Discurso de Martinho Lutero na Dieta de Worms

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O discurso de Martinho Lutero na Dieta de Worms (Declaração perante a Dieta de Worms - Reichstag zu Worms em alemão), igualmente conhecido por Discurso "Aqui Permaneço" (Hier-stehe-ich-Rede) [e registado e integrado nos arquivos históricos intitulado Acta Lutheri ante Caesarem Wormatiae - Atas de Lutero perante o Imperador em Worms)], é considerado uma das maiores obras oratórias da história mundial. Foi proferido em resposta às perguntas do concílio sobre se Lutero manteria a sua doutrina ou se retractaria, sendo a sua recusa em se retractar uma defesa clássica da liberdade pessoal.

Martin Luther at the Diet of Worms
Martinho Lutero na Dieta de Worms Emile Delperée (Public Domain)

Martinho Lutero (1483-1546) foi um teólogo, padre, monge e professor alemão da Universidade de Wittenberg, que começou a questionar as políticas da Igreja Católica Romana uma época em que a autoridade da Igreja era absoluta. Não sendo o primeiro a fazê-lo, pois já havia movimentos e figuras anteriores, como John Wycliffe (1330-1384) e Jan Hus (1369-1415), que defendiam a reforma da Igreja, e a quem a Igreja conseguiu silenciar os proto-reformadores, contudo falhou com Lutero, devido ao seu uso brilhante da imprensa, que permitiu a ampla divulgação das suas opiniões, e ao seu poder inato como orador e escritor.

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Inicialmente, Lutero nunca teve a intenção de romper com a Igreja, apenas de emendar o que considerava ser abuso e corrupção; porém, quando a Igreja tentou silenciá-lo, como fizera com Hus, ele manteve a sua posição e, apoiado por camponeses e por alguns nobres poderosos, inspirou e deu corpo ao movimento que se tornaria a Reforma Protestante. O seu discurso em Worms é o ponto de partida para o início do movimento.

Lutero e Worms

Martinho Lutero despertou pela primeira vez a atenção da Igreja como um potencial problema quando as sua obra 95 Teses foram traduzidas do latim para o alemão e publicadas em 1518. Lutero apresenta noventa e cinco disputas para debate académico entre o clero e, de acordo com o relato tradicional, foram afixadas na porta da igreja de Wittenberg a 31 de outubro de 1517. Os apoiantes de Lutero traduziram e publicaram a obra na Alemanha, que na altura fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, no início de 1518, tendo sido depois traduzida e difundida por outros países até 1519.

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A Dieta de Worms não foi convocada especificamente para tratar do caso de Lutero, mas acabou por se tornar sinónima da visão de Lutero e da Reforma.

As opiniões de Lutero foram contestadas pela Igreja repetidamente entre 1518 e 1520, mas ele permaneceu fiel à sua visão, afirmando que se retractaria de bom grado se pudesse ser provado que estava errado pelas escrituras. Por volta de 1513, estava convicto de que só era necessário a Bíblia e a Fé para comungar com o Divino e que as políticas da Igreja eram antibíblicas e egoístas. Em janeiro de 1521, foi excomungado e chamado a comparecer perante a Dieta de Worms.

A Dieta de Worms (uma assembleia imperial na cidade de Worms, na Alemanha) não foi convocada especificamente para tratar do caso de Lutero, o seu era apenas um dos muitos assuntos a serem decididos, mas tornou-se sinónimo da visão de Lutero e da Reforma Protestante. Convocada por Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano (reinou 1519-1556) era uma assembleia secular que, mesmo assim, incluía autoridades eclesiásticas, pois a Igreja estava profundamente envolvida nos assuntos seculares da época. Além disso, a Igreja exigia representação para lidar especificamente com Lutero. Desta forma, ele recebeu permissão para viajar com segurança de e para Worms do nobre Frederico III (o Sábio, 1463-1525) da Saxónia, que secretamente o apoiava, assim como de vários outros. A assembleia foi convocada em janeiro de 1521, mas Lutero só apareceu em abril.

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A 17 de abril de 1521, perguntaram-lhe se as obras, cujos títulos tinham sido lidos em voz alta pelo concílio, eram suas e se defendia o conteúdo — parte do qual era considerado herético e uma ameaça à autoridade da Igreja — ou se se retractava. Se optasse por se retractar e se arrepender das obras, poderia ser recebido de volta na Igreja; se recusasse, seria marcado como herege e poderia ser queimado na fogueira.

Joseph Fiennes as Luther
Joseph Fiennes como Lutero Eikon Film and NFP Teleart (Copyright)

Lutero solicitou um adiamento para formular uma resposta, e a Dieta reuniu-se novamente no dia seguinte. O Núncio Papal, Aleander, que interrogou Lutero, teve o cuidado de formular o interrogatório de forma a impedir que Lutero fizesse um discurso. A táctica de Lutero de solicitar o adiamento anulou a de Aleander, pois agora esperava-se que Lutero desse uma resposta mais longa. Numa notável demonstração de coragem e convicção, Lutero proferiu o seu discurso, primeiro em alemão e depois em latim, a 18 de abril de 1521, recusando-se a se retractar e afirmando claramente o que defendia e por quê.

O Texto

A texto infra está inserido no livro História da Reforma do Século XVI (The History of the Reformation in the Sixteenth Century), de Jean-Henri Merle d'Aubigne (1794-1872), traduzido do alemão por David Dundas Scott. Foram feitas pequenas alterações na ortografia e pontuação, e algumas passagens foram esclarecidas por Lyndal Roper no livro Martin Luther: Renegade and Prophet (Martinho Lutero: Renegado e Profeta) e Roland H. Bainton em Here I Stand: A Life of Martin Luther (Aqui Premaneço: A Vida de Martinho Lutero). As citações bíblicas são do texto original.

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Sereníssimo Imperador, Ilustres Príncipes, Graciosos Senhores:

Apresento-me hoje perante vós com toda a humildade, de acordo com o vosso comando, e imploro à vossa Majestade e às vossas augustas altezas, pelas misericórdias de Deus, que ouçais com favor a defesa de uma causa que estou bem certo ser justa e correcta. Peço perdão se, por razão da minha ignorância, me faltarem as maneiras que convêm a uma corte; pois não fui criado em palácios reais, mas na reclusão de um claustro, e não reivindico outro mérito senão o de ter falado e escrito com a simplicidade de espírito que nada mais visa senão a glória de Deus e a pura instrução do povo de Cristo.

Ontem Sua Majestade Imperial colocou-me duas questões: a primeira, se eu era o autor dos livros cujos títulos foram lidos; a segunda, se desejava revogar ou defender a doutrina que ensinei. Respondi à primeira directamente, e mantenho a resposta: que esses livros são meus e foram por mim publicados, excepto na medida em que possam ter sido alterados ou interpolados pela astúcia ou intromissão de opositores. Quanto à segunda questão, estou prestes a responder-lhe e devo primeiro suplicar a Vossa Majestade e às Vossas Altezas que se dignem considerar que compus escritos sobre assuntos muito diferentes. Nalguns, discuti a fé e as boas obras, num espírito simultaneamente tão puro, claro e cristão, que até os meus próprios adversários, longe de encontrarem algo a censurar, confessam que estes escritos são proveitosos e merecem ser lidos por pessoas devotas. A bula do papa, por mais violenta que seja, reconhece-o. O que estaria eu, então, a fazer se retractasse agora estas obras? Miserável de mim! Eu seria o único, de todos os homens vivos, a abandonar verdades aprovadas pelo voto unânime de amigos e inimigos, e estaria a opor-me a doutrinas que o mundo inteiro se gloria em confessar!

Compus, em segundo lugar, certas obras contra o papado, nas quais ataquei aqueles que, através de falsas doutrinas, vidas irregulares e exemplos escandalosos, afligem o mundo cristão e arruínam os corpos e as almas dos homens. E não é isto confirmado pelo pesar de todos os que temem a Deus? Não é manifesto que as leis e doutrinas humanas dos papas enredam, atormentam e angustiam as consciências dos fiéis, enquanto as clamorosas e infindáveis extorsões de Roma devoram os bens e a riqueza da cristandade, e mais particularmente desta ilustre nação? Contudo, é um estatuto perpétuo que as leis e doutrinas do papa sejam consideradas erróneas e reprovadas quando contrárias ao Evangelho e às opiniões dos pais da Igreja.

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Se eu revogasse o que escrevi sobre o assunto, não estaria a fortalecer esta tirania e abrir uma porta ainda mais larga a tantas e tão flagrantes impiedades? Esmagando toda a resistência com uma fúria renovada, veríamos estes homens orgulhosos incharem, espumarem e enfurecerem-se mais do que nunca! E não apenas o jugo que agora pesa sobre os cristãos se tornaria mais esmagador pela minha retractação, como passaria a ser, por assim dizer, lícito; pois, através da minha retractação, receberia a confirmação de vossa sereníssima majestade e de todos os Estados do Império. Grande Deus! Eu seria assim como um manto infame, usado para ocultar e cobrir todo o tipo de malícia e tirania.

Em terceiro e último lugar, escrevi algumas obras contra indivíduos privados, que se propuseram defender a tirania de Roma através da destruição da fé. Confesso livremente que poderei ter atacado tais pessoas com mais violência do que seria condizente com a minha profissão de eclesiástico; não me considero um santo, mas também não posso retractar estes livros. Pois, ao fazê-lo, estaria a sancionar as impiedades dos meus opositores, e eles aproveitariam a ocasião para esmagar o povo de Deus com maior crueldade.

Contudo, como sou um mero homem, e não Deus, defender-me-ei seguindo o exemplo de Jesus Cristo, que disse: 'Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se bem, por que me bates?' (João 18:23). Quanto mais eu, que não sou senão pó e cinzas, e tão propenso ao erro, deveria desejar que todos apresentassem o que pudessem contra a minha doutrina. Portanto, sereníssimo imperador, e vós ilustres príncipes, e todos, quer de alta ou baixa condição, que me ouvis, imploro-vos pelas misericórdias de Deus que me proveis, através dos escritos dos profetas e apóstolos, que estou em falta. Assim que eu estiver convencido, retratarei instantaneamente todos os meus erros, e serei eu próprio o primeiro a agarrar nos meus escritos e a entregá-los às chamas.

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O que acabo de dizer mostrará claramente, creio eu, que considerei e pesei bem não só os perigos a que me exponho, mas também os partidos e dissensões suscitados no mundo por meio da minha doutrina, sobre os quais fui ontem tão gravemente admoestado. Mas, longe de me deixar amedrontar por eles, regozijo-me imenso ao ver o Evangelho ser hoje, como outrora, causa de perturbação e desacordo; pois tal é o carácter e o destino da Palavra de Deus. 'Não vim trazer a paz à terra, mas a espada', disse Jesus Cristo. 'Porque vim separar o homem do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; e os inimigos do homem serão os da sua própria casa.’ (Mateus 10:34-36)

Deus é maravilhoso e terrível nos Seus desígnios. Tenhamos cuidado para que, nos nossos esforços para travar as discórdias, não sejamos levados a lutar contra a santa palavra de Deus e tragamos sobre as nossas cabeças um dilúvio pavoroso de perigos inextricáveis, desastres presentes e desolações eternas. Tenhamos cuidado para que o reinado do jovem e nobre príncipe, o Imperador Carlos, no qual, depois de Deus, depositamos tantas esperanças, não apenas comece, mas continue e termine o seu curso sob os mais favoráveis auspícios.

Poderia citar exemplos extraídos dos oráculos de Deus. Poderia falar dos Faraós, dos reis de Babilónia [Babilônia] ou de Israel, que nunca contribuíram tanto para a sua própria ruína como quando, através de medidas em aparência muito prudentes, pensaram estabelecer a sua autoridade! Deus remove as montanhas e eles não o sabem (Job 9:5). Ao falar assim, não suponho que tão nobres príncipes tenham necessidade do meu pobre julgamento; mas desejo desobrigar-me de um dever cujo cumprimento a minha pátria, Alemanha, tem o direito de esperar dos seus filhos. E assim, recomendando-me à vossa augusta majestade e às vossas sereníssimas altezas, suplico-vos em toda a humildade que não permitais que o ódio dos meus inimigos faça cair sobre mim uma indignação que não mereci. Terminei.

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[Neste ponto da audiência, Martinho Lutero foi instado por Carlos V a repetir em latim o que tinha proferido em alemão. Foi-lhe ordenado que respondesse de forma simples, e sem a arte da oratória, se retrataria as suas afirmações ou se as manteria. Ele concluiu então com a passagem mais famosa do seu discurso.]

Visto que a Vossa Sereníssima Majestade e Vossas Altezas exigem de mim uma resposta simples, clara e direta, dar-vos-ei uma, e é esta: não posso submeter a minha fé nem ao Papa nem ao Concílio, pois é claro que ambos caíram em erro e até em contradição consigo mesmos. Se, portanto, eu não for convencido por provas da Escritura Sagrada ou por razões convincentes, se não for satisfeito pelo próprio texto que citei, e se o meu julgamento não for, desta forma, submetido à palavra de Deus, não posso nem quero retractar-me de nada; pois não pode ser seguro nem honesto para um cristão falar contra a sua consciência. Aqui permaneço. Não posso fazer de outro modo. Que Deus me ajude. Amém.

A Frase "Aqui Permaneço"

A agora famosa frase final – "Aqui permaneço. Não posso fazer de outro modo" – é considerada pelos académicos modernos como tendo sido acrescentada mais tarde, embora esta afirmação continue a ser debatida. A académica Lyndal Roper observa: "Se não a proferiu, esta foi a frase que rapidamente se tornou famosa. Sintetizaram, sem margem para dúvida, o espírito da sua comparência." (pág. 172). O estudioso Roland H. Bainton comenta:

A versão impressa mais antiga [do discurso] acrescentou as palavras: "Aqui permaneço. Não posso fazer de outro modo" As palavras, embora não tenham sido registradas no local, podem, no entanto, ser genuínas, porque os ouvintes naquele momento podem ter ficado emocionados demais para escrever. (pág. 182)

Bainton pode muito bem estar certo, pois o poder do discurso foi reconhecido quando foi proferido e levou Carlos V a escrever pessoalmente uma refutação na mesma noite. A recusa eloquente de Lutero em se retractar e a defesa da sua visão foram um desafio ousado tanto à autoridade secular quanto à eclesiástica, elevando a sua estatura à de qualquer grande santo ou lendário cavaleiro medieval heróico.

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Luther at the Diet of Worms
Lutero e a Dieta de Worms Anton Werner (Public Domain)

Conclusão

Lutero, sempre consciente do valor do dramatismo e incentivando esta imagem de si próprio, terá concluído o discurso erguendo o braço no gesto tradicional de saudação feito por um cavaleiro após vencer um combate. Foi brevemente questionado sobre se aquela era a sua declaração final, ao que respondeu nada ter a acrescentar e que não se retractaria. Abandonou então a Assembleia enquanto esta encerrava a sessão, permanecendo em Worms pouco mais de uma semana antes de regressar a Wittenberg. Durante este período, vários clérigos sugeriram que Carlos V revogasse o salvo-conduto de Lutero, o prendesse e o mandasse executar como herético — tal como fora feito com Jan Hus no Concílio de Constança em 1415 — mas Carlos V recusou, sublinhando que tal acto seria desonroso.

Entretanto, Lutero tinha partido de Worms e foi raptado por um grupo de soldados sob o comando de Frederico III, que se faziam passar por salteadores. Apenas um dos companheiros de viagem de Lutero sabia que se tratava de um estratagema e que Lutero seria levado em segurança para o castelo de Frederico III em Wartburg; os restantes acreditaram que ele tinha sido realmente sequestrado por bandidos. Se Frederico III não tivesse intervindo, é quase certo que Lutero teria sido capturado pelas autoridades e executado mais cedo ou mais tarde porque, a 25 de maio de 1521, Carlos V emitiu o Édito de Worms, acusando Lutero de heresia e rotulando-o como um 'herege notório' e fora-da-lei. O édito significava que ele poderia ser morto sem quaisquer consequências legais pelo homicídio. O Édito de Worms nunca foi, contudo, aplicado, porque Lutero se tornara demasiado popular e estava protegido por nobres poderosos como Frederico III.

Tal como as suas 95 Teses, o discurso de Lutero em Worms foi impresso e publicado, juntamente com folhetos que o descreviam como um campeão do Cristianismo enfrentando as forças das trevas da Igreja, as quais Lutero e os seus apoiantes classificavam como o anticristo. Depois de Worms, os desafios à autoridade da Igreja aumentaram na Alemanha e noutros locais através da Reforma Protestante.

O discurso 'Aqui Permaneço' mantém-se como uma das peças de oratória mais populares e respeitadas desde a sua publicação em 1521, sendo comparado favoravelmente com as maiores orações de todos os tempos, e continua a inspirar pessoas nos dias de hoje. Embora, anteriormente, Lutero já tivesse criticado activamente o Papa, as políticas e os eclesiásticos, o seu discurso em Worms foi o golpe decisivo que validou a sua visão aos olhos dos seus seguidores, resultando, por fim, no fim da autoridade monolítica da Igreja medieval.

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

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Mark, J. J. (2026, abril 03). Discurso de Martinho Lutero na Dieta de Worms. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1900/discurso-de-martinho-lutero-na-dieta-de-worms/

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Mark, Joshua J.. "Discurso de Martinho Lutero na Dieta de Worms." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, abril 03, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1900/discurso-de-martinho-lutero-na-dieta-de-worms/.

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Mark, Joshua J.. "Discurso de Martinho Lutero na Dieta de Worms." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 03 abr 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1900/discurso-de-martinho-lutero-na-dieta-de-worms/.

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