Nesta coletânea, analisamos em pormenor cada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. A maravilha mais antiga e a única que ainda existe é a Grande Pirâmide de Gizé, que deteve o recorde de estrutura mais alta do mundo até ao século XIX. Os misteriosos Jardins Suspensos da Babilónia continuam a suscitar debates entre os estudiosos sobre se existiram realmente na Babilónia, e a Estátua de Zeus em Olímpia, uma imponente figura de ouro e marfim com 12 metros de altura (40 pés), não era demasiado grande para desaparecer, tendo sido vista pela última vez em Constantinopla no século IV. O Mausoléu de Halicarnasso era tão impressionante que deu nome a todos os grandes túmulos que se seguiram, enquanto o Templo de Ártemis em Éfeso tinha quase o dobro do tamanho do Partenon em Atenas. O Colosso de Rodes pode não se ter erguido de pé sobre o porto daquela cidade, mas era outro gigante, com 33 metros (108 pés) de altura. A representação do deus do sol Helios, infelizmente, revelou-se demasiado volumosa para sobreviver a um terramoto, tendo sido derrubada apenas 50 anos após a sua construção. Por fim, há o Farol de Alexandria, outra estrutura que definiu um género e que foi copiada em todo o mundo, onde quer que costas rochosas e bancos de areia invisíveis levassem os marinheiros ao naufrágio.
A maioria dos estudiosos concorda que a ideia de cultivar jardins exclusivamente por prazer, em oposição à produção de alimentos, teve origem no Crescente Fértil, onde eram conhecidos como um paraíso. A partir daí, a noção espalhou-se por todo o Mediterrâneo antigo, de modo que, na época helenística, até mesmo particulares — ou, pelo menos, os mais abastados — cultivavam os seus próprios jardins privados nas suas casas.
