A Operação Chastise, o ataque dos 'Dambusters' (os destruidores de barragens), foi uma ofensiva levada a cabo por uma esquadrilha de bombardeiros Lancaster da Royal Air Force (RAF - Força Aérea Real) contra as barragens da bacia do Ruhr, na Alemanha, em maio de 1943. Liderados pelo major-aviador Guy Gibson, os bombardeiros romperam duas barragens, provocando inundações colossais nos vales a jusante, perturbando alvos industriais e causando a morte a pelo menos 1.300 civis.
Ainda que os danos em fábricas, minas e pontes tenham sido rapidamente reparados, a missão provou o valor do treino especializado em bombardeamentos de precisão. O sucesso da operação obrigou a Alemanha a reafectar recursos à defesa antiaérea e consolidou a posição britânica junto das potências aliadas.
Os Objectivos
A bacia do Ruhr, na Alemanha Ocidental, estava saturada de indústria pesada de grande importância. Estas fábricas, muitas delas vitais para a indústria do aço e do armamento, dependiam da água e da energia hidroelétrica fornecidas por uma série de barragens colossais. Se os bombardeiros da RAF conseguissem romper as barragens, as inundações resultantes colocariam as fábricas fora de combate. Numa única missão, poder-se-ia alcançar o mesmo resultado destrutivo que, de outra forma, exigiria que 3.000 bombardeiros bombardeassem as fábricas diretamente durante duas semanas. Esta área era tão vital para o esforço de guerra alemão que os planeadores da RAF já a consideravam um alvo prioritário antes mesmo de a guerra eclodir em 1939. A Operação Chastise estava prestes a tornar os planos provisórios numa realidade. Os objetivos secundários da operação eram desferir um golpe no moral da população civil alemã e mostrar, tanto ao público britânico como aos aliados (a Rússia e os Estados Unidos), que se envidavam esforços para levar a guerra até à Alemanha.
Selecionaram como alvo cinco barragens, mas três eram prioritárias: Möhne, Eder e Sorpe. Um segundo grupo, dependendo do sucesso contra o primeiro, incluía Lister, Ennepe e Diemel. A RAF sabia que Möhne tinha defesas aéreas, e era provável que as outras também as tivessem. Möhne e Eder eram de betão e, desenhadas para suportar a pressão maciça da água, eram estruturas imensamente fortes, mas alvos relativamente estreitos quando vistos do ar. Möhne, o alvo principal, uma vez que um rompimento inundaria diretamente as fábricas a jusante (o que não acontecia com Eder), era a barragem mais longa da Europa, com 36,6 m (120 pés) de altura, 7,6 m (25 pés) de espessura no topo e 34,1 m (112 pés) na base. A albufeira de Möhne continha 140 milhões de toneladas de água (Eder tinha 200 milhões). Estas barragens estavam protegidas por duas filas de redes anti-torpedo. Eder, muito mais a leste, era a segunda escolha por ser de betão, embora não houvesse alvos militares no vale abaixo. Sorpe era estrategicamente mais importante que Eder, mas, como era feita maioritariamente de terra compactada, previa-se que o efeito do bombardeamento fosse menor. A destruição destas e de outras barragens exigiria um tipo de bomba completamente novo.
A Bomba Saltitante
A nova bomba foi inventada pelo Dr. Barnes Wallis (1887-1979), que tinha trabalhado anteriormente como projectista de aeronaves; uma das suas criações foi o bombardeiro Wellington, outra foi o dirigível R100. Wallis acreditava piamente que seriam "os engenheiros deste país que vão ganhar esta guerra" (Dildy, pág. 13).
A bomba necessária tinha de chegar mesmo junto à parede da barragem, e tinha de detonar abaixo da superfície de forma a ter poder destrutivo suficiente. Wallis passou vários anos e inúmeras horas a trabalhar em modelos à escala. A sua solução foi a Upkeep, que pesava 4 200 kg (9 250 lb) e é melhor descrita como uma mina ou carga de profundidade, uma vez que Wallis a desenhou para detonar a 9,1 m (30 pés) de profundidade. A Upkeep, carregada com mais de 2 720 kg (6 000 lb) de explosivo subaquático Torpex, tinha a forma de um barril (1,52 m/60 pol. de comprimento) e devia ser lançada do bombardeiro a girar (em sentido inverso). O barril bateria então na superfície da albufeira e saltaria ao longo desta até atingir a barragem. A bomba afundava-se então e só detonava quando atingia uma determinada profundidade, graças a um percutor hidrostático que ativava os explosivos. Se o mecanismo hidrostático falhasse, a bomba estava programada para explodir, de qualquer modo, 90 segundos após o lançamento.
Para que a bomba saltasse corretamente, tinha de ser lançada a uma altura precisa de 18,3 m (60 pés) da superfície da albufeira, e o avião tinha de manter uma velocidade de voo de cerca de 386 km/h (240 mph). Testes com aeronaves reais demonstraram que, se fosse lançada de uma altura demasiado grande, a bomba simplesmente despedaçar-se-ia no impacto; mas, se fosse lançada de uma altura demasiado baixa, ou não chegaria à barragem ou saltaria inofensivamente por cima da parede desta. Uma vez que precisava de saltar precisamente três vezes para reduzir a sua velocidade, a bomba também tinha de ser lançada a uma distância específica das barragens: perto demais e bateria na parede, fazendo ricochete; longe demais e não chegaria ao alvo, desviar-se-ia para a esquerda ou saltaria por cima da barragem. A bomba tinha ainda de se afundar na água exactamente no centro da parede da barragem e ser lançada quando o avião estivesse perfeitamente nivelado. Acertar em todos estes factores, em voo nocturno e sob fogo inimigo, exigiria muita prática por parte de tripulações especialistas.
O Lancaster
Na primavera de 1943, o bombardeiro Lancaster tornara-se a nova estrela da RAF. Era maior e capaz de voar mais longe e com uma carga de bombas mais pesada do que qualquer um dos seus antecessores. O bombardeiro quadrimotor tinha um comprimento de 21,18 m (69,5 pés) e uma envergadura de 31,09 m (69,5 pés). A velocidade máxima era de 462 km/h (287 mph) e o seu alcance chegava aos 4 072 km (2 530 milhas). Os Lancasters selecionados para a Operação Chastise já tinham estado em serviço para garantir que não apresentavam quaisquer problemas de fabrico.
Os Lancaster foram adaptados para a sua missão de várias formas importantes: as portas do compartimento de bombas foram removidas para permitir que uma unidade de suspensão especial suportasse uma bomba Upkeep (o suporte possuía um motor elétrico para pôr a bomba a girar às 500 rotações por minuto necessárias); removeu-se a torre dorsal com as suas metralhadoras, deixando apenas as metralhadoras do nariz e da cauda para defesa; o artilheiro dorsal passou a ocupar a posição no nariz (uma tarefa normalmente desempenhada pelo artilheiro de bombardeamento; foram instalados os mais recentes rádios VHF para que o comandante do esquadrão pudesse comunicar melhor com o seu esquadrão e dirigi-lo; o navegador tinha uma visão restrita ao voar baixo, pelo que se esperava que o artilheiro de bombardeamento ajudasse durante a Chastise, pelo que a cúpula de acrílico (Perspex) do nariz foi alargada; os pilotos tinham marcas nos para-brisas para ajudar a alinhar o alvo; e o visor de bombardeamento habitual foi substituído por um dispositivo manual simples, feito de madeira e com a forma da letra Y, conhecido como o visor de bombardeamento Dann, que se destinava a ser alinhado com as torres nas extremidades das barragens, e permitia ao bombardeiro saber quando lançar a bomba à distância correta da barragem, ou seja, entre 365-411 m (400 e 450 jardas).
Para ajudar as tripulações a saberem que estavam à altura correcta para lançar as bombas, e além de um altímetro especialmente adaptado para o piloto, os Lancaster foram equipados com duas lâmpadas Aldis fixadas na parte inferior do avião; estas estavam anguladas para criar uma quase fusão dos feixes precisamente a 60 pés abaixo do avião, ligeiramente a estibordo, de modo a que o navegador pudesse ver os feixes formar um algarismo oito na superfície da albufeira. O problema óbvio deste dispositivo luminoso, conhecido como 'calibrador de altímetro por projectores', era que, apesar de as lâmpadas estarem protegidas, tornava o Lancaster mais visível para o inimigo.
O Esquadrão N.º 617
A 17 de março foi formado um esquadrão especial para a Chastise: o Esquadrão N.º 617, sediado na base da RAF em Scampton, Lincolnshire. O líder das 22 tripulações altamente experientes era o Tenente-Coronel Guy Gibson (1918-1944). Gibson tinha apenas 25 anos, mas já tinha voado mais de 100 missões e recebido tanto a Ordem de Serviço Distinto (DSO) como a Cruz de Voo Distinto (DFC). Como era habitual, cada Lancaster tinha uma tripulação de sete homens: o piloto, o engenheiro de voo, o navegador, o operador de rádio, o artilheiro de bombardeamento, o artilheiro central (relocalizado para o nariz, como referido) e o artilheiro da cauda. O Esquadrão N.º 617 — aviadores, equipa de terra e pessoal de apoio — eram todos homens escolhidos a dedo, os melhores e mais experientes disponíveis. As tripulações de voo eram todas voluntárias. O esquadrão incluía não só aviadores britânicos, mas também 29 canadianos, 12 australianos, dois neozelandeses e um americano.
As tripulações começaram a treinar a partir de 31 de março de 1943. Praticaram navegação a baixa altitude, voo rasante sobre a água e o lançamento da Upkeep junto à praia de Reculver, na costa de Kent, e sobre lagos e zonas rurais em vários outros locais por toda a Grã-Bretanha. Para manter a missão sob segredo absoluto, o Ministério do Ar conduziu uma campanha de desinformação, afirmando que estes aviões seriam utilizados para lançar minas no mar. Uma tripulação de um Lancaster foi considerada insuficiente em termos de competência, reduzindo o esquadrão para 19 aviões. A bomba ainda estava a ser testada, tal como as tripulações, quando se decidiu prescindir do revestimento de madeira da Upkeep. Foi nessa altura que se calcularam a velocidade, a direção e as alturas de lançamento precisas. Em maio, as tripulações já lançavam bombas reais no mar, e um "ensaio geral" final foi realizado a 14 de maio. Os homens estavam prontos e ansiosos por partir.
A Missão
O esquadrão descolou às 21h10 de 16 de maio de 1943. Havia uma boa lua e as albufeiras estavam nos seus níveis mais altos. Os 19 Lancaster aproximaram-se do Ruhr em três vagas. A primeira vaga, composta por nove aviões e liderada por Gibson, dirigiu-se a Möhne (nome de código Alvo X) e Eder (Alvo Y). Todos atacariam o Alvo X antes de seguirem para o Y. A segunda vaga de cinco aviões dirigiu-se a Sorpe (Alvo Z). A terceira vaga, dos restantes cinco Lancaster, serviria como reserva para as outras duas vagas e, caso não fosse necessária, atacaria um grupo secundário de barragens.
Möhne
A primeira vaga perdeu um avião a caminho, após este ter colidido com um poste de alta tensão. Os restantes oito aviões reuniram-se e, em seguida, alinharam-se para a corrida de bombardeamento contra a barragem de Möhne. Gibson observou:
Sob aquela luz, ela parecia agachada, pesada e inconquistável; parecia cinzenta e sólida ao luar; como se fizesse parte da própria paisagem e fosse igualmente imóvel. Uma estrutura semelhante a um couraçado disparava fogo antiaéreo ao longo de toda a sua extensão. (Spick, pág. 55)
Gibson avançou primeiro sob o fogo de seis unidades de fogo antiaéreo, com o artilheiro do nariz do Lancaster a responder ao fogo. A bomba foi lançada, saltou como pretendido e atingiu a barragem, mas sem efeito. Gibson observou: 'Os artilheiros viram-nos chegar. Conseguiram ver-nos a aproximar com os nossos projetores ligados a mais de duas milhas de distância' (Idem pág, 59). O segundo Lancaster foi atingido e despenhou-se; a sua bomba saltou por cima da barragem e destruiu a estação de bombagem. Um artilheiro alemão, o Cabo Karl Schütte, descreveu a sua visão do Lancaster a aproximar-se: 'Veio na nossa direção a rugir sob o luar como um monstro, como se quisesse abalroar-nos na torre' (Dildy, pág. 44). Para a terceira investida, Gibson regressou e voou ligeiramente à frente para atrair parte da flak que visava o Lancaster que carregava a bomba. O plano não funcionou e o terceiro Lancaster foi atingido. A terceira bomba chegou a detonar, mas desviou-se para a extremidade oeste da barragem, que permanecia intacta. Gibson e o terceiro Lancaster descreveram círculos para apoiar o quarto ataque. À quarta foi de vez: a bomba saltou e detonou contra a parede da barragem. No início, pareceu que a barragem iria resistir, mas começou a desmoronar-se precisamente quando a bomba do quinto Lancaster também atingiu a barragem na perfeição. Uma onda gigante de água despenhou-se através da brecha de 76 m (250 pés) na parede da barragem e vale abaixo. Enquanto dois Lancasters iniciavam o regresso a casa, Gibson liderou os restantes em direção a Eder.
Eder
Felizmente para os bombardeiros, os alemães não tinham estabelecido defesas antiaéreas em Eder, acreditando talvez que as montanhas circundantes eram proteção suficiente contra um ataque aéreo. O comando alemão tinha razão, uma vez que dois Lancaster fizeram agora cinco tentativas ao todo e em nenhuma delas conseguiram lançar a sua carga à altura, velocidade e direção exigidas. Na sexta investida contra a barragem, a bomba saltitante explodiu contra a parede de betão, mas os danos foram mínimos. Uma sétima investida correu mal quando a bomba fez ricochete na barragem e poderá ter danificado o Lancaster que a acabara de lançar — este avião despenhou-se no caminho de volta, talvez em consequência dos danos. Com apenas uma bomba restante, a primeira investida do último Lancaster foi abortada, mas a segunda foi bem-sucedida; a barragem rompeu-se e criou-se outra terrível onda gigante.
Sorpe
Dos cinco aviões destinados a Sorpe, um voou demasiado baixo sobre o mar e perdeu a bomba, outro despenhou-se após colidir com um poste de alta tensão e um terceiro foi obrigado a dar meia-volta rumo a casa depois de sofrer danos causados pelas defesas antiaéreas no rádio. Um quarto Lancaster foi abatido na Alemanha. O último avião restante seguiu em frente e fez nada menos do que nove passagens sobre a barragem de Sorpe. A bomba foi lançada na décima tentativa, mas não causou danos reais na parede da barragem, exceto na parte acima da linha de água.
A terceira vaga de reserva, composta por cinco Lancaster, já tinha perdido dois dos seus aparelhos devido às defesas antiaéreas e um teve de regressar à base por causa de uma falha mecânica. Um Lancaster que se dirigiu a Sorpe lançou a bomba e atingiu a barragem, mas sem qualquer efeito. O Comando de Bombardeiros já sabia que a Upkeep provavelmente não funcionaria contra a parede de terra, e assim se confirmou. O último Lancaster do terceiro grupo dirigiu-se à barragem de Ennepe. Na paisagem confusa causada pelas inundações das duas barragens rompidas, o Lancaster confundiu o seu alvo e bombardeou a barragem de Bever, mas sem causar danos (Dildy, pág. 62). Este erro foi mantido em segredo pelo Ministério do Ar. Todos os aviões iniciaram agora o regresso a casa e, com as baterias de defesas antiaéreas e os caças inimigos à espreita, nem todos conseguiriam voltar.
O Balanço Final
As barragens de Eder e Möhne foram rompidas; as de Sorpe e Ennepe sofreram danos. A missão foi considerada um sucesso e os "Dambusters" foram galardoados com 34 medalhas. A imprensa britânica, amplamente munida de fotografias do rasto de destruição tiradas por voos de reconhecimento, transformou a história numa grande vitória ao levar a guerra até à Alemanha. O custo foi elevado. Oito dos 19 Lancaster não regressaram a casa, 53 homens morreram e dos três que foram abatidos a tripulação tornou-se prisioneiros de guerra (Morris, pág. 170).
De volta à Alemanha, a onda gigante causada pelo rompimento da barragem de Möhne espalhou-se pelo vale ao longo de 80 km (50 milhas), inundando mais de 125 fábricas, destruindo mais de 1 000 casas, arruinando duas centrais hidroelétricas e danificando outras sete, inundando várias minas de carvão e arrastando quase 50 pontes. Mais de 1300 civis morreram nas inundações, muitos dos quais se encontravam abrigados em caves devido aos avisos de ataque aéreo. Entre as vítimas encontravam-se cerca de 500 mulheres ucranianas, trabalhadoras recrutadas obrigatoriamente. Milhares de cabeças de gado afogaram-se e vastas áreas de terreno tornaram-se impróprias para a agricultura durante o resto da guerra. O desastre ficou conhecido como a Möhnekatastrophe. A ruptura da barragem de Eder desativou quatro centrais elétricas, destruiu 14 pontes e matou 47 pessoas.
No seu conjunto, esta foi a maior perda de vidas num único ataque da RAF até àquele momento da guerra. A escassez de água teve um efeito dominó no funcionamento de fábricas e minas de carvão, bem como na capacidade de combate a incêndios noutros locais. Além disso, o Estado alemão viu-se agora obrigado a gastar uma enorme quantidade de recursos para proteger as barragens com defesas antiaéreas. Em suma, é 'absurdo supor que a Alemanha pudesse ter sofrido tal devastação sem um custo significativo para o seu esforço de guerra' (Hastings, pág. 286).
Para os britânicos, foi certamente uma decepção o facto dos danos dos "Dambusters" terem sido reparados, em grande parte, em apenas alguns meses. Crucialmente, muitas das fábricas de armamento ficaram incólumes e a produção continuou a aumentar a longo prazo. Inexplicavelmente, o Comando de Bombardeiros não deu seguimento com ataques durante os trabalhos de reparação nas barragens, que seriam alvos relativamente fáceis para bombas incendiárias comuns.
Houve sucessos menos tangíveis, mas igualmente importantes, na missão. Ficou demonstrada a destreza britânica no planeamento e execução de operações em tempo de guerra, algo que tinha faltado um pouco até aquele momento da guerra. Churchill recebeu um reforço na sua relação com os parceiros vitais, como os Estados Unidos, o Canadá e a Rússia. A operação foi explorada ao máximo pelo seu valor de propaganda, com Gibson a ser enviado numa digressão de palestras pela América do Norte.
Outros sucessos da Chastise incluem a confirmação das vantagens do bombardeamento de precisão a baixa altitude sobre alvos específicos por tripulações altamente treinadas e escolhidas a dedo, algo que o Comando de Bombardeiros passaria a perseguir com sucesso durante o resto da guerra, a par da sua tática mais indiscriminada de bombardeamento de saturação sobre grandes áreas utilizando um elevado número de bombardeiros. O uso de rádios VHF foi também um grande avanço e levou a que todas as missões passassem a ter um bombardeiro líder, o 'Master Bomber', que podia comunicar informações vitais aos bombardeiros que o seguiam. O Esquadrão N.º 617, liderado pelo Major George Holden, foi utilizado noutras missões com alvos estratégicos específicos ao longo da guerra e terminou o conflito como o esquadrão de bombardeiros pesados mais preciso de todos.
Pela Operação Chastise, Gibson foi condecorado com a medalha da Cruz Vitória (Victoria Cross). Wallis foi armado cavaleiro em 1968. Ambos os homens tornaram-se heróis nacionais. Em tempos mais modernos, a Chastise tem sido reavaliada pelo seu impacto nos civis, até porque o bombardeamento deliberado de alvos como barragens, com consequências fatais óbvias para civis, é hoje classificado como um crime de guerra nos Protocolos da Convenção de Genebra.
