Rússia de Kiev

Definição

Joshua J. Mark
por , traduzido por Jonas Tenfen
publicado em 03 Dezembro 2018
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St. Sophia's Cathedral, Novgorod (by Людмила Ф-С, CC BY-SA)
Catedral de Santa Sofia, Novogárdia
Людмила Ф-С (CC BY-SA)

Rússia de Kiev (862-1242) foi uma federação política medieval localizada na atual Belarus, Ucrânia e parte da Rússia (esta última nomeada a partir dos rus, um povo escandinavo). O nome Rússia de Kiev é uma designação moderna (século 19), mas tem o mesmo significado de “terra dos rus”, como a região era conhecida durante a Idade Média.

Os rus governavam a partir da cidade de Kiev (no português europeu também grafada como Quieve) e, assim, “Rússia de Kiev” significava simplesmente “as terras dos rus de Kiev”. Os rus são mencionados pela primeira vez nos Annals of Saint-Bertin, texto que registra a presença deles em uma missão diplomática de Constantinopla à corte de Luís, o Piedoso (r. 814-840) em 839. Estes anais afirmam que os rus eram suecos, o que pode ser factual, mas sua etnia nunca foi estabelecida com segurança.

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A história da chegada dos rus ao leste é contada pela primeira vez na Crônica de Nestor (também conhecida como Crônicas dos Anos Passados ou Crônicas Primárias, c. século XII). Este texto relata como o povo local convidou os rus (identificados como vikings escandinavos) para governar e manter a ordem em seu país em meados do século IX. Três irmãos, incluindo Rurique (também chamado de Rurik ou Rodrigo de Ladoga), aceitaram o convite e fundaram a Dinastia Ruríquida, que duraria mais de 700 anos.

O líder nórdico Rurique (r. 862-879) tenha fundado a dinastia que perduraria, em uma linha ininterrupta, até o reinado de Ivan IV, primeiro czar da Rússia (r. 1547-1584), também conhecido como Ivan, o Terrível.

Esta versão dos acontecimentos é apoiada atualmente por historiadores conhecidos como “normanistas” (aqueles que aceitam uma origem nórdica para a Dinastia Ruríquida). Os normanistas são desafiados pelos chamados “anti-normanistas”, que defendem uma origem eslava da Rússia e dos demais estados. Os argumentos normanistas são, atualmente, considerados mais válidos, e é geralmente aceito que o líder nórdico Rurique (r. 862-879) tenha fundado a dinastia que perduraria, em uma linha ininterrupta, até o reinado de Ivan IV, primeiro czar da Rússia (r. 1547-1584), também conhecido como Ivan, o Terrível.

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O estado de Rússia de Kiev caiu ante os mongóis entre 1237-1242, fragmentando a região em partes que acabaram por tornar-se os estados modernos de Belarus, Rússia e Ucrânia.

A Crônica de Nestor e os primeiros reis

A Crônica de Nestor provavelmente foi concluída por volta de 1113, em Kiev, e já foi atribuída ao monge Nestor (c. 1056-1114), mas agora é considerada uma compilação de obras anteriores possivelmente organizadas por Nestor. O manuscrito remanescente mais antigo é de 1377 com notas editoriais que comprovam a data anterior da obra. A Crônica é frequentemente apontada como narrativa histórica, afirmação que já fora contestada, pois o texto contém vários aspectos míticos ou lendários. Mesmo assim, evidências arqueológicas da região confirmam muitos, embora não todos, dos acontecimentos descritos pelo texto.

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11th century CE Kievan Rus Territories
Territórios da Rússia de Kiev no século 11
SeikoEn (CC BY-SA)

A obra inicia afirmando que, após o grande dilúvio bíblico, os filhos de Noé (Cam, Sem e Javé) dividiram o mundo entre eles, e Javé recebeu a região de Rússia de Kiev como parte de seu lote. O que Javé fez para estabelecer a ordem em suas terras não é mencionado, mas a Crônica relata que as pessoas lutaram entre si e, eventualmente, foram subjugadas pelos cazares da Ásia Central (Turquia) e pelos varegues (vikings) da Escandinávia.

Os eslavos da região foram forçados a pagar tributos aos cazares e varegues; até que os eslavos expulsaram os varegues, mas mantiveram relacionamento com os cazares. Depois, no entanto, eles entenderam que não teriam autogoverno e que o tributo pago aos cazares era muito elevado. Embora estivessem cansados de pagar aos varegues, reconheceram que a vida poderia ter sido melhor sob sua proteção. A Crônica afirma:

Eles disseram a si mesmos: “Procuremos um príncipe que possa nos governar e nos julgar de acordo com a lei”. Eles, assim, foram para o exterior para encontrar os rus varegues; esses varegues em particular eram conhecidos como rus, assim como alguns são chamados de suecos, e outros normandos, ingleses, gutas, pois assim foram chamados (p. 59).

Os embaixadores eslavos chegaram à terra não especificada dos rus e os convidaram a ir governar sua terra como reis. Três nobres irmãos aceitaram o convite, e a Crônica continua:

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O mais velho, Rurique, estabeleceu-se em Novogárdia; o segundo, Sineus, em Beloozero; e o terceiro, Truvor, em Izborsk. Por causa desses varegues, o distrito de Novogárdia ficou conhecido como a terra dos rus. Os atuais habitantes de Novogárdia são descendentes da raça varegue, mas antes eram eslavos (p. 59-60).

Evidências físicas desenterradas em escavações arqueológicas corroboram a tese de assentamentos escandinavos nessas áreas. Por volta do ano de 750, um assentamento foi estabelecido em Velha Ladoga (Staray Ladoga), perto do rio Volkova; a primeira vila escandinava da região. O pesquisador Thomas S. Noonan afirma:

Evidências arqueológicas mostram que os escandinavos viveram em Ladoga desde sua fundação: um conjunto de ferramentas de ferreiro escandinavo-báltico, incluindo um talismã com o rosto de Odin, foi encontrado em um estrato da década de 750… Os escandinavos que visitaram Ladoga não vieram para saquear e atacar. Não havia outras cidades nas proximidades, mosteiros não existiam, e os túmulos vizinhos dos povos locais eram muito modestos em seu conteúdo. Havia pouco de valor para roubar aqui. Ladoga foi criado para facilitar o acesso ao interior da Rússia europeia, com todas as suas riquezas naturais (Sawyer, p. 141-142).

Evidências posteriores sugerem que Ladoga se tornou um assentamento sazonal tardio ou, pelo menos, que a densidade da população oscilou, o que está de acordo com a narrativa da Crônica a respeito dos eslavos que expulsaram os varegues e depois os convidaram a voltar. Artefatos nórdicos também foram encontrados em Novogárdia e em outros locais mencionados na Crônica.

Rus Burial Mounds, Staraja Ladoga
Túmulos Rus, Velha Ladoga (Staraja Ladoga)
Wilson44691 (Public Domain)

Dois anos após sua chegada, os dois irmãos mais novos morreram, e Rurique tomou posse de suas regiões, mantendo a capital em Novogárdia. Dois homens do grupo de Rurique, Askold e Dir, pediram-lhe permissão para deixar a terra e buscar suas fortunas em Tsargrad (Constantinopla) e receberam licença. A caminho de Tsargrad, eles pararam em uma cidade que ficava em uma colina chamada Kiy (Kiev), conquistaram a cidade e começaram a invadir a área circundante no verdadeiro estilo viking. A Crônica atribui a eles o famoso ataque a Constantinopla envolvendo 200 navios vikings (c. 860), que foi rechaçado, após muita matança, por uma tempestade que se diz ter sido enviada por Deus; a data histórica desse ataque, no entanto, não se encaixa no restante da narrativa.

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Em Novogárdia, Rurique morreu de causas naturais e confiou seu filho Igor aos cuidados de seu parente Olegue (também conhecido como Olegue de Novogárdia e Olegue, o Profeta, r. 879-912), que o sucedeu. Olegue iniciou uma série de campanhas militares a partir de Novogárdia, conquistando e consolidando as terras vizinhas. Finalmente chegou a Kiev e viu como Askold e Dir estavam acumulando uma enorme riqueza por meio de ataques.

Ele enganou os dois para que saíssem da cidade, então matou ambos e assumiu o controle da região, mudando a capital de Novogárdia para Kiev nessa época (c. 882). Por meio de negociações e força militar, ele convenceu várias tribos e assentamentos que parassem com os tributos aos cazares e que passassem a pagar a ele. Quando seu reinado terminou, Olegue havia expandido amplamente o controle que Rus tinha da região e acumulado riquezas para Kiev.

Foi predito que Olegue seria morto por um belo cavalo que ele possuía, mas que ele nunca ousou montar por causa da profecia.

Ele era conhecido como Olegue, o Profeta (que na verdade se traduz como Olegue, o Sacerdote) devido a uma profecia sobre sua morte. Foi predito que Olegue seria morto por um belo cavalo que ele possuía, mas que ele nunca ousou montar por causa da profecia. Ele ordenou que o cavalo fosse levado embora, mas que fosse sempre muito bem alimentado e cuidado. Depois de conquistar as regiões vizinhas e fazer tratados lucrativos (especialmente com Constantinopla), ele se sentiu confiante em seu reinado, zombou da profecia e perguntou a seus conselheiros o que havia acontecido com o cavalo que deveria matá-lo. Foi informado que o cavalo havia morrido e Olegue pediu para ser levado aos ossos do animal. Uma vez lá, ele zombou da profecia e pisou no crânio do cavalo – assustando uma serpente que picou o pé de Olegue e o matou.

Ele foi sucedido por Igor de Kiev (912-945), filho de Rurique, a quem Olegue havia criado. Igor casou com uma mulher varegue chamada Olga (mais tarde Santa Olga de Kiev, d. c. 969) algum tempo antes de chegar ao poder. Como seu pai adotivo, Igor se envolveu em campanhas militares bem-sucedidas e exigiu tributos dos conquistados. Com o tempo, no entanto, ele considerou que toda a riqueza que havia acumulado não era suficiente e impôs um tributo mais pesado ao povo. Por fim, Igor foi assassinado por sua ganância pela tribo conhecida como drevlianos. Seu filho, Esvetoslau I (r. 945-972), era jovem demais para assumir o trono e, assim, Olga serviu como sua regente entre 945-963.

A primeira ordem de Olga foi punir os drevlianos por matarem seu marido. Os drevlianos mandaram recado com a proposta de que ela se casasse com o príncipe Mai, Olga pareceu concordar e, por isso, pediu emissários; ela mandou embarcar os emissários, depois jogou o barco em uma vala e eles foram enterrados vivos. Ela então implorou aos homens mais sábios dos drevlianos que fossem ter uma conferência com ela, convidou os sábios que se banhassem após a viagem, e incendiou as casas de banho, matando a todos. Ela, então, pediu aos drevlianos que preparassem um banquete fúnebre para homenagear Igor, esperou até que todos ficassem bêbados e ordenou aos seus soldados assassinarem a todos.

Princess Olga's Revenge on the Drevlians
Vingança da Princesa Olga aos drevlianos
Unknown Artist (Public Domain)

Os drevlianos sobreviventes se refugiaram na cidade de Korosten (historicamente também chamada de Iskorosten), onde Igor havia sido morto. Olga sitiou a cidade. Quando não tinha mais condições de manter o sítio, Olga disse que imporia os mais leves termos de rendição à cidade: pediu apenas três pombos e três pardais de cada casa. Estes foram dados rapidamente, e ela ordenou aos seus soldados que prendessem um pedaço de enxofre quente por um fio nos pássaros e depois os soltassem para retornar aos seus ninhos na cidade. Esses ninhos nos beirais das casas, galinheiros e outros lugares pegaram fogo simultaneamente e Iskorosten foi consumida pelas chamas. Olga matou ou vendeu como escravos a maior dos sobreviventes, mas poupou outros para que pudessem continuar a pagar tributos.

A s histórias da vingança de Olga estão entre as seções mais míticas da Crônicas de Nestor, mas acredita-se que apontam para eventos históricos reais na erradicação dos drevlianos. Essas histórias foram posteriormente desmentidas pela Igreja que fez de Olga uma santa por seu dedicado trabalho missionário cristão na região; embora Rússia de Kiev permanecesse predominantemente pagã durante os reinados de seu filho e seu sucessor. Não seria Olga, mas Vladimir, o Grande (r. 980-1015) que converteria a região ao cristianismo.

Vladimir I de Kiev, o Grande, & Jaroslau I, o Sábio

Olga abdicou em favor de Esvetoslau I, c. 963, e se retirou para Kiev para passar o resto de sua vida em tarefas domésticas. Esvetoslau I rapidamente iniciou uma série de campanhas militares ainda maiores do que as de Olegue e Igor para expandir seu território e controlar as rotas comerciais. Ele conquistou primeiro a Cazária, que há muito era uma potência rival, e depois os búlgaros do Volga, os alanos e os búlgaros do Danúbio, até mais do que triplicar seu reino em tamanho.

Ele foi assassinado retornando a Kiev de uma dessas campanhas, e seus filhos Yaropolk I (r. 972-980), Olegue e Vladimir lutaram pela coroa. Olegue foi morto e, quando Yaropolk I assumiu o poder, Vladimir fugiu para a Noruega para a corte de seu parente Haakon Sigurdsson (r. c. 972-995). Na Noruega, ele reuniu uma força de varegues e esperou o tempo necessário até que se sentisse pronto para retornar e retomar o reino. Ele derrotou os exércitos de Yaropolk I e matou seu irmão em uma emboscada.

Vladimir seguiu o exemplo de seu pai e embarcou em várias campanhas militares para expandir o reino ou proteger certas áreas. Ao longo dessas marchas e batalhas ele mandou erigir santuários pagãos para honrar divindades locais ou nacionais. Por volta dessa época (c. 987), Basílio II do Império Bizantino (r. 976-1025) pediu ajuda militar a Vladimir para defender seu trono de dois desafiantes (um dos quais, Bardas Focas, já havia se declarado imperador). Vladimir concordou com o apoio militar, mas pediu, ou foi oferecida, a irmã de Basílio II, Ana, em casamento. O casamento foi aprovado com a condição de que Vladimir se convertesse ao cristianismo.

The Varangian Guard
A Guarda Varengue
Unknown Artist (Public Domain)

Este pacto resultou na cristianização de Rússia de Kiev e no estabelecimento da Guarda Varegue no Império Bizantino. Vladimir enviou 6.000 varegues a Basílio II em Constantinopla, por volta de 988, e estes se tornariam os guarda-costas de elite dos imperadores bizantinos e um formidável corpo de tropas de choque daquela época até o início do século XIV.

Outra versão da conversão de Vladimir afirma que ele havia perdido a fé em seus deuses pagãos e enviado emissários a diferentes nações para conversar com o clero sobre suas crenças e práticas religiosas. Depois de pesquisar o cristianismo, o islamismo e o judaísmo, ele selecionou o cristianismo ortodoxo oriental por causa da beleza das igrejas de Constantinopla e de não haver proibição de álcool ou comer carne de porco. Esta história foi criada (em algum ponto do século 11) provavelmente para distanciar a conversão de Vladimir de um simples contrato de casamento e enfatizar sua independência de influências estrangeiras. Quaisquer que sejam as circunstâncias de sua conversão, teve efeitos de longo alcance, como observa o pesquisador Robert Ferguson:

A escolha do eslavo e não do nórdico antigo como língua da Igreja Ortodoxa Rus tornou o processo de assimilação irreversível. Também abriu a sociedade rus à influência profunda e duradoura da cultura bizantina (p. 131).

Embora ele possa ter inicialmente concordado em se converter apenas para formar uma aliança, Vladimir rapidamente abraçou os melhores valores do cristianismo. Ele deu provisões para os pobres de seu reino e se colocou pessoalmente disponível para ajudar qualquer pessoa, não importando sua condição social. Ele fundou escolas para incentivar a alfabetização e melhorou a vida de seu povo em todos os aspectos. O comércio floresceu e a economia cresceu sob Vladimir, que também fundou cidades e construiu inúmeras igrejas.

Vladimir foi sucedido por Sviatopolk I (r. 1015-1019), conhecido como “o Maldito” por assassinar três dos filhos de Vladimir (incluindo Boris e Gleb, que mais tarde foram feitos santos) depois de chegar ao poder. Talvez Sviatopolk I fosse o filho mais velho de Vladimir, mas isso não é confirmado. Seu reinado foi indistinto e ele foi deposto por outro dos filhos de Vladimir, Jaroslau I (c. 1019-1054), conhecido como Yaroslav, o Sábio.

Vladimir I Converting to Christianity
Vladimir I em sua Conversão ao Cristianismo
Viktor Mikhailovich Vasnetsov (Public Domain)

Jaroslau I foi o último grande monarca da Rússia de Kiev. Casou-se com Ingegerd Olofsdotter (c. 1001-1050), filha de Olof Skotkonung (r. c. 995-1022), rei da Suécia, e mais tarde forjou alianças importantes através dos casamentos de seus filhos com herdeiros de outras nações. Ele também reformou as leis, negociou importantes tratados com Constantinopla e protegeu suas fronteiras contra invasões dos pechenegues nômades da Turquia. Seguindo a tradição dos reis guerreiros de Rus, ele liderou várias campanhas militares bem-sucedidas e elevou a Rússia de Kiev ao seu auge cultural e econômico. Por volta de 1037, ele começou a construção da Catedral de Santa Sofia em Novogárdia, que permanece como uma das igrejas medievais mais impressionantes do mundo; sua opulência é evidência da grandeza do reinado de Jaroslau I.

Após a morte de Jaroslau I, Rússia de Kiev se fragmentou, seja pela luta de seus filhos pelo poder, seja pelas revoltas em cidades e principados. Os monarcas seguintes não foram fortes o suficiente para manter a união do reino e o desenvolvimento das entidades políticas separadas e menores. As Cruzadas do Norte, especialmente as do século 12, levaram a região báltica do reino ao colapso, e a Quarta Cruzada (1202-1204) arruinou o comércio através do saque de Constantinopla, eliminando o acesso às rotas tradicionais para a Grécia. Na época da invasão mongol de 1237-1242, Rússia de Kiev não era mais sequer remotamente uma federação unida, e os estados separados foram facilmente conquistados.

Rússia de Kiev em Vikings & Legado

Rússia de Kiev foi destaque na 6ª temporada da popular série de TV Vikings, em 2019, com foco no personagem recorrente de Olegue, o Profeta (interpretado pelo ator russo Danila Kozlovsky). Vikings frequentemente resumia ou combinava eventos históricos com alguma licença poética, e a representação, na série, de Olegue e vários eventos da região tiveram o mesmo destino. A inclusão de Rússia de Kiev foi um desenvolvimento importante em uma série que destacou consistentemente o impacto que as invasões e a migração viking tiveram em outras culturas.

Embora os chamados historiadores antinormanistas continuem a sustentar que a influência nórdica nas regiões eslavas foi insignificante, evidências físicas e literárias argumentam o contrário. Os varegues rus que se fixaram em Velha Ladoga, Novogárdia e Kiev estabeleceram uma das culturas mais ricas e estáveis da época. O desenvolvimento de uma identidade nacional com uma fé religiosa comum sob monarcas ruríquidas como Vladimir I, o Grande, e Jaroslau I lançou as bases para os países que mais tarde surgiriam na região.

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Sobre o tradutor

Jonas Tenfen
Jonas é professor de ensino médio no Brasil. Ele dedica sua vida profissional à gramática e à literatura, e ele também trabalha como tradutor e redator.

Sobre o autor

Joshua J. Mark
Escritor freelancer e ex-professor de Filosofia no Marist College, em Nova York. Joshua J. Mark viveu na Grécia e na Alemanha, viajou pelo Egito. Lecionou História, Redação, Literatura e Filosofia em várias universidades.

Citar este trabalho

Estilo APA

Mark, J. J. (2018, Dezembro 03). Rússia de Kiev [Kievan Rus]. (J. Tenfen, Tradutora). World History Encyclopedia. Recuperado de https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16603/russia-de-kiev/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Rússia de Kiev." Traduzido por Jonas Tenfen. World History Encyclopedia. Última modificação Dezembro 03, 2018. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16603/russia-de-kiev/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Rússia de Kiev." Traduzido por Jonas Tenfen. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 03 Dez 2018. Web. 14 Ago 2022.