Batalha de Mill Springs

A Primeira Vitória da União no Teatro Ocidental
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Battle of Mill Springs, January 1862 (by Harper's Weekly, Public Domain)
Batalha de Mill Springs, Janeiro de 1862 Harper's Weekly (Public Domain)

A Batalha de Mill Springs (19 de janeiro de 1862) foi a primeira vitória da União no teatro de operações ocidental da Guerra Civil Americana e lançou o general da União George H. Thomas à fama. A batalha é conhecida por vários nomes devido à zona onde foi travada, nos condados de Pulaski e Wayne, no Kentucky. Entre esses nomes contam-se a Batalha de Mill Springs, a Batalha de Logan's Crossroads, a Batalha de Somerset e a Batalha de Fishing Creek.

Seja qual for o nome pelo qual é conhecida hoje, foi uma vitória decisiva da União orquestrada por George H. Thomas. A sua vitória, no entanto, seria rapidamente ofuscada pelas de Ulysses S. Grant na Batalha de Fort Henry (6 de fevereiro de 1862) e na Batalha de Fort Donelson (11-16 de fevereiro de 1862), no Tennessee. O Forte Henry e o Forte Donelson continuam, por vezes, a ser referidos como as primeiras vitórias da União no teatro de operações ocidental da guerra.

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Tal como as vitórias de Grant ofuscaram as de Thomas, o mesmo aconteceu com a carreira de Grant em geral. Mesmo quem tem apenas um conhecimento superficial da história americana sabe quem foi Ulysses S. Grant; muito poucos conhecem o nome de George H. Thomas. Apesar disso, a vitória de Thomas em Mill Springs garantiu o Kentucky à União, destruiu a linha defensiva oriental na região sul do estado, elevou o moral do Norte, abriu o Tennessee Central à União e, na verdade, possibilitou as vitórias de Grant no Forte Henry e no Forte Donelson, ao eliminar a ameaça representada pelas forças confederadas no leste do Kentucky.

O Contexto

Quando o Norte e o Sul se dividiram no início da guerra, alguns estados optaram por permanecer neutros, sendo estes conhecidos como os estados fronteiriços, que incluíam Delaware, Kentucky, Maryland e Missouri (a Virgínia Ocidental viria a tornar-se um estado fronteiriço em 1863). Como estados neutros, todos estes permaneceram na União e esperavam que ambos os lados respeitassem essa neutralidade.

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As forças confederadas invadiram o Kentucky em setembro de 1861, tomando a cidade de Columbus e violando oficialmente os termos da neutralidade do Kentucky.

Embora já existissem no estado milícias voluntárias pró-Confederação (e pró-União), as forças confederadas sob o comando do general Leonidas Polk invadiram o Kentucky em setembro de 1861, tomando a cidade de Columbus e violando oficialmente os termos da neutralidade do Kentucky. Isto levou a Assembleia Legislativa do Kentucky a apelar à União para obter assistência. As forças da União, sob o comando de Ulysses S. Grant, tomaram então Paducah para assegurar o controlo do estado. Embora o Kentucky continuasse a insistir na sua neutralidade, tinha agora sido arrastado para a guerra.

A ação de Polk obrigou o general confederado Albert Sidney Johnston a alargar as suas linhas, uma vez que o Kentucky já não era, na verdade, neutro, e Johnston encarregou o major-general George B. Crittenden de defender a zona de Cumberland Gap, que era estrategicamente importante por constituir uma passagem entre o Kentucky, o Tennessee e a Virgínia.

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Se mantido pela União, o Gap proporcionaria acesso ao Tennessee pró-União e permitiria movimentos rápidos de tropas através da Virginia and East Tennessee Railroad, que passava a alguns quilómetros a sul do mesmo. Se mantido pela Confederação, impediria, naturalmente, isso, mas também serviria de ponto de apoio defensivo para o exército de Johnston no teatro de operações ocidental.

Os Antecedentes da Batalha

Crittenden atribuiu ao brigadeiro-general Felix Zollicoffer a responsabilidade de guardar o Cumberland Gap e, após assegurar essa área em novembro de 1861, Zollicoffer avançou em direção a Mill Springs para ficar mais próximo das tropas confederadas estacionadas em Bowling Green. Crittenden tinha ordenado a Zollicoffer que acampasse no lado sul do rio, mas Zollicoffer acreditava que o lado norte oferecia uma melhor posição defensiva.

Havia, no entanto, outras razões para a decisão de Zollicoffer: acampar no lado norte do rio colocava as suas forças mais próximas das da União e facilitava a mobilização para o ataque; além disso, o rio Cumberland estava cheio devido às chuvas de outono e ele não dispunha de barcos suficientes para transportar rapidamente os seus homens para o outro lado. Um avanço lento através de um rio de corrente forte proporcionava uma oportunidade para as forças da União atacarem a meio do caminho, e Zollicoffer não queria correr esse risco, especialmente porque muitos dos seus homens eram inexperientes ou recrutas recém-chegados, e esta seria a sua primeira batalha. Ele compreendia que não se sairiam bem num ataque surpresa a meio do rio.

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Confederate General Felix Zollicoffer
General Confederado Felix Zollicoffer Unknown (Public Domain)

Em dezembro de 1861, o brigadeiro-general da União George H. Thomas recebeu ordens para atacar as forças de Crittenden e partiu de Lebanon a 31 de dezembro. Devido à chuva, que transformou as estradas em lama, demorou duas semanas e meia a chegar a Logan's Crossroads a 17 de janeiro de 1862, local situado a 16 km (10 milhas) a sul da posição de Zollicoffer. Enviou então um recado ao brigadeiro-general Albin F. Schoepf, em Somerset, para que se juntasse a ele com reforços. Entre a posição de Thomas e a de Schoepf corria o Fishing Creek, que, tal como o rio Cumberland, estava cheio e com corrente forte. Thomas não tinha a certeza se Schoepf conseguiria atravessá-lo. O estudioso Benson Bobrick comenta:

Enquanto aguardava a chegada de Schoepf, [Thomas] tomou precauções meticulosas para evitar ser apanhado de surpresa. Sabia (como poucos outros pareciam saber) que um ataque surpresa era especialmente difícil de suportar para tropas inexperientes; por isso, na noite de 18, destacou sentinelas e vedetas de cavalaria num amplo arco, a duas milhas à sua frente.

O seu sistema de sentinelas era mais sofisticado do que qualquer outro até então experimentado. «O método habitual», escreve um historiador, «consistia em espalhar centenas de sentinelas por todos os atalhos, pontes, aglomerados de árvores e saliências do terreno imagináveis.» Assim dispersas, estas tropas podiam ser aniquiladas antes de darem o alarme por um inimigo que avançasse em força.

Thomas, por outro lado, além dos postos avançados de infantaria, «tinha patrulhas fortes de cavalaria nas estradas, capazes de travar uma ação de atraso a pé e, em seguida, recuar para defesas preparadas» sob o fogo de cobertura das suas linhas.

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(págs. 94-95)

Anteriormente, Crittenden tinha sido informado da posição defensiva de Zollicoffer, que colocava o rio às suas costas e serviria de obstáculo a uma retirada ordenada, caso esta fosse necessária, e tinha chegado ao acampamento principal de Beech Grove para supervisionar as operações. Preocupado com o facto de o acampamento se encontrar numa posição vulnerável e poder ser facilmente invadido por um avanço da União, Crittenden ordenou a Zollicoffer que atacasse a posição de Thomas em Logan's Crossroads ao amanhecer de 19 de janeiro.

A Batalha de Mill Springs

Zollicoffer esperava apanhar Thomas de surpresa e iniciou a sua marcha em direção a Logan's Crossroads pouco antes da meia-noite de 18 de janeiro, sob uma chuva torrencial. As estradas ficaram cobertas de lama até quase à altura dos joelhos, abrandando o seu avanço e eliminando qualquer hipótese de surpreender o inimigo.

Map of the American Civil War, 1861-1865
Mapa da Guerra Civil Americana, 1861-1865 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Pouco depois do amanhecer do dia 19, Zollicoffer lançou o seu ataque, liderando na linha da frente, e fez recuar as companhias da União do 10.º Regimento de Infantaria de Indiana e da 1.ª Cavalaria de Kentucky. Os confederados perceberam rapidamente, no entanto, que tinham um problema grave: muitos dos homens empunhavam mosquetes de pederneira, e a chuva que caía tornava-os pouco fiáveis, pois humedecia a pólvora de ignição, impedindo que a pederneira produzisse a faísca necessária e causando falhas de disparo.

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Enquanto as forças de Zollicoffer lutavam com as suas armas, continuando a avançar, Thomas, que tinha planeado cuidadosamente a batalha, manobrava as suas próprias tropas. Bobrick escreve:

Em apenas dez minutos, [Thomas] tinha os seus homens em movimento. Um regimento recebeu ordens para avançar pela direita. Quando a cavalaria rebelde tentou flanqueá-lo, outro regimento avançou e espalhou-se. Em pouco tempo, os combates estendiam-se por uma milha de terreno acidentado. As linhas de visão estavam obscurecidas por matagais emaranhados, troncos caídos e campos de milho, o que dificultava o uso da artilharia.

Mas, à medida que Thomas entrava a cavalo no campo de batalha, alinhava os homens à medida que estes chegavam. Em breve, as forças federais tinham tomado ambos os lados da Mill Springs Road, reocupado algum terreno que um regimento da vanguarda tinha perdido e avançavam pela floresta em direção a uma colina controlada pelos rebeldes.

(págs. 95-96)

A manhã estava escura e coberta de nevoeiro denso, o que obstruía a visibilidade, e Zollicoffer ficou preocupado com a possibilidade de os seus homens estarem a disparar contra tropas amigas. Tal como na Primeira Batalha de Bull Run (Primeira Manassas), em julho de 1861, e na Batalha de Wilson's Creek, em agosto desse ano, as cores dos uniformes ainda não tinham sido padronizadas. Muitos regimentos confederados, nesta altura, ainda usavam o azul da União, e muitas companhias da União ainda usavam cinzento.

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Morte de Zollicoffer

Do outro lado do campo, através do nevoeiro e do fumo da batalha, Zollicoffer, que era míope, confundiu o 4.º Regimento de Infantaria do Kentucky da União com confederados vestidos de azul e cavalgou para fazer um reconhecimento. Vestia a capa de chuva branca que os oficiais de ambos os lados usavam e, ao atravessar em direção às linhas inimigas, foi recebido pelo coronel da União Speed S. Fry, que o tomou por um colega oficial da União, tal como Zollicoffer pensou que Fry fosse um confederado. O estudioso Stuart W. Sanders descreve o que aconteceu a seguir:

Olhando de soslaio para a linha de batalha de Fry, Zollicoffer disse a Fry: «Não devemos disparar contra os nossos próprios homens.» Fry respondeu: «Claro que não. Eu não dispararia contra os nossos próprios homens intencionalmente.» Zollicoffer apontou então para a sua esquerda, na direção do 19.º Regimento do Tennessee. «Aqueles são os nossos homens», disse ele.

Fry espreitou através do fumo naquela direção. Como não conseguia ver o regimento para o qual Zollicoffer apontava, Fry avançou «cerca de quinze ou vinte passos» para a sua direita.

Olhando para o fim da estrada, Fry viu um oficial do estado-maior a sair de trás de uma árvore. Desta vez, não havia dúvida de que o soldado a cavalo era inimigo. Disparou uma pistola contra Fry e a bala atingiu o cavalo de Fry perto da anca esquerda. «Tirei imediatamente o meu revólver Colt do coldre», escreveu Fry, mas o oficial voltou para trás da árvore.

Uma vez que Zollicoffer tinha vindo dessa direção, Fry sabia agora que o misterioso oficial à sua frente era um confederado. Outras fontes referem que o oficial de estado-maior também gritou: «É o inimigo, general!»

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Fry concluiu imediatamente que o oficial com o casaco branco de borracha o tinha enganado… «Levantei a minha pistola e disparei. O cavalo dele virou-se e ele caiu, a menos de cinco pés do local onde se encontrava, à direita da estrada e em ângulo reto em relação a ela…» Fry gritou: «Atirem nele!», e vários soldados da União dispararam uma salva. Zollicoffer, de quarenta e nove anos, foi atingido várias vezes e caiu morto na estrada.

(págs. 77-78)

Shooting of Confederate General Zollicoffer by Colonel Fry
General Confederado Zollicoffer Abatido pelo Coronel Fry Frank Leslie (Public Domain)

Carga Confederada

Alguns artigos recentes sobre a batalha afirmam que, após a morte de Zollicoffer, o exército confederado recuou ou iniciou uma retirada em grande escala, mas isso não é verdade. Crittenden colocou o coronel David Cummings no comando daquele setor do campo de batalha, e Cummings ordenou aos seus oficiais de estado-maior que mantivessem em segredo a notícia da morte de Zollicoffer, para evitar o pânico entre as tropas.

Longe de recuar, a linha confederada avançou contra o flanco direito da União. Muitos soldados confederados, frustrados com as suas armas de fogo inúteis, partiram-nas contra árvores e rochas e avançaram com as coronhas partidas como porretes numa mão e facas na outra. O avanço confederado deparou-se com a linha da União num combate corpo a corpo. Sanders observa:

Um membro do 10.º Regimento de Indiana recordou que «estávamos tão perto do inimigo que os apunhalámos com baionetas através da cerca. Os soldados do Mississippi estavam armados com grandes facas que pretendiam usar contra nós, mas as nossas baionetas tinham maior alcance do que as facas deles.»

(pág. 85)

Crittenden ordenou então a entrada das forças sob o comando do General William H. Carroll, incluindo o 25.º Regimento do Tennessee, que tinha sido mantido na reserva, para apoiar a investida. Nessa altura, o fumo da batalha, combinado com a chuva persistente e o nevoeiro, tornava a visibilidade ainda pior do que antes. Sanders escreve:

A falta de visibilidade condenou o regimento. Crittenden relatou que o 25.º Regimento do Tennessee deixou de disparar porque acreditava estar a atirar contra unidades aliadas. Várias salvas ianques desmentiram essa ideia, e eles foram expulsos do campo de batalha.

(pág. 87)

O contra-ataque de Thomas

Thomas tinha recebido reforços de Schoepf por volta das 11h00 e ordenou então que a 9.ª Infantaria do Ohio avançasse sob o fogo de cobertura da 2.ª Infantaria do Minnesota. A 9.ª do Ohio contornou o flanco esquerdo confederado, rompendo a linha, e as tropas confederadas fugiram do campo de batalha numa derrota total. Como referido, muitos dos soldados confederados eram inexperientes, careciam de disciplina e, por isso, ignoraram as tentativas dos oficiais de travar a retirada desordenada.

Thomas ordenou aos seus homens que prosseguissem a perseguição, e a linha da União avançou rapidamente, parando a cerca de uma milha (1,6 km) do acampamento confederado. Thomas ordenou então que o acampamento fosse bombardeado até ao anoitecer, emitindo ordens para um ataque ao amanhecer. Bobrick escreve:

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Durante a noite, no entanto, o inimigo fugiu atravessando o rio e queimou os barcos que tinha utilizado para impedir uma perseguição rápida. Na manhã seguinte, os homens de Thomas invadiram o acampamento, recolhendo todas as provisões abandonadas, 150 carroças, pilhas de armas de pequeno calibre, ferramentas de trincheira, equipamento de acampamento e de guarnição, mil ou mais cavalos e mulas, e um comboio de artilharia com doze canhões. Thomas enviou a brigada de Schoepf em perseguição dos rebeldes, mas estes já se tinham dispersado por toda a parte.

(pág. 97)

Na verdade, a retirada confederada continuou desde o rio Cumberland até Chestnut Mound, no Tennessee, um percurso de aproximadamente 93 km (57 milhas), ao longo de quase duas semanas.

As Consequências

A batalha foi uma vitória decisiva que transformou George H. Thomas no herói da União. Sanders observa:

A ampla cobertura jornalística do combate — que se revelou a primeira vitória significativa da União — impulsionou Thomas, enquanto a reputação vacilante de Crittenden entrava em colapso.

(pág. 124)

Crittenden foi acusado de estar embriagado durante a batalha e de gerir mal a operação. O seu exército foi dissolvido e colocado sob o comando de outros generais. Acabou por renunciar ao seu cargo e serviu sem patente no estado-maior de outros comandantes.

George H. Thomas
George H. Thomas Mathew Brady (Public Domain)

Thomas, por outro lado, continuou a lutar durante toda a guerra, contribuindo significativamente para muitas batalhas decisivas no teatro de operações ocidental e vencendo a Batalha de Nashville (15-16 de dezembro de 1864), que aniquilou o Exército Confederado do Tennessee, sob o comando de John Bell Hood.

O corpo de Zollicoffer, embora inicialmente tenha sido despojado pelos soldados para servir de lembrança, foi tratado com respeito pelos oficiais da União, embalsamado e enviado de volta para o Tennessee, onde foi sepultado no Cemitério da Cidade Velha, em Nashville.

Conclusão

A Batalha de Mill Springs foi uma das batalhas mais significativas da Guerra Civil Americana, ofuscada nos dias de hoje apenas porque se seguiram tantas outras, que receberam muito mais atenção e registaram um número maior de baixas. As baixas em Mill Springs foram reduzidas:

  • Mortos da União: 39. Feridos: 207;
  • Mortos da Confederação: 125. Feridos ou desaparecidos: 404.

Sanders observa:

A Batalha de Mill Springs tirou o brilho à situação. Foi uma pequena batalha com grandes consequências. Com os acontecimentos que se seguiram, os americanos perceberam que a Guerra Civil seria uma luta árdua.

Como escreveu Eastham Tarrant, da 1.ª Cavalaria do Kentucky, a batalha «foi uma das vitórias mais brilhantes para a causa da União e uma das mais importantes em termos de resultados que ocorreram durante a guerra. Foi a sua primeira grande vitória. Revivou o ânimo abatido dos leais em todos os Estados Unidos e espalhou consternação nas fileiras do inimigo, até então audacioso.»

(pág. 125)

Como referido, a única razão pela qual a batalha não é mais conhecida é o facto de as vitórias de Grant em Fort Henry e Fort Donelson, ocorridas pouco tempo depois, a terem ofuscado.

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Mill Springs Battlefield Visitor Center
Centro Interpretativo do Campo de Batalha de Mill Springs C. Bedford Crenshaw (Copyright)

No entanto, a Batalha de Mill Springs não foi de todo esquecida. O local foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1993 e é hoje homenageado através do Monumento Nacional do Campo de Batalha de Mill Springs, integrado ao Serviço Nacional de Parques em 2020. O local recebe anualmente muitos visitantes de todas as partes do mundo, apresentando-lhes ou aprofundando os seus conhecimentos sobre a importância da Batalha de Mill Springs.

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Perguntas & Respostas

Onde e quando teve lugar a Batalha de Mill Springs?

A Batalha de Mill Springs travou-se perto de Mill Springs, Logan's Crossroads, Somerset e Fishing Creek, no Kentucky, a 19 de janeiro de 1862. Uma vez que os combates se estenderam por todas estas localidades, a batalha é conhecida por todos estes nomes, mas é mais comum referir-se como a Batalha de Mill Springs.

Quem venceu a Batalha de Mill Springs em 1862?

As forças da União, sob o comando do general George H. Thomas, venceram a Batalha de Mill Springs.

Por que razão a Batalha de Mill Springs é importante?

A Batalha de Mill Springs é importante porque foi a primeira vitória da União no teatro de operações ocidental da Guerra Civil Americana, o que elevou o moral no Norte e possibilitou as vitórias posteriores da União, sob o comando de Ulysses S. Grant, no teatro de operações ocidental no mês seguinte.

Porque é que a Batalha de Mill Springs não é mais famosa?

A vitória de George H. Thomas na Batalha de Mill Springs foi bastante famosa em janeiro de 1862, mas foi depois ofuscada pelas vitórias de Ulysses S. Grant na Batalha de Fort Henry e na Batalha de Fort Donelson, em fevereiro de 1862. Os historiadores têm-se centrado nas vitórias de Grant e, por isso, Mill Springs ficou em segundo plano.

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Mark, J. J. (2026, setembro 23). Batalha de Mill Springs: A Primeira Vitória da União no Teatro Ocidental. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-29034/batalha-de-mill-springs/

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Mark, Joshua J.. "Batalha de Mill Springs: A Primeira Vitória da União no Teatro Ocidental." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, setembro 23, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-29034/batalha-de-mill-springs/.

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Mark, Joshua J.. "Batalha de Mill Springs: A Primeira Vitória da União no Teatro Ocidental." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 23 set 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-29034/batalha-de-mill-springs/.

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