A história do domínio imperial chinês começa, tradicionalmente, com a semilendária dinastia Xia (datada, por tradição, de cerca de 2070–1600 a.C.) e desenrola-se através de uma sucessão de casas reinantes que moldaram uma das tradições estatais mais contínuas do mundo. Das dinastias Shang (cerca de 1600–1046 a.C.) e Zhou (cerca de 1046–256 a.C.), que articularam o Mandato do Céu como princípio de legitimidade dinástica, à unificação Qin sob Qin Shi Huang (reinou 221–210 a.C.) e à consolidação das instituições imperiais sob os Han (206 a.C.–220 d.C.), os imperadores chineses governaram vastos territórios através de sistemas administrativos em constante evolução. Ao longo de períodos de unidade e fragmentação, a autoridade imperial assentou na governação burocrática, na ideologia estatal confucionista e no controlo dos recursos agrários e comerciais.
Fazem parte deste ciclo dinástico as conquistas estrangeiras: a dinastia Yuan, liderada pelos Mongóis sob Kublai Khan (reinado 1260–1294; domínio Yuan 1271–1368), integrou a China num império euroasiático mais vasto, enquanto a dinastia Qing, de origem manchu (1644–1912), expandiu as fronteiras imperiais até à sua maior extensão territorial sob imperadores como Kangxi (reinado 1661–1722) e Qianlong (reinado 1735–1796). Contudo, as mesmas pressões estruturais — tensão fiscal, rebelião interna e desafios externos — que tinham derrubado dinastias anteriores ressurgiram no século XIX. A abdicação do Imperador Xuantong (Puyi, reinou 1908–1912) marcou o fim de mais de dois milénios de governação imperial. Ao longo destas transições, o modelo dinástico chinês demonstrou tanto uma notável continuidade como uma reinvenção constante, ligando a legitimidade política à autoridade moral, ao controlo territorial e à adaptabilidade administrativa.

