Guerra do Rei Jorge

Quando os Colonos da Nova Inglaterra Capturaram um Poderoso Forte Francês
Harrison W. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Siege of Louisbourg, 1745 (by Brooks, Public Domain)
Cerco de Louisbourg, 1745 Brooks (Public Domain)

A Guerra do Rei Jorge (1744-1748) foi o terceiro grande conflito colonial travado na América do Norte entre a Grã-Bretanha e a França, com cada um dos lados a contar com o apoio dos seus respetivos aliados nativos americanos. Tal como as duas grandes guerras coloniais anteriores, coincidiu com um conflito europeu de maior envergadura — a Guerra da Sucessão Austríaca (1740-1748) —, embora tivesse origens próprias, exclusivas da agitação política da América colonial.

A guerra teve origem no Tratado de Utrecht (1713), no qual a França fora forçada a ceder a sua colónia da Acádia (Nova Escócia) à Grã-Bretanha. Temendo perder o resto das suas colónias canadianas, os franceses construíram a imponente fortaleza de Louisbourg na Ilha de Cape Breton para proteger os seus interesses na América do Norte e conter o expansionismo britânico. Na década de 1740, Louisbourg não era apenas a fortaleza de construção europeia mais formidável da América do Norte, mas também uma cidade comercial movimentada.

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Em 1744, eclodiu a guerra entre a Grã-Bretanha e a França; tal como nas duas guerras anteriores, o teatro de operações norte-americano recebeu o nome do monarca britânico, neste caso o rei Jorge II da Grã-Bretanha (reinado: 1727-1760). As colónias britânicas da Nova Inglaterra utilizaram a guerra como pretexto para eliminar a ameaça de Louisbourg e lançaram uma expedição militar contra a fortaleza. O Cerco de Louisbourg, em 1745, foi uma grande vitória para os habitantes da Nova Inglaterra e, embora tenha marcado o clímax da guerra, os combates também ocorreram em toda a Nova França, Nova Iorque e Nova Inglaterra.

Em 1748, o Tratado de Aix-la-Chapelle pôs fim ao conflito, estipulando que a Grã-Bretanha devia devolver Louisbourg à França. A guerra ajudou a unificar os colonos britânicos, dando-lhes um objetivo comum, e contribuiu para preparar o terreno para a quarta e última grande guerra colonial, a Guerra Franco-Indígena (1754-1763).

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O Contexto

Tinham decorrido mais de 30 anos desde que o Tratado de Utrecht pôs fim à Guerra da Rainha Ana (1702-1713), o segundo grande conflito entre os impérios coloniais da Grã-Bretanha e da França pelo controlo da América do Norte. Essa guerra — caracterizada por um ciclo de incursões retaliatórias sangrentas no nordeste e por expedições militares mal sucedidas ao Canadá — terminara com os britânicos a assumirem o controlo da Acádia, uma antiga colónia francesa que os vencedores prontamente rebatizaram de Nova Escócia.

A perda da Acádia colocou as outras colónias da Nova França numa posição precária, uma vez que os britânicos se encontravam agora ameaçadoramente às suas portas. Assim, em 1718, os franceses iniciaram a construção de uma fortaleza na Île-Royale (Ilha do Cabo Bretão) para contrabalançar a influência britânica na região. Esta fortaleza foi construída com o objetivo de defender a vital linha de abastecimento ao longo do rio São Lourenço até Quebec e de proteger as lucrativas pescarias francesas ao largo das costas da Nova Escócia e da Terra Nova. No início da década de 1740, esta fortaleza tinha-se transformado numa poderosa cidadela a que os franceses deram o nome de Louisbourg, em honra do seu falecido monarca, o rei Luís XIV de França (reinou entre 1643 e 1715).

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Em 1740, Louisbourg tinha-se tornado uma das maiores e mais formidáveis fortalezas construídas pelos europeus na América do Norte.

Em 1740, Louisbourg tinha-se tornado uma das maiores e mais formidáveis fortalezas construídas pelos europeus na América do Norte, o que lhe valeu a alcunha de «Gibraltar do Ocidente». Contava com 4 km (2,5 milhas) de muralhas de pedra, que em alguns pontos mediam 9 m (30 pés) de altura e11 m (36 pés) de largura. Fossos e muralhas proporcionavam proteção adicional, tal como os seis grandes bastiões, situados em vários pontos. A fortaleza dispunha de canhoneiras suficientes para montar 148 canhões — embora os historiadores estimem que não tivesse mais de 100 canhões montados em qualquer momento — e de quartéis suficientes para alojar uma guarnição de 1 500 soldados.

A fortaleza tinha sido monstruosamente cara e a sua construção custara cerca de 3,5 milhões de libras. Este valor correspondia a quatro vezes o orçamento anual normalmente gasto em toda a Nova França, o que levou o rei Luís XV de França (reinou: 1715-1774) a brincar que, por esse custo, deveria ser capaz de ver os topos das muralhas da fortaleza desde Versalhes. No entanto, esperava-se que esta despesa fosse parcialmente recuperada pela própria Louisbourg, uma vez que, além de ser um forte imponente, era também uma cidade comercial movimentada. Dentro das suas muralhas imponentes, 4 300 colonos franceses viviam e trabalhavam, exportando produtos derivados do peixe. Na década de 1740, Louisbourg tinha-se tornado a segunda cidade mais importante da França no Novo Mundo, a seguir à própria Quebeque, e o terceiro maior porto de toda a América do Norte (a seguir a Boston e Filadélfia).

Mapa da Colonização Europeia da América do Norte 1492-1750
Colonização Europeia da América do Norte, cerca de 1750 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

A própria existência de Louisbourg era, portanto, vista como uma ameaça à América do Norte britânica, particularmente às colónias vizinhas da Nova Inglaterra. Mas, apesar destas tensões latentes, o fim da paz de 30 anos não se daria ao longo da fronteira canadiana, mas sim nas Índias Ocidentais. Considerando o Império Espanhol uma potência em declínio, a Grã-Bretanha declarou guerra em 1739, sob o pretexto de que a guarda costeira espanhola tinha maltratado e mutilado um capitão de mar inglês, Robert Jenkins, a quem tinham cortado uma orelha.

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O vice-almirante britânico Edward Vernon liderou então uma esquadra de navios de guerra britânicos até às Índias Ocidentais, obtendo uma série de pequenas vitórias contra portos espanhóis. O objetivo, para além de simplesmente aumentar o controlo britânico sobre as lucrativas Índias Ocidentais, era enviar uma mensagem ameaçadora ao aliado da Espanha, a França, de que a Grã-Bretanha continuava a ser a senhora das Américas. Mas a situação inverteu-se em 1741, quando a enorme força de invasão de Vernon sofreu uma derrota esmagadora na Batalha de Cartagena das Índias; devastados por doenças tropicais, os homens de Vernon morreram aos milhares e foram forçados a recuar.

A chamada Guerra da Orelha de Jenkins (1739-1748), em vez de demonstrar o poder britânico, limitou-se a provar aos franceses que o expansionismo britânico tinha de ser travado para proteger os seus próprios interesses imperiais. O cenário estava montado para mais um confronto entre os grandes impérios coloniais da Grã-Bretanha e da França.

Os Franceses Atacam Primeiro

Quando a frota de Vernon sofreu o desastre junto às muralhas de Cartagena de Índias, o mundo inteiro já se encontrava mergulhado na guerra. Na Europa, as disputas sobre a sucessão da Imperatriz Maria Teresa (reinado 1740-1780) ao trono dos Habsburgos tinham conduzido à Guerra da Sucessão Austríaca — como de costume, a guerra opôs a Grã-Bretanha à França, uma luta imperial que em breve se alastraria às suas colónias. Só em março de 1744, porém, é que a guerra entre as duas potências foi formalmente declarada.

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A notícia chegou a Louisbourg a 3 de maio de 1744, e os soldados franceses ali presentes mobilizaram-se rapidamente, com a intenção de atacar primeiro. A 23 de maio, os franceses e os seus aliados indígenas das nações Mi’kmaq e Maliseet atacaram o posto de pesca britânico de Canso, na Nova Escócia. Ao longo do mês, realizaram novos ataques às pescarias britânicas, enquanto os corsários franceses atacavam a navegação da Nova Inglaterra. Em julho, o padre Jean-Louis le Loutre, um missionário francês, reuniu uma força de guerreiros Mi'kmaq e Maliseet para atacar Annapolis Royal, a capital britânica da Nova Escócia. Também faziam parte da força de Loutre os acadianos, descendentes dos colonos franceses originais da Acádia, que procuravam devolver a sua terra natal ao controlo francês.

Os batedores de Gorham lançaram um ataque de surpresa contra um dos acampamentos dos Mi'kmaq, matando homens, mulheres e crianças, e mutilando os seus corpos.

Quando a força de Loutre chegou às portas do Forte Anne — a fortaleza que defendia o porto de Annapolis Royal —, descobriu que este estava mais fortificado do que o esperado. Os britânicos, levados à ação pelos recentes ataques na Nova Escócia, tinham passado as semanas anteriores a preparar-se, reforçando as muralhas do Forte Anne e aumentando a sua guarnição. Após um curto cerco que durou apenas algumas semanas, Loutre percebeu que não dispunha do equipamento de cerco necessário para escalar as muralhas do forte e retirou-se.

A 9 de setembro, chegou outra força, maior, composta por franceses e Mi’kmaq, que deu início ao cerco. Todas as noites, os guerreiros Mi’kmaq provocavam os defensores do lado de fora das muralhas, na esperança de minar o seu moral ou de os atrair para uma batalha. Mas os britânicos continuaram a resistir.

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A 26 de setembro, os britânicos receberam reforços de um nova-inglês, John Gorham, e da sua companhia de batedores. Os batedores de Gorham contavam-se entre as unidades de batedores mais experientes e formidáveis da América colonial e não tardaram a dar início ao seu trabalho macabro. Uma noite, lançaram um ataque surpresa contra um dos acampamentos dos Mi'kmaq, matando homens, mulheres e crianças e mutilando os seus corpos. Na manhã seguinte, os Mi'kmaq abandonaram o cerco, privando os franceses da maior parte dos seus efetivos. A 5 de outubro, os próprios franceses foram forçados a recuar, deixando o Forte Anne — e a própria Annapolis Royal — ainda a arvorar a bandeira britânica.

O Cerco de Louisbourg

Em janeiro de 1745, o governador William Shirley, da Colónia da Baía de Massachusetts, apresentou-se perante a Assembleia Legislativa de Massachusetts com uma proposta ousada — um ataque à Fortaleza de Louisbourg. Tinha recebido informações de que a poderosa fortaleza era menos inexpugnável do que se pensava inicialmente e que a guarnição era pequena e descontente. Além disso, sabia que as colónias da Nova Inglaterra tinham de se libertar da monstruosa sombra de Louisbourg e que precisavam de tentar atacá-la, com ou sem a ajuda do Exército britânico. A Assembleia Legislativa votou por uma margem estreita a favor da proposta de Shirley – mas só após uma intensa pressão por parte dos comerciantes de Boston, que tinham muito a ganhar com a neutralização do porto de Louisbourg.

Tendo garantido a aprovação da sua própria colónia, Shirley abordou os seus colegas governadores coloniais para lhes pedir apoio à expedição. As colónias de Connecticut, New Hampshire, Nova Iorque, Rhode Island, Pensilvânia e Nova Jérsia comprometeram-se, cada uma, a prestar apoio militar, seja sob a forma de tropas, seja de fundos. Shirley também conseguiu convencer o comodoro Peter Warren, comandante de uma esquadra de navios de guerra britânicos nas Índias Ocidentais, a juntar-se à expedição.

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William Pepperrell
William Pepperrell John Smibert (Public Domain)

A 4 de abril de 1745, a expedição colonial partiu de Boston. Sob o comando do Tenente-General William Pepperell, um nativo do Maine de 49 anos, contava com cerca de 4 200 soldados a bordo de 90 navios. A expedição fez uma breve paragem em Canso, na Nova Escócia, para reabastecer e aguardar o degelo antes de prosseguir para Louisbourg, incendiando as pequenas comunidades piscatórias francesas que se encontravam no seu caminho.

A 11 de maio, um destacamento das tropas provinciais estabeleceu uma cabeça de praia na Ilha de Cape Breton e, após uma breve escaramuça, afugentou as tropas francesas e indígenas que tinham saído para lhes fazer frente. Pepperell passou o resto da noite a desembarcar os seus homens e a montar acampamento, enquanto os navios da Marinha Real do Comodoro Warren estabeleciam um bloqueio ao porto de Louisbourg. O caminho para Louisbourg era defendido por duas baterias francesas, a Bateria Real e a Bateria da Ilha. Os artilheiros da Bateria Real, no entanto, ficaram aterrorizados com a multidão de tropas coloniais que se reunia em terra e abandonaram os seus postos sem lutar, nem sequer tendo destruído os canhões. A Bateria da Ilha resistiria durante semanas, repelindo vários assaltos lançados pelos colonos da Nova Inglaterra. Mas os provinciais montaram as suas próprias baterias e, no final de maio, conseguiram subjugar a Bateria da Ilha.

Provincial Troops at the Siege of Louisbourg, 1745
Tropas Provinciais no Cerco de Louisbourg, 1745 Domenick d’Andrea & Rick Reeves (Public Domain)

Depois de terem tomado as duas baterias francesas periféricas, era altura de os provinciais voltarem as suas armas para a própria Louisbourg. Os canhões provinciais e as armas capturadas rugiram, lançando fogo e chumbo sobre Louisbourg, tanto de dia como de noite. «Nunca houve um lugar tão severamente devastado por canhões e granadas», relataria Pepperell após o cerco (citado em Baker, pág. 31). Segundo a própria estimativa de Pepperell, as forças provinciais dispararam cerca de 9 000 balas de canhão e mais de 600 bombas de morteiro contra a cidade durante o cerco. Os danos foram catastróficos. As ruas ficaram crivadas de crateras, edifícios inteiros foram arrasados e os outrora imponentes bastiões da fortaleza ficaram reduzidos a escombros.

Naturalmente, isto exerceu uma enorme pressão sobre os soldados franceses — aqueles que não desertaram foram forçados a viver sob condições infernais, com projéteis a sobrevoar constantemente as suas cabeças e a explodir à sua volta. A 27 de junho, os franceses já não aguentavam mais. Depois de lhes ter chegado a notícia de que os reforços esperados não estavam a chegar, o comandante capitulou e as tropas vitoriosas de Pepperell entraram na fortaleza outrora inexpugnável. Foi um sucesso impressionante — uma forte fortaleza europeia, guarnecida por soldados regulares bem treinados, tomada por uma miscelânea de tropas coloniais de províncias remotas. O Cerco de Louisbourg marcou um ponto de viragem, não só na guerra, mas também na história dos colonos americanos, que, a partir daí, sentiram um sentimento de unidade que só se tornaria mais forte nas décadas seguintes.

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A Guerra Continua

Os franceses não estavam dispostos a aceitar passivamente a queda de Louisbourg. No início de 1746, começaram a preparar uma expedição militar própria para recuperar a fortaleza, que incluiria 11 000 homens e 64 navios sob o comando do Duque d’Anville. Esta poderosa força partiu da França em junho de 1746, mas rapidamente se deparou com o desastre. Primeiro, foi apanhada por uma tempestade no Golfo da Biscaia, danificando os navios e atrasando o avanço. Depois, eclodiram doenças mortais, como o tifo e o escorbuto, matando ou incapacitando centenas de marinheiros e soldados.

Quando parecia que a expedição não poderia ter mais azar, um dos navios foi atingido por um raio, provocando a explosão de um paiol e matando ou ferindo 30 homens. No final de setembro, a expedição chegou finalmente à Nova Escócia, após quase três meses no mar. Mas mal tinham chegado, d’Anville sofreu um AVC e morreu. O homem que o substituiu como comandante da expedição sofreu um esgotamento nervoso e demitiu-se após uma tentativa falhada de suicídio. Apesar desta falta de liderança, os soldados franceses partiram para atacar Annapolis Royal. Nunca chegaram ao destino. As doenças continuaram a dizimar as suas fileiras e logo os obrigaram a dar meia-volta. Assim, no final de outubro, a expedição foi cancelada – um fracasso amargo e desastroso.

Jean-Baptiste de La Rochefoucauld, Duc d'Anville
Jean-Baptiste de La Rochefoucauld, Duc d'Anville F. de Troy (Public Domain)

Entretanto, a Nova França e os seus aliados indígenas continuaram a lançar incursões contra os assentamentos britânicos. A 28 de novembro de 1745, 600 soldados franceses e guerreiros indígenas atacaram a cidade de Saratoga, em Nova Iorque, incendiando-a e matando ou capturando mais de 100 dos seus residentes. O ataque surtiu o efeito desejado e espalhou ondas de pânico pelos assentamentos fronteiriços de Nova Iorque e da Nova Inglaterra; os colonos britânicos abandonaram todas as cidades a norte de Albany, em Nova Iorque, para evitar serem vítimas de futuros ataques.

Em junho de 1746, Sir William Johnson, um intermediário de origem irlandesa entre Nova Iorque e a Confederação Iroquois, abordou os iroquois para os convencer a juntarem-se à guerra contra os franceses. Os iroquois tinham anteriormente formado uma aliança com os ingleses em Nova Iorque, um pacto conhecido como «Cadeia do Pacto», mas mostravam-se agora resistentes às tentativas de Johnson de o invocar. No final da Guerra do Rei Guilherme (1688-1697), os ingleses tinham assinado uma paz separada com os franceses e tinham, essencialmente, abandonado os iroqueses, deixando-os a lutar sozinhos. Sentindo-se traídos, a maioria dos iroqueses mantinha-se agora cética quanto a confiar nos ingleses. Johnson conseguiu convencer os mohawks, o mais anglofilo das Seis Nações, a juntarem-se a ele, mas os outros mantiveram-se neutros e ficaram de fora da guerra.

A Paz e as Consequências

Após a expedição fracassada de d’Anville, os combates na América do Norte limitaram-se principalmente a pequenas escaramuças e incursões de retaliação. Depois, em outubro de 1748, as grandes potências europeias assinaram o Tratado de Aix-la-Chapelle, pondo fim à Guerra da Sucessão Austríaca e a todos os conflitos a ela associados. O tratado estipulava que a Grã-Bretanha tinha de devolver Louisbourg à França em troca da cidade de Madras, na Índia. Os habitantes da Nova Inglaterra ficaram indignados com isto. Afinal, tinham conquistado Louisbourg com o seu próprio suor e sangue e não viam razão para que fosse devolvida aos franceses. A Coroa britânica, no entanto, não era indiferente à situação dos habitantes da Nova Inglaterra e pagou a Massachusetts 180 000 libras pelo sacrifício.

A guerra tinha certamente deixado marcas nas colónias — segundo algumas estimativas, Massachusetts tinha perdido 8% da sua população masculina em idade de combate —, mas a sensação de que tudo tinha sido em vão fez com que o ressentimento fervilhasse entre os colonos britânicos e franceses. Estas tensões viriam a explodir uma última vez na última grande luta entre a Grã-Bretanha e a França pelo controlo da América do Norte: a Guerra Franco-Indígena.

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Perguntas & Respostas

O que foi a Guerra do Rei Jorge?

A Guerra do Rei Jorge (1744-1748) foi a terceira grande guerra colonial travada entre a Grã-Bretanha e a França pelo controlo da América do Norte. É considerada o teatro norte-americano de um conflito mais vasto, a Guerra da Sucessão Austríaca.

A quem deve o seu nome a Guerra do Rei Jorge?

A Guerra do Rei Jorge recebeu este nome em homenagem ao monarca britânico, o Rei Jorge II.

Onde decorreu a Guerra do Rei Jorge?

A Guerra do Rei Jorge (1744-1748) travou-se principalmente na Nova Escócia e na Ilha de Cape Breton; a batalha decisiva teve lugar na grande fortaleza francesa de Louisbourg, que foi capturada pelas tropas coloniais da Nova Inglaterra em 1745.

Bibliografia

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Mark, H. W. (2026, junho 29). Guerra do Rei Jorge: Quando os Colonos da Nova Inglaterra Capturaram um Poderoso Forte Francês. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25516/guerra-do-rei-jorge/

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Mark, Harrison W.. "Guerra do Rei Jorge: Quando os Colonos da Nova Inglaterra Capturaram um Poderoso Forte Francês." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, junho 29, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25516/guerra-do-rei-jorge/.

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Mark, Harrison W.. "Guerra do Rei Jorge: Quando os Colonos da Nova Inglaterra Capturaram um Poderoso Forte Francês." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 29 jun 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25516/guerra-do-rei-jorge/.

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