Brahmanismo

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Om (by Duncan Creamer, CC BY-NC-ND)
Om Duncan Creamer (CC BY-NC-ND)

O Brahmanismo (também conhecido como Religião Védica) é o sistema de crenças que se desenvolveu a partir dos Vedas durante o Período Védico Tardio (cerca de 1100–500 a.C.), originário da Civilização do Vale do Indo após a Migração Indo-Ariana (cerca de 2000–1500 a.C.). Este sistema postula que o ser supremo é Brahman, e os seus princípios influenciaram o desenvolvimento do Hinduísmo.

Os Vedas eram entendidos como as palavras eternas do universo, que sempre existiram e não foram reveladas a nenhum indivíduo em particular, mas sim "ouvidas" por sábios em estados meditativos. O ser que proferiu estas palavras era o criador do universo e o próprio Universo — Brahman — e os Vedas foram reconhecidos como a definição do Sanatan Dharma (Ordem Eterna) que Brahman estabeleceu. A crença na autoridade dos Vedas era fomentada pela classe sacerdotal superior — os Brâmanes —, que podiam ler o sânscrito, a língua dos Vedas, ao passo que as classes mais baixas não o podiam fazer. A posição única dos Brâmanes reforçou ainda mais a sua reputação mas, eventualmente, deu origem a apelos por uma reforma, à medida que a população se opunha ao facto de uma única classe ditar preceitos religiosos para todos.

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As reformas do Brahmanismo levaram ao desenvolvimento do Hinduísmo (conhecido pelos seus seguidores como Sanatan Dharma), enquanto aqueles que rejeitaram o Brahmanismo, e consequentemente o Hinduísmo, formaram as suas próprias seitas filosóficas e religiosas, das quais o Charvaka, o Jainismo e o Budismo se tornaram as mais estabelecidas. O Brahmanismo continuou a exercer uma influência considerável no Hinduísmo e continua a fazê-lo nos dias de hoje. Desde meados do século XX, reformadores na Índia, e noutros locais, têm-se oposto ao Brahmanismo por o considerarem um incentivo à desigualdade e à brutalização das classes mais baixas, ao enfatizar a posição de elite dos Brâmanes e ao contribuir para a manutenção do sistema de castas.

A Origem e os Vedas

A data e o local de origem do pensamento védico são desconhecidos, mas duas teorias foram avançadas: a teoria da Migração Indo-Ariana e a Teoria da Origem Indiana (TOI - Out of India Theory - OIT). A teoria da Migração Indo-Ariana sugere que a visão védica se desenvolveu na Ásia Central (por volta da região do Reino de Mitanni, no atual norte do Iraque, Síria e Turquia) e chegou à Índia durante o declínio da Civilização do Vale do Indo (cerca de 7000 – cerca de 600 a.C.), algures entre cerca de 2000–1500 a.C. A TOI defende que a Civilização do Vale do Indo (também conhecida como Civilização Harappeana) desenvolveu a visão védica, exportou-a para a Ásia Central e viu-a regressar com a Migração Indo-Ariana. A TOI é geralmente descartada por carecer de provas substanciais e por, essencialmente, concordar com a teoria da Migração Indo-Ariana de que a estrutura de crenças se desenvolveu na Ásia Central.

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Brahman era compreendido como uma entidade individual, mas tão imensamente poderosa que a mente humana não a conseguia compreender.

Vários nomes de deuses — nomeadamente Indra — eram conhecidos na Ásia Central, e um dos conceitos mais importantes do Brahmanismo, o rita (ordem cósmica), estava também lá bem estabelecido. Crê-se que, algures por volta do III milénio a.C., um grupo de tribos nómadas arianas migrou para a Ásia Central e que, destas, duas — agora conhecidas como indo-iranianos e indo-arianos — seguiram caminhos distintos; os indo-iranianos estabeleceram-se no Planalto Iraniano e os indo-arianos continuaram para sul, em direção ao subcontinente indiano. O termo "ariano" era entendido como uma classe de pessoas, significando "livre" ou "nobre", e não tinha qualquer relação com raça. A associação de "ariano" a raças de pele clara só foi feita nos séculos XVIII e XIX por historiadores com uma visão do mundo racializada.

A Civilização do Vale do Indo foi uma das mais avançadas do mundo antigo e tinha, claramente, alguma forma de observância religiosa mas, como a sua escrita permanece indecifrada, ninguém sabe o que essa poderia ter sido. A estatuária e os selos sugerem que adoravam espíritos conhecidos como yakshas, que precisavam de ser apaziguados e honrados através de sacrifícios e de algum tipo de ritual. Os cultos aos yakshas parecem ter-se focado apenas nas necessidades quotidianas das pessoas, sem abordar questões cosmológicas. Discussões sobre a origem do universo e o sentido da vida só surgiram — pelo menos, tanto quanto as provas existentes atualmente demonstram — com o desenvolvimento do pensamento védico, que poderá ter-se fundido com os rituais aos yakshas.

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Mapa da Índia na Era Védica, 1500 a.C. - 500 a.C.
Mapa da Índia na Era Védica, 1500 a.C. - 500 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Os conteúdos dos Vedas foram transmitidos oralmente de professor para mestre até ao Período Védico (cerca de 1500 – cerca de 500 a.C.), altura em que foram redigidos. Consistem em quatro textos:

  • Rig Veda
  • Sama Veda
  • Yajur Veda
  • Atharva Veda

Cada texto divide-se individualmente em subtextos:

  • Aranyakas – rituais e observâncias
  • Brahmanas – comentários sobre rituais
  • Samhitas – bênçãos e orações
  • Upanishads – narrativas e diálogos filosóficos

Estes textos definem a visão védica que está no cerne do Brahmanismo.

Os Preceitos do Brahmanismo

Os Indo-Arianos são também conhecidos como os povos védicos, que escreviam em sânscrito e cuja visão religiosa e cosmográfica se crê ter-se fundido com a da Civilização do Vale do Indo. Os Vedas deslocaram a relação dos povos com o sobrenatural dos rituais quotidianos de honrar espíritos, num tipo de contrato quid pro quo, para a compreensão da origem de toda a existência e do sentido da vida de cada um. O Vedismo — a tentativa de responder às questões mais profundas da existência — tornou-se Brahmanismo assim que foi identificada uma Causa Primeira.

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Os sábios védicos reconheceram que o mundo operava segundo regras que sugeriam uma ordem, e os Vedas atribuíam esta ordem a muitos deuses que, geralmente, refletiam características humanas. As regras eram definidas como rita, e a sua existência implicava a necessidade de um legislador, mas alguém superior aos deuses descritos nos textos, um "deus por detrás dos deuses" que os instruía; esse deus era Brahman.

Brahman era compreendido como uma entidade individual, mas tão imensamente poderosa que a mente humana não a conseguia compreender. Este ser existia na realidade (podia ser apreendido), fora da realidade (no domínio da pré-existência), e era a própria realidade, tudo ao mesmo tempo. Brahman sempre existira e existiria para sempre, mas era demasiado imenso para que um ser humano pudesse estabelecer uma conexão. Os deuses do panteão védico eram avatares deste ser, mas, para que houvesse uma conexão pessoal, tinha de existir algum aspeto da constituição humana que a permitisse.

A Drop of Water (Atman)
Uma Gota de Água (Atman) Don Kennedy (CC BY-NC-ND)

Não se considerava possível que a fonte de toda a vida criasse a vida sem também providenciar uma forma de comungar com ela. Entendia-se que o ser humano era constituído por corpo, alma e mente, mas a estes os sábios védicos adicionaram uma "sobre-alma" — o Atman — que permite a conexão com Brahman, por ser uma parte de Brahman. Compreendia-se que cada ser humano transportava esta centelha do divino dentro de si, e tudo o que era necessário fazer era reconhecê-la e dedicar-se a cultivá-la para encontrar paz e conforto na presença do divino.

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Assim como cada indivíduo transportava esta centelha divina, também os muitos deuses eram todos aspetos diferentes de Brahman, cada um cuidando de uma necessidade humana específica, mas todos de uma essência indivisível. O académico John M. Koller esclarece:

[Os sábios védicos] todos reconheciam que Brahman, enquanto realidade última, não poderia ser definido de forma literal. Poderia ser abordado conceptualmente descrevendo-o em termos das qualidades mais perfeitas concebíveis. Mas, uma vez que Brahman está para lá da conceção, em última análise, até estas qualidades mais elevadas — ser, conhecimento e bem-aventurança — devem ser negadas. Esta é a famosa via negativa, caracterizada na tradição indiana como neti, neti, uma expressão que significa, literalmente, 'não assim, não assim'. Neti, neti revela claramente a compreensão filosófica de que Brahman não poderia ser compreendido em termos conceptuais.

A realidade pode ser abordada de formas não conceptuais, contudo. Os pensadores indianos pensavam em Brahman em termos pessoais, bem como conceptuais, fazendo uso de uma grande quantidade de imagética sensorial no processo. Os sentidos estimulam sentimentos e fé, bem como pensamentos, e a Índia valorizou esta compreensão religiosa tanto quanto a compreensão alcançada através do pensamento abstrato. Esta compreensão religiosa é ativa, levando uma pessoa a abraçar ou a evitar a realidade nas suas formas imediatas e concretas. Com esta abordagem, o conhecimento, a bem-aventurança e o ser que descrevem Brahman abstratamente ganham carne e personalidade na forma de deuses e deusas que podem ser amados e temidos, vistos e tocados. No Bhagavad Gita, Krishna, uma encarnação do Senhor Vishnu, que aparece como o condutor da carruagem de Arjuna, declara que ele é, de facto, o Brahman último.

(págs. 158-159)

Deuses e deusas com forma e características humanas — mesmo que por vezes representados com alguns braços ou pernas a mais ou com a cabeça de um elefante — eram mais fáceis de relacionar do que uma força cósmica. A classe sacerdotal (Brâmanes) encorajava as pessoas a abraçarem a sua divindade de eleição, uma vez que todas eram, igualmente, aspetos da Causa Primeira e da Realidade Última. Os cânticos, hinos, orações e mantras dos Vedas eram recitados pelos Brâmanes em observâncias rituais para assegurar às pessoas que elas já tinham o divino dentro de si, que as suas vidas e a forma como as viviam precisavam de estar em concordância com a ordem cósmica, e que tal ordem, de facto, existia, mesmo que não pudessem compreender como funcionava.

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O Brahmanismo e o Hinduísmo

Nem os sacerdotes que recitavam os Vedas nem aqueles que os ouviam se referiam a este sistema de crenças como Brahmanismo. O termo "Brahmanismo" foi cunhado apenas por estudiosos europeus no século XVI e passou a ser usado de forma intercambiável com o Hinduísmo. Quando se afirma que o Brahmanismo se tornou o Hinduísmo, está a fazer-se referência a desenvolvimentos significativos nos detalhes do sistema de crenças, e não na sua forma subjacente, que era conhecida pelos antigos sacerdotes e pelo povo, tal como é pelos seguidores hoje, como Sanatan Dharma. O universo era entendido como tendo sido ordenado para um propósito por uma inteligência divina, e cada indivíduo tinha um papel a desempenhar nesse propósito. O Hinduísmo desenvolveu os pormenores sobre como cada pessoa deveria desempenhar o seu papel.

Brahman Worshipper
Adorador de Brahman James Blake Wiener (CC BY-NC-SA)

Como Koller observa acima, a compreensão religiosa ativa pode encorajar alguém a abraçar ou a distanciar-se da realidade, dependendo da forma como a perceciona. O mundo pode ser um lugar assustador de incerteza ou um reino ordenado de significado último, e o Hinduísmo reconheceu isto ao permitir o desapego iluminado das coisas da vida, ao mesmo tempo que encoraja os crentes a participarem plenamente em todos os aspetos como dádivas de Brahman. Esperava-se — e espera-se — que um crente se concentrasse nos objetivos de vida (purusharthas), que assumem três formas:

  • Artha – a vida familiar, a carreira e a riqueza material
  • Kama – amor, sensualidade, sexualidade, prazer físico
  • Moksha – iluminação, libertação, liberdade através da autorrealização

Cada um destes é entendido como um prazer temporal, mas como todos são dados pelo divino, o seu valor deve ser reconhecido. Todos acabariam por morrer, mas, enquanto se vivesse, os objetivos de vida precisariam de ser atendidos através do karma (ação) de cada um, realizado em conformidade com o seu dharma (dever). A cada indivíduo foi atribuído um dever a cumprir à nascença, algo que ninguém mais poderia realizar, e se falhassem em fazê-lo como deveriam numa vida, seriam reencarnados para regressar à terra no ciclo de renascimento e morte e tentar novamente.

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Este ciclo de renascimento e morte era conhecido como samsara — habitualmente traduzido como um jogo de criança — no qual se repete a existência inúmeras vezes até que se compreenda e execute finalmente o seu karma em conformidade com o seu dharma, se conecte plenamente com o seu Atman e se seja libertado do samsara. Esta visão era entendida como uma visão completa da criação do universo e uma explicação para o sentido da vida de um indivíduo, mas, por volta de 600 a.C., vários reformadores rejeitaram a autoridade dos Vedas para formar as suas próprias escolas de pensamento com a sua própria visão da realidade.

O Brahmanismo e as Escolas Nastika

O conceito de samsara sugeria uma hierarquia, que é explicada por Krishna no Bhagavad Gita (composto por volta dos séculos V-II a.C.) quando este fala a Arjuna sobre os três gunas — estados de ser que existem em cada indivíduo e que ajudam ou dificultam a consciência e o crescimento espiritual — e passa a discutir a importância do dharma. Parte da Ordem Eterna, diz Krishna, é o sistema de castas (varnas), que torna claro o dharma de cada um. As quatro varnas são:

  • Brahmana varna – a casta mais elevada de sacerdotes, intelectuais e professores
  • Kshatriya varna – guerreiros, protetores, guardiões, polícia
  • Vaishya varna – comerciantes, banqueiros, funcionários, agricultores
  • Shudra varna – a casta mais baixa de trabalhadores não qualificados, operários, servos

Abaixo dos Shudras estão os Dalits, frequentemente referenciados como os "intocáveis", que são considerados ritualmente impuros e não estão incluídos no sistema de varna.

A visão do Brahmanismo encorajava cada um a dar o seu melhor em conformidade com o seu dever divinamente atribuído e, assim, a estar contente com o seu destino na vida.

Os Vedas eram entendidos como um suporte ao sistema de varna e, como eram reconhecidos como a palavra do Criador, não podiam ser contestados. Por volta de 600 a.C., contudo, pensadores começaram a opor-se à natureza autoritária dos sacerdotes, que podiam interpretar os Vedas como bem entendessem, uma vez que o povo não sabia ler nem compreender o sânscrito. Segundo a tradição, as palavras de Brahman tinham sido proferidas em sânscrito e registadas conforme eram "ouvidas"; assim, o povo ouvia rotineiramente os sacerdotes a cantar numa língua estrangeira que apenas os Brâmanes conseguiam interpretar.

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Esta situação levou, eventualmente, a uma rutura no Hinduísmo, na qual as pessoas tomaram partido a favor ou contra a aceitação da autoridade dos Vedas e dos seus sacerdotes. As escolas de pensamento que reconheciam os Vedas eram conhecidas como astika ("existe"), enquanto aquelas que rejeitavam a visão védica eram conhecidas como nastika ("não existe"). A posição sobre o que existe ou não refere-se à autoridade dos Vedas. Parece ter havido muitas escolas de pensamento diferentes a disputar seguidores naquela época, mas as três mais proeminentes eram o Charvaka, o Jainismo e o Budismo.

Destas três, apenas o Jainismo representou uma ameaça séria à autoridade do Hinduísmo. O Charvaka era uma escola materialista que se focava nos prazeres da vida e negava a sobrevivência após a morte corporal. Um sistema filosófico que não oferecia esperança de uma vida após a morte dificilmente ganharia muitos seguidores, e o Charvaka acabou por extinguir-se. O Budismo, embora popular em algumas zonas da Índia, teve dificuldade em encontrar audiência enquanto competia com o Hinduísmo e o Jainismo, e não se favoreceu ao fragmentar-se em diferentes escolas com expectativas divergentes para os crentes.

Karma, Ceiling Sculpture, Ranakpur
Karma, Escultura de Teto, Ranakpur Shakti (CC BY-SA)

O Budismo não ganhou popularidade generalizada até ao reinado de Ashoka, o Grande (268–232 a.C.), que abraçou o sistema e encorajou outros a fazer o mesmo, mas, mesmo assim, tornou-se mais popular fora da Índia. O Jainismo rejeitou o conceito de Brahman ou de qualquer deus criador, embora tenha mantido a crença em seres sobrenaturais (devas), a importância do karma e o ciclo de renascimento e morte. A adesão do Jainismo aos "Cinco Votos" e aos "14 Passos" fornecia um caminho claro para os crentes, ao mesmo tempo que eliminava o aspeto autoritário do Hinduísmo, evitava as contendas que passaram a marcar as diferentes escolas budistas e rejeitava o materialismo do Charvaka.

Conclusão

Ainda assim, o Hinduísmo sobreviveu ao desafio dos outros sistemas filosóficos porque os monarcas reconheceram o valor de um sistema de castas divinamente ordenado para manter a ordem, bem como o tipo de aparato e grandiosidade que a visão do Brahmanismo oferecia. A um nível puramente pragmático, o conceito de um ser divino que se tornava acessível através de várias outras divindades, cada uma exigindo um festival em sua honra, significava que o povo podia ser entretido por diversas celebrações ao longo do ano. A visão do Brahmanismo, desenvolvida pelo Hinduísmo, encorajava cada um a dar o seu melhor em conformidade com o seu dever divinamente atribuído e, assim, a estar contente com o seu destino na vida, uma vez que este era entendido como o resultado direto das ações de alguém numa vida anterior.

Inicialmente, contudo, o Brahmanismo não se desenvolveu para controlar as pessoas, mas para responder às suas questões relativas à origem do universo e ao seu lugar nele. Os Vedas abordavam estas questões diretamente e o Brahmanismo desenvolveu essa visão para ajudar as pessoas a encontrar sentido no que, por vezes, pode parecer um mundo desordenado e caótico de eventos aleatórios que nada significam.

Desde meados do século XX, têm sido feitos esforços por reformadores para desmantelar aspetos do Brahmanismo — particularmente o estatuto de elite dos Brâmanes — em prol da igualdade e da fraternidade. O reformador B. R. Ambedkar (1891–1956) fez campanha contra o tipo de discriminação contra os Dalits que a elevação dos Brâmanes encorajava, e os esforços têm sido contínuos, esporadicamente, desde o seu tempo, para nivelar o campo de jogo para que todas as pessoas tenham oportunidades iguais na vida. Curiosamente, parece que esta era a visão original do Brahmanismo ao estabelecer que existia um ser divino que se importava com todos, de forma igual e tão profunda, que colocou uma centelha de si mesmo dentro de cada um deles.

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Mark, J. J. (2026, agosto 06). Brahmanismo. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15129/brahmanismo/

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Mark, Joshua J.. "Brahmanismo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 06, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15129/brahmanismo/.

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Mark, Joshua J.. "Brahmanismo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 06 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15129/brahmanismo/.

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