Por volta de 1450, a Europa e o Médio Oriente eram definidos pela fragmentação, pelo declínio das potências medievais e pela ascensão de novos Estados regionais. O Império Bizantino tinha-se reduzido a Constantinopla e a alguns postos avançados, enquanto o Império Otomano, sob o comando de Murad II (reinou 1421–1451), exercia uma forte pressão sobre as suas fronteiras, preparando o terreno para a queda iminente da cidade.
No Ocidente Latino, a França emergia da fase final da Guerra dos Cem Anos como uma monarquia mais unificada sob Carlos VII (reinou 1422–1461), e as coroas de Castela e Aragão reforçavam a sua autoridade antes da sua posterior união dinástica. Na Europa de Leste, o poder político permanecia disperso: Moscóvia, Tver, Riazã e Novogárdia operavam como principados semiautónomos, ainda formalmente ligados, embora de forma irregular, à Horda de Ouro, cuja autoridade estava a enfraquecer, mas ainda não fora quebrada. Por todo o Médio Oriente, o Sultanato Mameluco detinha o Egito e a Síria, enquanto a confederação Qara Qoyunlu dominava grande parte do Irão e do Iraque, formando um mosaico de dinastias rivais.

