A Revolução Científica (c. 1500–1700) marca uma fase transformadora na história intelectual europeia, durante a qual os paradigmas medievais de longa data foram cada vez mais postos em causa pela observação empírica e pelo raciocínio matemático. Surgindo no contexto mais amplo do Renascimento e da formação dos primeiros Estados modernos, este período assistiu a uma transição gradual dos modelos aristotélicos e ptolomaicos para uma nova compreensão do mundo natural, assente na experimentação e na verificação. A transição não foi nem uniforme nem incontestada, mas remodelou fundamentalmente as abordagens ao conhecimento, lançando as bases para a investigação científica moderna em disciplinas como a astronomia, a física e a filosofia natural.
Figuras-chave desempenharam papéis fundamentais na redefinição do pensamento científico: Nicolau Copérnico (1473–1543) propôs um modelo heliocêntrico do cosmos, posteriormente apoiado e aperfeiçoado por Galileu Galilei (1564–1642); Johannes Kepler (1571–1630), cujas leis do movimento planetário fizeram avançar a astronomia matemática; Francis Bacon (1561–1626) articulou os princípios da metodologia empírica; enquanto Isaac Newton (1642–1727) sintetizou os desenvolvimentos anteriores através das suas leis do movimento e da gravitação universal. Em conjunto, estas contribuições estabeleceram o quadro intelectual do método científico e reforçaram o princípio de que a observação e a experimentação sistemáticas podiam proporcionar conhecimento fiável sobre o mundo natural.

