Paulo, O Apóstolo

Rebecca Denova
por , traduzido por Filipa Oliveira
publicado em
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Paul the Apostle (by RomanZ, CC BY-NC-SA)
Paulo, O Apóstolo RomanZ (CC BY-NC-SA)

Paulo foi um seguidor de Jesus Cristo que, de forma notável, se converteu ao cristianismo a caminho de Damasco, depois de ter perseguido os mesmos seguidores da comunidade à qual se juntou. No entanto, como veremos, Paulo em vez do convertido que era, é descrito como um dos fundadores da religião. Os estudiosos atribuem a Paulo sete livros no Novo Testamento, que foi um professor influente e um missionário em grande parte da Ásia Menor e na atual Grécia.

Um Fundador do Cristianismo

No último século, os estudiosos passaram a reconhecer Paulo como o verdadeiro fundador do movimento religioso que se tornaria o cristianismo. Paulo era um judeu da Diáspora, membro do partido dos fariseus, que teve uma revelação do Jesus ressuscitado. Após a experiência, viajou por todo o leste do Império Romano, espalhando a "boa notícia" de que Jesus em breve regressaria do céu para inaugurar o reinado de Deus ("o reino"). Não estabelecia uma nova religião; acreditava que a sua geração seria a última antes do fim dos tempos, aquando da trasnformação da era. No entanto, com o passar do tempo sem o regresso de Jesus, os Padres da Igreja do século II recorreram aos escritos de Paulo para validar o que, em última análise, seria a criação do dogma cristão. Desta forma, Paulo pode ser visto como o fundador do cristianismo como uma religião separada do judaísmo.

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Na tradição cristã, é conhecido como Paulo de Tarso, pois é onde Lucas diz que terá nascido (‘Livro os Atos dos Apóstolos’, 9:11). Na época, Tarso localizava-se na província da Cilícia, hoje a moderna Turquia. Contudo, o próprio Paulo indica que era da área de Damasco, que ficava na Síria (ver: ‘Carta aos Gálatas’ 1: 15-17). Lucas forneceu muitos dos elementos-padrão da vida de Paulo, mas a sua maioria está em gritante oposição com o que o próprio Paulo revela nas suas cartas. Por exemplo, Lucas afirma que Paulo cresceu em Jerusalém, estudando aos pés de muitos que seriam considerados os primeiros rabinos do judaísmo normativo, e acabou tornando-se um membro do concílio, isto é do Sinédrio. O próprio Paulo afirma ter visitado Jerusalém apenas duas vezes, e mesmo assim a estadia durou poucos dias. O que fazemos com tais contradições?

Paulo disse ter tido uma visão de Jesus ressuscitado, que o encarregou de ser o Apóstolo dos gentios.

Por um lado, Lucas tem um propósito muito claro na sua apresentação de Paulo como alguém que obedece de bom grado a todas as ordens de Jerusalém, consultando-os constantemente sobre como deveria conduzir a sua "missão". Por outro lado, Paulo também tem um propósito, afirma que nenhum ser humano lhe disse o que fazer, mas que foi o Cristo Ressuscitado quem lhe deu o plano de ação (Idem 1:11-12), e por tal desconsidera sempre qualquer influência de Jerusalém nas suas atividades. Em última análise, em termos de historicidade, geralmente, é melhor consultar as cartas de Paulo em vez da versão de Lucas quando se trata da real motivação e do trabalho de Paulo.

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A obra de Paulo

No Novo Testamento, temos 14 Cartas (Epístolas) tradicionalmente atribuídas a Paulo, mas o consenso entre os estudiosos é que, das 14, sete foram realmente escritas por ele:

  • 1 Tessalonicenses
  • Gálatas
  • Filémon (Filemom)
  • Filipenses
  • 1 e 2 Coríntios
  • Romanos

As demais foram provavelmente escritas por um discípulo de Paulo, que usou o seu nome para dar autoridade aos textos. Entendemos que estas cartas são circunstanciais, ou seja, nunca tiveram a intenção de ser uma teologia sistemática ou tratados sobre o cristianismo. Por outras palavras, as cartas são respostas a problemas e situações específicas que surgiram em várias comunidades, não foram escritas como ditames universais para servir de ideologia cristã, contudo ao longo do tempo ganharam importância e significado.

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A conversão de Paulo

Paulo era um fariseu e afirmava que, no que dizia respeito à "Lei", era mais zeloso e a conhecia melhor do que qualquer outra pessoa. Na maioria das suas cartas, a Lei em questão era a Lei de Moisés. Oriundo da tribo de Benjamim e por isso (Lucas pôde usar o nome anterior Saulo, um nome bastante famoso da tribo de Benjamim; a mudança de nome muitas vezes acompanha uma mudança de perspectiva em termos de uma nova pessoa - Abrão para Abraão, Jacó para Israel, Simão para Pedro, etc.), tornou-se no convertido mais famoso da história. Ter cegado no caminho para Damasco tornou-se uma metáfora para uma iluminação e conversão súbitas.

No entanto, "converter" não é o termo mais preciso para se lhe aplicar. A conversão pressupõe a mudança de um tipo de crença para outro. Há dois problemas com este conceito quando aplicado a Paulo:

  • na época, não havia essencialmente uma religião cristã para a qual se pudesse converter
  • o próprio Paulo é ambíguo ao referir no que se considerava.

Quando afirma: "Quando entre os gentios, agi como um gentio, (...) e quando entre os judeus, agi como um judeu; (...) tornei-me tudo para todos os homens", (1 Coríntios 9:20-22 - Costa, A. (†) et al.. Bíblia Sagrada. 11.ª Ed. Lx: Dif Bíblica (MC), 1984, pág. 1511) isso não nos ajuda a resolver a questão. Ao falar sobre o que lhe aconteceu, é, provavelmente, melhor dizer que foi chamado por Deus, na tradição do chamado dos profetas do antigo Israel.

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Na ‘Carta aos Gálatas’, Paulo disse que teve uma visão de Jesus ressuscitado, que o chamou para ser o Apóstolo dos gentios, algo crucial em termos da sua autoridade. Todos sabiam que não pertencia ao círculo íntimo, desta forma, uma diretriz direta de Jesus foi a forma de Paulo argumentar que tinha tanta autoridade quanto os primeiros Apóstolos. Tal, também é crucial para desvendar as visões de Paulo sobre a Lei de Moisés no que diz respeito à sua área de recrutamento e é algo que deve ser sempre levado em consideração ao tentar analisar as suas visões.

O chamado de Paulo para ser o Apóstolo dos gentios foi chocante porque, como admite livremente, havia anteriormente perseguido a igreja de Deus. Que frase tão forte! A maioria dos estudiosos não consegue concordar sobre o seu significado. O primeiro problema é com a palavra "perseguido". Em grego, poderia significar qualquer coisa: desde troçar, atirar ovos até ao abuso físico. Contudo, Paulo nunca explicou concretamente nem dá qualquer explicação sobre por que o fez. Lucas diz que Paulo costumava votar pela pena de morte para os cristãos no Sinédrio, bem como obteve mandados de prisão do sumo sacerdote para prender cristãos em Damasco (onde teve a sua revelação). Isto é uma hipérbole por parte de Lucas; o sumo sacerdote na época não tinha tal autoridade, especialmente noutra província.

Saints Peter and Paul, from a Catacomb Etching
São Pedro e São Paulo, Gravura em uma Catacumba Anonymous (CC BY-SA)

Paulo o Perseguidor

Paulo provavelmente aplicava o mesmo castigo que recebeu: as 39 chicotadas, uma forma de disciplina sinagogal. Mas isto, levanta mais questões. Os conselhos das sinagogas tinham autoridade apenas com o acordo dos membros da comunidade. Por outras palavras, Paulo poderia ter-se simplesmente afastado, mas não o fez — isto, novamente, indicará que ainda se via como judeu? E, uma vez mais, por que é que era chicotadado? O que é que os cristãos diziam ou faziam para receber uma ação disciplinar? Foram propostas muitas teorias ao longo dos séculos.

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  1. Os cristãos pregavam contra a Lei de Moisés. Tal é verdade no que diz respeito aos gentios, mas de qualquer forma nunca se esperava que os gentios seguissem a Lei.
  2. Os cristãos estavam a agitar as pessoas com fervor messiânico. Estas foram as décadas que antecederam a Revolta Judaica. Será que as autoridades da sinagoga viam esta pregação como uma ameaça à paz da sua comunidade em relação a Roma?
  3. Os cristãos e os judeus estavam em acirrada competição pelas almas daqueles gentios que frequentavam as sinagogas, e os judeus viam os cristãos como uma ameaça às suas áreas de recrutamento. Esta teoria é claramente falsa; o judaísmo não era uma religião missionária.
  4. Paulo, assim como João, tem uma cristologia elevada. A sua experiência de ver Jesus no céu significa que, para ele, de certa forma, Jesus já estava deificado e defendia a adoração a Jesus, o que é provavelmente o ponto de viragem entre os judeus e os cristãos. Repete um hino que havia herdado na sua ‘Carta aos Filipenses’ (2:5-11):

5Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus:

6*†Ele que era de condição divina não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus;

7 Mas despojou-se a Si mesmo tomando a condição de servo, tornando-Se semelhante aos homens,

8*humilhou-Se a Si mesmo, feito obidiente até à morte e morte na cruz.

9Por isso é que Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todo o nome,

10*para que ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre nos Céus, na terra e nos Infernos

11e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

(Idem, pág. 1547).

"Para que (...) todo joelho se dobre" indica adoração. O judaísmo helenístico havia incorporado uma multidão de seres celestiais, com hierarquias que os acompanhavam (arcanjos, querubins, serafins, etc.), mas ninguém jamais defendeu a adoração a qualquer um destes seres - isso era reservado apenas para Deus. É aqui que os cristãos iniciariam o processo de separação da religião-mãe.

Paulo e a Lei

O trabalho de Paulo, tal como ele o via, era levar a "boa nova" aos gentios. Quase tudo o que escreve sobre a Lei está relacionado com tal. Na tradição israelita, nunca se entendeu que a Lei de Moisés se aplicasse aos gentios, portanto, não precisavam de se submeter: à circuncisão, às leis dietéticas ou às regulamentações do sábado. Estes três pontos são o foco, pois são rituais físicos que mantêm as comunidades separadas, e Paulo procurava derrubar as barreiras entre as comunidades. Paulo era inflexível sobre isto, e provavelmente, uma das razões foi o que experienciou — talvez tenha presenciado alguma manifestação do espírito quando os gentios eram batizados (como falar em línguas, a sala tremer, profecias, etc.), e, por isso, se tenha convencido. Se Deus escolheu validar os gentios desta forma como é que eles estavam excluídos no reino?

Mas há outro problema, Paulo era um fariseu e a Lei significava muito para si. Como Deus poderia ter criado a Lei e, em seguida, não a aplicar universalmente? É aqui que a situação se complica um pouco — nunca pôde dizer que a Lei era má, e, por isso, a defende, mas, ao mesmo tempo, ela não se aplica aos gentios. E ao defendê-la, por vezes, coloca-se numa posição difícil e fornece material para séculos de livros e comentários académicos sobre a temática.

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Folio of Early Pauline Espitles
Folio de Epístolas Paulinas Antigas Heycos (Public Domain)

A ‘Carta aos Gálatas’ aborda este problema da Lei, o seu plano era estabelecer comunidades por todo o Império Oriental e depois manter contato por meio de cartas ou visitas para ver como estavam. A Galácia era uma província na região central da Turquia. Aparentemente, depois da sua partida, apareceram outras pessoas que ensinaram um evangelho diferente, o que o indignou. Como ele disse: "Mas ainda que alguém – nós mesmos ou um anjo do Céu – vos anuncie outro evangelho, além do que vos tenho anunciado, esse seja anátema.” (Gálatas 1:8, Ibidem, pág. 1533) Este outro evangelho defendia a circuncisão, as leis dietéticas e os deveres do sábado, exatamente tudo contra os quais Paulo havia lutado. Assim, repetiu a estas comunidades o ensinamento sobre estes assuntos.

Recorrendo às escrituras, encontrou a sua razão na história do chamado de Abraão no ‘Génesis’ 12. Com ambos, o nome (pai de nações) e a promessa, afirmou que os gentios estavam incluídos nesta aliança original ("nações", em grego, ethnos, traduz-se por "gentios"). Mas então, por que Deus deu a Lei de Moisés, que limita a inclusão? Paulo argumentou que a Lei servia como um pedagogus. Um pedagogus era um tutor, geralmente um escravo, que acompanhava os jovens à escola e também oferecia aulas em casa. Por outras palavras, a Lei servia como um guia para definir o pecado, pois se não soubéssemos o que era o pecado, como poderíamos escolher? Mas agora Cristo é o telos da Lei. Algumas Bíblias traduzem como "o fim da Lei", mas, mais precisamente, significa "o objetivo da Lei".

Isto significa que os seguidores judeus de Cristo já não precisavam de seguir a Lei? É claro que não — se nasceu sob a Lei, é obrigado a segui-la.

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Paulo afirmou que os gentios são salvos somente pela fé, e não pelas obras da Lei.

Ao longo dos séculos, a doutrinação de Paulo foi resumida na frase "a missão sem a Lei para os gentios" (Romanos 2:14, pág. 1485), mas isto é realmente um equívoco e levou a muitas conclusões erróneas sobre a sua doutrina. Considerava que os gentios deveriam estar isentos da circuncisão, das leis dietéticas e das regulamentações do sábado, mas não estavam totalmente isentos da Lei. Não imagine por um momento que Paulo permitia que os gentios continuassem com a idolatria ou qualquer outro costume pagão, e incorporou conceitos éticos e de caridade judaicos nas suas comunidades. O autor E. P. Sanders no livro, Paul (Paulo) aplica os modernos métodos de ciências sociais ao estudo das visões de Paulo sobre a Lei e conclui que seguia um padrão de religião, isto é: como se converte e como se permanece. Para Paulo, os gentios convertem-se não seguindo a Lei, mas uma vez convertidos, têm de seguir a Lei (ou a versão de Paulo sobre a Lei).

Outra frase de Paulo que se tornou a base de séculos de comentários, culminando na separação de Martinho Lutero da Igreja de Roma. Paulo afirmou que os gentios são salvos somente pela fé e não pelas obras da Lei. O que queria dizer com obras da Lei eram aquelas barreiras rituais entre as comunidades: circuncisão, leis dietéticas, etc.. Mas por séculos, foi entendido como a grande divisão entre o judaísmo e o cristianismo. Uma leitura cuidadosa das suas cartas indica que Paulo não se opõem ao judaísmo per se, mas sim aos outros cristãos que acreditam que os gentios precisam de se converter ao judaísmo primeiro antes de entrar na comunidade. Quem eram estes outros cristãos? Pensamos que eram provavelmente cristãos-gentios, não judeus. Então, por que os cristãos-gentios defenderiam a circuncisão?

Paulo diz que, após ter trabalhado no campo missionário por vários anos, subiu a Jerusalém para uma reunião sobre os gentios (que pode ou não ser o encontro relatado por Lucas no ‘Livro os Atos dos Apóstolos’ 15). O momento era estranho (os estudiosos situam a reunião por volta do ano 49/50). E, de acordo com Lucas, os gentios já haviam sido aprovados após o encontro de Pedro com Cornélio, então por que é que, anos depois, seria necessária uma reunião para resolver a questão? Uma teoria é que o tempo decorria e Jesus não regressava. Talvez alguns cristãos-gentios tenham pensado que erraram ao não se converterem ao judaísmo primeiro e que, ao fazer isto, ajudariam a acelerar o tempo do fim.

Paulo não estava preocupado com o tempo da mesma forma que os outros. Com a sua própria experiência, decidiu que, quando os seus gentios se voltassem para o Deus de Israel, tal seria um sinal dos últimos dias (um elemento da tradição profética sobre a intervenção final de Deus). Como "Apóstolo dos Gentios", o seu papel neste grupo era crucial para o advento destes elementos finais. Por outras palavras, o reino aguarda Paulo alcançar o máximo de gentios que puder, quando tal acontecer, os judeus verão a luz e se unirão (Romanos 9-11).

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Morte

Não podemos confirmar onde ou como morreu. A carta de Paulo aos ‘Romanos’ é provavelmente uma de suas últimas obras sobreviventes, na qual disse ao público que iria visitar Jerusalém e depois vê-los-ía em Roma (com planos de seguir para Espanha). Lucas contou a história da prisão de Paulo em Jerusalém, onde Paulo (como cidadão romano) tinha o direito de apelar ao imperador romano. O ‘Livro os Atos dos Apóstolos’ termina com Paulo em prisão domiciliária em Roma, continuando a pregar. É somente em narrativas posteriores, do século II, que encontramos material lendário sobre o julgamento de Paulo em Roma [com supostas cartas entre Paulo e o filósofo estoico Séneca (Sêneca)]. Após a condenação, foi decapitado e o corpo sepultado fora das muralhas da cidade, na estrada para Óstia, para evitar que o seu túmulo não se tornasse um santuário. Anos depois, este local tornar-se-ia a atual basílica em Roma, São Paulo Fora dos Muros, e o Vaticano sempre afirmou que o seu corpo repousa um sarcófago dentro da igreja.

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Bibliografia

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Rebecca Denova
Rebecca I. Denova, Ph.D. é Professora Emérita de Cristianismo Primitivo no Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Pittsburgh. Ela escreveu recentemente um livro didático, "The Origins of Christianity and the New Testament" [As Origens do Cristianismo e do Novo Testamento], publicado pela Wiley-Blackwell.

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Estilo APA

Denova, R. (2025, outubro 12). Paulo, O Apóstolo. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12376/paulo-o-apostolo/

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Denova, Rebecca. "Paulo, O Apóstolo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 12, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12376/paulo-o-apostolo/.

Estilo MLA

Denova, Rebecca. "Paulo, O Apóstolo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 12 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12376/paulo-o-apostolo/.

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