Doze Deuses da Mitologia Persa

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por , traduzido por Pedro Fortes
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Mitologia Persa Antiga é o termo que agora se refere à religião iraniana antiga anterior ao surgimento do Zoroastrismo entre aproximadamente 1500-1000 a.C. Esta era uma fé politeísta com um panteão liderado pelo deus supremo Ahura Mazda ("Senhor da Sabedoria"), campeão da ordem, contra as forças sombrias de Angra Mainyu ("Espírito Destrutivo") e suas legiões do caos.

Assim como em outras religiões politeístas antigas, os deuses da Religião Iraniana Antiga tinham cada um seu próprio campo de especialização sobre o qual presidiam e a quem se rezava por necessidades específicas. Nos dias de hoje, ninguém iria ao dentista e pediria para ele consertar o carro, cuidar dos filhos, melhorar o casamento ou fazer as plantações crescerem; consultaria um mecânico, um profissional de cuidados infantis, um conselheiro matrimonial e um especialista agrícola.

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Este era o paradigma de todas as antigas religiões politeístas e o motivo pelo qual as pessoas que acreditavam em sistemas de crenças politeístas considerariam o conceito de monoteísmo absurdo (como exemplificado pela reação posterior contra os esforços de Akhenaton para instalar o monoteísmo no Egito durante seu reinado de 1353-1336 a.C.). Acreditava-se que nenhum deus poderia atender às diversas necessidades de tantas pessoas diferentes.

Victory Monument of Ardashir I
Monumento da Vitória de Artaxes I Johannes Lundberg (CC BY-NC-SA)

Mesmo assim, entre aproximadamente 1500-1000 a.C., Zoroastro concebeu uma nova visão na qual uma Divindade Suprema – Ahura Mazda – poderia fazer isso e, de acordo com essa revelação, sempre o fizera; as pessoas simplesmente haviam se enganado ao pensar que havia muitos deuses quando sempre houve apenas um. Após a visão de Zoroastro, o panteão de divindades foi rebaixado a emanações de Ahura Mazda. Ainda se poderia rezar a uma figura como Anahita por ajuda na concepção, mas o faria sabendo que esta não era uma deusa real, mas simplesmente um aspecto de Ahura Mazda.

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Doze dessas "emanações" – as mais proeminentes dos deuses antigos – foram mantidas pela nova religião. Ahura Mazda tornou-se o Deus Supremo do Zoroastrismo e Angra Mainyu seu oponente. Anahita e Mitra continuariam como representações poderosas dos aspectos criativos e protetores de Ahura Mazda e Atar como um símbolo do próprio deus, enquanto Zorvan – outrora um deus menor do tempo – se tornaria o Deus Supremo do Zorvanismo sob o Império Sassânida (224-651 d.C.). Outros deuses e espíritos também seriam reimaginados além da definição de mitologia e exerceriam suas próprias influências. Os doze mais proeminentes do antigo panteão iraniano eram:

  • Ahura Mazda – Rei dos Deuses
  • Angra Mainyu – Princípio do Mal, Caos e Discórdia
  • Mitra – Deus do sol nascente, alianças, contratos e realeza
  • Hvar Ksata – Deus do sol pleno
  • Ardvi Sura Anahita – Deusa da fertilidade, saúde, água, sabedoria, guerra
  • Rashnu – Um anjo; o juiz justo dos mortos
  • Verethragna – Deus guerreiro que luta contra o mal
  • Tiri e Tishtrya – Deuses da agricultura e da chuva
  • Atar – Deus do elemento divino do fogo; personificação do fogo
  • Haoma – Deus da colheita, saúde, força, vitalidade; personificação da planta de mesmo nome cujos sucos traziam iluminação
  • Vayu – Deus do vento que afasta os maus espíritos
  • Zorvan (Zurvan Akarana) – Deus do tempo, personificação do Tempo Infinito

Essas entidades exerceram influência significativa antes da reforma de Zoroastro e, em vários casos, continuaram a fazê-lo. Eles são considerados "mitológicos" nos dias de hoje apenas porque o paradigma aceito de divindade é agora monoteísta, mas, em seu tempo, eles eram tão reais para as pessoas quanto qualquer deus é para qualquer adepto religioso moderno.

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Ahura Mazda

O rei dos deuses, Ahura Mazda (também conhecido como Ormuzd) criou todas as coisas. Ele primeiro criou o céu, depois a água, a terra, a vegetação, os animais, os seres humanos e o fogo. Depois de ter moldado o céu, a água e a terra, e coberto a terra com plantas e flores, ele fez o Touro Primordial Gavaevodata, que era tão belo que atraiu a atenção de Angra Mainyu, que o matou. Ahura Mazda trouxe o corpo do touro andrógino para a lua, onde foi purificado e, de sua semente purificada, vieram todos os outros animais. Ahura Mazda então criou o primeiro humano, Gayomoartan, que também foi morto por Angra Mainyu. De sua semente purificada veio o primeiro casal mortal – Mashya e Mashyanag – que viveu em felicidade até ser corrompido pelas mentiras de Angra Mainyu. Eles então perderam o paraíso, mas seus descendentes herdaram o dom que Ahura Mazda lhes dera do livre-arbítrio e, assim, puderam escolher por si mesmos se seguiriam o bem ou abraçariam o mal. Ahura Mazda representava tudo o que era enobrecedor e justo e encorajava as pessoas a serem a melhor versão de si mesmas.

Ardashir I & Ahura Mazda
Ardashir I & Ahura Mazda Lutf 'Ali Khan (Copyright)

Angra Mainyu

O espírito da discórdia, Angra Mainyu (também conhecido como Ahriman) liderou as legiões de espíritos sombrios conhecidos como daevas. Seu único propósito era perturbar a ordem estabelecida por Ahura Mazda e ele destruiria qualquer beleza que Ahura Mazda tivesse criado – como nos casos citados acima. Sua origem na Religião Iraniana Antiga nunca é dada, mas um trabalho posterior do orientalista Martin Haug (1827-1876) o descreve como as "emanações destrutivas" do ato criativo de Ahura Mazda. Da mesma forma que outras divindades se tornaram "emanações", Angra Mainyu também foi apenas este espírito que era o excesso de escória da criação, que se tornou senciente e malévolo em relação à criação. No sistema de crenças religiosas posterior do zorvanismo, Angra Mainyu e Ahura Mazda são irmãos gêmeos nascidos do deus Akarana Zorvan ("Tempo Infinito") e são iguais em poder.

Mitra

Mitra era o protetor dos fiéis e guia para a asha (verdade) e o guerreiro mais poderoso contra as forças das trevas.

O deus mais conhecido e popular do panteão iraniano antigo. Mitra era o deus do sol nascente, contratos, pactos, amizade, e era responsável pela mudança ordenada das estações e pela ordem cósmica. Como agente de iluminação, ele estava associado à planta haoma e ao deus Haoma. Ele também era o protetor dos fiéis e guiava para a asha (verdade) e o guerreiro mais poderoso contra as forças das trevas. Ele é retratado montado em uma carruagem puxada por cavalos brancos, armado com uma lança de prata, um arco e flechas de ouro, adagas, machados e sua famosa maça, a mais formidável de suas armas. Como o deus que controlava a ordem cósmica, ele era responsável pela proteção e dispensação da farr ("graça divina") que legitimava o governo de um rei. Mitra concedeu a um monarca o direito de governar e, quando o rei violava o contrato com comportamento injusto, a graça divina era retirada e dada a outro considerado mais digno.

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Mitra é mais conhecido pela religião de mistério romana, o Culto de Mitra, que, embora sem dúvida influenciada pela associação do exército romano com a religião persa em suas campanhas, é um sistema de crenças distinto que, em última análise, não tem nada a ver com o culto persa/iraniano de Mitra pré-Zoroastro. O Mitra do culto romano é considerado uma divindade astrológica desenvolvida por sensibilidades romanas e de um caráter totalmente diferente do Mitra persa.

Hvar Ksata

Também conhecido como Hvare-Khshaeta, o deus do sol cujo nome se traduz como "sol radiante". Ele era considerado a divindade do sol pleno, enquanto Mitra era o deus do sol nascente. O sol também era visto como o próprio Hvar Ksata. Ele estava entre os deuses mais populares e amplamente venerados do panteão inicial, juntamente com sua contraparte Mangha (mais conhecida como Mah), deusa da lua. Como deus do sol e o próprio sol, Hvar Ksata era responsável pela vida na Terra através do florescimento das colheitas. Mesmo depois de ter sido ofuscado por Mitra, que eventualmente assumiu seu papel como deus do sol, ele continuou a ser honrado e foi associado à graça divina que legitimava a realeza.

Ardvi Sura Anahita

Uma das divindades mais populares e duradouras do panteão, Anahita é a deusa da fertilidade, da água, da saúde e cura, e da sabedoria. Sua associação com a vida e a saúde também a ligavam à guerra e à morte, pois os guerreiros rezavam a ela por vitória e sobrevivência antes da batalha; ela é, portanto, às vezes referenciada como uma deusa da guerra. Anahita é representada como uma bela mulher usando um vestido branco bordado com ouro, brincos e colar dourados, e uma coroa de ouro, carregando em uma mão os galhos consagrados do barsom da vida (inicialmente, possivelmente, caules da planta haoma, ligando assim Anahita ao deus Haoma). Ela cavalga em uma carruagem puxada pelos quatro cavalos do vento, chuva, nuvem e granizo, ligando-a ao clima através de sua associação com a fertilidade. Ela era considerada a fonte de toda a vida na Terra, que era então nutrida e mantida por Hvar Ksata.

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Head of the Goddess Anahita
Cabeça da Deusa Anahita Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Rashnu

Um anjo, não um deus, Rashnu era o juiz justo dos mortos que ficava na Ponte Chinvat (a ponte entre o mundo dos vivos e dos mortos), lia o registro dos feitos de uma alma em vida e os enviava para o paraíso da Casa da Canção ou para o inferno da Casa das Mentiras. Rashnu era auxiliado em seus deveres pelo anjo Suroosh e pela Virgem Sagrada Daena, ambos representando a consciência do falecido, ao mesmo tempo em que serviam para confortar e proteger a alma recém-chegada. Rashnu receberia o registro da vida de uma pessoa de outros dois anjos que trabalharam para compilá-lo nos três dias após a morte dessa pessoa, quando a alma pairava perto do corpo. Quando sua decisão era tomada, era entendida como justa e a alma seguia para seu lar na vida após a morte. Em tempos posteriores, mas antes de Zoroastro, Rashnu parece ter sido substituído por Mitra como juiz dos mortos e um par de balanças foi então usado em vez de um pergaminho dos feitos da pessoa.

Verethragna

O deus guerreiro que luta constantemente contra as forças do mal. Ele não tem outras responsabilidades e, portanto, é considerado a maior proteção contra os demônios de Angra Mainyu. Ele é retratado de várias formas e muda de forma dependendo das circunstâncias da batalha. Ele pode ser um touro com orelhas amarelas e chifres dourados, um cavalo branco adornado com ouro, um camelo forte, um javali poderoso, um jovem de força aos 15 anos (considerada a idade ideal quando um menino se tornava homem), um grande carneiro, um cervo, um guerreiro com uma espada de ouro, um vento forte ou um grande pássaro. Como um pássaro, Verethragna era associado a Simurgh, a ave lendária das montanhas, cujas penas podiam ser esfregadas ou queimadas para invocar sua ajuda em tempos de necessidade.

Hercules and Aramaic Inscription from Behistoun
Hércules e Inscrição Aramaica de Behistun dynamosquito (CC BY-SA)

Tiri e Tishtrya

Tishtrya era o deus das chuvas e da colheita, a quem às vezes é dado um gêmeo, Tiri, deus da agricultura. Tiri não é bem atestado e provavelmente era outro nome para Tishtrya, embora seja possível que ele tenha sido um deus mais antigo que mais tarde foi combinado com Tishtrya. Tishtrya é retratado como um cavalo branco com orelhas douradas e adornado com arreios de ouro, que corre pelo céu e mergulha na terra, até mesmo sob o mar, para lutar contra a bruxa maligna Duzhyairya (simbolizando a má colheita) e o demônio Apaosha (secas). Ele é frequentemente representado emergindo do Mar Vourukasha, a fonte de todas as águas, elevando-se ao ar para encontrar e lutar contra seus inimigos. Sua força depende da adoração adequada dada pelo povo. Se os humanos não realizassem os ritos corretos com o espírito apropriado, Tishtrya enfraqueceria, as forças das trevas prevaleceriam, e a seca e a má colheita se seguiriam.

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Atar

O fogo era considerado a presença do próprio Atar em rituais e, após o surgimento do zoroastrismo, a presença de Ahura Mazda.

Atar era o deus do fogo e do próprio elemento, filho de Ahura Mazda. Ele é retratado como uma chama e segue atrás da carruagem de Mitra em batalha. O fogo era considerado a presença do próprio Atar em rituais e, após a ascensão do zoroastrismo, a presença de Ahura Mazda. Ele está intimamente associado a Mitra (assim como à divindade védica Agni) e é o fator decisivo em sua batalha contra o dragão Azhi Dahaka, que havia roubado a Graça Divina. Atar encurrala e ameaça o dragão, assustando-o para que liberte a Graça Divina para os heróis. Sacrifícios de carne eram feitos a Atar, que eram dados por suplicantes enquanto eles seguravam os galhos de barsom em suas mãos, um certo número exigido para rituais específicos. Os galhos de barsom representavam a terra e honravam o Criador através da criação. Acredita-se que esses galhos eram inicialmente caules da planta haoma, ligando assim Atar ao deus Haoma.

Haoma

Haoma era o deus da colheita, saúde, força e vitalidade, e o poder que dava à planta de mesmo nome sua potência. Ele foi associado a Anahita, Mitra e Atar. As pessoas rezavam para Haoma por filhos fortes, e diz-se que a planta haoma foi fundamental na concepção de Zoroastro, pois seu pai misturou haoma com leite, que ele e sua esposa beberam antes do ato sexual. A planta é considerada do gênero Ephedra (embora isso seja contestado) e era prensada para extrair seu suco, que era então consumido para produzir um estado de consciência alterado e elevado, no qual se podia apreender claramente o divino. Neste estado, obtinha-se força, vitalidade e visão aumentadas, que eram dons de Haoma, assim como uma colheita abundante. Haoma não parece ter sido adorado em um ritual específico, mas sim participou de qualquer ritual em que os sucos da planta haoma eram utilizados.

Ephedra Intermedia
Ephedra Intermedia Sten (CC BY-SA)

Vayu

Também conhecido como Vayu-Vatu, ele era o deus do vento que vivia entre os reinos de Ahura Mazda e Angra Mainyu e, como tal, podia ser bom ou mau. Vayu era considerado um yazata (espírito digno de adoração) ou daeva (espírito maligno), dependendo literalmente de para onde o vento soprava. Ele é retratado como um guerreiro feroz com armas douradas e uma lança excepcionalmente afiada que corre contra as forças das trevas, dispersando-as, para manter a ordem, mas também pode se virar e se tornar um oponente formidável das forças da luz. Na religião posterior do zorvanismo, Vayu-Vatu passou a ser associado ao espaço e tempo terrestres dentro da vastidão do Espaço Infinito e do Tempo Infinito.

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Zorvan

Zorvan (também grafado como Zurvan) foi um deus menor do tempo no sistema de crenças inicial que mais tarde se tornou conhecido como Zorvan Akarana, deus do Tempo Infinito. Inicialmente, Zorvan parece ter representado o tempo e o espaço em que os rituais religiosos eram realizados, mas em algum momento na parte final do Império Aquemênida (cerca de 550-330 a.C.), ele se desenvolveu na divindade suprema, a personificação do Tempo, que deu à luz os gêmeos Ahura Mazda e Angra Mainyu, que tinham poder igual. Na época do Império Sassânida, o movimento zoroastriano estava totalmente desenvolvido. Acredita-se que essa crença tenha surgido em resposta à necessidade de uma resposta para a questão sobre a origem do mal. Se Ahura Mazda era o ser supremo não criado, de quem toda a criação veio, e era todo-bom, de onde veio o mal? O zorvanismo respondeu a isso tornando o Tempo a divindade suprema e Ahura Mazda um ser criado entre muitos outros.

Hourglass
Ampulheta iStockPhoto.com (Copyright)

Conclusão

Os mitos da Religião Iraniana Antiga, assim como os de qualquer civilização antiga, explicavam como o mundo funcionava, por que as chuvas caíam em certas épocas e não em outras, como as estações mudavam e por que coisas ruins aconteciam a pessoas boas, entre outros fenômenos. O antropólogo-folclorista escocês James G. Frazer (1854-1941) observa, em sua obra O Ramo de Ouro (1890), que os povos antigos estavam naturalmente preocupados com as forças que poderiam lhes causar o maior dano – aquelas que traziam seca, inundações, fogo, mortalidade infantil – e, portanto, imaginaram primeiro os deuses sombrios e perigosos e buscaram aplacá-los por meio de certos rituais e sacrifícios. Isso, ele afirma, é evidente no desenvolvimento de personagens mitológicos como Erra, a força destrutiva na mitologia mesopotâmica, ou o personagem similar de Set na antiga religião egípcia.

Essa crença, Frazer adiciona, eventualmente deu origem à criação de divindades benevolentes que respondiam de forma semelhante a sacrifícios e adoração. Esses deuses assumiriam agora os deveres de proteção que antes eram responsabilidade do povo através de seus rituais; agora os ritos eram dedicados aos deuses que controlavam o clima e os destinos das pessoas e minimizavam as ameaças das forças mais sombrias.

Se este paradigma se manteve para o desenvolvimento da Religião Iraniana Antiga é desconhecido, mas o sistema como existia antes de Zoroastro parece ter seguido uma direção diferente (se é que se aceita a teoria de Frazer), na medida em que os deuses benevolentes, todos plenamente desenvolvidos, foram imaginados primeiro e aqueles que representavam o mal e a discórdia, depois. Não há um personagem totalmente desenvolvido no sistema de crenças que se tornou a mitologia persa antiga comparável a Erra ou Set ou mesmo Eris da Grécia – todos os quais representavam o caos e a desordem – pois Angra Mainyu é simplesmente a personificação do mal e da destruição. O desenvolvimento detalhado da origem e do caráter do mal não parece surgir até muito tempo depois que o Zoroastrismo estar totalmente estabelecido.

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Certamente poderia haver mitos totalmente desenvolvidos sobre Angra Mainyu e suas legiões que simplesmente não sobreviveram. Os persas não registraram sua visão religiosa inicial por escrito e tudo o que se sabe sobre os deuses vem de obras zoroastristas posteriores escritas no Período Sassânida ou de obras de literatura e folclore ainda mais tardias, como o Shahnameh ou as Mil e Uma Noites. Poderia ser, no entanto, que a visão persa se concentrasse desde cedo nas qualidades mais admiráveis, simbolizadas pelos deuses benevolentes, sabendo que, no final, as forças mais sombrias eram irrelevantes, pois seriam finalmente conquistadas pela bondade e pela justiça.

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Mark, J. J. (2026, junho 05). Doze Deuses da Mitologia Persa. (P. Fortes, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1486/doze-deuses-da-mitologia-persa/

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Mark, Joshua J.. "Doze Deuses da Mitologia Persa." Traduzido por Pedro Fortes. World History Encyclopedia, junho 05, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1486/doze-deuses-da-mitologia-persa/.

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