As Colónias da Nova Inglaterra foram os assentamentos estabelecidos por dissidentes religiosos ingleses ao longo da costa nordeste da América do Norte entre 1620 e 1640. As colónias originais foram:
- Colónia de Plymouth (1620)
- Colónia de New Hampshire (1622)
- Colónia da Baía de Massachusetts (1630)
- Colónia de Providence (1636)
- Colónia de Connecticut (1636)
- Colónia de New Haven (1638)
Antes da chegada dos colonos ingleses, a terra era habitada por nativos americanos há mais de 10.000 anos. As tribos que ainda ocupavam a região por volta de 1607 eram os Abenakis, Assonet, Chappaquiddick, Mashpee, Mi'kmaq, Mohegan, Narragansett, Nantucket, Nauset, Patuxet, Penobscot, Pequot, Pocumtuck e Pokanoket. Essts tribos foram reduzidas por doenças, acções militares, escravidão e deportação ou assimilação até 1680, e os sobreviventes mudaram-se para reservas ou deixaram a região para se juntarem a outras tribos noutros lugares após a vitória colonial na Guerra do Rei Filipe (1675-1678). As colónias, então, ocuparam as terras indígenas desocupadas e prosperaram.
A Colónia de Plymouth acabaria por ser absorvida pela de Massachusetts Bay, integrando-se na mais vasta colónia de Massachusetts em 1691, ao passo que a Colónia de New Haven se unira ao Connecticut em 1664. A Colónia de Providence foi oficialmente reconhecida como o Estado de Rhode Island e Plantações de Providence em 1790. Por sua vez, as concessões de terras outorgadas pela Província de New Hampshire, contestadas pela sua vizinha a sul, a Província de Nova Iorque, viriam a dar lugar ao Vermont em 1777. Já a zona setentrional de Massachusetts tornou-se o Estado do Maine em 1820, estabelecendo a região da atual Nova Inglaterra como os estados de:
- Massachusetts
- New Hampshire
- Rhode Island
- Connecticut
- Vermont
- Maine
A Inglaterra tentou colonizar a região pela primeira vez em 1607 com a Colónia Popham (1607-1608), que fracassou após 14 meses. O sucesso da Colónia de Plymouth (1620-169) incentivou o estabelecimento da Colónia de New Hampshire e da Colónia da Baía de Massachusetts, enquanto a Colônia de Providence, a Colónia de Connecticut e a Colónia de New Haven foram fundadas por dissidentes da Baía de Massachusetts. Todos estes assentamentos foram estabelecidos por puritanos, separatistas ou outros que procuravam liberdade religiosa e pessoal para si mesmos, enquanto, com exceção de Providence, negavam o mesmo aos outros. As colónias continuariam este modelo não apenas nas suas políticas para os nativos americanos, mas também através da instituição da escravidão, estabelecendo um padrão de racismo sistémico ainda evidente nas políticas e práticas da nação que ajudaram a estabelecer.
Índios Americanos da Nova Inglaterra
Antes da chegada dos colonos europeus, a terra era habitada por povos que a ocupavam há pelo menos 10.000 anos. Os povos indígenas eram seminómadas, com povoações sazonais ao longo da costa e aldeias mais permanentes no interior (embora houvesse exceções a este modelo). A terra era considerada um presente do Grande Espírito (mais frequentemente designado como Manitou), e o povo não tinha noção de propriedade privada da terra, embora diferentes tribos usassem regularmente áreas específicas e houvesse guerras por recursos quando uma tribo infringia o direito estabelecido de outra tribo sobre uma região.
Os nativos observavam um sistema cultural matrilinear, no qual o nome da família e o estatuto tribal eram transmitidos pelo lado feminino, e as mulheres eram activas no governo da tribo, especialmente como anciãs, que escolhiam o próximo sachem (chefe). Os nativos americanos subsistiam da agricultura, cultivando feijão, milho e abóbora (as "três irmãs"), da caça, da pesca e da colecta. No século XVII, várias destas tribos uniram-se na Confederação Wampanoag para se protegerem a si mesmas e aos seus recursos dos outros povos. O sachem da tribo Pokanoket presidia os outros, cada um dos quais tinha um sachem inferior e pagava tributo ao Pokanoket.
Colonização Inglesa na América do Norte
A colonização europeia das Américas começou com a chegada de Cristóvão Colombo (1451-1506) às Índias Ocidentais em 1492, reivindicando a terra para a Espanha. A Espanha então expandiu as suas reivindicações por toda a América do Sul e Central (exceto pelo Brasil, que foi reivindicado por Portugal em 1500) até as áreas do sul da América do Norte. A França reivindicou o Canadá e estabeleceu o primeiro assentamento no que se tornaria a Nova Inglaterra, na ilha de St. Croix (na costa do Maine), em 1604. No entanto, mais da metade dos colonos morreu no primeiro inverno, e a colónia foi abandonada. Os holandeses reivindicaram terras ao sul, estabelecendo-se na área do Vale do Rio Hudson em 1614, e outras nações europeias fizeram as suas próprias reivindicações sobre outras regiões nesta época.
A Inglaterra, portanto, foi uma retardatária na colonização da América do Norte. A primeira tentativa, a Colónia de Roanoke, foi estabelecida em 1585 e fracassou duas vezes até 1590. Sob o reinado de Jaime I da Inglaterra (reinou 1603-1625), foi feito um esforço mais concentrado e foram constituídas duas empresas com o objetivo expresso de colonizar a América do Norte para obtenção de lucro: a Virginia Company e a Plymouth Company. A Virginia Company recebeu permissão para colonizar a região desde um pouco acima da actual Flórida até ao vale inferior do Hudson, enquanto a Plymouth Company recebeu a área desde o actual norte do Maine até ao vale superior do Hudson.
Em 1607, a Virginia Company estabeleceu a Colónia de Jamestown, na Virgínia, e a Plymouth Company fundou a Colónia de Popham, no atual Maine. Jamestown enfrentou dificuldades nos primeiros anos, perdendo até 80% da sua população, mas sobreviveu e prosperou por volta de 1620. A colónia de Popham durou apenas 14 meses antes de ser abandonada. Estas duas colónias eram empreendimentos comerciais lançados exclusivamente com fins lucrativos, mas a próxima expedição teria uma motivação e um objetivo diferentes.
A Igreja Anglicana substituiu a Igreja Católica sob Henrique VIII da Inglaterra (reinou 1509-1547), substituindo o papa pelo monarca. Na época do reinado de Jaime I, já estava estabelecido há muito tempo que criticar a Igreja era traição ao rei, e os dissidentes, como os puritanos, eram perseguidos. Os puritanos queriam "purificar" a Igreja das suas políticas católicas, mas ainda se consideravam membros, enquanto os puritanos radicais, conhecidos como separatistas, defendiam a separação completa e o estabelecimento de igrejas congregacionais independentes.
Em 1620, um grupo de separatistas, acompanhado por anglicanos, partiu a bordo do Mayflower para estabelecer uma colónia onde pudessem praticar a sua religião livremente. O seu destino era a Patente da Virgínia, mas foram desviados da rota e desembarcaram na costa de Massachusetts. Forçados a estabelecer um assentamento fora de uma região sob a lei inglesa, eles redigiram o Mayflower Compact para estabelecer o governo da colónia; um documento que mais tarde influenciaria as constituições de outras colónias, bem como a Constituição dos Estados Unidos.
Plymouth e Baía de Massachusetts
Os recém-chegados conheciam a região através dos escritos do capitão John Smith (1580-1631), um dos fundadores da colónia de Jamestown, que mapeou a área em 1614 e a baptizou de Nova Inglaterra. Vários navios ingleses visitaram a região entre 1605 e 1614, negociando com os nativos e, sem saber, infectando-os com doenças europeias às quais eles não tinham imunidade. As tribos costeiras Patuxet e Nauset foram as mais gravemente afectadas. Os passageiros e a tripulação do Mayflower, na verdade, estabeleceram a sua colónia no local de uma antiga aldeia Patuxet. Embora os nativos tenham inicialmente recebido bem os ingleses, a sua confiança foi traída quando os navios ingleses começaram a sequestrar nativos para vendê-los como escravos. Quando o Mayflower desembarcou, os indígenas estavam justificadamente cautelosos ao lidar com eles.
Depois de sobreviver ao primeiro inverno de 1620-1621, durante o qual metade deles morreu, os colonos da Colónia de Plymouth prosperaram apenas com a ajuda do sachem da Confederação Wampanoag, Massasoit (cerca de 1581-1661). Massasoit, a princípio, não queria ter nada a ver com os imigrantes, mas acabou cedendo e enviou Squanto (cerca de 1585-1622) para ajudá-los. Em 1616, Squanto tinha sido sequestrado por um capitão inglês onde aprendeu a língua e regressado recentemente. Ele instruiu os colonos sobre como sobreviver e serviu como intérprete.
Massasoit assinou um tratado com os ingleses prometendo assistência e proteção mútuas. Massasoit tinha perdido muitos membros da sua confederação para doenças (o que lhe custou seu estatuto com as outras tribos) e, naquela época, pagava tributo aos Narragansetts. A aliança com os colonos, que precisavam da sua ajuda para simplesmente sobreviver, provou ser benéfica para ambas as partes. Em 1622, a colónia prosperava o que encorajou outros a fazerem a viagem transatlântica.
Em 1630, 700 colonos puritanos chegaram sob a liderança de John Winthrop (cerca de 1588-1649) para colonizar a Colónia da Baía de Massachusetts por meio de uma carta concedida pela Massachusetts Bay Company, que havia substituído a Virginia Company. Winthrop acreditava que sua colónia tinha sido ordenada por Deus para ser uma "cidade sobre uma colina", um farol brilhante da comunidade cristã modelo, e por isso insistia na conformidade completa com a interpretação puritana do cristianismo e as leis resultantes.
Providence, New Hampshire e Connecticut
O teólogo separatista puritano Roger Williams (1603-1683) chegou em 1631 e rapidamente entrou em conflito com Winthrop e os outros magistrados por causa de diferenças religiosas. Ele partiu para a Colónia de Plymouth, pensando que se daria melhor com os outros separatistas, mas achou-os muito legalistas. Ele também se opôs tanto à Colónia de Plymouth quanto à Baía de Massachusetts, alegando que nenhuma das duas havia pago aos nativos americanos pela terra que tinham colonizado. Williams, que se tornou fluente na língua nativa americana algonquina, acabou sendo banido da Baía de Massachusetts e passou a viver com Massasoit na sua aldeia de Sowams (actual Warren, Rhode Island) em 1636. Ele negociou com Massasoit e os sachems da tribo Narragansett, Canonicus (cerca de 1565-1647) e Miantonomoh (cerca de 1600-1643), pela terra na qual estabeleceu a Colónia de Providence, pagando-lhes o preço pedido.
A expulsão de Williams foi seguida por outros. Em 1638, a dissidente religiosa Anne Hutchinson (1591-1643) foi expulsa da Colónia da Baía, e Williams convidou-a e aos seus seguidores para se juntarem à sua colónia. Em vez disso, ela fundou a colónia de Portsmouth com o seu cunhado, o ministro puritano John Wheelwright (cerca de 1592-1679). Wheelwright partiu pouco depois para fundar a colónia de Exeter, em New Hampshire, em 1638, enquanto outros seguidores de Hutchinson, como William Coddington (cerca de 1601-1678), fundaram Newport, em Rhode Island.
New Hampshire foi inicialmente fundada como um empreendimento comercial em 1622, sob uma patente concedida a dois comerciantes, o capitão John Mason (1586-1635) e Sir Ferdinando Gorges (cerca de 1565-1647), nenhum dos quais jamais pisou na terra. Wheelwright tentou comprar algumas terras para sua colónia dos representantes deles, mas não conseguiu encontrar nenhuma e, então, negociou uma venda com os nativos da região. A colónia de Wheelwright atraiu outros dissidentes da Baía de Massachusetts, que se estabeleceram nas áreas mais próximas. Sem uma carta legal, Wheelwright não pôde formar um governo colonial e, asim, negociou um acordo com a Baía de Massachusetts, segundo o qual a Colónia da Baía governaria New Hampshire, mas a Colónia de New Hampshire seria livre para viver e praticar os ritos religiosos como desejasse.
Connecticut foi colonizada mais ou menos na mesma época e, novamente, por dissidentes religiosos da Colónia da Baía de Massachusetts. A Colónia de Connecticut foi fundada em 1636 por John Haynes (1594-1653) e Thomas Hooker (1586-1647), que estavam entre os apoiantes de Anne Hutchinson. Haynes e Hooker contribuíram para as Ordens Fundamentais de Connecticut (Fundamental Orders of Connecticut), consideradas por muitos estudiosos como a primeira constituição escrita. Outras colónias, posteriormente absorvidas por Connecticut, também foram estabelecidas antes e depois da Guerra Pequot.
Guerra Pequot e Novos Assentamentos
A Colónia da Baía de Massachusetts justificou a Guerra Pequot (1636-1638) alegando que os Pequots tinham assassinado um comerciante do seu assentamento. Os Pequots defenderam-se, observando que o homem em questão era um desordeiro conhecido que tinha sequestrado alguns das seus companheiros. O chefe da milícia de Salem, John Endicott (cerca de 1600-1665), destruiu aldeias Pequot e matou alguns dos nativos, e os Pequots revidaram. Então, Plymouth e Massachusetts Bay uniram as suas milícias para montar um ataque em grande escala contra a fortificação Pequot na actual Mystic, Connecticut, em maio de 1637.
Roger Williams manteve a Colónia de Providence fora do conflito, mas encorajou os Narragansett a aliarem-se aos colonos contra os Pequot e também forneceu à milícia o plano de ataque. O Massacre de Mystic resultou na morte de mais de 700 Pequot, principalmente mulheres e crianças, e a guerra terminou com a vitória colonial. Os Pequot sobreviventes foram vendidos como escravos em plantações locais ou nas Índias Ocidentais. As suas terras estavam agora abertas para colonização, e as áreas que não foram reivindicadas pelos Narragansett foram colonizadas pelos ingleses.
A colónia de New Haven foi fundada em 1638 por intelectuais, teólogos e comerciantes ingleses que não tinham carta de fundação, experiência em agricultura e apoio de outras colónias na tentativa de repelir os comerciantes holandeses que invadiam as áreas que esperavam explorar para obter lucro e os nativos americanos que se opunham à apropriação das suas terras. Eles apelaram para a Baía de Massachusetts e foram aceitos na Confederação da Nova Inglaterra em 1643, juntamente com Connecticut e Plymouth.
A Colónia de Providence foi excluída da Confederação, pois era considerada um refúgio para réprobos e desordeiros (assim como a antiga Colónia de Merrymount) que se recusavam a se conformar com a visão da maioria. Providence, que até então havia operado sem carta constitutiva, obteve uma em 1644 e incorporou as colónias de Newport, Portsmouth e Warwick como uma única colónia sob a liderança de Roger Williams. A Colónia de New Haven, que fracassava continuamente em quase todos os empreendimentos comerciais e nunca obteve uma carta constitutiva, finalmente se uniu-se à Colónia de Connecticut, maior, em 1664. New Hampshire conseguiu separar-se da Baía de Massachusetts em 1679, quando recebeu uma carta constitutiva do rei Carlos II da Inglaterra (reinou 1649-1651) e foi legalmente autorizada a eleger o seu próprio presidente colonial e formar um governo.
Escravidão e Expulsão dos Nativos Americanos
Todas as colónias beneficiaram da instituição da escravidão, começando pela Baía de Massachusetts, que escravizou os Pequots após a guerra. Em 1641, a Baía de Massachusetts aprovou a lei conhecida como Body of Liberties (Corpo de Liberdades), que incluía a disposição de que nenhum ser humano seria escravizado, excepto aqueles legalmente capturados em guerra ou aqueles já escravizados por outros e vendidos a cidadãos da colónia. A escravidão era entendida como aprovada por Deus de acordo com a Bíblia, que a sanciona tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, e tal estava de acordo com a visão da Baía de Massachusetts.
Roger Williams era um abolicionista que proibiu a escravidão na Colónia de Providence, mas nunca aplicou a lei. As colónias de Rhode Island, juntamente com a Baía de Massachusetts, tornar-se-iam os centros da Nova Inglaterra para o comércio triangular de escravos entre a América do Norte, a Europa e a África Ocidental. Connecticut também escravizou Pequots e outros nativos, além de importar escravos africanos, até 1774. New Hampshire foi o estado que menos participou do comércio e da propriedade de escravos, mas a classe alta manteve escravos até meados dos séculos XVIII e XIX, assim como os outros estados.
À medida que as colónias se tornavam mais ricas, atraíam ainda mais pessoas da Inglaterra e de outros lugares, e mais terras eram tomadas, geralmente sem qualquer pagamento, dos nativos americanos. A cultura nativa americana diferia consideravelmente da inglesa, pois as mulheres eram consideradas iguais, a terra era comum e sem título de posse e os acordos eram considerados vinculativos. Os ingleses tratavam as mulheres como não cidadãs (não podiam votar nem possuir terras), cercavam as terras e honravam os acordos apenas enquanto fossem benéficos. Mal-entendidos culturais, incluindo aqueles relacionados à religião, inevitavelmente levaram a uma série de conflitos. Após uma série de tratados quebrados e de abusos quase constantes por parte dos colonos, o filho de Massasoit, Metacom (conhecido pelos ingleses como Rei Filipe, 1638-1676), uniu as tribos da região sob a Confederação Wampanoag e lançou a Guerra do Rei Filipe. Metacom foi morto em 1676, e os colonos saíram vitoriosos. Depois disto, os nativos americanos foram transferidos para reservas ou deixaram a área, e as colónias tomaram posse das suas terras.
Conclusão
Em 1686, as colónias foram agrupadas sob o Domínio da Nova Inglaterra sob Jaime II da Inglaterra (reinou 1633-1688), que estava preocupado com a crescente independência e poder económico. O Domínio terminou com a Revolução Gloriosa de 1688, quando Jaime II foi deposto, e as colónias passaram a ter o direito ao autogoverno, embora ainda estivessem sujeitas à monarquia inglesa. Embora continuassem a cooperar entre si em questões financeiras, disputavam sobre os direitos de terra e as visões religiosas. As divisões entre as colónias puritanas, incluindo o desprezo geral por Providence e a sua política de tolerância religiosa, acabaram por fazer com que os cidadãos perdessem a lealdade à visão puritana e adoptassem uma interpretação menos rígida da Bíblia e do caminho cristão, mas cada um ainda mantinha a crença no valor da liberdade que trouxera os primeiros colonos da Inglaterra.
Cada uma das colónias da Nova Inglaterra contribuiu para os primeiros esforços na conquista da independência da Grã-Bretanha, ignorando as próprias políticas e práticas que privavam os nativos americanos das suas terras, destruíam a sua cultura e escravizavam tanto aqueles que inicialmente os ajudaram a sobreviver no Novo Mundo quanto outros sequestrados em África, que não eram prisioneiros capturados em guerra nem comprados legalmente para lhes serem vendidos. Esta mentalidade de "nós e eles", que estabelecia padrões e leis diferentes para europeus brancos e não brancos, influenciaria as políticas da nova nação dos Estados Unidos após a Guerra Revolucionária e continua a influenciar na era moderna.
