O Ano dos Quatro Imperadores (69 d.C.) foi um breve período de convulsão política e guerra civil no Império Romano. Após a morte do Imperador Nero, quatro homens – Galba, Otão, Vitélio e Vespasiano – foram reconhecidos como imperadores em rápida sucessão durante um único ano, três deles encontrando fins brutais e violentos. Foi a primeira guerra civil que o império vivenciou desde os últimos dias da República Romana, abalando os alicerces da Pax Romana.
Contexto
No meio de uma noite quente de junho de 68 d.C., o Imperador Nero acordou sobressaltado e percebeu que havia sido abandonado. Com exceção de alguns poucos criados, o seu palácio estava completamente deserto; guardas, servos e conselheiros haviam fugido durante a noite. Nero se levantou e, após cogitar brevemente o suicídio, decidiu fugir. Disfarçado com uma capa, ele e quatro de seus criados mais próximos – incluindo Esporo, o escravo que ele havia castrado e com quem havia se casado recentemente – fugiram para uma vila a 6,4 km (4 milhas) de Roma. Ali, Nero ordenou que seus homens cavassem uma sepultura para ele enquanto caminhava de um lado para o outro, murmurando para si mesmo: "Que artista morre comigo!" Pouco tempo depois, recebeu uma carta informando-o de que o Senado Romano o havia declarado inimigo público. Agora, ele havia sido abandonado pela própria Roma. Estava completamente sozinho.
O problema começou alguns meses antes, quando Caio Júlio Víndex (Gaius Iulius Vindex), governador da Gália Lugdunense (região central da Gália, correspondendo a França atual), ergueu suas bandeiras em revolta. Como muitos outros na elite romana, Víndex passou a desprezar Nero, cuja egomania, vaidade e crueldade ameaçavam minar os próprios alicerces do império. Mas, mesmo ao declarar sua rebelião, Víndex sabia que não poderia enfrentar o poder do império sozinho. Enviou cartas a seus colegas governadores pedindo ajuda.
O único homem a demonstrar apoio entusiasmado foi Sérvio Sulpício Galba (Servius Sulpicius Galba), governador da Hispânia Tarraconense (a maior província romana, atual Espanha). Como Víndex não queria o trono para si, ofereceu a Galba a figura central da rebelião. Embora fosse homem idoso sem laços familiares com a dinastia imperial Júlio-Claudiana, Galba era muito respeitado e vinha de família distinta, o que o tornava o melhor candidato disponível. Em meados de abril de 68 d.C., Galba foi proclamado imperador pelos seus soldados.
Galba passou as semanas seguintes preparando-se para a guerra. Ele recrutou provincianos das classes mais baixas para seu exército e emitiu decretos convocando todas as comunidades de sua província a ajudar a insurreição. Ele atraiu vários romanos proeminentes para o seu estandarte, homens que acreditavam que ele era a melhor alternativa ao tirano Nero. Um deles era Marco Sálvio Otão (Marcus Salvius Otho), que havia sido amigo de Nero até que o imperador lhe roubou a esposa e o exilou numa das províncias mais remotas do império. Ao ver sua lista de apoiadores crescer, Galba deve ter se sentido confiante.
Mas, então, ele recebeu notícias terríveis: Vindex havia cometido suicídio após ser derrotado em batalha pelas forças leais a Nero. Por um tempo, Galba se desesperou, achando que tudo estava perdido. No entanto, não demorou muito para que a roda da fortuna girasse novamente. Poucas semanas depois, chegou a noite em que Nero se viu abandonado, tachado de inimigo público. Sem alternativa, ele pediu a um de seus assistentes que o ajudasse a cravar uma adaga em sua garganta. O Senado não perdeu tempo em reconhecer Galba como imperador. Sua aposta, ao que parecia, havia dado certo.
Galba
Em janeiro de 69 d.C., Galba estava no trono havia pouco mais de meio ano. Mas sua reputação de crueldade e ganância, cultivada inicialmente na Hispânia, já era amplamente conhecida, e ele já era quase tão impopular quanto seu antecessor. Ele havia demonstrado sinais de malícia pela primeira vez durante sua entrada em Roma, quando massacrou milhares de soldados de Nero perto da Ponte Mílvia. Em seguida, ele se recusou a pagar qualquer soldado ou membro da Guarda Pretoriana que tivesse lutado contra Vindex ou que não tivesse jurado lealdade a ele a tempo.
Confiscou propriedades de cidadãos romanos e demitiu sua guarda pessoal germânica. Mas a sua pior ofensa, aos olhos de muitos romanos, foi ter confiado no conselho de três homens de reputação duvidosa que o acompanharam da Hispânia: Tito Vínio, Cornélio Laco e um liberto chamado Icelo. Segundo o historiador Tácito, Vínio era considerado "o mais vil dos homens", enquanto Laco era "o mais preguiçoso" (1.6).
Em 1.º de janeiro de 69 d.C., as legiões da Germânia Superior se recusaram a jurar lealdade a Galba, derrubando suas estátuas e exigindo que o Senado escolhesse novo imperador. Poucos dias depois, as legiões da Germânia Inferior seguiram o exemplo e proclamaram seu próprio general, Aulo Vitélio (Aulus Vitellius Germanicus Augustus), como imperador. Galba ficou perturbado com essa revolta e sabia que a melhor maneira de consolidar o poder e conter futuros distúrbios era escolher um herdeiro, já que ele era velho e não tinha filhos.
A escolha recaiu sobre Otão, que estivera com ele desde o início da rebelião, ainda era jovem e popular, e provinha de família ilustre. Mas Galba sabia que Otão fora amigo íntimo de Nero e compartilhava muitas das mesmas características de personalidade. Não querendo arriscar desagradar o povo adotando um segundo Nero, Galba escolheu Pisão Liciniano (Lucius Calpurnius Piso Licinianus) como seu herdeiro. Pisão era amplamente considerado um homem bom e nobre e parecia ser uma escolha sábia. Tácito escreve que "havia austeridade do velho mundo em seu rosto e porte, e críticos justos falavam de sua moralidade rigorosa" (1.14).
Otão não lidava bem com a rejeição. Ele sentia que havia sido desprezado, que havia arriscado muito ao se juntar à rebelião de Galba e que merecia ser recompensado. Ele decidiu tomar o que era seu e, juntamente com soldados descontentes e pretorianos, começou a conspirar para usurpar o trono. Em 15 de janeiro, Galba estava fazendo sacrifícios no Templo de Apolo com Otão ao seu lado. De repente, um liberto se aproximou e sussurrou para Otão: "Os arquitetos estão esperando" – o sinal de que os soldados estavam prontos para iniciar o golpe.
Otão se desculpou e foi para o Fórum Romano, onde foi saudado pelos soldados e proclamado imperador antes de ser colocado numa liteira e levado para o acampamento pretoriano. Rapidamente se espalhou a notícia de que um golpe estava em andamento, e o pânico tomou conta da cidade. Quando Galba soube da notícia, foi ao palácio e vestiu uma couraça de linho, embora tenha murmurado que seria pouca proteção contra tantas espadas. Finalmente, ele foi informado de que Otão havia sido morto. Acreditando que a crise havia terminado, Galba apareceu no Fórum. Um de seus últimos atos foi repreender o soldado que alegava ter matado Otão, perguntando-lhe com base com que autoridade ele havia feito isso.
Mas Otão não estava morto – tudo aquilo fora apenas estratagema para atrair o imperador. Galba e Pisão estavam sendo carregados pelas ruas em liteiras quando foram abordados por um grupo de pretorianos com as espadas desembainhadas. No caos que se seguiu, Galba foi sumariamente atirado de sua cadeira por seus servos em fuga. Ele foi defendido por um pretoriano solitário, Semprônio Denso, que conteve seus traidores companheiros de armas por um tempo.
De acordo com o historiador Plutarco, Semprônio nunca havia recebido qualquer favor de Galba, mesmo assim defendeu o imperador, oferecendo " defesa por um longo tempo, até que finalmente foi cortado abaixo dos joelhos e derrubado no chão" (Plutarco, Vida de Galba). Os assassinos então convergiram para Galba, que se levantou, expôs a garganta e os desafiou a "atacar, se isso servir às necessidades do país" (Tácito, 1.41). Eles o fizeram, esfaqueando-o até que seu corpo mutilado e decapitado ficasse irreconhecível. Em seguida, os pretorianos rastrearam Piso, que havia fugido para o Templo de Vesta durante a última resistência de Semprônio. Eles o arrastaram até os degraus sagrados do templo, onde o despedaçaram.
Otão
Otão soube que o feito estava consumado quando lhe apresentaram a cabeça de Piso. Ele a segurou em suas mãos, contemplando-a por longo tempo com "olhos insaciáveis" (Tácito, 1.44). O novo imperador terminou o trabalho eliminando os odiados conselheiros de Galba – Vinius havia sido morto durante o golpe inicial, Laco foi exilado e posteriormente assassinado, enquanto Icelo foi executado publicamente. Depois que o Senado reconheceu Otão como imperador, muitos temiam que seu regime se assemelhasse ao de Nero.
De fato, alguns dos primeiros decretos de Otão foram recolocar os bustos e estátuas de Nero, reintegrar os funcionários da casa de Nero e dedicar 50.000 sestércios à conclusão do projeto vaidoso de Nero, a Domus Aurea (Casa Dourada). Ele foi até mesmo aclamado pelas massas como 'Nero Otão'. No entanto, Otão tranquilizou alguns de seus detratores mostrando clemência a seus oponentes e prometendo ao Senado que seria guiado em seu governo pela "mais ampla disseminação possível da opinião pública" (Suetônio, Otão, 7).
Mas, embora Otão tenha conseguido encantar e conquistar alguns de seus inimigos em Roma, ele ainda teve que lidar com Vitélio e as legiões germânicas amotinadas. Vitélio tinha cerca de 70.000 soldados sob seu comando, incluindo legionários romanos e tropas auxiliares batavas, uma força bastante formidável. A vanguarda do exército de Vitélio já havia cruzado os Alpes e avançado para o norte da Itália. Otão temia a possibilidade de uma guerra civil. De fato, ele estremecia sempre que alguém mencionava o destino de Marco Júnio Bruto (Marcus Junius Brutus) e Caio Cássio Longino (Gaius Cassius Longinus), os homens que assassinaram Júlio César antes de pagarem com suas vidas na Batalha de Filipos, em 42 a.C.
Inicialmente, Otão tentou negociar com Vitélio, oferecendo-lhe uma escolha de vilas luxuosas se ele apenas se rendesse. Mas quando as negociações falharam, Otão soube que não tinha outra escolha a não ser lutar. Ele deixou Roma em 14 de março à frente de um exército composto por legionários romanos, pretorianos e até mesmo uma força de gladiadores. Muitas de suas tropas eram veteranas da recente guerra na Britânia romana contra a rainha icena Boudica.
No início de abril, Otão venceu três escaramuças menores contra os homens de Vitélio. Embora isso tenha aumentado sua confiança, ele sabia que o confronto decisivo ainda estava por vir. Em 14 de abril, os dois exércitos se enfrentaram na Primeira Batalha de Bedríaco, perto de Cremona, no norte da Itália. A luta foi sangrenta e caótica, durando o dia todo. Como Tácito descreve:
Eles lutavam ora à distância, ora em combate corpo a corpo, e atacavam às vezes em destacamento, às vezes em coluna. Na estrada elevada, lutavam corpo a corpo, usando o peso de seus corpos e seus escudos. Abandonaram o lançamento de dardos e cortavam capacetes e couraças com espadas e machados. Cada homem conhecia seu inimigo; eles estavam à vista das outras tropas e lutavam como se todo o resultado da guerra dependesse deles.
(2.42)
No final, o centro da linha de Otão se rompeu e seus homens fugiram em pânico. Segundo Cássio Dio, cerca de 40.000 homens foram mortos ou feridos naquele dia. Otão não estivera presente na batalha, mas permanecera no acampamento, aguardando ansiosamente o resultado. Ao saber de sua derrota, percebeu que era inútil continuar lutando e resolveu morrer. Tomou essa decisão em parte por preocupação com seus soldados, comentando: "Não arriscarei mais a vida de homens tão merecedores" (Suetônio, Otão, 10). Passou a noite organizando seus assuntos e tratando de questões de Estado. Então, na madrugada de 16 de abril de 69 d.C., pôs fim à própria vida, cravando uma adaga no peito com um único golpe. Seu reinado durou apenas 95 dias.
Vitélio
Após sua vitória em Bedríaco, Vitélio seguiu para Roma, onde foi proclamado imperador pelo Senado. Entrou na cidade "ao som de grande toque de trombetas e com estandartes e bandeiras ao seu redor, vestindo o manto de general e com uma espada na cintura" (Suetônio, Vitélio, 11). Homem extravagante e glutão, o breve reinado de Vitélio foi marcado por excessos e desperdícios. Segundo Suetônio, ele chegava a oferecer até quatro banquetes por dia e frequentemente servia aos seus convidados um prato tão grande que ficou conhecido como o "Escudo de Minerva". O prato incluía iguarias como fígado de peixe-papagaio, cérebro de pavão, línguas de flamingo e entranhas de lampreias provenientes da Pártia e da Espanha.
Ele rapidamente esgotou o tesouro imperial com extravagantes jogos de gladiadores e dispendiosos desfiles triunfais. Além disso, era um homem cruel que "se deliciava em torturar ou matar pessoas, sem levar em conta quem elas fossem ou qual fosse a justificativa" (Suetônio, Vitélio, 14). Ele não apenas executava oponentes políticos, mas também agiotas a quem devia dinheiro. Há relatos de que ele também executava pessoas que falavam mal de sua equipe favorita de corrida de bigas, os Azuis, considerando tais comentários como críticas implícitas ao seu próprio regime.
Mas enquanto Vitélio se consolidava em Roma, nova ameaça surgia no Oriente. Em 1.º de julho, as legiões romanas em Alexandria, no Egito, proclamaram Tito Flávio Vespasiano (Titus Flavius Vespasianus) imperador. Homem de origem humilde, Vespasiano ascendeu na hierarquia política romana e alcançou renome como comandante militar. Passou os últimos dois anos reprimindo a Grande Revolta Judaica de 66 d.C., na Judeia, e estava prestes a sitiar Jerusalém quando soube da morte de Nero. Imediatamente, suspendeu as operações militares para aguardar instruções do novo governo e enviou seu filho, Tito, para parabenizar o imperador Galba.
Contudo, Tito mal havia chegado a Corinto quando soube do assassinato de Galba. Retornou ao pai com a notícia e, após breve conselho, Vespasiano decidiu tentar o trono. Ele passou os meses seguintes preparando seus soldados e conquistando o apoio de aliados poderosos, como Caio Licínio Muciano (Gaius Licinius Mucianus), governador da Síria, e Tibério Júlio Alexandre (Tiberius Julius Alexander), prefeito do Egito. Foram as tropas de Alexandre que primeiro declararam apoio a Vespasiano.
Em vez de ir diretamente para Roma, Vespasiano foi primeiro para Alexandria. O Egito era amplamente considerado o celeiro da Itália, e Vespasiano esperava que, ao interromper o fluxo de cereais para Roma, ele pudesse pressionar o Senado a nomeá-lo imperador sem derramamento de sangue desnecessário. Mas ele logo ficou impaciente e ordenou que Muciano fosse para a Itália com três legiões para enfrentar as forças de Vitélio em batalha. Muciano, no entanto, nem sequer havia pisado em solo italiano quando as legiões do Danúbio, pressentindo oportunidade de pilhagem e glória, amotinaram-se e declararam sua lealdade a Vespasiano.
Sob o comando do general rebelde Marco Antônio Primo (Marcus Antonius Primus), as legiões danubianas invadiram a Itália. Em 24 de outubro, os soldados amotinados de Primo entraram em confronto com as legiões de Vitélio, na Segunda Batalha de Bedríaco, perto do local exato onde Otão havia encontrado seu fim seis meses antes. Desta vez, foram as tropas de Vitélio que se desorganizaram e fugiram. Os homens de Primo celebraram a vitória incendiando e saqueando Cremona durante quatro dias. Muitos dos habitantes foram assassinados ou violados. Pela primeira vez desde a queda da República, soldados romanos mataram cidadãos romanos.
Após a batalha, Roma estava em pânico. À medida que se espalhava a notícia de que Primo e as legiões danubianas estavam se aproximando rapidamente da cidade, Vitélio tentou desesperadamente manter a lealdade de seus soldados, com presentes e subornos. Foi nesse momento que o irmão de Vespasiano, o pretor urbano Tito Flávio Sabino (Titus Flavius Sabinus, o Jovem), tentou negociar a paz. Ele abordou o imperador e o instou a abdicar em favor de Vespasiano, ato que poderia salvar a cidade e, de fato, sua própria vida.
Embora Vitélio parecesse receptivo à ideia, seus soldados não estavam. Indignados, eles atacaram Sabino, forçando-o a buscar refúgio no Monte Capitolino com seus filhos. A luta se intensificou na colina e, em meio ao caos, o Templo de Júpiter Capitolino, o Melhor e o Maior, foi incendiado, um mau presságio para o futuro de Roma. Por fim, os soldados vingativos de Vitélio capturaram Sabino, assassinando-o brutalmente.
Vespasiano Triunfante
Os ventos frios de dezembro apertavam Roma como um torno, enquanto as legiões do Danúbio se aproximavam sorrateiramente. Cada vez mais desesperado, Vitélio enviou emissários para negociar com os rebeldes, cada um acompanhado por uma Virgem Vestal. Mas foi em vão. Em 20 de dezembro, Vitélio foi informado de que o inimigo estava às portas de Roma. Ele se disfarçou e se preparou para fugir, mas quando alguns soldados do Danúbio invadiram o palácio antes que ele estivesse pronto, ele se escondeu no seu quarto e barricou a porta com uma cama e um colchão.
Isso não representou obstáculo algum, e depois que os rebeldes invadiram, arrastaram o imperador para fora de seu quarto. Amarraram suas mãos atrás das costas, colocaram um laço em volta de seu pescoço e o despiram de grande parte de suas roupas. Em seguida, desfilaram com o imperador seminu no Fórum enquanto o povo lançavam insultos e obscenidades contra ele. Finalmente, como relata Suetônio, Vitélio foi "torturado até a morte, tendo sua carne delicada e metodicamente cortada de seu corpo nas Escadas Gemonianas (Scalae Gemoniae), de onde seu cadáver foi então arrastado num gancho até o Tibre" (Vitélio, 17).
Em 21 de dezembro, o Senado proclamou Vespasiano imperador – o quarto e último homem a ocupar esse cargo no turbulento ano de 69 d.C. Muciano entrou em Roma logo depois e restaurou a ordem, banindo o imprevisível Primo da cidade, bem como seus legionários amotinados. Ele governou em nome de Vespasiano pelos meses seguintes, até outubro de 70 d.C., quando o próprio imperador chegou, recebido pelo Senado com grande pompa. Ele governaria pela década seguinte e estabeleceria uma nova casa real, a Dinastia Flaviana. Era uma nova era, pois nem Vespasiano nem nenhum de seus três antecessores tinham qualquer direito de sangue ao trono. Daí em diante, não seriam necessariamente os laços sanguíneos que fariam um imperador romano, mas sim as espadas.

