Valhalla

Joshua J. Mark
por , traduzido por Matheus Kunitz Daniel
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Valhalla by Max Brückner (by Max Brückner, Public Domain)
Valhalla por Max Brückner Max Brückner (Public Domain)

Valhalla ("Salão dos Mortos em Batalha") é o reino do além na mitologia nórdica para os heróis caídos selecionados pela Valquíria de Odin para se tornarem membros do exército que lutará contra as forças do caos no Ragnarök. O conceito do Salão de Odin parece ter se desenvolvido a partir de uma visão anterior da vida após a morte de um guerreiro como um campo de batalha.

O nome Valhalla vem do nórdico Valholl, com holl referindo-se originalmente a uma rocha, rochas ou montanhas, não a um salão, e entendido como Rocha dos Mortos em Batalha. Nesta visão anterior, as Valquírias eram entendidas como demônios da morte que carregavam as almas dos guerreiros caídos para uma espécie de campo de batalha eterno repleto de pedras ou um localizado sob uma cordilheira. Não está claro quando Valholl mudou para o familiar Valhalla, um salão de heróis e reis servido por Valquírias, mas esta imagem foi estabelecida no século X no poema Grímnismál.

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O Grímnismál foi coletado com outras obras na Edda Poética no século XIII, e este livro, junto com a Edda em Prosa (escrita na mesma época pelo mitógrafo Snorri Sturluson, l. 1179-1241) são as duas principais fontes para o conceito de Valhalla. A imagem do Salão dos Heróis de Odin está entre as mais conhecidas da mitologia nórdica e aparece frequentemente em arte, filmes, música e videogames. Embora frequentemente referenciado como a "vida após a morte nórdica", era apenas um de cinco (e possivelmente mais) reinos dos mortos, mas é o mais claramente descrito e o mais frequentemente referenciado como uma grandiosa visão do destino dos heróis caídos.

Tradição Oral & Fontes

A mitologia, lenda e história nórdicas foram passadas oralmente por gerações até a chegada e aceitação do Cristianismo por volta do ano 1000. O alfabeto rúnico dos países escandinavos era usado apenas para pedras memoriais ou para transmitir mensagens breves; as runas não eram destinadas a textos longos. Os contos dos deuses e heróis que compõem a mitologia nórdica eram memorizados pelos poetas (escaldos), que os cantavam para o público e os ensinavam a protegidos que os cantariam para a próxima geração.

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A Edda em Prosa de Sturluson é a obra mais frequentemente referenciada atualmente para a mitologia nórdica em geral e para o Valhalla especificamente.

No século XIII, escribas cristãos começaram a escrever alguns desses versos, e eles foram coletados na obra conhecida como Edda Poética, que apresenta contos registrados por escrito a partir do século X em diante. O estudioso e mitógrafo islandês Sturluson se baseou nessas obras, em outras não mais existentes, e na tradição oral para criar sua Edda em Prosa, a obra mais frequentemente referenciada na atualidade para a mitologia nórdica em geral e para o Valhalla especificamente.

Acredita-se que Sturluson também tenha adicionado seus próprios floreios poéticos aos contos anteriores e é responsável pelo equívoco popular de que Valhalla é "a vida após a morte dos nórdicos" porque ele dedica consideráveis detalhes a ele. Valhalla é, como observado, mencionado em obras anteriores, e estas frequentemente têm a ver com a morte de um herói ou contos de Odin e a chegada do Ragnarök, mas havia outros reinos para as almas dos mortos – mesmo aqueles que morriam em batalha – além do Salão de Odin.

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Reinos Nórdicos da Vida Após a Morte

Havia cinco reinos para os quais as almas dos mortos viajavam após a vida e, em alguns casos, nenhuma razão clara do porquê elas iam para um em vez de outro:

  • Fólkvangr – reino da deusa Freyja
  • Hel – reino da jötunn Hel
  • O Reino de Ran – presidido pela deusa Ran
  • O Monte Sepucral – a própria tumba ou cova
  • Valhalla – Salão dos Heróis de Odin

Além desses cinco, há outro aludido em alguns poemas conhecido como Glæsisvellir ("Planícies Cintilantes") também referenciado como Ódáinsakr ("Campo dos Não-Mortos") que parece ter sido um pomar ou parte de um pomar perto do Salão de Odin. Era governado por um sábio rei chamado Gudmund. O reino é descrito na Hervarar Saga, citado aqui pelo estudioso H. R. Ellis Davidson:

Gudmund e seus homens viveram muitos tempos de vida e, por causa disso, os homens pagãos acreditam que em seu reino no Campo dos Não-Mortos, e que todos que lá chegavam viravam as costas para a doença e a velhice e não morreriam. Após a morte de Gudmund, seus homens o adoraram e o chamaram de deus. Aqueles que entraram no reino de Gudmund eram recebidos por suas filhas como amantes, de modo que sua terra poderia muito bem ser descrita como a Terra das Mulheres. (Mitos e Símbolos, 185)

Glæsisvellir pode ter sido uma versão inicial de Fólkvangr (“reino do povo”) onde, ao que parece, as almas daqueles que morreram de morte natural viajavam. Guerreiros também eram levados para lá, no entanto, por Freyja para preencher seu salão Sessrúmnir ("sala de muitos assentos") e, presumivelmente, aguardar a chegada do Ragnarök, assim como os heróis de Valhalla faziam. Dizia-se que as Valquírias de Odin levavam metade dos heróis de qualquer batalha e Freyja a outra metade, mas nenhuma razão é dada sobre por que as duas divindades selecionaram aqueles que selecionaram. Pode ser que Freyja, da família de deuses Vanir, valorizasse um tipo diferente de herói do que Odin, da família Asgardiana, ou simplesmente que eles concordaram em dividir os caídos ao meio. Fólkvangr é descrito como um mundo bonito de campos, flores e riachos, mas não está claro por que uma alma acabava lá em vez de em Hel.

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Valkyrie and a Dying Hero
Valquíria e um Herói Morto Hans Makart (Public Domain)

Hel era principalmente para aqueles que morriam de doença ou velhice, mas parece que qualquer um, mesmo um deus, poderia acabar lá. Não era um reino de punição, mas uma terra fria de escuridão e neblina presidida pela jötunn (alguém de Jotunheim) Hel, filha de Loki, que foi mais ou menos aprisionada lá por Odin como Rainha dos Mortos. O espírito do deus Baldr vai para Hel depois que ele é morto por seu irmão Hodr, que é enganado por Loki para cometer o assassinato. A esposa de Baldr, Nanna, também vai para Hel, assim como Hodr depois que ele é morto por Váli. Nenhum desses deuses morre de velhice ou doença, então, claramente, Hel estava aberta a vários tipos diferentes de almas que, ao que parece, poderiam ter ido tão facilmente para Fólkvangr ou mesmo para Valhalla.

Os heróis de Valhalla eram escolhidos propositalmente como o exército a ser liderado por Odin no Ragnarök.

O Reino de Ran ficava nas profundezas do mar em cavernas escuras onde as almas daqueles que se afogavam passavam a vida após a morte. Ran, esposa do deus do mar Aegir, levava as almas dos marinheiros arrastados de seus navios e as carregava para seu mundo, onde cuidava delas. Não há menção de essas almas jamais deixarem o reino de Ran, mesmo no Ragnarök, embora suas cavernas subaquáticas muito provavelmente tenham sido destruídas naquele evento junto com tudo mais nos Nove Reinos da cosmologia nórdica.

A alma também poderia tomar residência em sua própria cova ou tumba após a morte e viver sua vida após a morte em paz ou, se assim desejasse, sair aterrorizando a vizinhança e causando problemas. O monte sepucral como destino final parece ter estado entre as crenças mais antigas e pode ter dado origem ao conceito de Valhalla, no sentido de que um guerreiro seria enterrado com armas, armaduras, às vezes um cavalo ou cão, e outros bens funerários considerados necessários na próxima vida. Com o tempo, essa compreensão de um guerreiro totalmente equipado para continuar lutando encorajou a visão de um reino onde muitos guerreiros viviam em um grande salão onde eram supridos com tudo de que precisavam e praticavam artes marciais diariamente.

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Valhalla

Pode ter havido outros reinos da vida após a morte ou apenas cinco que eram referidos por nomes diferentes. Glæsisvellir poderia ter sido uma versão de Fólkvangr, como observado, mas, como estava associado a Odin, também poderia ter sido uma versão de Valhalla. Davidson observa:

Certamente, parece não haver base para a suposição de que houve alguma vez uma crença em uma terra universal dos mortos para a qual todos viajam após a morte. Contrastes entre os reinos do mundo supernatural são continuamente feitos, e temos deuses e gigantes, gigantes justos e gigantes do gelo… Tais quadros contrastantes podem ser fragmentários e confusos, mas também podem ser de considerável idade. Um fator importante que determinou o destino dos homens após a morte foi sua precedância na terra. (Mitos e Símbolos, 188)

Esta consideração é o que muito provavelmente encorajou o desenvolvimento do Ragnarök de um campo dos mortos para o Salão dos Heróis de Odin. Embora um rei ou grande guerreiro possa ter pensado em ficar contente em passar sua vida após a morte em sua tumba inicialmente, eles eventualmente receberam o grande salão, coberto por escudos dourados como telhado e sustentado pelas hastes de lanças, mais adequado à sua posição na vida e sacrifício em batalha. Cotas de malha brilhantes serviam como almofadas nos bancos em vez de feno e a sala apresentava mesas longas nas quais os guerreiros banqueteariam após um longo dia de batalha, morte e ressurreição.

Valhalla
Valhalla Emil Doepler (Public Domain)

Os heróis de Valhalla eram escolhidos propositalmente como o exército a ser liderado por Odin no Ragnarök e, portanto, pensava-se que se engajavam em prática perpétua para a grande batalha no fim dos tempos. O salão tinha 540 portas – pelo menos uma com um lobo como guardião e uma águia voando sobre ela – pelas quais 800 guerreiros podiam marchar de uma vez, e durante o dia, eles praticavam a arte da guerra, matando e sendo mortos, apenas para se tornarem inteiros novamente à noite e banquetear juntos. Os guerreiros de Valhalla eram conhecidos como einherjar ("exército de um") entendido como alguém que poderia lidar com qualquer situação, mas que ainda assim aprimorava suas habilidades em preparação para o Ragnarök, como descrito no capítulo 41 do Gylfaginning da Edda em Prosa:

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Todos os dias, assim que se vestem, imediatamente colocam suas armaduras e saem para o pátio e lutam e se derrubam. Esse é o seu esporte; e quando se aproxima a hora da refeição da noite, eles cavalgam para casa em Valhalla e se sentam para beber, assim como é dito aqui: Todos os einherjar na corte de Odin / Distribuem golpes todos os dias / Escolhem os mortos e cavalgam para longe da contenda / Sentam-se depois juntos em amor.

Não havia falta de comida e bebida porque o Cozinheiro dos Deuses, Andhrimnir, assava a grande besta Saerimnir (às vezes referenciada como um javali) sobre uma chama eterna e todas as noites Saerimnir se regenerava para fornecer carne para o dia seguinte. A cabra Heidrun fornece hidromel infinito de seus úberes enquanto o cervo Eikthyrnir pinga água fresca de seus chifres que fornece a Valhalla e a todos os reinos águas limpas e claras.

Odin se senta em seu trono no meio das almas dos reis e heróis com seus dois corvos – Huginn e Muninn – em seus ombros. Os corvos voam pelo mundo todos os dias e trazem notícias de volta para Odin na hora do jantar, então ele sabe de todas as coisas que acontecem nos Nove Reinos em todos os momentos. Odin mesmo não come com os outros, apenas bebe vinho - ele alimenta sua porção da carne para seus dois lobos, Geri e Freki – enquanto as Valquírias que trouxeram as almas para o salão agora os servem em suas mesas.

Ragnarök

Não há conceito de tempo ligado ao reino de Valhalla – ele não corresponde a nenhum evento terrestre – e é desconhecido por quanto tempo os guerreiros lutam e banquetam uns com os outros, mas entende-se que este não é um reino eterno. No Capítulo 38 do Gylfaginning, fica claro que "todos aqueles homens que caíram em batalha desde o início do mundo agora vieram a Odin em Valhalla", e o Gylfaginning mais tarde afirma que eles permanecerão lá apenas até o Ragnarök, quando morrerão uma segunda vez ao lado de Odin, Thor e outros deuses.

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Os deuses nórdicos não eram imortais. Eles eram mantidos jovens e fortes através da deusa Idunn e de suas maçãs mágicas das quais precisavam comer periodicamente para afastar a velhice e a morte. No Ragnarök, eles eram tão vulneráveis ​​a qualquer arma ou perigo quanto os mortais, e vários deles, junto com os grandes campeões de Valhalla, cairiam diante das forças do caos lideradas por Loki, seus filhos Fenrir, Jörmungandr e Hel, e o exército dos mortos, os gigantes de fogo sob Surtr, e outros.

Ragnarök
Ragnarök Johannes Gehrts (Public Domain)

O conto do Ragnarök sugere que os guerreiros caídos são escolhidos não apenas por Odin e Freyja, mas por Hel para seu exército dos mortos, como o Capítulo 51 do Gylfaginning diz "todos os campeões de Hel seguem Loki", e "campeões" é o mesmo termo usado para os einherjar de Valhalla. Por mais tempo que os einherjar estivessem no Salão de Odin, era entendido pelos mortais durante a Era Viking (c. 790 - c. 1100) que o evento que anunciava o fim dos dias – a morte do belo deus Baldr – já havia acontecido e a contagem regressiva para o Ragnarök já havia começado. As pessoas saberiam de sua aproximação iminente através de sinais como mudanças climáticas e um colapso nos valores e costumes de longa data.

Em um determinado momento ordenado pelos Destinos (conhecidos como Nornas) as forças do caos quebrariam os laços que os deuses as mantinham e atacariam o mundo ordenado. O Capítulo 51 do Gylfaginning descreve o ajuntamento dos exércitos no campo de batalha de Vigrid:

Quando essas notícias acontecerem, então Heimdall se levantará e soprará poderosamente no Gjallar-Horn e despertará os deuses e eles manterão conselho juntos. Então Odin cavalgará para o Poço de Mimir e tomará conselho de Mimir para si e seu exército. Então o Freixo de Yggdrasil tremerá e nada então estará sem medo no céu ou na terra. Então os Aesir vestirão suas vestes de guerra, e todos os Campeões, e avançarão para o campo. Odin cavalga primeiro com o elmo de ouro e sua lança que é chamada Gungnir. Ele irá adiante contra [Fenrir] e Thor avança ao seu outro lado.

Odin é morto por Fenrir que é então morto pelo filho de Odin, Vidarr, enquanto Thor mata Jörmungandr, a Serpente de Midgard, mas morre depois de seu veneno. Loki e Heimdall se matam, enquanto o deus Freyr é morto pelo gigante de fogo Surtr antes de Surtr incendiar o mundo e os Nove Reinos serem destruídos. Presume-se que os heróis de Valhalla caiam nas chamas do mundo que sempre conheceram servindo seu Senhor Odin, e embora não mencionadas, as Valquírias que os selecionaram e depois os serviram são consideradas perecendo no Ragnarök também.

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Conclusão

Embora os heróis sejam mortos uma segunda vez, eles caem lutando bravamente pela causa da ordem e são finalmente vitoriosos, mesmo na derrota, pois os deuses triunfam sobre o caos e um novo mundo surge da destruição do antigo. Tem sido afirmado por alguns estudiosos, no entanto, que esta visão do fim do mundo e do renascimento é uma contribuição cristã para um ciclo mítico mais antigo que terminava com a morte dos deuses e a destruição dos Nove Reinos, carecendo da esperança da ressurreição. Davidson, por exemplo, observa como as referências iniciais a Valhalla indicam que não era mais do que outro termo para a terra dos mortos:

Valhalla, em vez de um paraíso guerreiro brilhante, parece de fato ser um sinônimo para a morte e a cova, descrito de forma imaginativa nos poemas e parcialmente racionalizado por Snorri. Este mundo Odin governou como Deus dos Mortos [e] uma vez que aqueles que caíam em batalha vinham a ser dedicados a ele por seus adoradores, o aspecto guerreiro naturalmente viria a ser enfatizado. (Deuses e Mitos, 153)

O estudioso Daniel McCoy também observa como as crenças escandinavas pré-cristãs não parecem apoiar o conceito de renascimento, mas enfatizam, em vez disso, uma morte gloriosa que será lembrada nas canções dos poetas. Embora esta afirmação mereça consideração, é quase impossível saber quais eram as crenças escandinavas pré-cristãs, pois não há registro escrito delas. Evidências arqueológicas e escritos posteriores, no entanto, sugerem fortemente uma crença na vida após a morte e em algum tipo de renascimento em um reino após a morte.

Parece provável que Valhalla tenha sido outrora imaginado apenas como um campo de batalha para os mortos, mas desenvolveu-se em algo mais, seja antes ou depois do advento do Cristianismo, porque não satisfazia as necessidades das pessoas. Aqueles que caíam bravamente por uma causa teriam sido considerados merecedores de mais na vida após a morte do que vagar por um campo de cadáveres, lanças quebradas e capacetes despedaçados. Os vivos claramente sentiam que eles mereciam um salão de telhado dourado de festas intermináveis ​​e hidromel sem limites cercado por belas donzelas escudeiras na companhia do próprio rei dos deuses. Esta visão oferecia consolo para os que ficaram para trás e esperança para aqueles que regularmente se arriscavam em batalha. Seja o que Valhalla era originalmente, a necessidade das pessoas por uma visão mais grandiosa o tornou famoso como o Salão dos Heróis que honra os caídos que se levantarão para lutar novamente.

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Sobre o Tradutor

Matheus Kunitz Daniel
Professor de inglês, game designer e escritor. Entusiasta de história desde criança, traduzo textos com rigor e narrativa fluida, unindo precisão acadêmica e experiência em criação de mundos imersivos.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, outubro 06). Valhalla. (M. K. Daniel, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20067/valhalla/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Valhalla." Traduzido por Matheus Kunitz Daniel. World History Encyclopedia, outubro 06, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20067/valhalla/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Valhalla." Traduzido por Matheus Kunitz Daniel. World History Encyclopedia, 06 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20067/valhalla/.

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