Eucratídia foi uma cidade grega na Báctria, uma das áreas mais orientais alguma vez controladas pelos gregos, localizada no atual sítio arqueológico de Aï Khanoum, no nordeste do Afeganistão. Desconhece-se a dimensão da história desta cidade, mas parece ter sido inicialmente construída por Alexandre, o Grande, ou por um dos seus primeiros sucessores selêucidas nas últimas décadas do século IV a.C., sob o nome de Oskobara.
A cidade foi escavada por arqueólogos franceses entre 1964 e 1978, que encontraram muitos itens belíssimos numa mistura de elementos gregos e iranianos. Por exemplo, embora a planta da cidade seja grega, não é estritamente hipodâmica. A natureza dos templos parece indicar cultos locais, talvez sincréticos. Foi também encontrado um herôon, dedicado ao fundador da cidade, Kineas. Nele estavam inscritas as máximas délficas, demonstrando a vontade de manter viva a identidade grega, mesmo nesta zona do extremo oriente.
Após o período selêucida, a cidade passou para o controlo greco-bactriano, durante o qual parece ter-se desenvolvido consideravelmente. Passou então a chamar-se Eucratídia, nome derivado de Eucrátides I, um famoso e poderoso rei greco-bactriano cujo reinado é datado de 170/166 a.C. a 145/138 a.C. Esta mudança de nome poderá indicar que a cidade teve um papel fundamental durante o seu reinado; especialmente sabendo que Eucrátides foi inicialmente um usurpador, talvez Eucratídia tenha sido o centro da sua revolta. Infelizmente, a cidade caiu pouco tempo depois em duas fases: foi primeiro tomada por nómadas sacas vindos do norte, por volta do final da década de 140 a.C., e depois foi totalmente saqueada pelos Yuezhi, que expulsavam os sacas do território.

