Batalha de Carras, 53 a.C.

Artigo

Donald L. Wasson
por , traduzido por Rogério Cardoso
publicado em 02 Julho 2019
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Disponível noutras línguas: Inglês, francês, indonésio

A Batalha de Carras em 53 a.C. foi uma das maiores catástrofes militares de toda a história romana, ocorrida quando um herói da campanha contra Espártaco, Marco Licínio Crasso (115-53 a.C.), deu início à invasão do território parto, no atual Irã, sem ter sido provocado. Boa parte das informações concernentes à batalha e às suas consequências vem de duas fontes principais: a biografia de Crasso, escrita pelo historiador Plutarco no primeiro século I d.C., e a História Romana, escrita por Cássio Dio (c. 155-235 d.C.).

A Batalha de Carras mostrou-se um completo desastre desde o início. Os romanos não só não estavam habituados a lutar em terreno aberto e no calor insuportável da Síria, como também jamais haviam visto algo parecido com a cavalaria parta, formada por catafractários ou camelos blindados. Iain Dickie, em seu artigo sobre a batalha no livro Battles of the Ancient World, afirma que Crasso tentou "brilhar mais que os seus rivais políticos, Pompeu e César. Ele almejava glória e riquezas, mas só conseguiu tragédia e morte" (140). Ao cabo, 20.000 romanos foram mortos, 10.000 foram capturados e apenas cerca de 5.000 escaparam da carnificina.

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Parthian Camel Cataphracts
Camelos Catafractários Partos
The Creative Assembly (Copyright)

Crasso e o Triunvirato

Marco Licínio Crasso não era o comandante inepto que o desfecho da batalha demonstra. Ele fora um líder militar capacitado, bem como um estadista bem-sucedido. Junto com Júlio César (100-44 a.C.) e Pompeu Magno (106-48 a.C.), Crasso formava o Primeiro Triunvirato, que efetivamente governou a República Romana de 60 a 53 a.C. Uma instável República e uma iminente guerra civil levaram esses três homens a deixarem de lado suas diferenças e até mesmo o desdém que tinham um pelo outro para unir forças e, por quase uma década, dominar o governo de Roma, controlando inclusive as eleições.

Com o sucesso de César na Gália e as vitórias de Pompeu contra piratas no Mar Mediterrâneo, Crasso precisava de uma conquista militar para elevar a sua posição política pessoal e familiar em Roma. Em sendo já um dos homens mais ricos da Roma Antiga e a fonte de recursos por detrás do triunvirato, Crasso visava o Oriente e a Pártia em particular. Ele sonhava com a supremacia romana nesses lugares e com uma oportunidade para obter glórias. Infelizmente para ele, pouco se sabia sobre a Pártia, exceto que ela era considerada extremamente rica. Outros estados orientais haviam sido facilmente capturados, então por que não a Pártia? Embora Pompeu houvesse assinado tratados com os partos, Crasso optou por ignorá-los. Tal arrogância e ganância resultariam na sua posterior queda, bem como no esfacelamento do Primeiro Triunvirato.

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A Campanha contra a Pártia

Os romanos jamais haviam encontrado algo como a altamente habilidosa cavalaria parta, que era treinada para lutar em terreno aberto.

Partindo de Roma em novembro de 55 a.C., Crasso marchou em direção ao leste, rumo à Ásia Menor, cruzando o rio Eufrates e chegando, enfim, ao território parto. Ao longo do caminho, ele saqueou tanto cidades quanto templos, aumentando sua riqueza pessoal. Crasso deixou 7.000 cavaleiros e 1.000 soldados de infantaria para guarnecer as cidades capturadas. Passando o inverno na Síria, ele aguardou a chegada do filho Públio e da cavalaria gaulesa. Ao cabo, seu exército consistia em 28.000 soldados de infantaria, 4.000 soldados de infantaria leve, 1.000 cavaleiros gauleses, 3.000 cavaleiros romanos e 6.000 cavaleiros árabes. Infelizmente para Crasso, a cavalaria árabe iria embora antes de o combate começar. Enquanto ele esperava o mau tempo passar, chegaram emissários partos inquirindo quais eram os objetivos de Roma e exigindo a sua retirada. Era a sua presença oficial? Crasso informou-lhes que ela era, de fato, oficial.

Não obstante os conselhos dos armênios, que conheciam muito melhor a região, é claro, Crasso e seu exército marcharam para o leste, em direção à Selêucia. O rei parto Orodes II (r. 57-37 a.C.), que havia derrotado os armênios havia pouco tempo, conduziu um exército em direção à Armênia para evitar que eles se juntassem a Crasso. Enquanto isso, o governador regional parto, Surena, reuniu suas forças para fazer frente aos romanos. Quando chegaram notícias de que os partos estavam se preparando para a batalha, Crasso rapidamente organizou seus homens. No início, ele os dispôs numa longa linha de combate, mas depois, ao perceber que seus flancos ficariam vulneráveis, decidiu reorganizá-los num quadrado compacto. Cada lado do quadrado continha aproximadamente 5.700 soldados de infantaria ou 12 coortes. No espaço vazio dentro do quadrado, estavam não só a infantaria leve e a cavalaria, mas também a bagagem e os seguidores do acampamento. Sobre a trepidação de Crasso, Plutarco redigiu:

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Todos estavam muito agitados, é claro, mas Crasso estava completamente atemorizado; ele começou a dispor as suas forças às pressas e sem grande consistência. No início, conforme recomendou Cássio, ele estendeu o máximo possível a linha de seus soldados ao longo da planície, deixando pouca profundidade a fim de evitar que o inimigo os cercasse, e dividiu toda a sua cavalaria em duas alas. Depois, ele mudou de ideia e concentrou seus homens, dispondo-os num quadrado oco de quatro frentes, com doze coortes em cada lado (cap. 25).

Legiões vs. Cavalaria

Os romanos jamais haviam encontrado algo como a altamente habilidosa cavalaria parta, que era treinada especificamente para lutar em terreno aberto. Primeiro de tudo, em contraste com os exércitos romanos e gregos, não havia uma infantaria parta, mas apenas os infames lanceiros catafractários em camelos blindados (cerca de 1.000 no total) e arqueiros montados com armaduras leves (cerca de 10.000). Eles se moviam e disparavam com rapidez, privilegiando a mobilidade e uma exímia equitação, com rápidas investidas e falsas retiradas. Por último, havia o famoso tiro parto, realizado quando um arqueiro montado cavalgava em alta velocidade para longe do inimigo e, ao girar sobre a sua sela, disparava uma saraivada de flechas por cima das ancas do cavalo. Essa tática mostrou-se quase impossível de contra-atacar. Além disso, as flechas partas podiam penetrar na armadura romana, enquanto os lanceiros podiam empalar dois soldados de uma só vez.

Gladius Hispaniensis
Gládio Hispaniense
David Friel (CC BY)

No lado romano da batalha, havia o famoso legionário, um soldado que se mostrava bem mais adaptável ao combate corpo a corpo. Ele já havia mostrado isso contra os gregos. O legionário comum estava armado com um pilo, que era um dardo pesado, e com um gládio hispaniense, que era uma espada de lâmina curta. Ele também usava um elmo de bronze, um escudo e uma cobertura de malha e tinha de carregar consigo ferramentas de escavação, um saco de dormir, um manto, utensílios de cozinha e rações. Mas nada disso o ajudaria contra os partos. A falta de treinamento necessário e a sua incapacidade de lutar na vastidão do deserto sírio o colocariam numa evidente desvantagem.

A Batalha

Os romanos, ainda ordenadamente dispostos em seu compacto quadrado, esperavam por um ataque parto direto que nunca aconteceu. Plutarco escreveu que o som dos partos no campo de batalha confundia a alma de qualquer um:

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Os partos não se incitavam à batalha com buzinas ou trombetas, mas tinham tambores ocos feitos de couro estendido e com sinos de bronze, nos quais eles batiam todos ao mesmo tempo e de muitos lugares, de modo que os instrumentos produzissem um tom baixo e sombrio (ibidem).

A tática parta era simples: um contínuo volume de disparos. Os arqueiros montados cavalgariam ao redor do quadrado disparando rapidamente muitas flechas em direção ao centro romano. Todas as tentativas de contra-ataque falharam. Plutarco disse:

... quando Crasso ordenou que as suas tropas leves atacassem, elas não avançaram muito porque, ao se depararem com um sem-número de flechas, abandonaram esse esforço e regressaram a um lugar seguro entre os soldados, entre os quais começaram a causar desordem e medo, já que agora eles também viam a velocidade e a força das flechas, que fragmentavam armaduras e rompiam qualquer tipo de cobertura, rígida ou fraca (ibidem).

A cavalaria parta não poderia ser parada, e Crasso percebeu que tinha de se mexer. Plutarco escreveu que os romanos tinham antes a esperança de que os partos, em algum momento, ficassem sem flechas - até eles verem camelos densamente carregados de munições que pareciam inesgotáveis. Segundo ele:

... quando eles [os romanos] perceberam que muitos camelos providos de flechas estavam a curta distância, dos quais os partos... pegavam munição nova, Crasso, não conseguindo ver o fim disso, começou a perder o ânimo e enviou mensageiros ao seu filho com ordens para forçar um enfrentamento contra o inimigo... (Plutarco, ibidem).

Crasso ordenou que Públio conduzisse a cavalaria gaulesa de 1.000 homens, que já vinha sofrendo com o extremo calor do verão, 300 cavaleiros adicionais, 500 arqueiros a pé e oito coortes de legionários, com o intuito de contra-atacar a intensa investida parta.

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A Morte de Públio

Ao perseguir os arqueiros montados que estavam em retirada, Públio ficou a alguma distância do quadrado, quando, de repente, os partos pararam e se viraram. Os romanos imediatamente interromperam o passo e se tornaram alvos fáceis para os arqueiros partos. Plutarco comentou que Públio realmente havia acreditado na própria vitória durante a perseguição contra os partos - até ele se aperceber de que havia caído num truque: "o certame estava desequilibrado tanto ofensiva quanto defensivamente, porque a sua investida [de Públio] foi realizada com pequenas e débeis lanças contra armaduras de couro cru e aço..." (Plutarco, cap. 25).

Acerca da morte de Públio, Cássio Dio escreveu:

Quando isso aconteceu, a infantaria romana não deu meia-volta, mas valentemente se juntou à batalha contra os partos para vingar a sua morte [de Públio]. Porém, eles pouco conseguiram fazer diante dos números e das táticas do inimigo... (441).

Dos 5.500 romanos, 500 foram capturados, enquanto o resto foi crivado por flechas. A cabeça de Públio foi carregada numa lança durante o ataque que os partos lançaram em seguida contra o quadrado romano. Plutarco descreveu o efeito que isso teve sobre os romanos:

Esse espetáculo abalou e enfraqueceu o espírito dos romanos mais do que qualquer outra de suas terríveis experiências; todos eles estavam tomados, não por um desejo de vingança, conforme se esperaria, mas por arrepio e tremor (cap. 26).

Parthian Cataphract
Catafracto Parto
Simeon Netchev (CC BY-NC-SA)

Os partos desdenhosamente perguntaram pela família de Públio, afirmando que o covarde Crasso não poderia ser o pai de um filho tão nobre e de esplêndido valor. No entanto, a despeito do seu desdém, eles concederam a Crasso uma noite tranquila para que este lamentasse a morte do filho.

Por estarem mal equipados para uma defesa noturna e por temerem uma investida romana, os partos decidiram não continuar seu ataque; em vez disso, eles acamparam longe dos romanos. Plutarco redigiu que essa foi uma noite penosa para os romanos porque não podiam nem enterrar os seus mortos nem cuidar dos feridos. Apesar disso, naquela noite, 300 romanos liderados por um comandante chamado Inácio escaparam em direção a Carras, informaram a cidade acerca da batalha e depois seguiram em frente. Plutarco escreveu:

Inácio chamou as sentinelas sobre as muralhas na língua romana e, quando eles responderam, ordenou-lhes que falassem a Copônio, seu comandante, que havia ocorrido uma grande batalha entre Crasso e os partos. Depois, sem dizer outra palavra e sem sequer dizer quem era, ele partiu para Zeugma. Ele [Inácio] salvou a si próprio e aos seus homens, mas ficou com o nome sujo por ter desertado de seu general (cap. 27).

A Retirada até Carras

Crasso percebeu que permanecer ali era inútil, logo ele tinha de escapar. Deixando para trás os feridos, o resto do exército romano seguiu caminho até um lugar mais seguro em Carras, porém quatro coortes perderam durante a noite. Crasso compreendera que não poderia ficar por muito tempo na cidade e, por isso, já estava planejando seguir em frente.

Ante as muralhas de Carras, os partos exigiram que Crasso e seu braço direito, Cássio, se rendessem acorrentados.

Na manhã seguinte, os partos chegaram ao acampamento romano, chacinaram os 4.000 soldados feridos e abandonados, encontraram e aniquilaram as quatro coortes perdidas e depois seguiram em direção a Carras. Ante as muralhas da cidade, os partos exigiram que Crasso e seu braço direito, Cássio, se rendessem acorrentados. Segundo Plutarco, Surena não queria perder os "frutos da sua vitória", por isso enviou um mensageiro que falava a "língua dos romanos" a fim de que Crasso ou Cássio o encontrassem para uma conversa. Com poucos suprimentos na cidade e com um exército desencorajado, Crasso, não querendo encontrar-se com Surena, julgava essencial deixar a cidade. No fim, a tentativa de escape se mostrou desastrosa.

Naquela noite, Crasso e seu exército empreenderam uma malograda tentativa de fuga até a Armênia e acabaram por retornar a Carras, onde ficaram perdidos num pântano. Cássio Dio escreveu:

Como Crasso, em seu desencorajamento, acreditava não ser possível manter-se seguro por mais tempo nem mesmo na cidade, ele planejava fugir de imediato. E, como lhe era impossível sair de dia sem ser detectado, ele planejou escapar à noite, mas não conseguiu manter-se em segredo e acabou traído pela Lua, que estava cheia (441).

À espera de uma noite sem Lua, eles outra vez partiram na escuridão, mas ficaram confusos num terreno desconhecido e se perderam. Infelizmente, Crasso havia confiado no homem errado para conduzir a ele e aos seus homens para um lugar seguro: o traidor Andrômaco.

Mas, como não era costumeiro nem fácil aos partos lutar à noite, e como Crasso partiu justamente a essa hora, Andrômaco, conduzindo os fugitivos ora por uma rota, ora por outra, tramou um plano para que os perseguidores não ficassem muito para trás e, por fim, desviou a marcha em direção a pântanos profundos e regiões repletas de buracos, tornando-a difícil e tortuosa àqueles que ainda o seguiam (Plutarco, cap. 29).

Os romanos tomaram refúgio numa grande montanha. Nesse ínterim, o comandante romano Otávio escapou com 5.000 homens até Sínaca, mas depois retornou a fim de ajudar a repelir os partos e acabou por encontrar a própria morte pelas mãos de um soldado inimigo. Por fim, novos termos de rendição foram oferecidos. Crasso estava relutante, mas seus homens o encorajaram "... ofendendo-o e insultando-o por tê-los mandado lutar contra homens com os quais ele próprio não teve a coragem de conversar nem mesmo quando eles vieram desarmados" (Plutarco, cap. 30).

Marcus Licinius Crassus, Louvre
Marco Licínio Crasso, Museu do Louvre
Carole Raddato (CC BY-SA)

Os resultados do encontro, bem como a morte de Crasso e de Otávio, são uma questão de conjectura e mito. Supostamente, Surena teria solicitado, dentre os termos de rendição, que os romanos abandonassem todos os territórios ao leste do rio Eufrates. Crasso, de acordo com Cássio Dio, estava receoso. O encontro não se deu como o planejado, tendo em vista que ele encontraria depois a própria morte. Plutarco comentou: "... os partos vieram e disseram que, quanto a Crasso, ele teve o que merecia, mas que Surena ordenou aos romanos restantes que descessem sem medo" (cap. 31). Uns consentiram, enquanto outros tentaram escapar e acabaram capturados e "cortados em pedaços".

Cássio Dio escreveu que Crasso foi assassinado "... ou por um de seus próprios homens a fim de evitar que ele fosse capturado vivo ou pelo próprio inimigo, já que ele estava muito ferido" (445). Outra versão afirma que os partos derramaram ouro derretido em sua boca para "zombar" de sua vasta riqueza. A cabeça de Crasso foi enviada ao rei parto para ser usada como um enfeite numa exibição da peça As Bacantes (em grego: Βάκχαι), de Eurípides - ela se tornou a cabeça do trágico Penteu, que fora decapitado por sua mãe.

Consequências

Em Carras, a ganância e a ambição de Crasso o cegaram ante a realidade da guerra no Oriente. Anteriormente, Crasso obtivera sucesso no papel de comandante militar, mas a batalha em Carras evidenciou o seu fracasso na hora de executar um plano racional, em que pese à sua normal capacidade. Tem-se sugerido que ele possa ter sofrido de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). De fato, ele parece ter apresentado sinais de raiva, falta de concentração, alienação e depressão, especialmente após a morte do seu filho - pelo que se recusava a sair de sua tenda.

Com a morte de Crasso, o triunvirato estava acabado. Crasso fora a cola que o mantivera unido, de modo que César e Pompeu logo começassem a ter desavenças - o que culminaria depois na morte do próprio Pompeu. Supostamente, na condição de ditador vitalício autoproclamado, Júlio César teria alimentado a esperança de conduzir seu exército ao Oriente para vingar a morte de Crasso e recuperar os estandartes de águia perdidos pelas legiões caídas, mas sua morte nos idos de março de 44 a.C. resultaria no fim de qualquer plano de represália.

Embora Roma tenha ocasionalmente penetrado no território parto - os imperadores Trajano e Septímio Severo, por exemplo, obtiveram algum progresso -, a guerra contra a Pártia nunca se materializou. A Pártia se mostrava muito mais defensiva do que agressiva, mas, ainda assim, a área continuaria sendo um incômodo espinho ao lado do império. Entretanto, a despeito das catastróficas perdas em Carras, Roma foi capaz de sobreviver e continuar a empreender suas conquistas até emergir como um império. A Batalha de Carras, junto com as batalhas em Canas (216 a.C.) e em Adrianópolis (378 d.C.), se mantém entre os piores desastres militares da história romana.

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Perguntas e respostas

O que aconteceu na Batalha de Carras?

A Batalha de Carras foi um ataque não provocado contra a Pártia, o qual se mostrou significativo por ter sido uma das maiores catástrofes militares de toda a história romana.

O que havia de diferente no exército parto?

O exército parto era diferente de tudo o que os romanos já haviam visto. Ele não tinha uma infantaria, logo dependia por completo da sua cavalaria, que era treinada para lutar em terreno aberto.

Quem eram os catafractários?

Os catafractários eram camelos blindados conduzidos por arqueiros montados que trajavam uma armadura leve e carregavam uma lança. Eles se moviam e disparavam com rapidez, privilegiando a mobilidade e uma exímia equitação, com rápidas investidas e falsas retiradas.

Como estava equipado o legionário romano?

O legionário romano estava equipado com o pilo, que era um dardo pesado, e com o gládio hispaniense, que era uma espada de lâmina curta. Ele usava um elmo de bronze, um escudo e uma cobertura de malha e tinha de carregar consigo ferramentas de escavação, um saco de dormir, um manto, utensílios de cozinha e rações. Nada disso o ajudaria contra os partos.

Por que os romanos perderam a Batalha de Carras?

Os romanos perderam em Carras devido à ganância e à ambição de Crasso, que o cegaram ante a realidade da guerra no Oriente. Em Carras, ele fracassou na hora de executar um plano racional e apresentou sinais de raiva, falta de concentração, alienação e depressão.

Sobre o tradutor

Rogério Cardoso
Rogério Cardoso nasceu em Manaus, Brasil, onde inicialmente obteve um grau em Letras Portuguesas, e mais tarde se mudou para São Paulo, onde obteve um grau de mestre em Filologia Portuguesa. Ele é um entusiasta da História.

Sobre o autor

Donald L. Wasson
Donald ensina História Antiga, Medieval e dos Estados Unidos no Lincoln College (Normal, Illinois) e sempre foi e sempre será um estudante de história, dedicando-se, desde então, a se aprofundar no conhecimento sobre Alexandre, o Grande. É uma pessoa ávida a transmitir conhecimentos aos seus estudantes.

Citar este trabalho

Estilo APA

Wasson, D. L. (2019, Julho 02). Batalha de Carras, 53 a.C. [Battle of Carrhae, 53 BCE]. (R. Cardoso, Tradutor). World History Encyclopedia. Obtido de https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1406/batalha-de-carras-53-ac/

Estilo Chicago

Wasson, Donald L.. "Batalha de Carras, 53 a.C.." Traduzido por Rogério Cardoso. World History Encyclopedia. Última modificação Julho 02, 2019. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1406/batalha-de-carras-53-ac/.

Estilo MLA

Wasson, Donald L.. "Batalha de Carras, 53 a.C.." Traduzido por Rogério Cardoso. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 02 Jul 2019. Web. 24 Abr 2024.