A América do Norte pré-colonial (designada também como pré-colombiana ou de pré-contacto) compreende o intervalo entre a migração dos paleoíndios para a região — ocorrida há cerca de 40 000 a 14 000 anos — e o contacto entre as nações indígenas e os colonos europeus no século XVI, que culminou na erradicação das culturas nativas americanas, originando o Canadá e aos Estados Unidos da América.
Em 1492, Cristóvão Colombo (1451-1506) iniciou a colonização europeia das Américas, quando desembarcou nas Índias Ocidentais, o que incentivou os holandeses, franceses e, finalmente, os ingleses a estabelecerem colónias na América do Norte de 1534 a 1620, levando a uma rápida colonização nos 100 anos seguintes.
Antes da chegada dos europeus, os nativos americanos viviam como nações autónomas (também conhecidas como tribos) por todo o continente, desde o catual Alasca, passando pelo Canadá e até aos 48 estados contíguos dos Estados Unidos. Para estudar esta era com mais facilidade, os estudiosos modernos dividiram-na em períodos:
- Cultura Paleoíndia-Clovis – cerca de 40.000 - cerca de 14.000 a.C.
- Cultura Dalton-Folsom – cerca de 8500-7900 a.C.
- Período Arcaico – cerca de 8000-1000 a.C.
- Período Woodland – cerca de 500 a.C. - 1100
- Cultura do Mississípi – cerca de 1100-1540
Deve-se observar que, embora tenham sido feitos esforços para ser preciso nesta datação, as várias culturas nativas americanas da região desenvolveram-se em ritmos variados e de maneiras diferentes e, além disso, vários estudiosos datam estes períodos de maneira diferente. Não houve um desenvolvimento uniforme de todas as culturas nativas ao mesmo tempo em todos os lugares. Algumas nações continuaram a usar a tecnologia e a aderir às tradições associadas, por exemplo, ao Período Woodland, enquanto outras se desenvolveram de maneiras que caracterizam a Cultura do Mississípi. Além disso, a designação "Cultura Dalton-Folsom" é usada neste artigo como um termo geral para um período de tempo em que diversas culturas foram identificadas por meio das diferenças na fabricação de pontas de projéteis. Cada uma destas culturas ou nações, como os Evans, por exemplo, seguiu os seus próprios caminhos de desenvolvimento.
Algumas das nações eram caçadoras-coletoras nómadas ou seminómadas por mais tempo do que outras, que construíram grandes complexos urbanos e se dedicaram à agricultura e ao comércio, mas estas últimas não devem ser consideradas mais «altamente desenvolvidas» do que as primeiras. Os povos das Grandes Planícies continuaram o modo de vida caçador-colector por mais tempo do que os da costa leste, simplesmente porque o terreno e a caça eram mais adequados àquela região.
As nações e culturas da América do Norte desenvolveram ordens sociais altamente sofisticadas, construíram centros urbanos monumentais, envolveram-se em comércio de longa distância e agricultura em grande escala, inventando sistemas de irrigação que ainda existem em algumas partes dos Estados Unidos nos dias de hoje (como no sudoeste, notadamente na área ao redor de Phoenix, Arizona). No entanto, à medida que mais e mais colonos chegavam da Europa nos séculos XVII e XVIII, os nativos americanos foram sendo gradualmente empurrados para reservas, perdendo as terras onde viviam há milhares de anos para as hordas cada vez maiores de imigrantes europeus que acabariam por se considerarem os legítimos proprietários das terras anteriormente habitadas pelos nativos.
Cultura Paleoíndia-Clovis
Dependendo se se adere à cronologia longa ou curta, os paleoíndios migraram da Ásia para a América do Norte há 40.000 ou 14.000 anos. A data mais antiga é provavelmente mais precisa, com base na dispersão e no desenvolvimento das nações ao longo da América do Norte, Central e do Sul. Também se acredita que o povo possa ter migrado de barco, seguindo pela costa até se estabelecer em áreas como a Califórnia, o México e pontos ao sul, possivelmente ao mesmo tempo em que outros migravam por terra. O estudioso Ron Fisher comenta:
A maioria dos arqueólogos concorda que as Américas foram povoadas por migrantes vindos da Ásia há cerca de 30 000 anos, quando, estando grande parte da água do mundo retida em gelo, uma ponte terrestre com cerca de mil quilómetros de largura ligava o Alasca à Sibéria. Os povos cruzaram a ponte terrestre de Bering, sem ter noção de que estavam migrando. Com o passar dos séculos, eles seguiram a caça, o clima, os seus próprios instintos e, como pólen levado pela brisa, povoaram o continente à sua frente. (pág. 10)
A cultura mais antiga identificada é a Clovis, assim chamada devido às "pontas Clovis" descobertas pela primeira vez em Clovis, Novo México, em 1929. São pontas de lança de pedra trabalhadas, usadas principalmente na caça, e, uma vez identificadas no Novo México, foram reconhecidas em achados localizados por todo o continente. Embora pareça haver culturas anteriores à Clovis, esta designação é usada para identificar uma cultura caçadora-colectora generalizada que subsistia principalmente da caça da chamada megafauna, animais de grande porte como os bisontes, castores-gigantes, mastodontes, mamutes, tigres-dentes-de-sabre, entre outros.
Acredita-se que os povos Clovis tenham seguido os padrões de migração da caça grossa até chegarem a habitar principalmente uma região específica. A partir desse momento, parece que terão começado a estabelecer laços comerciais com outros povos. Fisher observa:
Como as pontas eram frequentemente encontradas longe dos seus locais de fabricação, os arqueólogos sabem que os povos de diferentes sociedades as trocavam, por meio de comércio ou como presentes. Locais diferentes também revelam aos arqueólogos os tipos de grupos que as utilizavam: um pequeno local numa colina rico em pontas de lança poderia ter sido um acampamento de caça masculino; um local à beira do rio com ferramentas para preparar alimentos, um acampamento feminino. (pág. 11)
À medida que o clima mudava e mais animais eram caçados até a extinção, os animais de maior porte começaram a desaparecer e os de menor porte sobreviveram. Consequentemente, as populações passaram a concentrar-se em povoados permanentes ou semipermanentes, situados junto a lagos, ribeiros e rios, onde podiam subsistir através da pesca.
Cultura Dalton-Folsom
Esta mudança nos padrões de vida diferencia a cultura Clovis, mais antiga, da cultura Dalton-Folsom, mais recente, que, assim como a Clovis, recebeu o nome devido aos projéteis encontrados principalmente no sudoeste (Folsom) e no meio-oeste (Dalton), mas identificados em achados em quase toda a América do Norte, datados de aproximadamente 8500-7900 a.C. O estudioso Alan Taylor comenta sobre este desenvolvimento:
As mudanças climáticas e o desaparecimento da megafauna levaram os grupos nómadas a procucar estratégias mais diversificadas para explorar uma gama mais ampla de fontes de alimento. Os nativos tiveram que aprender a conhecer mais intimamente os seus ambientes locais para colher mariscos, peixes, aves, nozes, sementes, frutas silvestres e tubérculos. Os índios obtinham mais da sua dieta da pesca à medida que desenvolviam redes, armadilhas e anzóis de osso. A sua caça evoluiu para o rastreamento paciente e prolongado de mamíferos mais esquivos, especialmente veados, antílopes, alces, cervos e caribus. A partir de há cerca de nove mil anos, os índios adaptaram-se às presas menores e mais ágeis desenvolvendo o atlatl — um lançador de lanças que proporcionava maior impulso, velocidade e distância. (págs. 8-9)
As pontas das lanças lançadas pelo atlatl — um bastão esculpido com uma cavidade numa das extremidades que segurava a base do projétil a ser lançado — são estas pontas Dalton-Folsom que dão nome à cultura. No entanto, o atlatl é apenas uma das ferramentas desenvolvidas durante este período, já que o povo Dalton-Folsom também se caracteriza pelo desenvolvimento de facas de pedra, raspadores, brocas e outras ferramentas. As pontas das lanças eram reafiadas após cada caçada usando um tipo de pedra de amolar, e as facas eram feitas com bordas serrilhadas, bastante afiadas, para cortar carne para as refeições e peles para roupas. Esta cultura também mostra os primeiros sinais de crença religiosa e uma vida após a morte com base em objetos funerários encontrados em sítios arqueológicos datados deste período.
Período Arcaico
A crença num poder superior e divino influenciou a cultura do Período Arcaico, caracterizado principalmente pela construção de grandes montes de terra, que lhes renderam o apelido de "construtores de montes". Estes montes foram inicialmente criados como espaços sagrados onde se realizavam rituais e também podem ter servido como "lares dos deuses", e para elevar o sacerdote acima do mundo do resto da comunidade.
Os primeiros montes datam do chamado Período Arcaico Médio, por volta de 5400 a.C., principalmente na actual Louisiana (especificamente, o Monte Ouachita em Watson Brake, o complexo de montes mais antigo da América do Norte), Mississípi e estados vizinhos, e às vezes parecem ter se tornado centros religiosos ou políticos para a comunidade vizinha. Estabelecerram-se assentamentos permanentes fnesta época com a domesticação de alguns animais e plantas. O cão já havia sido domesticado nesta época e, de acordo com alguns estudiosos, viajou com os primeiros colonos vindos da Ásia.
Pequenas comunidades dos períodos Arcaico Inicial e Médio desenvolveram-se em cidades maiores no Período Arcaico Tardio, quando foram estabelecidos locais como Poverty Point, na actual Louisiana. O local de Poverty Point deu nome ao povo desconhecido que o construiu — a Cultura Poverty Point — e ambos derivam do nome dado por Phillip Guier à sua plantação do século XIX. Guier cultivava a terra sem reconhecer que as "colinas" de semicírculos concêntricos eram terraplenagens artificiais criadas pelos nativos americanos. Ninguém o entendeu até 1953, quando uma fotografia aérea mostrou claramente terraplenagens concêntricas construídas de frente para um planalto.
Período Woodland
A construção de montes continuou e desenvolveu-se durante o Período Woodland (Florestal- geralmente dividido em períodos inicial, médio e tardio), um termo que geralmente é associado às regiões leste e central da América do Norte, mas que é igualmente aplicável ao sudoeste e às Grandes Planícies, uma vez que avanços semelhantes foram feitos em todo o continente. A cerâmica tornou-se mais refinada, assim como o artesanato em geral, como evidenciado por estátuas, ferramentas e armas. No sudoeste, nações como os Hohokam construíram cidades e projectaram eficientes sistemas de irrigação. No Alasca, os Inuítes desenvolveram lâmpadas de pedra, grandes anzóis, facas melhores e arpões. Para o leste, nações individuais construíram montes não apenas como locais sagrados, mas também para fins funerários e residenciais, e cada grupo diferente envolveu-se em comércio de longa distância e local.
Um dos desenvolvimentos mais significativos ocorreu na área da religião, como evidenciado por artefactos encontrados em vários locais. Poverty Point mostra claramente um alto nível de algum tipo de atividade religiosa desde cedo, mas a religião era apenas um aspecto do local, pois ele também era residencial. Alguns locais do Período Woodland, como Pinson Mounds, no actual Tennessee, foram construídos e usados inteiramente para fins religiosos. O local de Pinson inclui 17 grandes montes e os artefactos descobertos indicam claramente que nunca foi residencial, mas serviu a um propósito sagrado.
Os nativos americanos observavam a crença religiosa do animismo — a convicção de que todas as coisas na natureza são animadas por um espírito e todas estão interconectadas — e, portanto, reconheciam que o mundo invisível era tão real e poderoso quanto aquele pelo qual caminhavam nas suas vidas diárias. Taylor comenta:
Os nativos acreditavam que os humanos viviam dentro, e não separados, dessa teia do natural e do sobrenatural. Eles concebiam as suas ações com todos os seres não humanos como essencialmente sociais, envolvendo criaturas mais parecidas do que diferentes deles. De facto, nos seus mitos e sonhos, as pessoas e os seres não humanos podiam metamorfosear-se uns nos outros. Como em todos os aspectos da vida nativa, o princípio fundamental na colheita da natureza era a busca da reciprocidade. As pessoas sentiam-se justificadas em reivindicar uma parte da outra vida ao seu redor, mas sentiam-se obrigadas a retribuir, prestando homenagem ritual e minimizando o desperdício. (pág. 19)
Esta reciprocidade assumia a forma de gestos pessoais e comunitários de gratidão pela vida de um animal capturado ou de uma árvore cortada para madeira, mas locais sagrados como Pinson Mounds eram outra expressão deste mesmo sentimento. Acredita-se que a construção de montes em geral era uma resposta ao mundo invisível, na medida em que as forças da natureza podiam ser concentradas e, talvez, controladas, centralizando-as num monte que elevava os celebrantes em direcção ao céu, mas os mantinha firmemente ligados à terra. Como os montes eram frequentemente erguidos pela água, acredita-se que os quatro elementos da terra, ar, fogo e água eram celebrados e agradecidos durante os rituais dos montes.
Cultura do Mississípi
A Cultura do Mississípi é assim chamada porque o povo vivia principalmente no vale do rio Mississípi, mas também estabeleceu cidades e aldeias no vale do rio Ohio, no vale do rio Tennessee e em outros lugares, desde o nordeste até Louisiana e Indiana. As comunidades mais conhecidas da Cultura do Mississípi foram a cultura Adena (cerca de 800 a.C.-1 d.C.) e a cultura Hopewell (cerca de 100 a.C.-500 d.C.), que construíram inúmeros montes e desenvolveram ainda mais o comércio, o artesanato e a tecnologia. Os Adena construíram montes em forma de cone, enquanto os Hopewell eram mais complexos, muitas vezes em forma de animais, mas ambos tinham uma função religiosa.
Tal como em Poverty Point, os montículos da cultura Hopewell só podem ser plenamente reconhecidos e apreciados a partir de cima. Não se sabe como é que as pessoas conseguiram criar uma obra que elas próprias não podiam ver. A habilidade dos Adena e dos Hopewell na cerâmica, nas obras de arte e na tecnologia, como as valas de irrigação, é impressionante, tal como o seu talento evidente na agricultura e as suas capacidades no comércio. A estudiosa Yvonne Wakim Dennis comenta sobre a percepção dos nativos americanos como "selvagens nobres" que vagavam silenciosamente pela terra, escrevendo:
Longe de serem as crianças passivas da natureza retratados nos relatos coloniais... os indígenas praticavam uma gestão de recursos calculada e extensiva. Tão-pouco eram os povos do Midwest simples nómadas; eram, sim, engenheiros urbanizados, comerciantes de longa distância e agricultores de larga escala. (Pág. 135)
Outra nação, considerada distinta tanto dos Adena quanto dos Hopewell, construiu a cidade de Cahokia (na atual Illinois), o maior centro urbano da América do Norte antes do século XVIII, que floresceu entre aproximadamente 650 e 1350. Cahokia poderá ter-se desenvolvido através de um apelo da classe sacerdotal às comunidades vizinhas para que participassem na construção do enorme montículo ritualístico da cidade — hoje conhecido como Monks Mound — bem como dos outros 119 montículos utilizados para diversos fins.
Cahokia era uma grande cidade com uma ampla praça central, lojas, campos de jogos de bola, um calendário solar, residências para a classe baixa e outras para a elite, e longos campos de milho e outras culturas. O cultivo de milho pelos habitantes de Cahokia é um dos aspectos que os diferencia das culturas anteriores, que não dominavam a cultura. O cultivo de milho era tão bem-sucedido que não só alimentava a população da cidade, mas também era usado no comércio local e de longa distância.
Outra grande cidade, hoje conhecida como Moundville (localizada no Alabama), dedicava-se ao comércio de longa distância e atraía pessoas para serviços religiosos entre 1100 e 1450. Desconhecem-se os nomes originais de Cahokia e Moundville; Cahokia recebeu o nome devido à tribo que vivia nas proximidades na época em que o local foi descoberto pelos europeus no século XIX, e Moundville recebeu este nome pouco criativo devido aos muitos montes que pontilhavam a paisagem ao longo das margens do rio Black Warrior.
O povo de Moundville mantinha uma hierarquia social rigorosamente estratificada, que se refletia na arquitetura da cidade. Os ricos viviam em casas de madeira encimando os montes, todas voltadas para o monte central na praça abaixo, enquanto que as classes mais baixas viviam em cabanas de palha do outro lado da praça. A certa altura, a cidade parece ter-se tornado um centro religioso e um local de peregrinação, à medida que a sua população aumentava ao mesmo tempo que os artefactos sugerem uma maior frequência de rituais religiosos
Conclusão
Em 1541, quando o conquistador espanhol Hernando de Soto (cerca de 1500-1542) chegou à região a Cultura do Mississípi ainda florescia, embora Cahokia tivesse sido abandonada (provavelmente devido à superpopulação). O pequeno exército de De Soto procurava ouro que, segundo informações, poderia ser encontrado em abundância, e matou vários nativos que acreditava estarem a esconder o seu vasto tesouro. A expedição de De Soto trouxe também doenças para as quais os nativos não tinham imunidade, as quais mataram muito mais pessoas mesmo depois de o próprio De Soto ter morrido e de os seus homens terem regressado à costa.
Os espanhóis continuaram a realizar incursões nas regiões do sul e sudoeste da América do Norte, enquanto os franceses se estabeleciam no Canadá e por todo o Midwest (a região do Centro-Oeste) dos atuais Estados Unidos, descendo até à Luisiana. Os franceses também trouxeram doenças que mataram um grande número de nativos, tal como os ingleses fariam quando começassem a chegar.
Os ingleses tentaram primeiro a colonização através da Colónia de Roanoke em 1585 e novamente em 1587, ambas as quais fracassaram, e conseguiram finalmente ter sucesso com a Colónia de Jamestown, na Virgínia, em 1607, que também teria falhado se não fosse a intervenção e a ajuda prestada pelas tribos nativas da Confederação Powhatan. Os ingleses também tentaram a colonização da Nova Inglaterra em 1607 através da Colónia de Popham, que também foi auxiliada inicialmente pelos nativos, até fracassar. A Nova Inglaterra foi colonizada com sucesso pelos ingleses pela primeira vez em 1620, com o estabelecimento da Colónia de Plymouth – que também deveu a sua sobrevivência aos nativos americanos, desta vez às tribos da Confederação Wampanoag – e outras colónias da Nova Inglaterra desenvolveram-se rapidamente logo a seguir.
À medida que mais europeus chegavam à «terra da oportunidade», apoderavam-se de cada vez mais terras indígenas, empurrando-os cada vez mais para o interior. Os nativos ripostaram numa série de guerras, desde as Guerras Anglo-Powhatan de 1610-1646 até à Guerra do Rei Filipe (1675-1678) e muitas outras ao longo do século XVIII e pelo século XIX adentro, mas a falta de coesão e unidade da sua parte, aliada ao fornecimento aparentemente infindável de imigrantes que os ingleses conseguiam enviar contra eles, acabou por levar à sua derrota. No final do século XIX, a maioria dos nativos americanos estava confinada a reservas e os imigrantes, tendo roubado as suas terras através de tratados que nunca foram honrados, estabeleceram-se no seu novo lar e deram nomes de estados, províncias, rios e parques aos povos que outrora tinham sido donos de tudo.
