O Imperium Romaniae, vulgarmente conhecido como Império Latino (1204–1261), emergiu da instabilidade da Quarta Cruzada (1202–1204), quando as forças da Europa Ocidental capturaram e saquearam Constantinopla em 1204. Este acontecimento pôs um fim abrupto ao domínio bizantino na capital e substituiu-o por um regime cristão latino, com o intuito de expandir a influência ocidental sobre os antigos territórios romanos orientais. O novo estado era dominado por elites francas e venezianas, tendo Balduíno I da Flandres (reinou entre 1204–1205) sido coroado como o seu primeiro imperador, refletindo tanto a ambição dos cruzados como os interesses comerciais venezianos na região.
Desde a sua génese, o Império Latino lutou para consolidar a sua autoridade nos territórios que reivindicava. Enfrentou uma resistência persistente por parte da população grega local e de poderosos estados rivais que surgiram do colapso bizantino, incluindo o Império de Niceia, o Império de Trebizonda e o Despotado do Epiro. Apesar do apoio intermitente da Europa Ocidental, o império permaneceu limitado por escassos recursos, por uma coesão política frágil e por uma pressão militar contínua. A sua posição enfraqueceu progressivamente até que o Império de Niceia, sob o comando de Miguel VIII Paleólogo (reinou 1259–1282), recapturou Constantinopla em 1261, restaurando o domínio bizantino e pondo um fim ao Império Latino.

