Ulrico Zuínglio (1484-1531) foi um sacerdote suíço e o líder da Reforma Protestante na Suíça, ao mesmo tempo que Martinho Lutero (1483-1546) o era na Alemanha. Zuínglio é conhecido como o 'terceiro homem da Reforma', após Lutero e João Calvino (1509-1564), e o fundador da Reforma na Igreja na Suíça.
Tal como Lutero, inicialmente, Zuínglio não se propôs a estabelecer uma nova visão do Cristianismo, apenas, procurou reformar o que considerava como erros e abusos nas políticas da Igreja Católica Romana. Em Zurique, na Suíça, como Leutpriester (sacerdote do povo) envidou os seus esforços lendo diretamente o Novo Testamento interpretando-o na língua vernácula, em vez de seguir a liturgia da Igreja em latim. De seguida, refutou a tradição do jejum durante a Quaresma e, finalmente, a prática da Igreja da Eucaristia e da Missa. Como Lutero, conseguiu popularizar as suas opiniões devido ao apoio de homens poderosos no Concelho da cidade e ao recurso do uso da imprensa.
Tendo estabelecido a Reforma na Igreja em Zurique, empenhou-se numa reforma mais lata, em especial, perseguindo os Anabatistas que discordavam das suas opiniões sobre o batismo infantil. Os seus esforços de conversão forçada dos cantões (províncias) suíços conduziram à Primeira Guerra de Kappel em 1529, evitada por um compromisso, e à Segunda Guerra de Kappel em 1531, na qual morre. Heinrich Bullinger (1504-1575) sucede-o como líder do Movimento da Reforma Suíço desenvolvendo ainda mais a sua visão. É conhecido como o Pai da Reforma Suíça e um dos ativistas mais importantes da Reforma Protestante.
Os Primeiros Anos, Educação e Serviço
Zuínglio nasceu a 1 de janeiro de 1484, na vila de Wildhaus, no Vale de Toggenburg, na Suíça, filho de um camponês abastado e magistrado (de quem recebeu o nome) e de Margaret (nascida Meili) Zuínglio, cujo irmão, Bartolomeu, era sacerdote e decano da escola em Wesen. Zuínglio era o terceiro de onze filhos e, dando mostras desde cedo de aguçada inteligência, foi ensinado pelo tio, que o levou para Wesen, e que depois o encorajou a continuar a educação nas cidades da Basileia e de Berna. Em 1496, com doze anos, era já um músico talentoso e bem versado nos clássicos. Em 1506, formou-se como Mestre em Artes na Universidade de Basileia, e aos 22 anos foi ordenado sacerdote em Constança voltando para casa para celebrar a sua primeira missa em setembro do mesmo ano.
Naquela época, a Suíça era uma confederação de 13 cantões com um considerável grau de independência entre si. Os próprios cantões permaneciam neutros durante os vários conflitos dos estados vizinhos e, embora, tecnicamente, fossem parte do Sacro Império Romano-Germânico, eram autónomos. Contudo, cada cantão era livre de fornecer mercenários a quem desejasse e faziam-no regularmente. Zuínglio foi enviado da sua cidade natal para assumir o cargo de sacerdote na aldeia Glarus e ofereceu-se para acompanhar os mercenários de Glarus em campanha como capelão em 1513.
Vivenciando a guerra na pele, Zuínglio reconheceu que o conflito armado era contrário à visão cristã de paz e perdão dos inimigos. Quando os suíços foram derrotados pelo exército francês na Batalha de Marignano em setembro de 1515, Zuínglio regressa a Glarus. Contudo, como havia anteriormente apoiado o sistema de mercenários, particularmente os mercenários fornecidos aos Estados Papais, o povo de Glarus – que agora apoiava a causa francesa contra os Estados Papais – rejeitou-o, e mudou-se para Einsiedeln no cantão de Schwyz.
Onde, pela primeira vez, leu as obras de Erasmo de Roterdão (1466-1536), o grande filósofo, teólogo e humanista holandês. Conhecera-o em Basileia em 1514, encontrando-se agora mais influenciado pela sua filosofia e considera-se que tenha ajudado na tradução do “Novo Testamento” de Erasmo em 1516. Erasmo nunca se juntou ao movimento da Reforma, porém defendeu-a dentro da Igreja, e os seus argumentos afetaram profundamente Zuínglio, especialmente as suas críticas à política das indulgências. Em 1518, Zuínglio havia lido igualmente as “95 Teses” de Martinho Lutero denunciando as indulgências – documentos pelos quais as pessoas pagavam para diminuir o tempo, ou o de um ente querido, no purgatório – e havia escrito peças criticando a Igreja; apresentadas como sátiras, no entanto, foram consideradas tão habilmente compostas que foram entendidas como entretenimento, passando no crivo da censura. Acabou por ser nomeado sacerdote do povo na Grossmünster (Grande Catedral) em Zurique.
Zurique e o Episódio da Salsicha
A posição de Zuínglio como sacerdote do povo era tecnicamente subordinada aos clérigos (magistrados) de Zurique, mas como principal eclesiástico da Grande Catedral da cidade assumiu uma posição de poder entre a congregação. O estudioso Diarmaid MacCulloch comenta:
Logo após ter chegado em 1519, anunciou que começaria a pregar sistematicamente o Evangelho Segundo S. Mateus, ignorando por completo o complicado ciclo litúrgico das leituras da Bíblia estabelecido pela Igreja. Passou para “O Livro dos Atos” (dos Apóstolos), levando-o da vida de Cristo à subsequente fundação das primeiras congregações cristãs, e a sua pregação, sem dúvida, intensificou a sensação de quão diferente a Igreja parecia ser no seu próprio tempo. (pág. 138)
Zuínglio não apenas lia a Bíblia para a congregação, como também interpretava e comentava as passagens, e encorajava o espírito de reforma em Zurique. MacCulloch observa como "ao longo de 1520, o relacionamento próximo de Zuínglio com a congregação entusiasmada começou a fundir-se com as suas próprias convicções da necessidade de reforma da igreja" (idem). O relacionamento com o povo de Zurique ficou ainda mais fortalecido em 1519, quando a peste atingiu a cidade, matando uma em cada quatro pessoas. A maioria do clero fugiu, mas Zuínglio permaneceu, cuidando dos doentes, e quase morreu quando ele próprio contraiu a peste.
Em 1521, apesar da oposição dos clérigos mais conservadores, foi nomeado cónego e tornou-se cidadão de Zurique. No mesmo ano, chegam a Zurique as notícias da recusa de Martinho Lutero em se retratar na Dieta de Worms bem como do Édito de Worms que o condenava. As autoridades suíças recusaram-se a publicar o Édito de Worms, mas relutavam em endossar a reforma abertamente. Em 1522, Zuínglio forçou-os a tomar um posição, após um evento frequentemente referido como o Episódio da Salsicha ou o Caso da Salsicha. MacCulloch comenta:
No início de 1522, no primeiro domingo penitencial da Quaresma, um impressor de Zurique, Christoph Froschauer, sentou-se com um número suspeitamente bíblico de doze amigos ou algo próximo disso, cortou duas salsichas e distribuiu-as pelos convidados. Zuínglio não comeu a salsicha, o único entre eles, mas quando a confusão se tornou pública (como certamente era a intenção), ele primeiro dedicou um dos seus sermões de domingo a mostrar porque é que não era necessário obedecer à ordem tradicional da Igreja de não comer carne na Quaresma, em seguida publicou o que havia pregado... O cerne do sermão de Zuínglio era que não havia mandamento da Quaresma no Evangelho; era um mandamento humano introduzido pela Igreja. (pág. 139)
O Concelho da cidade de Zurique a princípio pretendia processar Froschauer, até que Zuínglio publicou um argumento contra o jejum da Quaresma no seu sermão "Sobre a Escolha e a Liberdade dos Alimentos"( Von Erkiesen und Freiheit der Speisen, 16. April 1522). O bispo denunciou Zuínglio, e os outros cantões suíços concordaram que a sua pregação deveria ser suprimida, juntamente com quaisquer outras novas visões sobre política e prática cristãs.
A Primeira e a Segunda Disputas
No entanto, o Concelho de Zurique acreditava que ambos os lados deveriam ser ouvidos e a questão decidida razoavelmente através de argumentos e debate. Em janeiro de 1523, organizaram a Primeira Disputa convidando o bispo, que enviou uma delegação liderada pelo vigário geral Johannes Fabri, o qual esperava um debate privado em recinto fechado, enquanto Zuínglio se preparava para um evento público. Mais de 600 pessoas chegaram e ouviram “Os 67 Artigos” (Die 67 Artikel Zwinglis) de Zuínglio, que articulavam a sua visão. Fabri proibido de discutir questões teológicas diante das massas pôde somente responder afirmando a autoridade da Igreja sem quaisquer argumentos de apoio. Zuínglio venceu e foi ordenado pelo Concelho a continuar a pregar de acordo com as escrituras.
Zuínglio tinha recomendado um colega sacerdote e apoiante seu, Leo Judd (1482-1542), para pastor da Igreja de São Pedro em Zurique, o qual se lhe juntou na Segunda Disputa em outubro de 1523. Leo Judd havia denunciado a presença de estatuária religiosa e ícones nas igrejas e pediu a remoção dos mesmos, levando os seguidores de Zuínglio a destruir as estátuas dos santos, vitrais retratando cenas bíblicas e quaisquer outras iconografias como idolatria. Enquanto isto, Zwinglio rejeitou a Missa e o antitético da Eucaristia como um milagre de transubstanciação (pelo qual o pão e o vinho se tornam o corpo e o sangue de Jesus Cristo), argumentando que era, em vez disso, um rito comemorativo.
Sem resolver completamente as questões, a Segunda Disputa concluiu com a permissão de que casa igreja decidisse sobre a remoção da estatuária. Zuínglio fez concessões e permitiu uma transição gradual do abandono da Missa e da veneração dos ícones, mas a congregação já tinha abraçado as suas ideias, e recusou-se a observar os ritos tradicionais de Natal e, em 1524, abolem os rituais da Páscoa.
Zuínglio e a Autoridade
Zuínglio sustentava que havia apenas dois sacramentos – o batismo e a Eucaristia – ambos a serem entendidos como gestos de adesão à fé cristã, mas sem outros atributos. Denunciou, igualmente, tanto o celibato clerical como não bíblico e bem como o facto de muitos membros do clero viverem com mulheres sem o benefício do casamento e, portanto, a insistência no celibato encorajava a hipocrisia e o engano. O próprio Zuínglio viveu com a viúva Anna Reinhart em segredo e casaram-se em 1524, um casamento que produziria quatro filhos (Regula, William, Ulrich e Anna), incitando outros a fazerem o mesmo.
Defendia que a Bíblia era a única autoridade, não apenas nas esferas eclesiásticas, mas também nas seculares, e citando Erasmo, afirmava que um estado perfeito seria uma entidade humanista-cristã sob a qual todos viveriam em paz, tal como o cristianismo primitivo era retratado no “Livro dos Atos Apóstolos”. As suas afirmações, e o movimento que iniciou, desafiaram a ordem existente em todos os níveis e introduziram um novo modelo de sociedade, que o povo de Zurique lutou para reconciliar com as suas tradições.
Zuínglio incentivou estas mudanças, argumentando que apenas as escrituras forneciam as leis pelas quais todos deveriam viver, e talvez tenha traduzido a Bíblia, com Leo Judd, criando a “Bíblia de Zurique” (também conhecida como Bíblia de Froschauer) em 1531. Apoiado pelo Concelho da cidade, as suas ideias espalharam-se, não apenas através dos seus sermões proferidos, mas também nas suas versões impressas na língua vernácula. O seu apelo para dissolver as ordens mendicantes e converter os mosteiros e os conventos em hospitais e orfanatos foi aprovado pelo Concelho e concretizado com o apoio de Katharina von Zimmern (1478-1547), abadessa da Abadia Fraumünster em Zurique (e uma antiga amiga de Zuínglio), que a entregou à cidade em 1524.
Perseguição aos Anabatistas
A rejeição de Zuínglio de qualquer autoridade religiosa central fora das escrituras, no entanto, encorajou alguns dos seus seguidores a levar as suas afirmações à sua conclusão natural. Se a visão cristã de qualquer pessoa pode ser válida e se a mesma for apoiada nas escrituras, então a opinião de qualquer pessoa pode ser desafiada, incluindo a de Zuínglio. Um dos seus apoiantes mais fervorosos foi Conrad Grebel (1498-1526) que, juntamente com Felix Manz, rompeu com Zuínglio após a Segunda Disputa, alegando que se havia comprometido nas questões e aliado à ordem estabelecida contra a verdade das escrituras.
Conrad Grebel, em especial, discordou da posição de Zuínglio sobre o batismo infantil, alegando que tal não constava na Bíblia, pois qualquer menção de batismo na Bíblia dizia respeito a um adulto consentido que se submetia ao ritual para a remissão dos pecados. Grebel argumentou que dado que um bebé não podia consentir o rito deveria ser rejeitado como uma construção humana, não de Deus. Grebel e os seus seguidores foram chamados de Anabatistas (rebatizadores) pelos opositores, um termo pejorativo destinado a destacar a insistência em realizar um ritual já realizado logo após o nascimento. O Concelho da cidade apoiou a aprovação de Zuínglio do batismo infantil e, em 1525, ordenou que todas as pessoas em Zurique batizassem os bebés ou saíssem a cidade.
Em 1526, o Concelho publicou o édito de que o batismo adulto era contra a lei, e qualquer pessoa apanhada a praticá-lo seria morta. Felix Manz recusou-se a cumprir, continuando os batismos em adultos na sua casa e pela cidade até ser preso e executado por afogamento em 1527. Três outros anabatistas foram, igualmente, afogados no rio Limmat pouco tempo depois, e o restante deixou a cidade. Em 1525, Conrad Grebel já tinha saído de Zurique, contudo continuou o evangelismo anabatista até morrer, provavelmente de doença, em 1526. Zuínglio não consentiu o édito, mas havia repreendido os anabatistas como radicais irresponsáveis, e não há provas de que se tenha oposto ao édito ou às execuções.
A Disputa de Baden e o Colóquio de Marburgo
À medida que o poder de Zuínglio crescia em Zurique, as suas visões religiosas entrelaçavam-se cada vez mais com os assuntos cívicos, e convenceu-se de que um estado cristão operando apenas baseado nas escrituras não era apenas ideal, mas uma possibilidade prática. Pensava: uma Suíça unida baseada no Cristianismo Reformado estava tão próxima quanto a conversão dos outros cantões. Cinco dos cantões rejeitaram os planos de Zuínglio e pediram à Igreja para resolver a questão. Em maio de 1526, todos os cantões reuniram-se em Baden, onde a Igreja foi representada por Johann Eck (1486-1543), que havia debatido com Martinho Lutero, enquanto o lado de Zuínglio foi representado pelo seu amigo e teólogo Johannes Oecolampadius (1482-1531). Ao longo da disputa, Zuínglio foi constantemente informado dos procedimentos e enviava notas a Oecolampadius, além de imprimir folhetos refutando os argumentos da Igreja.
A Disputa de Baden terminou com todos, exceto quatro dos 13 cantões, votando para suprimir os ensinamentos de Zuínglio. Basileia, Berna, Schaffhausen e Zurique, no entanto, apoiaram-no bem como o Movimento da Reforma, que já bem estabelecido em Zurique, foi fundado em Berna em 1528. Quando um sacerdote reformado foi preso e executado no cantão católico de Schwyz, Zuínglio não viu outro caminho para uma Suíça unida e Protestante senão a guerra. Pondo de lado o seu pacifismo, bem como a afirmação de Erasmo de que os homens razoáveis poderiam resolver as diferenças pacificamente, mobilizou Zurique para a guerra, contudo uma delegação de Berna negociou tréguas antes que se iniciasse o conflito armado.
Zuínglio estava agora em desacordo não apenas com ex-apoiantes (os anabatistas) e os cantões católicos, mas também com Lutero na Alemanha, que havia denunciado as suas opiniões sobre a Eucaristia em 1527. O nobre alemão Filipe de Hesse (1504-1567), um firme apoiante de Lutero, reuniu os dois homens para resolver as diferenças em Marburgo, em 1529, na esperança de criar uma frente protestante unida contra os católicos. Zuínglio aceitou o convite com entusiasmo, enquanto Lutero, que descartou Zuínglio como um radical perigoso, foi forçado por Filipe a comparecer. Os dois concordaram em 14 dos 15 pontos em consideração, mas não puderam concordar no último – a Eucaristia. Para Lutero, Cristo estava literalmente presente durante o ritual, enquanto que para Zuínglio, o rito era simplesmente uma lembrança do sacrifício de Cristo.
Diz-se que Zuínglio ficou visivelmente perturbado pela forma desdenhosa de Lutero ao longo do Colóquio de Marburgo, enquanto Lutero nunca pareceu importar-se com o que Zuínglio pensava de si. Um ano depois, na Dieta de Augsburgo, o amigo de Lutero, Filipe Melanchthon (1497-1560), apresentou a “Confissão de Augsburgo”, principalmente para resolver as diferenças entre católicos e luteranos, mas certamente com Zuínglio em mente, numa tentativa de reconciliação. A própria “Confissão” de Zuínglio na conferência alienou tanto católicos quanto luteranos com o seu extremismo. Quando Lutero soube da morte de Zuínglio, pronunciou-a como a justa obra de Deus, realizada para impedir Zuínglio de destruir o movimento através de excessos radicais.
Conclusão
Continuando a defender uma Suíça unida e Protestante, Zuínglio propõem um ataque aos cantões católicos no início de 1531, mas, sem apoio dos outros cantões adeptos da Reforma, comprometeu-se com um bloqueio, que deveria fazer os católicos morrerem de fome e submeterem-se. No entanto, a comida chegava aos cantões por outras rotas, tornando o bloqueio inútil, e acabou por ser retirado. Zuínglio continuou a defender o conflito armado para converter o que considerava como os cantões católicos teimosos que continuavam a aderir a visões ímpias.
Em outubro de 1531, os cantões católicos declararam guerra a Zurique e avançaram rapidamente contra a cidade, que apanhada de surpresa, se mobilizou lentamente e carecendo de coesão e liderança forte, marchou para encontrar um oponente cujo número era o dobro do seu perto de Kappel. A Segunda Guerra de Kappel consistiu numa batalha concluída em menos de uma hora com uma vitória católica: 500 soldados de Zurique caíram, incluindo Zuínglio.
Após a sua morte, foi denunciado pelas Guerras de Kappel e o movimento que liderou foi duramente criticado. Judd, que lhe estava intimamente associado, foi ostracizado e, eventualmente, adotou uma posição mais moderada, enquanto Heinrich Bullinger, que já havia mudado para uma postura mais moderada, sucedeu Zuínglio como líder da Reforma. No entanto, com o tempo, os conceitos revolucionários de Zuínglio anteriores às Guerras de Kappel passaram a ser reconhecidos como necessários para estabelecer a nova visão que seria mais completamente desenvolvida por Calvino nos estágios posteriores da Reforma na Suíça. Presentemente, Zuínglio é compreendido como um dos ativistas mais importantes da Reforma Protestante que, tal como Lutero e Calvino, desafiou a velha ordem para estabelecer uma nova visão do Cristianismo.
