O período dos " Imperadores de Quartel de Roma" coincide com a Crise do Terceiro Século (235–284 d.C.), uma das fases mais turbulentas da história romana. Iniciando-se com o assassinato de Alexandre Severo (reiou 222–235), a autoridade imperial dependeu cada vez mais do apoio do exército, uma vez que os comandantes militares eram proclamados imperadores pelas suas tropas, muitas vezes sem legitimidade dinástica ou aprovação senatorial. Isto resultou numa rotatividade rápida, com numerosos reinados efémeros que refletiam um sistema político fragmentado, no qual o controlo do exército se sobrepunha à continuidade institucional. O império enfrentou pressões simultâneas, incluindo revoltas internas, estados regionais secessionistas e ameaças crescentes ao longo das suas fronteiras.
Vários imperadores, como Décio (reinou 249–251), Valeriano (reinou 253–260) e Galieno (reinou 253–268), tentaram estabilizar a situação, mas os seus esforços foram limitados por guerras persistentes e tensões económicas. Desafios externos por parte do Império Sassânida e de vários grupos trans-renanos e danubianos agravaram a instabilidade interna. A crise diminuiu gradualmente com a ascensão de Diocleciano (reinou 284–305), cujas reformas reorganizaram a administração, fortaleceram o comando militar e introduziram novas estruturas de governação que restauraram um grau de estabilidade.

