Marco Agripa

Definição

Jesse Sifuentes
por , traduzido por Ricardo Albuquerque
publicado em 08 Janeiro 2020
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Disponível em outras línguas: Inglês, Francês
Marcus Agrippa (by Mark Cartwright, CC BY-NC-SA)
Marco Agripa
Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Marco Vipsânio Agripa (l. 64/62-12 a.C.) foi o general mais confiável e inabalavelmente leal, além de braço direito de Augusto (r. 27 a.C.-14 d.C.) na administração da cidade de Roma. Embora seu nome esteja para sempre conectado ao primeiro imperador romano e relegado a um segundo plano em termos históricos, Agripa é reconhecido como um dos mais hábeis comandantes militares de Roma, além de engenheiro talentoso, arquiteto e administrador.

Não há riqueza de informações sobre Agripa e, visto que é sempre inseparavelmente relacionado a Augusto, sua trajetória será sempre contada lado a lado com a do imperador (conhecido como Otaviano até 27 a.C.). Tinham quase a mesma idade e é bastante provável que tenham frequentado a escola juntos e permanecido íntimos durante a adolescência. Nada é conhecido a respeito das origens da família de Agripa. O nome Agripa com a gens - que indicava sua particular tribo ou clã - dos Vipsânio era extremamente raro e ele próprio costumava deixá-la de lado.

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Os Idos de Março e o Segundo Triunvirato

Agripa tornou-se conhecido como um comandante militar extremamente capaz.

Júlio César (l. 100-44 a.C.) havia legado em seu testamento a maior parte de suas propriedades e vastas somas de dinheiro a Otaviano, além de adotá-lo como seu filho. Aceitar as disposições do testamento era opcional e acarretava extraordinárias implicações políticas após o assassinato de César, em 44 a.C. - os Idos de Março. Sua aceitação tornou-o inimigo dos assassinos de César, Marco Júnio Bruto (l. 85-42 a.C.) e Caio Cássio Longino (l. 85-42 a.C.). Também colocou o herdeiro num relacionamento contencioso com Marco Antônio (l. 83-30 a.C.), um dos melhores generais de Júlio César, que esperava preencher o vácuo de poder deixado pela morte do ditador. Otaviano criou então um conselho improvisado, que incluía Agripa e outro amigo, Quinto Salvidieno Rufo. Uma história, possivelmente apócrifa, conta que Agripa tentou convencer Otaviano a marchar sobre Roma para tomar posse da herança de César.

A facção pró-César, formada por Otaviano, Antônio e Emílio Lépido (l. 89/88-13/12 a.C.) - um apoiador do ditador morto - formou o Segundo Triunvirato em 43 a.C. para controlar a República Romana e derrotar os assassinos de César. Bruto e Cássio foram vencidos na Batalha de Filipos (42 a.C.) e é bastante provável que Agripa tenha participado dela sob o comando dos triúnviros.

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Equestrian statue of Augustus
Estátua Equestre de Augusto
Carole Raddato (CC BY-SA)

A frágil aliança entre Otaviano e Antônio iria progressivamente se deteriorar, conduzindo a uma série de guerras civis entre os dois que culminaram na Batalha de Ácio (31 a.C.), que resultou na queda da República e o início do Império Romano. Durante estes anos, Agripa consolidou sua reputação, junto com Rufo, como um comandante militar extremamente capaz. Mas Otaviano descobriu que Rufo estava negociando em segredo com Antônio e considerou que ele tinha desertado. Otaviano ordenou que Rufo cometesse suicídio por sua traição, deixando Agripa como o único comandante diretamente subordinado ao futuro imperador.

A Guerra Siciliana

Durante este período (44-40 a.C.), Otaviano e Agripa mantiveram-se ocupados combatendo os assassinos de César. Isso permitiu a Sexto Pompeu (l. 67-35 a.C.) - filho de Pompeu, o Grande e um inimigo do Segundo Triunvirato - reunir uma grande armada e estabelecer sua base na ilha da Sicília, que ficou totalmente sob seu controle. Os dois lados haviam firmado um acordo de paz através do Tratado de Miseno, mas as hostilidades reiniciaram em 38 a.C..

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Em 39 a.C., Agripa ocupava o cargo de governador da província da Gália Transalpina e demonstrava sua perícia militar na pacificação da região, com o assentamento da tribo dos úbios na margem esquerda do Rio Reno e a fundação da sua capital, que iria se tornar a atual Colônia. Em seguida, tornou-se cônsul em Roma em 37 a.C.. Seu período como cônsul ocorreu no meio do mandato de cinco anos do Segundo Triunvirato, no qual seus integrantes tinham poderes absolutos. Isso significava que os cônsules eram cuidadosamente escolhidos pelos próprios triúnviros. Agripa foi a escolha de Otaviano, como seria de se esperar, tendo como colega Lúcio Canínio Galo, um parente de Antônio.

Nessa época, já estava claro que Otaviano não era um comandante militar muito talentoso, deixando as decisões militares a cargo dos seus subordinados mais hábeis, como Agripa. Tendo em vista o reinício das hostilidades com Pompeu, Otaviano convocou então o general, que ainda estava na Gália. O inimigo controlava o Mar Tirreno com sua enorme frota e bloqueava o suprimento de grãos da Sicília para Roma. Este foi o estopim da Guerra Siciliana, em 36 a.C. Agripa começou construindo uma frota para Otaviano. O historiador da Antiguidade Veleio Patérculo assinala:

Marco Agripa foi encarregado de construir navios, reunir soldados e remadores e os treinar em combates e manobras navais. Era um homem de caráter notável, jamais vencido pelo trabalho árduo, perda de sono ou pelo perigo, disciplinado e obediente para apenas um homem, ainda que ansioso para comandar outros; em qualquer coisa que fizesse não havia atrasos, porque a ação vinha junto com o planejamento. Uma impressionante frota foi construída nos lagos Averno e Lucrino e, através de exercícios diários, soldados e remadores adquiriram um profundo conhecimento do combate em terra e no mar. (História Romana, 2.79)

A habilidade do general não se restringia somente à estratégia militar. Ele também projetou e fabricou o harpax (arpéu), um dispositivo semelhante a uma besta e instalado em navios de grande porte que disparava um enorme gancho com múltiplas pontas preso a uma corda. Esta espécie de arpão prendia-se à embarcação inimiga, permitindo a abordagem.

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O plano dos romanos era que Otaviano conduzisse a frota através do Estreito de Messina para desembarcar as tropas na costa oriental da ilha, enquanto Agripa iria através das Ilhas Eólias e invadiria pelo norte. Lépido deveria vir da África para o desembarque na costa oeste. Dos três, Agripa foi o mais bem-sucedido. Os navios de Pompeu eram mais leves, com mais facilidade de manobra, enquanto a frota romana possuía embarcações mais pesadas, com lados mais elevados, e conseguia suportar melhor os ataques. Ele se lançou contra uma das frotas de Pompeu, que foi rapidamente derrotada em Milas. Em seguida à vitória naval, as legiões de Agripa ocuparam Tíndaris e as regiões vizinhas.

Roman Naval Vessel
Embarcação Naval Romana
Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Otaviano e Lépido eventualmente conseguiram desembarcar na Sicília após algumas dificuldades. Pompeu e Otaviano se reuniram e decidiram que a guerra seria resolvida com uma batalha decisiva. Ficou acordado que seriam 300 navios de cada lado e o combate se daria no dia 3 de Setembro, na costa nordeste da ilha, em frente à baía de Nauloco, onde as tropas poderiam assistir a tudo nas praias. A batalha realmente ocorreu nas condições combinadas.

A frota de Pompeu era comandada por seus melhores almirantes, Apolófanes and Demócares. Como de costume, Otaviano confiou seus navios a Agripa. Com suas embarcações maiores e mais fortes e o harpax, o almirante romano venceu com facilidade as forças de Pompeu, perdendo somente três e destruindo 28 navios do inimigo. Otaviano condecorou Agripa com uma bandeira azul e uma coroa dourada por seu valor e perícia no combate naval.

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A Guerra no Ilírico

Em 35 a.C., Otaviano promoveu uma campanha militar no leste da costa da Dalmácia (atual Croácia) contra os iápodes, um povo celta-ilírico. Este foi o estopim da Guerra no Ilírico e, novamente, Agripa seria o principal general. Partindo da costa do Adriático, eles desembarcaram no Ilírico. Os romanos venceram facilmente a maioria das tribos locais, mas enfrentaram uma forte resistência no cerco em Metelo, a maior e mais fortificada cidade dos iápodes.

Os romanos construíram baluartes e instalaram quatro pontes de madeira entre eles e os muros da cidade. Quando os legionários atravessaram a primeira ponte, ela não suportou o peso e desabou. A segunda e a terceira também caíram. Vendo aquilo, os soldados foram tomados pelo pânico. Augusto aproximou-se e repreendeu os legionários, mas eles não se convenceram pelas admoestações até que o futuro imperador agarrou um escudo e saltou para a ponte. Agripa acompanhou o ato heroico e ambos começaram a cruzar a ponte. Os soldados, vendo as corajosas atitudes dos comandantes, decidiram segui-los e a cidade acabou sendo conquistada.

Agripa como Edil

Em 33 a.C., Agripa assumiu o cargo de aedile (Edil), uma magistratura que supervisionava a vida cotidiana de Roma e a realização de festivais e outros entretenimentos. Aedile não estava entre os cargos obrigatórios no cursus honorum, a carreira política tradicional. Na verdade, tratava-se de um cargo menor para alguém que já havia sido cônsul como Agripa, e que contava no currículo as vitórias contra Sexto Pompeu e a valentia demonstrada na Guerra do Ilírico. Todavia, ele exerceu suas funções com a mesma competência exibida no campo de batalha.

Um novo aqueduto, o Aqua Julia (Aqueduto Juliano) – como sempre, o crédito para seus esforços foi transferido discretamente para o chefe – foi construído e outros restaurados ou reparados. Não se tratava de somente da realização de obras grandiosas: garantiu-se o acesso à água corrente em Roma através de 700 novas cisternas, 500 fontes e 130 torres de água. (Goldsworthy, 180)

O aqueduto Marciano (Aqua Marcia), o mais longo da cidade, com 55 milhas, também foi reparado. Desenvolveram-se projetos de engenharia de larga escala, bem como reparos em ruas e edifícios públicos. Agripa assegurou-se que o sistema de esgotos de Roma recebesse uma limpeza completa, organizou jogos espetaculares e dispendiosos e também promoveu políticas de assistência social que visavam a ganhar o apoio da maioria da população. Centenas de milhares de cidadãos romanos receberam alimentos. Durante os espetáculos públicos havia distribuição de cupons valendo dinheiro, além de roupas e outros produtos, que eram lançados em direção à audiência. Outra medida seria a expulsão de astrólogos e mágicos, cujas práticas eram consideradas uma fronta à tradicional religião romana.

A Batalha de Ácio

A Batalha de Ácio foi certamente o auge da carreira de Agripa como comandante militar.

A aliança entre Otaviano e Antônio havia entrado em declínio e, em 32 a.C., o primeiro declarou guerra ao ex-colega e sua amante, Cleópatra VII (l. 69-30 a.C.). No ano seguinte, a guerra civil levou à Batalha de Ácio, no Golfo de Ambrácia, na Grécia. Como principal general de Otaviano, Agripa iniciou o ataque à frota de Antônio e tinha completo comando do conflito. De acordo com o historiador Adrian Goldsworthy, especializado na história militar romana, foi provavelmente ele que elaborou a toda a estratégia e certamente comandou os mais importantes momentos do combate, que teve como resultado a derrota das forças navais de Antônio. Ainda que tivesse navios maiores e mais fortes, Antônio estava ciente do valor da experiência adquirida pelos marinheiros e soldados de Otaviano nos conflitos anteriores, bem como da perícia de Agripa.

Battle of Actium 31 BCE
Batalha de Ácio, 31 a.C.
Future Perfect at Sunrise (CC BY-SA)

Tempestades adiaram a batalha por dias, até que finalmente o dia decisivo chegou em 2 de Setembro de 31 a.C.. Otaviano liderou a ala direita da frota, enquanto Agripa se encarregava da ala esquerda. O almirante utilizara seu maior número de embarcações para envolver o inimigo e, em consequência, Sósio - um dos comandantes subordinados de Antônio - foi forçado a lançar um ataque em resposta. Toda a frota terminou por entrar na batalha. Os navios de Otaviano cercaram as galés maiores do inimigo, lançaram projéteis e abriram brechas com seus aríetes, tentando abordar as embarcações. Na costa, os soldados atiravam flechas incendiárias e tochas. Após quatro horas de luta, os navios de Antônio foram capturados ou destruídos. A Batalha de Ácio foi certamente o auge da carreira de Agripa como comandante militar.

Projetos de Construção, Administração e Guerra no Império

Com a vitória em Ácio, todos os inimigos de Otaviano foram eliminados e ele encontrava-se sem nenhuma oposição em Roma. A era pós-Ácio iniciou o Império Romano e Otaviano - mais tarde homenageado com o nome e título de Augusto, em 27 a.C. - tornou-se o primeiro imperador romano. Ele escolheu Agripa para cônsul em 28 e 27 a.C., quando ele, junto com o próprio Augusto, iria também assumir o cargo de censor e realizar o primeiro censo (lustrum) de Roma desde 71 a.C..

A seguir, Agripa lançou três grandes projetos de construção em larga escala. Em 26 a.C., foi inaugurada a Saepta Júlia, dedicada a Júlio César, que havia planejado e iniciado o prédio com o objetivo de sediar as reuniões e votações da Assembleia Tribal. A área de votação, construída em mármore, era decorada com estátuas e trabalhos artísticos de alta qualidade, além de contar com um toldo sob o qual os eleitores poderiam votar e admirar as obras de arte confortavelmente, na sombra. Numa área próxima situavam-se os banhos públicos, o segundo grande projeto, que incluía uma área para exercícios e um monumento a Netuno - deus do mar -, o que servia como um lembrete da vitória naval em Ácio.

Finalmente, começaram as obras de um dos mais magníficos exemplos de arquitetura romana, o Panteão. Este templo pretendia ser um espaço para a adoração de todos os deuses - especialmente os 12 do Olimpo, já que se baseava no seu homônimo helênico. O prédio seria consumido pelo fogo anos depois e reconstruído pelo imperador Adriano (r. 117-138 d.C.), que manteve a inscrição original de Agripa na fachada. Estradas foram restauradas e construídas em Roma e nas províncias, principalmente a rede de vias localizada na província da Gália, que melhorou as linhas de comunicação e o acesso através do território.

Pantheon Front, Rome
Fachada do Panteão, Roma
Wknight94 (GNU FDL)

Em 19 a.C., Agripa foi enviado à Espanha para reprimir rebeliões dos indomáveis Cantábrios e Asturianos, povos do noroeste da Península Ibérica. A campanha provou-se difícil, mas ao final o general obteve sucesso e o Senado, em nome de Augusto, aprovou a concessão de um triunfo, mas o general declinou da homenagem. Agripa raramente chamava a atenção para suas realizações, preferindo atribuir toda a glória e a paz trazida por suas vitórias militares a Augusto. Mais tarde, em 13 a.C. - um ano antes de sua morte - ele viajaria ao leste para debelar revoltas na Ilíria e Panônia.

A Sucessão de Augusto

À medida que Augusto envelhecia, a questão de quem ele escolheria como sucessor tornou-se cada vez mais urgente. Agripa casou-se com a filha única de Augusto, Júlia, em 21 a.C.. O imperador claramente manifestava preferência pelo seu braço direito e pelos filhos de Júlia, Caio e Lúcio César. Ele até mesmo adotou os dois últimos, tornando-os seus filhos e netos ao mesmo tempo. Ambos desfilaram pela cidade ao serem introduzidos na vida pública por Augusto, e o povo romano passou a adorá-los. Estava bem claro quem o imperador tinha em mente para sucedê-lo. Mas, caso isso ocorresse antes que atingissem a maioridade, Agripa com certeza poderia ser um dos possíveis sucessores, ainda que não estivesse no topo da lista.

Ele permanecia, sem maiores discussões, como segundo em comando. Em 18 a.C., Augusto providenciou para que o Senado lhe concedesse poder tribunício oficial (tribunicia potestas), que permitia a convocação do Senado e da Assembléia do Povo e a proposição de leis, bem como poder proconsular (maius imperium proconsulare), o qual dava-lhe precedência sobre quaisquer outros comandantes militares. O historiador da Antiguidade Tácito considerou a concessão do poder tribunício como a "nomeação para uma posição suprema" e descreveu a ambos como "associados no poder" (Anais, 3.56). Esta decisão significava que, se Augusto perecesse, somente Agripa deteria a autoridade legal para manter o império intato e funcionando. É importante ressaltar que quando Augusto desistiu de seus consulados consecutivos, em 23 a.C., foi em "troca" destes dois enormes poderes, que lhe davam controle efetivo sobre o império.

Procession Relief, Ara Pacis
Relevo de Procissão, Ara Pacis
Steven Zucker (CC BY-NC-SA)

Durante a grave doença do imperador em 23 a.C., que gerou a expectativa de que viesse a falecer, Augusto deu seu anel de sinete a Agripa. Porém, o general não iria sobreviver ao seu líder; Agripa morreu em 12 a.C., na Campânia, durante um festival. Recebeu um funeral de estado, com o próprio Augusto encarregado da eulogia. Suas cinzas foram sepultadas no Mausoléu de Augusto. Os filhos de Agripa, Caio e Lúcio, sofreriam mortes inesperadas e prematuras, com 23 e 18 anos, respectivamente. Isso deixou Tibério (r. 14-37 d.C.), enteado de Augusto, na posição de único sucessor e, por fim, de segundo imperador de Roma.

O Legado de Agripa

Agripa era o companheiro mais íntimo de Augusto e seu comandante mais hábil, além de braço direito. Totalmente leal, demonstrou desprendimento ao evitar o reconhecimento por suas incríveis realizações, optando por submeter todo o crédito e glória a Augusto.

Seu mais importante legado não seria a perícia como comandante militar, mas sim a energia e habilidade que dedicou às melhorias da cidade, através dos aquedutos, projeto de construção, sistemas de estradas, festivais, incentivo às artes e na administração de Roma em geral. Após sua morte, Augusto viu-se compelido criar cargos administrativos formais dedicados aos aspectos da administração pública que seu braço direito conduzira de forma tão competente ao longo de sua vida.

Pela primeira vez na história de Roma, cargos permanentes foram criados para a gestão do abastecimento de água (cura aquarum), para a construção de estradas (cura viarum), e para obras públicas (cura operum publicorum). No passado, estas tarefas de engenharia eram confiadas aos magistrados eleitos. Agora, porém, havia cargos permanentes, com profissionais dedicados e especialistas que poderiam supervisionar e privilegiar projetos a longo prazo, sem os prejuízos causados pelas demais responsabilidades dos magistrados eleitos.

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Sobre o tradutor

Ricardo Albuquerque
Jornalista brasileiro, nascido em Niterói (RJ) em 1964. Graduado em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em 1994. Atuação profissional como jornalista, assessor de imprensa, revisor e tradutor eventual.

Sobre o autor

Jesse Sifuentes
Sou um professor de História Mundial em Houston. Sou apaixonado pela Roma Antiga, particularmente sobre o Principado de Augusto e a República Tardia. Minhas outras paixões incluem xadrez, ciclismo, arte e a língua italiana.

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Estilo APA

Sifuentes, J. (2020, Janeiro 08). Marco Agripa [Marcus Agrippa]. (R. Albuquerque, Tradutora). World History Encyclopedia. Recuperado de https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14477/marco-agripa/

Estilo Chicago

Sifuentes, Jesse. "Marco Agripa." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. Última modificação Janeiro 08, 2020. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14477/marco-agripa/.

Estilo MLA

Sifuentes, Jesse. "Marco Agripa." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 08 Jan 2020. Web. 30 Jan 2023.