Doze Mulheres Nativo-Americanas Famosas

Joshua J. Mark
por , traduzido por Pedro Lucas
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As mulheres nativo-americanas são tradicionalmente colocadas em alta estima entre as diversas nações do continente, seja um determinado povo matrilinear ou patrilinear. Tradicionalmente, as mulheres não eram apenas responsáveis por criar os filhos e cuidar da casa, mas também plantavam e colhiam as safras, construíam as casas e se envolviam no comércio, além de ter voz ativa no governo.

Portrait of Sacagawea
Retrato de Sacagawea Dsdugan (Public Domain)

A história das mulheres dos povos nativos da América do Norte atesta sua participação plena na comunidade, seja como anciãs e "mulheres da medicina", seja como agricultoras e comerciantes habilidosas e, em alguns casos, até mesmo como guerreiras. Embora a caça e a guerra fossem tradicionalmente papel dos homens, algumas mulheres tornaram-se famosas pela sua coragem e habilidade em batalha. Essas mulheres, assim como outras com foco artes e ciências, são frequentemente negligenciadas porque não se encaixam no paradigma do que foi aceito como história americana.

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Pocahontas e Sacagawea são geralmente as únicas mulheres nativas norte-americanas que os não nativos conhecem, mas mesmo suas narrativas foram obscurecidas por lendas e meias-verdades. Muitas outras mulheres nativo-americanas foram simplesmente ignoradas, e entre elas estão a maioria das listadas abaixo. Essas mulheres, e as nações das quais eram cidadãs, incluem:

  • Jigonhsasee – Iroquois
  • Pocahontas – Powhatan
  • Weetamoo – Wampanoag
  • Glory-of-the-Morning – Ho-Chunk/Winnebago
  • Sacagawea – Shoshone
  • Old-Lady-Grieves-the-Enemy – Pawnee
  • Pine Leaf/Woman Chief – Crow
  • Lozen – Apache
  • Buffalo Calf Road Woman – Cheyenne
  • Thocmentony/Sarah Winnemucca – Paiute
  • Susan La Flesche Picotte – Omaha
  • Molly Spotted Elk/Mary Alice Nelson – Penobscot

Há muitas outras que não aparecem aqui pois são mais conhecidas, como a ativista, musicista e escritora Yankton Dakota Zitkala-Sa (1876-1938) ou a guerreira Cheyenne Mochi ("Buffalo Calf", cerca de 1841-1881). Algumas figuras modernas também são omitidas, mas merecem menção, como a ativista Isabella Aiukli Cornell da nação Choctaw, que chamou a atenção nacional em 2018 com seu vestido de baile vermelho desenhado para chamar a atenção para as muitas mulheres indígenas desaparecidas e assassinadas em toda a América do Norte, e a poeta/ativista Suzan Shown Harjo da nação Muscogee/Cheyenne do Sul. Há muitas outras, como essas duas, que se dedicaram a conscientizar sobre os desafios enfrentados pelos nativo-americanos e continuam a mesma luta, de várias maneiras, como as mulheres do passado.

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Jigonhsasee (cerca de 1142 ou século XV)

Jigonhsasee ficou conhecida como a "Mãe das Nações" e estabeleceu a política de mulheres escolherem os chefes do conselho.

De acordo com a tradição iroquesa, Jigonhsasee (Jikonhsaseh, Jikonsase) foi fundamental para as origens da Confederação Haudenosaunee (Iroquesa), datada do século XII ou XV. Ela era uma iroquesa cuja casa ficava ao longo do principal caminho usado por guerreiros indo e voltando da batalha e tornou-se conhecida pela hospitalidade e sábios conselhos que lhes oferecia. O Grande Pacificador (Deganawida) escolheu-a para ajudá-lo a formar a Confederação Iroquesa, baseada no modelo de uma família vivendo junta em uma casa longa, e, junto com Hiawatha, essa visão se tornou realidade. Jigonhsasee ficou conhecida como a "Mãe das Nações" e estabeleceu a política de mulheres escolherem os chefes do conselho em prol da paz, ao invés da guerra. O movimento sufragista feminino americano do século XIX chamou atenção para a liberdade e os direitos das mulheres nativo-americanas, notadamente as da Confederação Iroquesa, ao pedir por esses mesmos direitos para si mesmas.

Pocahontas (cerca de 1596-1617)

Pocahontas é facilmente a mulher nativo-americana mais famosa, mas "Pocahontas" era na verdade o seu apelido de infância (que significava "brincalhona"), seu nome real era Amonute ("presente") e ela posteriormente adotou o nome Matoaka ("flor entre dois riachos"). Sua vida, como é comumente representada, é mais lenda do que verdade, como exemplificado em seu relacionamento com o Capitão John Smith (1580-1631), frequentemente representado como um homem romântico. Pocahontas tinha, no máximo, 12 anos quando conheceu Smith, que então tinha 27, e nada nas fontes primárias sugere qualquer relacionamento muito profundo. Também é improvável que ela tenha salvado a vida de Smith, como ele afirmou, e é mais provável que ela tenha participado de algum ritual simbólico que ele entendeu mal. Ela era filha de Wahunsenacah (cerca de 1547 a cerca de 1618), líder da Confederação Powhatan, e portanto tornou-se uma refém valiosa quando foi sequestrada e mantida na expectativa de um resgate pela colônia de Henricus perto de Jamestown. Ela eventualmente se converteria ao cristianismo e se casaria com o comerciante de tabaco John Rolfe (1585-1622), uma união que encerrou a primeira das Guerras Powhatan. Ela morreu, possivelmente de tuberculose, em 1617, ao retornar de uma viagem à Inglaterra com seu marido e filho, Thomas. Ela é lembrada, na tradição da nação Mattaponi-Pamunkey, como uma pacificadora que concordou em se casar com Rolfe para acabar com o conflito entre seu povo e os colonos ingleses.

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Statue of Pocahontas
Estátua de Pocahontas Matt Brown (CC BY)

Weetamoo (cerca de 1635-1676)

Weetamoo foi uma chefe da Nação Pocasset Wampanoag, esposa do Chefe Wamsutta (cerca de 1634-1662) da Confederação Wampanoag e cunhada de Metacomet (também conhecido como Rei Filipe, 1638-1676). Ela serviu como chefe de guerra na Guerra do Rei Filipe (1675-1678) e é mais conhecida pelo Ataque a Lancaster em 10 de fevereiro de 1676, durante o qual a colonista Mary Rowlandson (cerca de 1637-1711), famosa por seu posterior relato de cativeiro, foi feita prisioneira. Rowlandson a descreve como uma figura impressionante, com personalidade imponente que se vestia intencionalmente para transmitir sua posição como indivíduo de autoridade. A reputação de Weetamoo como uma líder destemida tornou-se lendária entre os colonos e, após sua morte por afogamento, seu cadáver foi decapitado, e a cabeça foi colocada como troféu fora do forte em Taunton, Massachusetts, embora eles não tivessem nada a ver com sua morte. Ela é lembrada pelo seu povo como uma lutadora pela liberdade e símbolo de resistência às políticas coloniais de roubo de terras e escravização dos povos indígenas.

19th-century Drawing of Weetamoo
Desenho do século XIX de Weetamoo John Frost (Public Domain)

Glory-of-the-Morning (cerca de 1710 a cerca de 1832)

Glory-of-the-Morning ("Haboguwiga") foi a única chefe mulher da nação Ho-Chunk/Winnebago e também a primeira mulher a aparecer na história de Wisconsin e uma das mais longevas em qualquer registro histórico. Ela se casou com o comandante militar francês Sabrevoir de Carrie algum tempo depois de cerca de 1730 e aliou seu povo aos franceses durante a Guerra Franco-Indígena. Após Carrie ser morto em batalha em 1760, Glory-of-the-Morning nunca se casou novamente e continuou a liderar seu povo, negociando uma trégua favorável com os britânicos depois que estes venceram a guerra. Diz-se que ela viveu mais de 100 anos e morreu de causas naturais após ser "chamada para casa" pelos Thunderbirds, as entidades sobrenaturais que governavam o seu clã, e seus filhos continuaram seu legado de manter uma nação unificada e defender os direitos dos povos indígenas.

Sacagawea (cerca de 1788 a cerca de 1812)

Sacagawea é frequentemente retratada apenas como a guia e intérprete da famosa Expedição de Lewis e Clark (1804-1806), quando na verdade ela foi essencial para o sucesso da missão. Sua presença no grupo totalmente masculino amenizou os temores dos povos indígenas que eles encontraram, porque um grupo de guerra não teria viajado com uma mulher, mas também importante, ela salvou os diários de Lewis e Clark quando o barco em que estavam virou no Rio Missouri, negociou por cavalos com os Shoshone e prestou cuidados médicos. Ela nasceu uma cidadã da nação Shoshone, mas foi sequestrada por volta dos 12 anos pelos Hidatsa e foi casada contra sua vontade com o explorador francês e comerciante de peles Toussaint Charbonneau quando tinha 13 anos. Charbonneau conseguiu ser contratado como guia por Lewis e Clark junto com sua esposa, e mesmo sem ter escolha no assunto, ela dedicou-se completamente ao objetivo da expedição. De acordo com a história original, ela morreu de uma doença desconhecida por volta dos 24 anos em 1812, mas a tradição oral sustenta que ela viveu mais tempo, retornando ao seu povo e morrendo em 1884.

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Old-Lady-Grieves-the-Enemy (século XIX)

Old-Lady-Grieves-the-Enemy era uma mulher Pawnee, não uma guerreira, que reuniu sua comunidade para defender a vila sagrada de Pahaku contra um ataque de grupos de assalto Ponca e Sioux. Pahaku (também conhecido como Pahuk, na atual Nebraska) era visto pelos Pawnee como o mais poderoso de cinco locais sagrados estabelecidos pelo Grande Mistério Ti-ra'wa ("Pai do Céu") onde os animais espirituais viviam. O local é famoso por aparecer na lenda Pawnee do Menino que foi Sacrificado, na qual um pai mata seu filho, e o menino é ressucitado pelos animais de Pahaku. Em algum momento não especificado, os Ponca e os Sioux atacaram Pahaku com tal força que os homens de uma vila próxima, que deveriam protegê-lo, fugiram e se esconderam. Old-Lady-Grieves-the-Enemy assumiu a responsabilidade de defender Pahaku, combatendo os grupos de ataque sozinha até que suas ações envergonharam os homens e fizeram eles juntarem-se a ela e expulsarem os grupos de guerra. Seja qual fosse seu nome antes deste evento, ela posteriormente ficou conhecida pelo nome pelo qual é famosa. Ela é celebrada entre os Pawnee como uma figura lendária que simboliza coragem e proteção.

Pine Leaf/Woman Chief (cerca de 1806-1858)

Pine Leaf (provavelmente a mesma pessoa que Woman Chief) foi uma guerreira Crow que se tornou famosa por sua coragem e habilidade em batalha. Ela nasceu membro da nação Gros Ventres, mas foi sequestrada por um grupo de ataque Crow quando tinha cerca de 10 anos. Criada pelos Crow como um deles, ela rejeitou os papéis femininos tradicionais e dedicou-se à caça e à guerra, encorajada por seu pai adotivo que havia perdido seus filhos. Suas vitórias sobre nações inimigas elevaram-na ao status de chefe, e ela foi referida por escritores euro-americanos como Woman Chief, mas o explorador e comerciante de peles James P. Beckwourth descreve-a usando o nome Pine Leaf, levando muitos estudiosos modernos à conclusão de que Pine Leaf também era conhecida como Woman Chief. Desdenhando do "trabalho feminino", ela casou-se com quatro mulheres que cuidavam da casa para ela enquanto a mesma atacava aldeias inimigas e resistia às invasões de colonos brancos. Ironicamente, ela foi morta em uma emboscada por um grupo de ataque Gros Ventres, morrendo nas mãos de seu próprio povo.

Drawing of Pine Leaf (Woman Chief) Crow Warrior
Desenho de Pine Leaf (Mulher Chefe) - Guerreira Crow Unknown Artist (Public Domain)

Lozen (cerca de 1840-1889)

Lozen é facilmente a mais famosa guerreira nativo-americana sobre a qual a maioria das pessoas nunca ouviu falar. Seu irmão era Victorio (cerca de 1825-1880), chefe dos Warm Springs dos Chihenne Chiricahua Apache. Quando o governo dos EUA os realocou à força de suas terras ancestrais no Novo México para a Reserva de San Carlos no Arizona, Victorio fugiu e liderou seu povo em ataques por toda a região. Lozen era vista como uma profetisa e vidente que podia localizar a posição do inimigo após recitar orações e realizar um ritual. Ela também era reconhecida como uma guerreira habilidosa, participando de várias batalhas enquanto garantia a segurança das mulheres e crianças ao lado de sua companheira, Dahteste. Após a morte de seu irmão em batalha, ela juntou-se a Gerônimo (Jerónimo) em sua resistência às políticas genocidas dos Estados Unidos e foi presa pouco depois de sua rendição. Ela foi enviada para a Mount Vernon Barracks no Alabama como prisioneira de guerra e morreu lá de tuberculose em 1889.

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Buffalo Calf Road Woman (cerca de 1844-1879)

De acordo com a tradição oral Cheyenne e Sioux, Buffalo Calf Road Woman derrubou o Tenente Coronel George Armstrong Custer de seu cavalo.

Buffalo Calf Road Woman (também conhecida como Brave Woman) foi uma guerreira Cheyenne que se tornou muito famosa por resgatar seu irmão durante a Batalha de Rosebud em 1876. Esse confronto foi posteriormente conhecido pelos Cheyenne como "A Batalha Onde a Garota Salvou Seu Irmão" e ainda é hoje. Nada se sabe sobre Buffalo Calf Road Woman em sua juventude, e ela é conhecida apenas por sua participação na Grande Guerra Sioux de 1876-1877. Nove dias após a Batalha de Rosebud, ela lutou ao lado de Cavalo Louco na Batalha de Little Bighorn e, de acordo com a tradição oral Cheyenne e Sioux, derrubou o Tenente Coronel George Armstrong Custer de seu cavalo, forçando-o a lutar a pé até ser morto. Após a rendição Cheyenne em 1877, ela foi realocada à força com seu povo para o "Território Indígena" (Oklahoma) e participou, com sua família, da fuga da reserva conhecida como Êxodo Cheyenne do Norte, uma tentativa de retornar às suas terras ancestrais no norte. Ela morreu, possivelmente de tuberculose, em Montana após seu marido ter sido preso. Quando ele soube de sua morte, enforcou-se em sua cela da prisão em vez de viver sem ela.

Thocmentony/Sarah Winnemucca (cerca de 1844-1891)

Thocmentony ("Flor da Concha") foi uma ativista, escritora e professora Northern Paiute que era filha do chefe de guerra Winnemucca e adotou o nome "Sarah Winnemucca" quando tinha cerca de 14 anos e vivia como doméstica na casa de William Ormsby e sua família. Ela era fluente em inglês e espanhol, além de sua própria língua, e tornou-se famosa por seu livro Life Among the Paiutes: Their Wrongs and Claims (1883), a primeira autobiografia escrita por uma mulher nativo-americana. Ela se tornou uma palestrante popular, proferindo discursos sobre os direitos dos nativo-americanos, e estabeleceu uma escola em Nevada para preservar e ensinar a língua e cultura Paiute. O governo dos EUA fechou a escola em 1887, transferindo os alunos para internatos financiados pelo estado que incentivavam a assimilação e a rejeição da língua e tradições nativas. Sarah Winnemucca continuou a defender os direitos dos nativo-americanos até se aposentar da sua vida pública. Ela morreu de tuberculose na casa de sua irmã em Idaho, em 1891.

Sarah Winnemucca (Thocmentony)
Sarah Winnemucca (Thocmentony) Unknown Photographer (Public Domain)

Susan La Flesche Picotte (1865-1915)

Susan La Flesche Picotte era cidadã da nação Omaha e uma ativista social e reformadora, mais conhecida como a primeira mulher nativo-americana a receber um diploma de medicina e exercer a mesma. Ela defendia a temperança e apoiava uma legislação que proibia a venda e consumo de álcool, pois estava ciente da prática euro-americana de tirar vantagem dos nativo-americanos em negócios de terra embriagando-os. Após receber seu diploma, ela retornou à reserva Omaha e cuidou da comunidade em geral, mesmo que suas responsabilidades fossem tecnicamente limitadas aos alunos do internato. Ela era irmã da famosa jornalista, ativista e escritora Susette La Flesche (c. 1854-1903), mais conhecida por seus artigos sobre o Massacre de Wounded Knee de 1890, e, como ela era uma defensora aberta dos direitos dos nativo-americanos - especialmente os dos Omaha - focando na temperança, preocupações com transações de terras e saúde pública. Ela morreu de câncer nos ossos em 1915. Sua casa em Nevada foi preservada para honrar sua memória e, em 2009, foi incluída no Registro Nacional de Lugares Históricos como a Casa Susan La Flesche Picotte.

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Susan La Flesche Picotte
Susan La Flesche Picotte Unknown Photographer (CC BY-NC-SA)

Molly Spotted Elk/Mary Alice Nelson (1903-1977)

Molly Spotted Elk foi uma atriz, dançarina e escritora Penobscot que também pode ter aprendido a arte da tecelagem de cestas com sua mãe, Philomene Saulis Nelson (1888-1977). Sua sobrinha-neta é a ativista, artista, cestreira e geóloga Theresa Secord (nascida em 1958). Molly Spotted Elk era seu nome artístico (primeiro dado pelos Cheyenne depois que foi adotada por eles). Seu nome de batismo era Mary Alice Nelson. Ela começou a performar danças tradicionais Penobscot em espetáculos de vaudeville ainda nova, tornou-se uma poetisa e escritora de ficção bastante talentosa, e viveu em Paris, onde continuou a se apresentar no palco, entre 1931 e 1934, antes de retornar aos Estados Unidos e estabelecer residência em Nova York. Ela foi constantemente desafiada pela indústria do entretenimento, que insistia em estereotipá-la e forçá-la a performar em trajes reveladores, mas ela permaneceu fiel às tradições de seu povo na precisão de sua dança e vestuário tanto quanto pôde. Ela voltou a Paris em 1938 para ficar com seu marido, o jornalista francês Jean Archambaud, mas fugiu quando os nazistas invadiram a cidade em 1940, cruzando os Montes Pirenéus com sua filha para a Espanha e então retornando aos Estados Unidos. Ela morreu de causas naturais na Reserva da Ilha Indígena Penobscot no Maine em fevereiro de 1977.

Conclusão

Todas essas mulheres, e muitas outras, contribuíram significativamente para a cultura e tradições de seus povos, além de marcarem a história nacional e mundial. Uma lista de todas as mulheres nativo-americanas poderia preencher volumes, e já preencheu, incluindo as mulheres guerreiras Apache Gouyene (cerca de 1857-1903) e Dahteste (cerca de 1860-1955), que também era uma linguista talentosa, e a Cheyenne Ehyophsta (cerca de 1826-1915), que lutou com Nariz Romano na Batalha da Ilha de Beecher em 1868. Outras notáveis incluem Osage Maria Tallchief (1925-2013) e as escritoras Ojibwe Louise Erdrich e sua irmã Heid E. Erdrich.

Maria Tallchief
Maria Tallchief Unknown Photographer (Public Domain)

Essas mulheres são bem conhecidas, mas há muitas outras, historicamente e no presente, que foram sequestradas e assassinadas e cujos nomes e vidas são frequentemente ignorados por agências civis e aplicação da lei. Mulheres nativo-americanas atualmente formaram organizações para trazer conscientização sobre esse problema e proteger mulheres de predadores.

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O grupo de Isabella Aiukli Cornell, Matriarch, assim como outros, como Missing and Murdered Indigenous Women (MMIW), trabalham para chamar atenção para as estatísticas alarmantes referentes ao desaparecimento e violência contra mulheres nativo-americanas. O site Native Hope observa:

O National Crime Information Center relata que, em 2016, houve 5.712 relatos de mulheres e meninas indígenas americanas e nativas do Alasca desaparecidas, embora o banco de dados federal de pessoas desaparecidas do Departamento de Justiça dos EUA, NamUs, tenha registrado apenas 116 casos. (1)

Uma maior conscientização sobre o generalizado sequestro e assassinato de mulheres indígenas é necessária para ajudar a parar isso, e os exemplos de grandes mulheres nativo-americanas podem servir como inspiração. As famosas mulheres do passado que lutaram contra todas as probabilidades pelo direito de viver livremente como desejavam servem como modelos para aqueles no presente que buscam simplesmente viver.

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Perguntas & Respostas

Que direitos as mulheres nativo-americanas tinham?

As mulheres nativo-americanas possuíam suas próprias casas (construíam as casas), eram responsáveis por acordos comerciais e pelo plantio e colheita das safras, e tinham voz no governo. Elas também podiam divorciar-se de seus maridos e manter suas próprias propriedades.

Quem são as mulheres nativo-americanas mais famosas?

Pocahontas e Sacagawea são as mulheres nativas norte-americanas mais famosas.

Quem é a guerreira nativo-americana mais conhecida?

A guerreira nativo-americana mais conhecida é Lozen dos Apache, seguida por sua companheira Dahteste, a guerreira Crow Pine Leaf, a guerreira Cheyenne Buffalo Calf Woman e a guerreira Wampanoag Weetamoo.

Quem matou o Tenente Coronel George Armstrong Custer?

De acordo com a tradição oral dos Cheyenne e Sioux, Custer foi derrubado de seu cavalo na Batalha de Little Bighorn pela guerreira Buffalo Calf Road Woman, o que o forçou a lutar a pé e levou à sua morte. Quem, especificamente, o matou é desconhecido.

Sobre o Tradutor

Pedro Lucas
Tradutor bilingue (inglês-português) com formação acadêmica em Línguas e Literaturas: Português, Inglês e suas respectivas literaturas. Apaixonado pela literatura e pela língua inglesa, com um forte interesse na relação entre língua, cultura e tradução.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, novembro 04). Doze Mulheres Nativo-Americanas Famosas. (P. Lucas, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2418/doze-mulheres-nativo-americanas-famosas/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Doze Mulheres Nativo-Americanas Famosas." Traduzido por Pedro Lucas. World History Encyclopedia, novembro 04, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2418/doze-mulheres-nativo-americanas-famosas/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Doze Mulheres Nativo-Americanas Famosas." Traduzido por Pedro Lucas. World History Encyclopedia, 04 nov 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2418/doze-mulheres-nativo-americanas-famosas/.

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