Como a Guerra do Pacífico Mudou a Guerra Mundial

Mark Cartwright
por , traduzido por Filipa Oliveira
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A Guerra do Pacífico (1941-45) contribuiu com muitas inovações e desenvolvimentos duradouros para a arte da guerra a nível global. Este teatro de operações da Segunda Guerra Mundial testemunhou o fim dos navios de guerra como principal meio de combate naval, tendo-os substituído por porta-aviões capazes de enviar os seus aviões para enfrentar um inimigo invisível a muitas milhas de distância. A guerra anfíbia foi aperfeiçoada até atingir um elevado grau de eficiência, assim como a integração de operações multisserviços em grande escala e o aperfeiçoamento da logística militar em grande escala. O desenvolvimento de armas especializadas, tais como lança-chamas, veículos blindados de desembarque e napalm, tornou a guerra ainda mais mortífera e brutal. Dezenas de milhares de civis morreram em batalhas isoladas ou em campanhas de bombardeamento, números que se tornaram ainda maiores e mais incompreensíveis com o uso de armas nucleares, um desenvolvimento que ainda hoje assombra a humanidade.

USS Essex, 1944
USS Essex, 1944 US Navy (Public Domain)

Os Porta-aviões Dominam

Nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, o orgulho da maioria das marinhas eram os seus navios de guerra, gigantes blindados capazes de disparar os seus canhões enormes contra os navios de guerra inimigos. Estes gigantes eram impressionantes de se ver, mas tinham uma grande fraqueza: podiam ser afundados pelo ar antes mesmo de saírem do porto. No Pacífico, tanto a marinha japonesa como a norte-americana perceberam que o navio do futuro era o porta-aviões. Conhecidos como «flat-tops» pelos militares norte-americanos, estes navios eram ainda maiores do que os navios de guerra, mas podiam defender-se não só com uma impressionante variedade de canhões antiaéreos, mas também, de forma muito mais eficaz, lançando os seus próprios esquadrões de caças. Quando em movimento, os aviões podiam ser guardados com maior segurança sob o convés. Um porta-aviões era, portanto, na prática, uma pista de aterragem móvel que podia ser mobilizada para atingir o inimigo no seu ponto mais fraco, enquanto o próprio navio permanecia longe da ação.

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Os porta-aviões não eram apenas armas ofensivas; podiam ser utilizados como navios de apoio a operações anfíbias e batalhas em terra.

Um porta-aviões típico contava com uma escolta protetora de cruzadores e contratorpedeiros. Este conjunto de navios era denominado grupo de porta-aviões ou força de ataque. Eram também acompanhados por vários navios de abastecimento, como petroleiros. Estes navios de não combate mantinham-se normalmente bem à retaguarda, numa espécie de base flutuante que incluía rebocadores, navios de reparação, navios de abastecimento e navios-hospital.

Ao mesmo tempo, a operar em redor do grupo de combate encontravam-se vários submarinos, hidroaviões e as próprias aeronaves do porta-aviões, todos capazes de realizar o reconhecimento da localização do inimigo e fornecer um alerta prévio de ataques aéreos. O sistema de radar do porta-aviões (no caso dos navios norte-americanos) desempenhava uma função semelhante.

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Os porta-aviões transportavam normalmente uma frota variada de aeronaves: bombardeiros de mergulho e bombardeiros para atingir alvos inimigos e caças para proteger esses bombardeiros, atacar navios inimigos e defender o porta-aviões, se necessário. O número de aeronaves a bordo variava consideravelmente, mas eram normalmente entre 50 e 100.

Aircraft on USS Wasp
Aeronaves no USS Wasp US Navy (Public Domain)

A primeira batalha da história entre porta-aviões ocorreu na Batalha do Mar de Coral, em maio de 1942. Esta foi a primeira batalha naval em que os protagonistas operaram sem se verem efetivamente, uma vez que o combate se travou entre aeronaves e navios, e não entre navios, como tinha sido habitual ao longo da longa história da guerra naval. Os dias em que os navios capitais se bombardeavam mutuamente com temíveis salvas laterais tinham chegado ao fim. A batalha terminou num empate, com o Japão a perder 77 aeronaves e os EUA a perderem 66. Muito mais decisiva foi a Batalha de Midway, no mês seguinte.

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Em Midway, a frota dos EUA no Pacífico afundou quatro porta-aviões japoneses, tendo perdido apenas um porta-aviões norte-americano, o Yorktown, e destruiu quase 250 aeronaves japonesas. O golpe infligido à Marinha Imperial Japonesa foi pesado e, tal era a importância dos porta-aviões para este novo tipo de guerra naval, que, a partir de então, o Japão passou à defensiva. De facto, o governo militar japonês não informou o povo japonês de que quatro porta-aviões tinham sido perdidos, tal era a magnitude da derrota.

O Yorktown tinha, na verdade, ficado gravemente danificado na Batalha do Mar de Coral, mas foi rapidamente reparado e colocado novamente em serviço. Esta foi outra característica particular da Guerra do Pacífico e uma área em que os EUA demonstraram especial destreza: reparar rapidamente os danos de combate para manter os navios em ação.

A importância dos porta-aviões neste novo tipo de guerra é ainda mais ilustrada pela decisão do governo dos EUA de construir 14 porta-aviões da classe Essex em 1943. Os porta-aviões tinham-se tornado as novas estrelas de qualquer força naval e não eram apenas armas ofensivas; podiam ser utilizados como excelentes navios de apoio para operações anfíbias e batalhas em terra.

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Japanese Aircraft Carrier Akagi
Porta-aviões Japonês Akagi Japanese Navy (Public Domain)

O Aperfeiçoamento da Guerra Anfíbia

A guerra anfíbia tem sido um dos tipos de operações militares mais perigosos ao longo da história. Todo o tipo de planos para atacar a terra a partir do mar tem sofrido fracassos espetaculares. Os riscos são evidentes em aventuras militares infames como as invasões mongóis do Japão no século XIII, a Armada Espanhola, que tentou atacar a Inglaterra em 1588, e a Campanha de Gallipoli na Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando se registaram 250 000 baixas aliadas na tentativa de estabelecer uma cabeça de ponte em solo turco, o que nunca chegou a ser concretizado. A natureza dos territórios ocupados pelo Japão na Guerra do Pacífico, no entanto, significava que muitas vezes não havia outra opção senão arriscar um assalto anfíbio.

As operações no Pacífico integraram plenamente as forças aéreas, terrestres e navais.

A primeira grande operação anfíbia dos EUA ocorreu na Campanha de Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, que se arrastou de agosto de 1942 a fevereiro de 1943. Foram cometidos muitos erros numa campanha que envolveu cerca de 50 confrontos em terra e no mar. Erros semelhantes foram cometidos na extenuante Batalha de Tarawa, na Campanha das Ilhas Gilbert e Marshall (novembro de 1943 a fevereiro de 1944). Mas foram retiradas lições, lições valiosas não só para a Guerra do Pacífico, mas também para o enorme desembarque anfíbio na Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944.

Atacar várias ilhas ao mesmo tempo revelou-se uma tarefa demasiado grande para ser realisticamente concretizada. O intenso bombardeamento naval e os ataques aéreos não costumavam aniquilar as defesas inimigas. Os fuzileiros navais em veículos de desembarque continuavam a ser atacados nas águas pouco profundas de aproximação e nas praias. As marés tinham de ser cuidadosamente tidas em conta, caso contrário as embarcações de desembarque ficariam rapidamente encalhadas nos recifes, e os homens seriam obrigados a atravessar a lagoa a pé até à costa, expondo-se aos artilheiros japoneses escondidos. Mesmo quando se alcançava a cobertura do interior, os combates tornavam-se normalmente ainda mais ferozes, uma vez que os soldados japoneses, considerando a rendição desonrosa, lutavam frequentemente até à morte.

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US Bombardment of Okinawa
Bombardeamento Norte-Americano de Okinawa US Navy (CC BY-NC-SA)

Operações anfíbias posteriores corrigiram estas deficiências. Um navio-quartel-general especializado coordenava toda a operação. Especialistas em demolição subaquática abriam primeiro canais através dos corais e de quaisquer obstáculos colocados pela defesa japonesa, para permitir a passagem dos veículos de desembarque. Os bombardeamentos aéreos e navais iniciais foram prolongados — a Força Aérea dos EUA bombardeou Iwo Jima durante 72 dias — e mantiveram-se enquanto as embarcações de desembarque avançavam com os fuzileiros navais. As embarcações de desembarque estavam agora melhor protegidas e equipadas com as suas próprias metralhadoras e obuses de 75 mm (3 polegadas).

O bombardeamento naval e aéreo continuou mesmo enquanto os fuzileiros navais avançavam pela ilha, ajustando os alvos para se anteciparem ao avanço. Para manter o ímpeto do ataque, mais navios tiveram de continuar a desembarcar reforços nas praias. Foram utilizadas grandes jangadas para ajudar os veículos de desembarque a transportar para terra suprimentos essenciais, tais como munições, água potável, baterias de rádio, plasma sanguíneo e sacos de areia.

Ao mesmo tempo que os abastecimentos chegavam, os feridos tinham de ser evacuados e os obstáculos nas praias, como tanques destruídos, tinham de ser removidos. Aos «beach masters» foi atribuída a tarefa de organizar este tráfego bidirecional, para que a logística continuasse a fluir livremente. Por fim, os navios de abastecimento ao largo da costa necessitavam de apoio naval e aéreo para os proteger, pelo que os navios de guerra da Marinha dos EUA mantiveram a sua presença muito depois dos desembarques iniciais.

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US LVTs at Okinawa
LVTs Norte-Americanos em Okinawa US Signal Corps Archive (Public Domain)

Apesar de todos estes avanços na execução do assalto anfíbio perfeito, o número de baixas continuou elevado. Após 36 dias de combates intensos em Iwo Jima, o pior exemplo, as forças norte-americanas sofreram mais de 27 000 baixas. Da guarnição japonesa de 21 000 homens, apenas 216 sobreviveram à batalha. No entanto, essa mesma batalha contou com 800 navios de guerra que transportaram 110 000 homens para a ilha, um feito comparável ao do Dia D. A Batalha de Okinawa foi ainda maior. Estiveram envolvidos mais de 500 000 militares norte-americanos e 1 213 navios de guerra, sem contar com a grande Frota Britânica do Pacífico, que também participou. A Marinha dos EUA tinha mobilizado 40 porta-aviões e 200 contratorpedeiros. Estes contaram-se entre os maiores movimentos de tropas da história. As forças norte-americanas sofreram baixas de cerca de 35% (quando noutros teatros de guerra 10% era considerado perigosamente elevado). A guerra tornara-se tão brutal quanto gigantesca.

A Logística Suprema

A estratégia dos EUA no Pacífico consistia em «avançar por saltos» de ilha em ilha, ou seja, utilizar um arquipélago capturado como base para lançar um ataque ao seguinte, mas, ao mesmo tempo, evitando, sempre que possível, as ilhas mais fortemente defendidas. Esta abordagem parece simples num mapa, mas, na realidade, exigiu um enorme esforço logístico para ser bem-sucedida.

A logística era muito mais difícil no Pacífico devido à escassez de navios e às vastas distâncias envolvidas. A tal ponto que «estimava-se que fosse necessário o dobro da capacidade de transporte marítimo para deslocar uma divisão de tropas no teatro de operações do Pacífico do que no europeu» (Smurthwaite, pág. 93). Encontrar portos capazes de receber navios de grande porte e os trabalhadores portuários qualificados necessários para carregar e descarregar as cargas constituía outros desafios. Os navios de maior porte transformaram-se em armazéns flutuantes, com embarcações mais pequenas a fazer a ligação entre eles e as frotas.

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Map of the Allied Pacific Counteroffensive, 1942–1945
Mapa da Contraofensiva Aliada no Pacífico, 1942–1945 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

As operações norte-americanas no Pacífico exigiram um sistema no qual os abastecimentos partiam da costa ocidental dos Estados Unidos para um ponto intermédio e, daí, para a frente de combate. Este sistema ficou conhecido como «Fleet Train» (comboio naval ou frota de apoio logístico).

As tropas no terreno precisavam de uma vasta gama de armas e equipamento para derrotar o inimigo em terreno difícil. Todas as cavernas e possíveis esconderijos tinham de ser limpos utilizando uma combinação de lança-chamas, granadas, morteiros, torpedos Bangalore, explosivos TNT e até mesmo bulldozers. Eram necessários tanques, peças de artilharia, camiões lançadores de foguetes e viaturas blindadas em grande número, caso contrário a sua eficácia seria limitada. Alimentos, munições, medicamentos e até mesmo correio eram entregues onde quer que as tropas avançassem. Até cães foram enviados para farejar minas terrestres e localizar atiradores furtivos e soldados japoneses escondidos, determinados a ceifar mais uma vida antes que a ilha fosse capturada.

O controlo de Guam, Tinian e Saipan, nas Ilhas Marianas, significava que os bombardeiros Boeing B-29 Superfortress de longo alcance podiam atacar qualquer cidade japonesa e que os abastecimentos podiam ser transportados por via aérea para o interior da região do Pacífico. Guam tornou-se também um importante depósito de combustível, apoiando futuras operações no Pacífico ao abastecer e enviar navios-tanque, por vezes até três por dia.

Fifi B-29 Bomber
Bombardeiro B-29 Fifi hharryus (CC BY-NC-ND)

Cooperação entre as Forças Armadas

À medida que a escala dos combates no Pacífico se tornava cada vez maior, a cooperação e a coordenação tornaram-se palavras-chave vitais. Uma fraqueza, por exemplo, da Marinha dos EUA no início da guerra tinha sido a falta de coordenação, mesmo entre grupos de voo lançados a partir de porta-aviões diferentes, mas enviados para os mesmos alvos. Os comandantes no terreno rapidamente perceberam que a vitória contra um inimigo tenaz só seria possível através de um esforço totalmente coordenado, utilizando os serviços combinados da Marinha, da Força Aérea Naval, dos Fuzileiros Navais, da infantaria do Exército, da Força Aérea do Exército e dos serviços de informações militares. Winston Churchill cunhou o termo «triphibious», que se referia a uma operação que integrava plenamente os serviços aéreos, terrestres e marítimos. Verificou-se também uma cooperação mais estreita entre os serviços de outros Aliados, como a utilização dos dados de inteligência do Exército australiano sobre os movimentos da aviação japonesa, que eram transmitidos às forças navais dos EUA para as quais o inimigo se dirigia.

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As Armas Atómicas

Talvez o maior avanço na guerra global para o qual a Guerra do Pacífico contribuiu tenha sido a crescente indiferença em relação às vidas dos civis apanhados na zona de guerra. Os comandantes militares de ambos os lados procuravam a vitória a quase qualquer custo. A Batalha de Okinawa causou 150 000 mortes de civis. Em comparação, 100 000 combatentes japoneses e 12 000 combatentes norte-americanos morreram na mesma batalha. Os bombardeamentos repetidos e indiscriminados de Tóquio utilizaram novos e terríveis dispositivos incendiários repletos de gel de napalm altamente inflamável, que causaram mais 100 000 mortes de civis. Mas, depois, desenvolveu-se uma indiferença ainda mais horripilante em relação à vida humana com a chegada da bomba atómica, um dispositivo com um poder explosivo equivalente a 22 quilotoneladas de TNT.

Em 1945, o projeto secreto norte-americano «Projeto Manhattan» tinha desenvolvido uma nova arma, de um poder tão destrutivo que nem mesmo os seus inventores tinham consciência do quão poderosa ela poderia ser. A bomba atómica podia ser lançada em qualquer lugar a partir de um único avião que voasse a uma altitude demasiado elevada para que qualquer defesa aérea a pudesse ameaçar seriamente. A destruição total podia ser infligida sem risco e sem aviso prévio.

1946 Nuclear Test, Bikini Atoll
Teste Nuclear de 1946, Atol de Bikini US Department of Defense (Public Domain)

Foram lançadas duas bombas atómicas, uma sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki. A intenção era que uma destruição tão chocante forçasse o governo japonês a render-se e, assim, se evitasse uma invasão anfíbia do Japão, que se previa que pudesse causar 500 000 baixas norte-americanas. Outra consideração era que as bombas demonstrariam o poder dos EUA ao seu maior rival no mundo do pós-guerra, a URSS.

O Japão rendeu-se, de facto, em agosto de 1945, mas o debate continua sobre se as mortes repentinas de 140 000 civis em Hiroshima e 74 000 em Nagasaki poderiam alguma vez ser justificadas. Da noite para o dia, o mundo tinha-se transformado. Outras nações desenvolveram rapidamente as suas próprias armas nucleares, e esta nova tecnologia tornou-se ainda mais poderosa e ameaçadora com o desenvolvimento da bomba de hidrogénio e dos mísseis nucleares na década de 1950. O espectro de um holocausto nuclear, que poderia ocorrer com o simples premir de um botão, paira sobre a humanidade desde então.

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Cartwright, M. (2026, setembro 28). Como a Guerra do Pacífico Mudou a Guerra Mundial. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2995/como-a-guerra-do-pacifico-mudou-a-guerra-mundial/

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Cartwright, Mark. "Como a Guerra do Pacífico Mudou a Guerra Mundial." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, setembro 28, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2995/como-a-guerra-do-pacifico-mudou-a-guerra-mundial/.

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Cartwright, Mark. "Como a Guerra do Pacífico Mudou a Guerra Mundial." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 28 set 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2995/como-a-guerra-do-pacifico-mudou-a-guerra-mundial/.

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