A Alemanha iniciou a Primeira Guerra Mundial (1914-18) acreditando que as suas forças armadas poderiam obter uma vitória rápida e decisiva sobre a França e, em seguida, sobre a Rússia. A realidade acabou por ser muito mais complicada, à medida que mais países se envolveram numa guerra global que durou cinco anos. Um título alternativo para este artigo poderia ser, naturalmente: Como os Aliados Venceram a Guerra. Sem dúvida, os Aliados lutaram com coragem e determinação para derrotar a Alemanha, mas também é verdade que a Alemanha foi, muitas vezes, a sua pior inimiga. No final, a justiça foi feita e as nações agressoras perderam um conflito global que causou cerca de 16 milhões de mortes e um número ainda maior de feridos.
As razões pelas quais a Alemanha perdeu a Primeira Guerra Mundial incluem:
- Os aliados da Alemanha eram muito mais fracos militarmente do que os do lado oposto.
- O Plano Schlieffen da Alemanha para uma vitória rápida em 1914 continha falhas graves e foi pessimamente executado.
- A Alemanha foi obrigada a lutar em duas frentes durante quatro anos: a leste e a oeste.
- Os Aliados foram capazes de absorver, resistir e repelir a invasão alemã.
- A Alemanha nunca estabeleceu uma economia de guerra total.
- O bloqueio naval dos Aliados à Alemanha privou-a de recursos vitais, tais como o carvão.
- A campanha de submarinos alemães (U-boats) falhou em destruir uma quantidade suficiente de navios mercantes e militares dos Aliados, graças ao uso de minas, apoio aéreo e ferroviário.
- A Alemanha investiu em armas que não alcançaram nenhum objectivo estratégico, nomeadamente navios de guerra, dirigíveis Zeppelin e peças de artilharia gigantes.
- Os generais alemães nunca compreenderam o potencial dos tanques na guerra moderna.
- Os generais alemães no campo de batalha muitas vezes perseguiam objectivos que não faziam parte da estratégia geral de uma ofensiva.
- O exército alemão não dispunha de transporte ferroviário ou motorizado suficiente para abastecer as suas tropas na linha da frente durante o avanço.
- Ao contrário dos Aliados, o exército alemão não fazia a rotação das suas tropas nas frentes de combate, esgotando os homens e desgastando as divisões.
- A guerra submarina irrestrita da Alemanha ajudou os Estados Unidos a decidir entrar na guerra.
- Em 1918, houve um influxo maciço de material e soldados provenientes dos Estados Unidos.
- A Alemanha não teve resposta para o uso coordenado de armas combinadas (artilharia, infantaria, aviação e tanques) pelos Aliados
- Em 1918, a Alemanha já não conseguia competir com os Aliados em termos de dimensão dos seus exércitos no terreno ou da tecnologia do seu equipamento.
- Em meados de 1918, as tropas e a população civil da Alemanha, com o moral abalado, clamavam cada vez mais pela paz.
Os Aliados Fracos da Alemanha
O primeiro problema da Alemanha na tentativa de vencer uma guerra global era que tinha poucos aliados, e não eram muito fortes militarmente. No sistema de alianças pré-Primeira Guerra Mundial, a Tríplice Entente da Grã-Bretanha, França e Rússia enfrentava a Tríplice Aliança da Alemanha, Áustria-Hungria e Itália. A Tríplice Aliança era a mais fraca no papel, já que a Áustria-Hungria tinha apenas um exército antiquado e a Itália era um aliado totalmente não confiável, o que se confirmou quando a Itália mais tarde se juntou ao grupo da Tríplice Entente. A Alemanha foi acompanhada pelo Império Otomano e por estados como a Bulgária, mas nenhum deles tinha exércitos ou marinhas de primeira classe. Por fim, o império alemão era minúsculo em comparação com os da Grã-Bretanha e da França. As colónias como a África do Sudoeste Alemã e a Nova Guiné Alemã dificilmente estavam em posição de fornecer ajuda substancial em termos de homens e material no caso de uma guerra na Europa. A Alemanha teve que apoiar constantemente os seus aliados, pois "sem fornecer ajuda financeira e material substancial, sem enviar armas, munições e soldados aos seus aliados, as várias frentes não teriam resistido" (Winter, pág. 168). Uma vez que os aliados foram derrotados e o inimigo se pôde concentrar apenas na Alemanha, "era impossível para a Alemanha resistir por muito mais tempo" (idem).
Em contrapartida, quando chegou a hora decisiva, os aliados da França, Grã-Bretanha e Estados Unidos trabalharam em conjunto para formar uma parceria forte. Houve também uma ajuda substancial das colónias francesas (quase meio milhão de homens) e de partes do Império Britânico (particularmente Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Índia). Outros aliados importantes foram a Bélgica, a Itália, o Japão e, até 1917, a Rússia. Todos estes Estados tinham os seus próprios objectivos ao participar na guerra, mas uma razão comum era impedir que uma Alemanha hiperagressiva dominasse a Europa. Os aliados da Alemanha não tinham um propósito comum.
O exército dos Estados Unidos pode ter entrado na guerra apenas no seu último ano, mas o governo dos EUA ajudou os aliados financeira e materialmente durante todo o conflito. Os EUA emprestaram aos aliados 10 mil milhões de dólares até ao final da guerra. Armas, munições e alimentos foram enviados através do Atlântico, desafiando a ameaça dos submarinos alemães e dando aos Aliados os meios para igualar e depois superar a Alemanha no campo de batalha, no mar e no ar.
O fracasso do Plano Schlieffen
O Plano Schlieffen foi elaborado em 1905 e depois modificado. Essencialmente, o plano consistia em atacar e rapidamente tirar a França da guerra, talvez em seis semanas, para que a Alemanha se pudesse concentrar na Rússia, no leste. Até os generais alemães reconheceram que o plano era ambicioso e que o exército alemão provavelmente não era suficientemente grande para cumprir os seus objetivos. De facto, não só um dos flancos do ataque foi reduzido (prevenindo a possibilidade do exército francês mobilizar noutro local), como o percurso através da Bélgica, Luxemburgo e Holanda, foi estreitado apenas à Bélgica (país neutro), criando um estrangulamento em termos logísticos.
Quando o plano foi finalmente executado em agosto de 1914, os Aliados mostraram-se mais resistentes do que o esperado, começando pela defesa belga das suas fortalezas bem construídas. Apesar de terem sido repelidos em quase todos os lugares, os Aliados conseguiram finalmente contra-atacar o avanço da Alemanha na Primeira Batalha do Marne, em setembro. Ambos os lados entrincheiraram-se então numa frente estática e focada na defesa, que criaria um impasse que não seria quebrado até ao último ano da guerra. A Alemanha simplesmente não estava preparada para uma guerra longa.
O Plano Schlieffen teve outras consequências. A Alemanha iniciou a guerra mobilizando-se através da Bélgica e era claramente o agressor. As tropas aliadas passaram então a lutar para libertar o seu próprio território ou o dos seus aliados dos invasores alemães, uma situação que significava que o moral do lado dos Aliados permaneceu robusto durante todo o conflito. As tropas alemãs, por outro lado, lutavam pela expansão do Império Alemão, e não pela defesa da sua pátria.
O fracasso do Plano Schlieffen também revelou uma falha profunda no método de comando do exército alemão. Na longa tradição dos exércitos alemão e prussiano, o alto comando alemão permitia que os seus generais em campo decidissem por si mesmos se deveriam ou não aproveitar as oportunidades que surgissem. Esta abordagem significava que os exércitos alemães às vezes eram levados a avanços extravagantes para aproveitar pontos fracos do inimigo, o que só resultou na criação de saliências vulneráveis mantidas por tropas exaustas. Isto também significava que o objectivo estratégico geral mais importante de uma campanha não era alcançado. Foi exatamente isso que aconteceu com o Plano Schlieffen, quando o objectivo de tomar Paris foi deixado de lado para perseguir e destruir o exército francês em retirada, uma meta que nunca foi alcançada, mas que consequentemente expôs o flanco do exército alemão ao ataque inimigo. Repetidamente, em batalhas ao longo da guerra, os generais alemães desperdiçaram um bom começo e um objectivo operacional geral em prol da glória de curto prazo.
Finalmente, a execução do Plano Schlieffen tinha demonstrado que deslocar exércitos num mapa era uma questão; assegurar-lhes as munições, a comida e os reforços de que necessitavam para combater mês após mês era outra bem diferente. As tropas de vanguarda que executaram o Plano Schlieffen ficaram sem todos estes recursos após apenas algumas semanas. De facto, o seu próprio sucesso no avanço apenas significou que as suas linhas de abastecimento se estenderam até se tornarem cada vez mais ténues. A falha em enfrentar os desafios logísticos da guerra moderna seria o calcanhar de Aquiles do exército alemão durante toda a guerra.
Falhas no Armamento e na Logística
O armamento alemão fora superior nos primeiros anos da guerra, quando armas como a metralhadora MG08 provaram ser letais contra a infantaria em carga. Os alemães foram os inovadores dos lança-chamas e os primeiros a utilizar gás venenoso, mas estes acabaram por ser combatidos — os atiradores especiais (snipers) sabiam que deviam abater prioritariamente o homem que carregava um depósito de combustível às costas, e a distribuição de máscaras de gás ajudou a anular os piores efeitos das granadas de gás.
Outra inovação alemã que prometia muito, mas falhou em produzir resultados, foi o uso dos dirigíveis Zeppelin para bombardear as populações civis do inimigo. Paris, Londres e muitas outras cidades foram atingidas, mas a tecnologia limitada das bombas lançadas, o número reduzido de dirigíveis e a vulnerabilidade dos Zeppelins perante aviões de caça mais rápidos significaram que as incursões de bombardeamento de Zeppelins na Primeira Guerra Mundial foram, em última análise, mal-sucedidas no alcance de qualquer objectivo estratégico. Apesar de toda a propaganda emitida ao longo do conflito, os Zeppelins causaram poucos danos duradouros, tanto na infraestrutura do inimigo como no moral civil.
À medida que a guerra avançava, foram os Aliados que se revelaram os mestres da inovação militar. Em contrapartida, os generais alemães mais graduados não tinham percebido o potencial das armas modernas, como os tanques, nem as vantagens da utilização de todas as armas (artilharia, infantaria, tanques e apoio aéreo). Na verdade, os generais dos Aliados levaram imenso tempo a compreender a melhor forma de implementar os tanques, mas a sua utilização em massa na Batalha de Cambrai, em novembro-dezembro de 1917, provou o seu enorme valor. Para a Alemanha, a lição chegou tarde demais e, como observa o historiador militar J. Keegan, "a falha da Alemanha em acompanhar os Aliados no desenvolvimento dos tanques deve ser considerada um dos seus piores erros de cálculo militares da guerra" (pág. 410).
O exército alemão não conseguia reabastecer as suas tropas com mantimentos ou material, uma vez que não dispunha de meios de transporte suficientes. As linhas ferroviárias ficavam para trás à medida que o exército alemão avançava, e a dependência de cavalos provou ser uma verdadeira fraqueza. Em 1918, o exército alemão tinha apenas 23 000 camiões, em comparação com os 100 000 dos Aliados. Além disso, o bloqueio dos Aliados à Alemanha significava que os materiais eram escassos. Apesar desta fragilidade, a decisão de transformar a economia alemã numa economia de guerra total só foi tomada no verão de 1918.
A ideia alemã de tropas de assalto — usar os melhores homens com as armas mais modernas em pequenos grupos para causar estragos nas linhas inimigas e atrás delas — era excelente, mas a estratégia levava inerentemente a um alto número de baixas. A Alemanha desgastou progressivamente as suas melhores tropas desta forma. Além disso, não adoptou o método de rotação dos Aliados, em que os soldados não lutavam permanentemente nos pontos mais ferozes da frente, mas eram transferidos para áreas mais calmas, onde podiam recuperar um pouco, tanto física como mentalmente.
Perdendo a Guerra no Mar
Antes mesmo do início da guerra, a Alemanha tinha dois problemas. Um era construir um exército grande o suficiente para desafiar o da França, e o segundo era construir uma marinha grande o suficiente para desafiar a da Grã-Bretanha. Esta era realmente uma tarefa difícil. O drama da corrida ao armamento anglo-alemã cativou os editores de jornais durante a primeira década do século XX, mas era uma corrida que a Alemanha não podia vencer. A Grã-Bretanha, ainda o país mais rico do mundo em 1914, permanecia absolutamente determinada a manter-se à frente de qualquer corrida ao armamento, particularmente no que dizia respeito à Marinha Real (Royal Navy), a ligação marítima vital entre os muitos pontos distantes do império global britânico. Este império abrangia cerca de 400 milhões de pessoas em mais de 50 países. A Alemanha gastou somas avultadas em navios, mas continuava a ter apenas a segunda maior marinha do mundo. Em 1914, a Grã-Bretanha, que também tinha investido fortemente, possuía o dobro dos couraçados do tipo Dreadnought do que a Alemanha e um número superior de cruzadores de batalha.
Pior ainda do que ficar em segundo lugar na corrida ao armamento, os militaristas alemães perceberam que tinham investido no tipo errado de armamento. Os dias dos couraçados a dispararem uns contra os outros em alto-mar já tinham acabado. Houve apenas um grande confronto naval na Primeira Guerra Mundial, a Batalha da Jutlândia, em maio-junho de 1916. Ambos os lados reivindicaram uma espécie de vitória, mas o facto pertinente foi que, a partir daí, o poder da Marinha Real obrigou as frotas navais alemãs a permanecerem no porto e fora de perigo durante o resto da guerra. Como referiu uma edição da época do New York Times: "A Marinha alemã agrediu o seu carcereiro, mas continua na prisão" (Winter, pág. 335).
A Alemanha então mudou para a guerra submarina como a melhor maneira de prejudicar o inimigo, mas isso teve consequências talvez não consideradas pelo alto comando. Apesar dos sucessos iniciais, a longo prazo, a campanha dos submarinos contra os navios aliados tornou-se cada vez menos eficaz, pois o inimigo usava comboios armados, apoio aéreo e minas antissubmarinas para minimizar as perdas. O sistema de comboios foi talvez a contramedida mais eficaz. Dos 88.000 navios que cruzaram o Atlântico como parte de um comboio durante a guerra, apenas 436 foram atingidos por um torpedo. Isso permitiu que a construção da frota aliada superasse as perdas no mar e que suprimentos vitais chegassem à Europa. Apesar dos submarinos alemães terem afundado mais de 5.000 navios aliados durante o conflito, a Alemanha não conseguiu vencer a guerra apenas com submarinos, como se esperava no início do conflito.
A decisão da Alemanha de prosseguir com a guerra submarina irrestrita teve consequências diplomáticas importantes. Em maio de 1915, o caso do afundamento do transatlântico RMS Lusitania pelo U-20 foi um exemplo paradigmático: havia 128 cidadãos norte-americanos entre as 1198 vítimas civis, e nos Estados Unidos gerou-se uma onda de indignação contra a Alemanha. A partir de setembro de 1915, após o incidente, a marinha alemã chegou a impor restrições aos seus capitães de submarinos, mas retomou a guerra irrestrita novamente em fevereiro de 1917. Este facto, aliado à revelação do Telegrama Zimmermann, que propunha uma nova aliança mexicano-alemã, enfureceu de tal modo o governo dos Estados Unidos que este acabou por declarar guerra à Alemanha e mobilizar o seu poderio militar na Europa.
A Crise de 1918
A primavera de 1918 foi a última oportunidade da Alemanha para a vitória. A Rússia retirara-se da guerra após a Revolução Bolchevique de 1917, e a Alemanha pôde, assim, retirar tropas e material da Frente Oriental para reforçar significativamente a Frente Ocidental. Puderam então transferir 44 divisões para o oeste. Aqui, cada lado podia colocar em campo cerca de 4 milhões de homens, mas a cada semana que passava, dezenas de milhares de soldados americanos desembarcavam na Europa. A paridade de homens na Frente Ocidental não duraria muito. O comandante-chefe alemão, general Erich von Ludendorff (1865-1937), tinha que avançar agora ou nunca, e então lançou cinco grandes ofensivas, conhecidas colectivamente como Ofensiva Alemã da Primavera ou Ofensiva Ludendorff.
No final, Ludendorff desperdiçou 800.000 homens (mortos ou feridos) na Ofensiva da Primavera, que não alcançou nenhum ganho estratégico significativo. Apesar dos sucessos iniciais, o fracasso em garantir os centros ferroviários controlados pelos Aliados significava que o inimigo poderia continuar a reabastecer-se à vontade. A primeira acção envolvendo tropas americanas ocorreu em maio de 1918. Em agosto, os EUA tinham 1,4 milhão de soldados na França e enviam mais 250.000 homens por mês. Em contraste, não havia reservas para convocar da Alemanha, uma vez que o alistamento já tinha convocado todos os homens em idade de combate que não eram vitais para outras indústrias. A próxima geração de recrutas elegíveis não estaria disponível até novembro, e eles precisariam de vários meses para serem treinados. Ludendorff havia disparado seu último tiro e falhou.
O moral dos soldados alemães que permaneceram no campo de batalha, subalimentados e sobrecarregados, estava extremamente baixo, e havia um clima de revolta no ar. Os oficiais alemães já lutavam para impedir que os seus homens simplesmente largassem as armas e se banqueteassem com os suprimentos aliados que encontravam. Outro golpe para o moral alemão, além das rações escassas, foi a propagação da gripe espanhola. A pandemia de gripe de 1918 atingiu as linhas alemãs algumas semanas antes de atingir os Aliados e, em junho, retirou 500.000 soldados da linha de frente, afectando seriamente a capacidade de combate de 13 divisões. Na verdade, estes dois problemas estavam relacionados, já que a dieta mais pobre dos soldados alemães significava que sua resistência ao vírus era muito menor do que a dos soldados dos exércitos aliados.
Não era apenas em homens que a Alemanha estava em desvantagem numérica. Em 1918, as aeronaves aliadas superavam as aeronaves alemãs numa proporção de 5:1. As aeronaves eram usadas para identificar as posições da artilharia alemã e os pontos de defesa mais fortes. Os caças aliados garantiam que a força aérea alemã não pudesse prestar o mesmo serviço aos seus comandantes em terra. Havia uma disparidade ainda maior em termos de tanques. Os Aliados podiam colocar em campo 800 tanques em 1918, em comparação com os míseros dez da Alemanha.
Os Aliados lançaram o seu contra-ataque à Ofensiva da Primavera na Segunda Batalha do Marne, em julho de 1918, e depois avançaram naquilo que ficou conhecido como a Ofensiva dos 100 Dias. Foram alcançadas vitórias esmagadoras, como na Batalha de Amiens, em agosto. A Alemanha não tinha resposta para o número de soldados aliados ou para a sua utilização de armas combinadas.
No espaço de 100 dias, os Aliados fizeram 363 000 prisioneiros entre os soldados alemães (25% do exército no terreno) e capturaram 6400 peças de artilharia (50% de todas as bocas de fogo alemãs na Frente Ocidental). Estes números demonstram a eficácia da estratégia dos Aliados e o baixo moral dos soldados alemães.
(Winter, pág. 170)
À medida que a agitação social crescia para níveis sem precedentes no exército alemão, na Marinha Alemã e entre os civis na metrópole, a guerra chegou ao fim em 1918 com a assinatura do armistício pela Alemanha. O Kaiser Guilherme II (1859-1941) foi obrigado a abdicar. Sob os termos de paz ditados pelo Tratado de Versalhes, a Alemanha foi obrigada a aceitar a culpa pela guerra, a pagar reparações aos vencedores, a aceitar restrições nas suas forças armadas e a abdicar de certos territórios e de todas as suas colónias.
