dos cuidados prestados por Bastet. Além disso, as mulheres no Egito eram tidas em alta consideração e possuíam direitos quase iguais, o que garantia quase obrigatoriamente um estatuto especialmente elevado a uma deusa que protegia as mulheres e presidia aos seus segredos.

Os gatos eram também muito valorizados no Egito, pois mantinham as casas livres de vermes (controlando assim doenças), protegiam as colheitas de animais indesejados e proporcionavam aos seus donos uma companhia que exigia pouca manutenção. Um dos aspetos mais importantes do festival de Bastet era a entrega de gatos mumificados no seu templo. Quando o templo foi escavado, em 1887 e 1889 d.C., foram encontrados mais de 300 000 gatos mumificados. Wilkinson, comentando a sua popularidade universal, escreve:

Amuletos de gatos e ninhadas de gatinhos eram presentes de Ano Novo populares, e o nome de Bastet era frequentemente inscrito em pequenos "frascos de Ano Novo" cerimoniais, provavelmente para evocar a deusa como uma outorgante de fertilidade e porque Bastet, tal como outras divindades leoas, era vista como uma divindade protetora capaz de contrariar as forças mais sombrias associadas aos "Dias Demoníacos" no final do ano egípcio.

(pág. 178)

Bastet era tão popular que, em 525 a.C., quando Cambises II da Pérsia invadiu o Egito, utilizou a deusa para forçar a rendição dos egípcios. Conhecendo o seu grande amor pelos animais, especialmente pelos gatos, ordenou aos seus soldados que pintassem a imagem de Bastet nos seus escudos; depois, reuniu todos os animais que conseguiu encontrar e conduziu-os à frente do exército em direção à cidade fulcral de Pelúsio. Os egípcios recusaram-se a lutar por medo de ferir os animais e ofender Bastet, rendendo-se por isso.

O historiador Polieno (século II) escreve como, após a sua vitória, Cambises II lançou gatos de um saco contra o rosto dos egípcios, em sinal de desprezo por terem entregado a sua cidade por causa de animais. No entanto, os egípcios não se deixaram dissuadir na sua veneração pelo gato e no seu culto a Bastet. O seu estatuto como uma das divindades mais populares e potentes continuou ao longo do resto da história do Egito e pela era do Império Romano até que, tal como os outros deuses, foi eclipsada pela ascensão do Cristianismo.

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Mark, J. J. (2026, junho 03). Bastet. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15010/bastet/

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Mark, Joshua J.. "Bastet." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, junho 03, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15010/bastet/.

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Mark, Joshua J.. "Bastet." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 03 jun 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15010/bastet/.

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