O Impacto da Revolução Industrial Britânica

Artigo

Mark Cartwright
por , traduzido por Ricardo Albuquerque
publicado em 24 Abril 2023
Disponível noutras línguas: Inglês, Chinês, francês, alemão, espanhol, Turco
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As consequências da Revolução Industrial Britânica (1760-1840) foram muitas, variadas e duradouras. A vida no trabalho mudou para sempre, tanto no ambiente rural quanto no urbano, pelas invenções de novas máquinas, a disseminação das fábricas e o declínio das ocupações tradicionais. As inovações no transporte e comunicações deixaram o cotidiano no mundo pós-industrial mais estimulante e rápido, conectando as pessoas como nunca ocorrera antes. Os artigos de consumo ficaram mais acessíveis a uma parcela maior da população e surgiram novos empregos para uma população crescente. O preço a pagar pelo progresso era com frequência um ambiente de trabalho ruidoso, repetitivo e perigoso, enquanto o crescimento das cidades as deixavam superpovoadas, poluídas e assoladas pelo crime.

Industrial Landscape by Kregczy
Paisagem Industrial por Kregczy
Edmund Kregczy (CC BY-NC-SA)

O impacto da Revolução Industrial incluiu:

  • A invenção de várias novas máquinas que podiam fazer coisas mais rápido do que antes ou realizar tarefas inteiramente novas.
  • Máquinas a vapor mais baratas, confiáveis e rápidas do que as fontes de energia tradicionais.
  • A instalação de grandes fábricas criou empregos e uma explosão da produção de tecidos de algodão, em particular.
  • Grandes projetos de engenharia, como pontes de ferro e viadutos, tornaram-se possíveis.
  • As tradicionais indústrias, como a tecelagem manual e negócios relacionados às carruagens, entraram num declínio terminal.
  • A redução do custo da alimentação e dos artigos de consumo, graças à produção em massa e a diminuição dos custos de transporte.
  • Industriais e fazendeiros tiveram acesso a melhores ferramentas.
  • As indústrias de carvão, ferro e aço expandiram-se rapidamente para o fornecimento de combustível e matérias-primas.
  • O sistema de canais cresceu, mas logo declinou.
  • A urbanização acelerou-se, pois a mão de obra ficou concentrada em torno de fábricas situadas em vilas e cidades.
  • As viagens baratas de trem ficaram disponíveis para todos.
  • A demanda por trabalho especializado, especialmente na indústria têxtil, diminuiu.
  • A demanda por trabalho não especializado para operar máquinas e para trabalhar em ferrovias aumentou.
  • A utilização da mão de obra infantil e feminina aumentou.
  • A segurança no trabalho diminuiu, o que só foi revertido a partir da década de 1830.
  • Criaram-se os sindicatos para proteger os direitos dos trabalhadores.
  • O sucesso da mecanização levou outros países a experimentar suas próprias revoluções industriais.

Mineração de Carvão

A mineração de estanho e carvão tem uma longa história na Grã-Bretanha, mas a chegada da Revolução Industrial viu uma atividade subterrânea sem precedentes para fornecer combustível às máquinas movidas a vapor que dominaram a indústria e o transporte. A bomba movida a vapor para drenagem de minas foi inventada em 1712. Ela permitiu a mineração a maiores profundidades, aumentando consideravelmente a produção de carvão. O motor a vapor de Watt, patenteado em 1769, deu condições de utilização da energia do vapor para quase tudo e, como tais motores dependiam de carvão, a mineração expandiu-se à medida que a mecanização se disseminava em indústrias de todos os tipos. Este fenômeno só se elevou com o surgimento das ferrovias, a partir de 1825, e o uso crescente de navios a vapor na década de 1840. O gás de carvão, enquanto isso, começou a ser usado para iluminar residências e ruas a partir de 1812 e como uma fonte de calor para as casas e fogões. O coque (carvão calcinado) era usado como combustível na indústria siderúrgica e, assim, a demanda por carvão continuou em elevação enquanto a Revolução Industrial se desenrolava.

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Coal Pits & Factories
Poços de Minas de Carvão e Fábricas
Internet Archive Book Images (Public Domain)

Havia quatro principais regiões carboníferas: Gales do Sul, Escócia meridional, Lancashire e Northumberland. Para levar o carvão aonde era necessário, o sistema britânico de canais passou por uma significativa expansão, pois o transporte por canal reduzia o preço em 50% em relação às estradas. Por volta de 1830, “a Inglaterra e o País de Gales tinham 6.237 quilômetros de canais internos, em comparação com os 2.251 quilômetros existentes em 1760” (Horn, 17). A Grã-Bretanha extraía anualmente apenas 2,5 a 3 milhões de toneladas de carvão em 1700 mas, por volta de 1900, esta quantidade tinha disparado para 224 milhões de toneladas.

Houve protestos violentos contra o advento da mecanização, especialmente de trabalhadores especializados do setor têxtil.

Produção Industrial

As máquinas a vapor transformaram a indústria, especialmente num dos maiores setores econômicos britânicos: o têxtil. A fiação e tecelagem eram até então indústrias domésticas, concentradas em torno de uma ou poucas residências. A invenção de uma série de máquinas revolucionou a forma como o algodão era limpo, fiado e tecido. Estes aparelhos foram a lançadeira volante (John Kay, 1733), a máquina de fiar (spinning jenny, James Hargreaves, 1764), a máquina de fiar hidráulica (waterframe, Richard Arkwright, 1769), a máquina de fiar híbrida (spinning mule, Samuel Crompton, 1779), o tear mecânico (Edmund Carwright, 1785), o descaroçador de algodão (Eli Whitney, 1794), o tear de Roberts e a máquina de fiar de ação automática (Richard Roberts, 1822-5). A mecanização deu condições para a criação de tecelagens e fábricas nas quais as máquinas, inicialmente hidráulicas e depois movidas a vapor, trabalhavam de maneira mais rápida e barata que seria possível manualmente. Por volta de 1830, 75% das tecelagens de algodão usavam máquinas a vapor e os tecidos de algodão representavam metade das exportações britânicas.

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Houve protestos violentos contra o advento da mecanização, especialmente de trabalhadores especializados do setor têxtil. O período entre 1811 e 1816 viu o surgimento dos Luditas, denominados a partir de seu mítico líder Ned Ludd, que passaram a destruir as máquinas fabris. Estes manifestantes foram punidos com rigor e o crime de danificar máquinas podia resultar em pena de morte.

A despeito da turbulência nos costumes tradicionais, a criação de empregos pela mecanização foi muito maior do que a perda nas atividades tradicionais. Em 1830, um em cada 80 britânicos trabalhava nas mais de 4.000 tecelagens existentes no país. Estes novos empregos eram bastante diferentes daqueles do passado. Os trabalhadores fabris geralmente executavam atividades repetitivas e eram comandados pelo relógio. Anteriormente, os trabalhadores em geral recebiam pagamento por um projeto específico (trabalho por tarefa) e o executavam em seu próprio ritmo. No novo sistema fabril, o processo de produção requeria uma série de tarefas isoladas, cada uma das quais realizada por um trabalhador específico. Por outro lado, os empregos nas fábricas garantiam pagamento regular, algo muito valorizado, especialmente pelos trabalhadores agrícolas sazonais.

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Crompton's Spinning Mule
A Máquina de Fiar Híbrida (Spinning Mule) de Samuel Crompton
Pezzab (CC BY-SA)

Agricultura

A dramática industrialização na Grã-Bretanha não significou o declínio da agricultura. Pelo contrário, as inovações e a mecanização contribuíram para que a agricultura fosse mais eficiente do que nunca, capaz de alimentar uma população sempre crescente. Em 1800, a agricultura abrangia 35% da mão de obra total britânica e, mesmo ao final da Revolução Industrial, em 1841, um em cada cinco britânicos ainda trabalhava no setor agrícola. As máquinas contrabalançaram os relativamente altos custos de mão de obra do país e compensaram a tendência da população de se mudar do interior para as cidades.

O arado de Rotherham (Joseph Foljambe, 1730), a máquina de joeirar (Andrew Rodgers, 1737), a máquina debulhadora (Andrew Meikle, 1787), a ceifadora mecânica (Cyrus McCormack, 1834) e os moinhos de trigo a vapor transformaram a colheita e produção de alimentos. Máquinas a vapor móveis começaram a ser usadas para cavar valas de drenagem e drenar áreas inundadas, tornando-as úteis para a agricultura. Com o sistema de cercamentos, mais terra comunitária passou a ser utilizada para fins agrícolas. Os implementos agrícolas produzidos em massa eram mais fortes, afiados e duráveis do que as ferramentas fabricadas tradicionalmente, graças aos novos equipamentos de metalurgia. Cientistas desenvolveram melhores fertilizantes para aumentar as safras. Todas estas melhorias tornaram a alimentação mais barata e contribuíram para dietas mais saudáveis, elevando a expectativa de vida, particularmente no que se referia às crianças.

Houve efeitos negativos da Revolução Industrial no setor agrícola. Empregos foram perdidos, especialmente os sazonais, pois os fazendeiros agora utilizavam máquinas na época da colheita. Alguns trabalhadores atacaram as novas máquinas que tinham acabado com seu meio de vida, notavelmente durante os Motins de Swing de 1830-32. O valor da terra aumentou, assim como os aluguéis, o que levou muitos pequenos produtores rurais a desistirem de suas propriedades.

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Trabalho

Houve um grande aumento no uso de mão de obra feminina e infantil, especialmente em fábricas e tecelagens. Uma razão para isso era o fato destes grupos serem mais baratos do que os trabalhadores adultos. Mulheres e crianças também tinham mãos menores e mais ágeis, uma vantagem para operar algumas máquinas. Todos os três grupos tendiam a trabalhar em turnos de 12 horas, até que a lei determinou a redução para 10 horas (em 1847). As crianças, em média, começavam a trabalhar aos oito anos em minas e fábricas e, assim, “pelo menos metade das crianças nominalmente em idade escolar trabalhava em horário integral durante a revolução industrial” (Horn, 57). Na indústria têxtil, as mulheres compunham mais da metade da força de trabalho.

Luddites Smashing Textile Machines
Luditas Destruindo Máquinas Têxteis
Unknown Artist (Public Domain)

Com frequência, os empregadores encaravam a saúde e segurança dos trabalhadores como uma baixa prioridade, até que a legislação as tornou uma consideração obrigatória. Doenças do pulmão causadas pelo pó de carvão tornaram-se um problema comum entre os mineiros. Trabalhar no ambiente úmido de uma tecelagem também trazia efeitos negativos para os trabalhadores do setor. As fábricas eram tão barulhentas que muitos sofriam com perda de audição em graus variados. Lesões por esforço repetitivo ocorriam frequentemente, já que os operários executavam as mesmas tarefas todos os dias, seis dias por semana. Manuseavam também substâncias perigosas de forma rotineira, tais como chumbo e mercúrio. As máquinas grandes e pesadas possuíam muitas partes móveis e rápidas e tendiam a quebrar, e tudo isso podia conduzir a acidentes como perda de dedos, membros ou coisa pior.

Para muitos, a visão e o som de um trem atravessando os campos no interior era o mais visível e impressionante resultado da Revolução Industrial.

A princípio, a administração pública mostrava-se relutante em restringir os empresários, pois acreditava-se que a interferência poderia ser prejudicial para a economia nacional. Os trabalhadores tentaram agir coletivamente para proteger seus interesses, mas a formação de sindicatos encontrou resistência de empregadores e políticos. De fato, o governo baniu os sindicatos entre 1799 e 1824. A partir da década de 1830, no entanto, leis do Parlamento começaram a garantir aos trabalhadores melhores condições de trabalho e proteção aos seus direitos. Sindicatos como a Sociedade Unida de Engenheiros (Amalgamated Society of Engineers, formada em 1851) cresceram em estatura para garantir que estes novos direitos não fossem perdidos.

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Transporte e Comunicação

Para muitos, a visão e o som de um trem atravessando os campos no interior era o mais visível e impressionante resultado da Revolução Industrial. Inicialmente, utilizava-se os trens em curtos trajetos nas minas. Em 1825, o primeiro trem de passageiros foi de Stockton a Darlington. A primeira linha regular de passageiros entre cidades começou a funcionar em 1830. Com trajeto entre Liverpool e Manchester e impulsionada pela locomotiva Stephenson's Rocket, a linha teve tanto sucesso que levou à disseminação de ferrovias por todo o país. Os trens também revolucionaram o transporte de mercadorias, já que uma única composição poderia carregar 20 vezes a carga de uma embarcação fluvial e alcançar seu destino oito vezes mais rápido. Isso barateou os preços dos artigos de consumo e matérias-primas transportados por via ferroviária.

A partir de 1848, passageiros podiam viajar de Londres a Glasgow em 12 horas, uma jornada que poderia levar muitos dias nas diligências puxadas por cavalos. Por volta de 1870, a Grã-Bretanha possuía mais de 24.000 quilômetros de linhas férreas. As pessoas estavam mais conectadas do que nunca. Mesmo os menos favorecidos podiam comprar passagens baratas de excursão, o que levou ao boom dos locais de repouso à beira-mar. Uma viagem de Londres a Brighton por diligência levava cinco dias e custava 1,20 libras em 1830; dez anos depois, a mesma jornada por via-férrea levava três horas e custava 40 pence.

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A Gallery of 30 Industrial Revolution Inventions

The Industrial Revolution, usually dated from around the mid-18th century to the mid-19th century, brought an extraordinary array of inventions that...

Os empresários, especialmente os produtores de alimentos, podiam alcançar novos mercados, anteriormente caros ou distantes demais para a venda de alimentos frescos. Não mais restritos aos mercados locais, onde já eram bem conhecidos, os empresários começaram a investir no interior por meio da propaganda nas novas e agitadas estações ferroviárias. As ferrovias geraram dezenas de milhares de novos empregos. O vapor começou a ser usado também para mover navios de metal, mais rápidos e confiáveis do que as embarcações que utilizavam apenas velas para propulsão. Os estaleiros também começaram a empregar de forma significativa. A ascensão do transporte movido a vapor perpetuou a prosperidade das indústrias de carvão, ferro e aço. Em 1850, 2,25 milhões de toneladas de ferro-gusa foram produzidas na Grã-Bretanha, em comparação com 70.000 toneladas em 1786. Sheffield tornou-se o maior produtor mundial de aço; a cidade, que contava com apenas cinco indústrias do setor em 1770, tinha 135 por volta de 1856.

A comunicação acelerou-se bastante por causa das ferrovias. Os trens entregavam jornais de uma região do país a outra no mesmo dia. Cartas e pacotes chegavam aos seus destinos em 24 horas. As ferrovias inspiraram a invenção do telégrafo elétrico, criado em 1837 por William Fothergill Cook (1806-1879) e Charles Wheatstone (1802-1875) para que os maquinistas pudessem se comunicar com as estações. Logo o público começou a enviar mensagens particulares e os jornalistas passaram a utilizar o telégrafo para contatar seus escritórios, acelerando incrivelmente a difusão de notícias. À medida que a Revolução Industrial disseminava-se para outros países europeus e para os Estados Unidos, surgiram novas oportunidades de comunicação e viagens. Navios a vapor interoceânicos e cabos intercontinentais de telégrafo deixaram o mundo mais conectado do que nunca.

Como em outras áreas da Revolução Industrial, as novas modalidades de transporte trouxeram consequências negativas. As companhias de transporte por canais fluviais e diligências entraram em declínio. Pessoas foram obrigadas a abrir mão de suas terras, dando espaço para as linhas férreas. Aumentou o ruído e a poluição atmosférica e o interior foi cortado por ferrovias, pontes e túneis construídos para permitir a rota mais direta possível entre os destinos.

Efeitos na Sociedade

A população da Grã-Bretanha disparou de 6 milhões em 1750 para 21 milhões em 1851. O censo de 1851 revelou que, pela primeira vez, mais pessoas viviam em cidades e vilas do que no interior. A população de cidades como Manchester, Liverpool, Sheffield e Halifax cresceu mais de dez vezes ao longo do século XIX. Com mais pessoas jovens se encontrando, os casamentos passaram a acontecer mais cedo e a taxa de natalidade aumentou se comparada às comunidades rurais.

London Housing by Gustave Doré
Habitações Londrinas, por Gustave Doré
Gustave Doré (Public Domain)

A vida ficou mais comprimida nos espaços exíguos das cidades que cresciam em torno de fábricas e minas de carvão. Muitas famílias precisavam compartilhar a mesma moradia. Na década de 1840, em Liverpool, 40.000 pessoas viviam em porões, com uma média de seis pessoas em cada um (Armostrong, 188). A poluição tornou-se um sério problema em muitos locais. O saneamento precário levou à disseminação de doenças. Em 1837, 1839 e 1847 houve epidemias de tifo, acompanhadas em 1831 e 1849 por epidemias de cólera. Outro efeito da urbanização foi o crescimento da criminalidade. Os criminosos desafiavam a polícia graças ao crescente anonimato da vida nas grandes cidades.

A educação de muitas crianças foi substituída pelo expediente no trabalho, uma escolha com frequência feita pelos pais para suplementar a magra renda familiar. Havia algumas escolas rudimentares e certos empregadores forneciam um modesto nível de educação, mas a obrigatoriedade do ensino para crianças entre 5 e 12 anos e as instituições necessárias para que isso ocorresse só começaram a aparecer na década de 1870. Os níveis de alfabetização melhoraram nesse período, um desenvolvimento auxiliado pela disponibilidade de livros baratos, que por sua vez eram possíveis pela economia de escala proporcionada pela fabricação industrial de papel e pelas impressoras mecanizadas.

O consumismo desenvolveu-se, já que os trabalhadores podiam custear mercadorias produzidas em larga escala. Havia mais lojas do que antes para atender a esta demanda, com estoques bem mais variados, graças aos produtos exóticos provenientes de todos os cantos do Império Britânico. Uma classe média urbana surgiu, mas o fosso entre os menos favorecidos e as classes mais altas expandiu-se. Trabalhadores fabris, por exemplo, tinham menos habilidades transferíveis e, assim, ficavam presos aos seus empregos. No passado, um tecelão manual poderia economizar, talvez por muitos anos, para criar seu próprio negócio e empregar outras pessoas, mas este método de subir na escala social tornava-se muito mais difícil com a industrialização. O capital pode ter substituído a terra como um indicador geral de riqueza mas, para a maioria das pessoas, a Revolução Industrial trouxe um estilo de vida diferente, não necessariamente melhor.

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Perguntas e respostas

Qual foi o impacto da Revolução Industrial Britânica?

O impacto da Revolução Industrial Britânica foi amplo e variado. Máquinas movidas a vapor e o sistema fabril acabaram com os empregos especializados tradicionais, mas o trabalho não-especializado cresceu. As indústrias de carvão, ferro e aço floresceram. As ferrovias espalharam-se para todos os cantos e os artigos de consumo ficaram mais baratos.

Cite quatro efeitos da Revolução Industrial Britânica na sociedade.

Podem ser citados quatro efeitos da Revolução Industrial na sociedade britânica: elevação do trabalho feminino e infantil, aumento da urbanização, melhora na dieta à medida que a alimentação tornava-se mais barata e amplamente disponível e a disseminação de doenças nos ambientes urbanos com saneamento deficiente.

Sobre o tradutor

Ricardo Albuquerque
Ricardo é um jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o autor

Mark Cartwright
Mark é autor, pesquisador, historiador e editor em tempo integral. Seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir as ideias que todas as civilizações compartilham. Ele possui mestrado em Filosofia Política e é diretor editorial da WHE.

Citar este trabalho

Estilo APA

Cartwright, M. (2023, Abril 24). O Impacto da Revolução Industrial Britânica [The Impact of the British Industrial Revolution]. (R. Albuquerque, Tradutor). World History Encyclopedia. Obtido de https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2226/o-impacto-da-revolucao-industrial-britanica/

Estilo Chicago

Cartwright, Mark. "O Impacto da Revolução Industrial Britânica." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. Última modificação Abril 24, 2023. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2226/o-impacto-da-revolucao-industrial-britanica/.

Estilo MLA

Cartwright, Mark. "O Impacto da Revolução Industrial Britânica." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 24 Abr 2023. Web. 25 Mai 2024.