Os abrigos antiaéreos sobrelotados e desconfortáveis tornaram-se uma caraterística da paisagem urbana em toda a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), à medida que os bombardeiros da Alemanha nazi atingiam sistematicamente as cidades a partir de 1940. O Blitz de Londres foi um período de bombardeamentos particularmente sustentado, do qual os civis escapavam mergulhando em abrigos privados ou públicos quando as sirenes soavam o seu sinal de aviso.
As pessoas procuravam refúgio nas estações do metro de Londres (London Underground), em abrigos comunitários construídos para o efeito, nas suas caves, debaixo das escadas ou em refúgios nos seus jardins, como o abrigo Anderson. O perigo era real: antes do outono de 1942, morreram mais civis britânicos na guerra do que militares britânicos.
O Bombardeamento da Grã-Bretanha
Os civis tiveram de suportar muitas dificuldades mesmo antes de os bombardeamentos começarem. O apagão foi imposto, proibindo que quaisquer luzes não essenciais fossem exibidas à noite, ajudando assim os bombardeiros inimigos. Havia um medo real de que fossem utilizadas bombas de gás, pelo que toda a gente foi incentivada a transportar máscaras antigás. A Guerra Falsa (Phoney War), o período de relativa inatividade militar na Grã-Bretanha entre setembro de 1939 e a primavera de 1940, trouxe uma falsa sensação de segurança, mas a Luftwaffe (força aérea) alemã não tardaria a chegar.
Centenas de milhares de crianças foram evacuadas das cidades, incluindo da capital, de onde um milhão de crianças foram retiradas. Os jovens foram enviados para a segurança do campo, mas a separação dos pais e de um ambiente familiar revelou-se traumática para muitos. Como assinala o historiador J. Hale: "Em janeiro de 1940, cerca de metade de todas as crianças e nove em cada dez mães tinham regressado aos seus antigos lares" (pág. 27). Apesar disso, quando os bombardeamentos começaram, a política oficial de evacuação manteve-se.
Os bombardeiros da Luftwaffe e da Força Aérea Italiana (Regia Aeronautica) largaram bombas tanto explosivas como incendiárias: o primeiro tipo para destruir edifícios e o segundo para incendiar as ruínas. A Grã-Bretanha dispunha de um sistema de defesa aérea integrado, o Sistema Dowding, que monitorizava as aeronaves que se aproximavam e despachava caças para as intercetar, como o Supermarine Spitfire, mas muitos bombardeiros conseguiam passar para descarregar as suas cargas mortíferas. Na Batalha da Grã-Bretanha, a Luftwaffe tinha como objetivo destruir a Força Aérea Real (Royal Air Force - RAF), tanto no ar como no solo, enquanto um objetivo secundário era aterrorizar a população civil. À medida que a Luftwaffe começava a perder a batalha, concentrou-se mais em alvos civis. A maioria dos ataques era realizada à noite, uma vez que a escuridão constituía a melhor proteção para os bombardeiros alemães contra os caças e as armas antiaéreas. Os bombardeiros eram guiados por radar até aos alvos, mas o bombardeamento continuava a ser altamente impreciso, de modo que, mesmo quando locais estratégicos como fábricas eram o alvo, havia habitualmente grandes danos nas áreas civis.
Londres foi bombardeada pela primeira vez a 24 de agosto de 1940. Os bombardeiros deviam atacar um terminal petrolífero, mas atingiram a cidade por engano, dando início a uma vaga de bombardeamentos recíprocos de áreas civis que escalou para horrores inimagináveis, como o bombardeamento total de Coventry e Hamburgo (Operação Gomorra). O bombardeamento sistemático de Londres começou a 7 de setembro de 1940 e continuou até meados de maio de 1941. A imprensa britânica chamou a esta campanha o "Blitz". O East End da cidade, onde se localizavam as docas, era um alvo particular. Outras cidades em toda a Grã-Bretanha também foram atingidas repetidamente. Para os civis, que não sabiam onde os bombardeiros iriam atingir a seguir, os abrigos antiaéreos tornaram-se essenciais em todo o lado.
O Sistema de Aviso
A polícia e os voluntários da Precaução contra Ataques Aéreos (Air Raid Precaution - ARP) — 1,6 milhões em todo o país, muitos dos quais mulheres — avisavam os civis de que os bombardeiros se dirigiam para a sua localização, informação que provinha do Comando de Caças da RAF (RAF Fighter Command) através da sua rede de radares e observadores. O som agudo das sirenes de ataque aéreo tornou-se demasiado familiar durante a guerra. Quando as sirenes tocavam, significava habitualmente que os bombardeiros estavam a apenas 12 minutos de distância.
Os guardas da Precaução contra Ataques Aéreos garantiam que as pessoas se dirigiam para os abrigos, compilavam relatórios de danos e alertavam as equipas de desativação de bombas para quaisquer engenhos não detonados(unexploded bombs — UXBs). O público ajudava frequentemente o Serviço Auxiliar de Bombeiros (Auxiliary Fire Service - AFS) a apagar fogos utilizando baldes e bombas de estribo. As pessoas eram informadas de que o ataque tinha finalmente terminado quando as sirenes emitiam um som contínuo e estável. A maioria dos ataques durava grande parte da noite.
As sirenes podiam, evidentemente, tocar a qualquer momento e interromper a vida quotidiana. John Scott, em licença do seu posto no Comando Costeiro (Coastal Command), recorda um ataque quando se encontrava num cinema de Londres:
Nessa época, no início da guerra, quando a sirene de ataque aéreo soava, aparecia um aviso nesse sentido nos ecrãs dos cinemas, pedindo àqueles que quisessem ir para os abrigos que saíssem calmamente. Nessa ocasião, encontrávamo-nos num cinema perto da estação de Victoria quando o gerente apareceu no palco e nos disse que estavam a cair bombas. Poucos minutos depois podíamos ouvi-las; todos se levantaram e dirigiram-se para as saídas. Nas ruas lá fora havia caos — gente a correr de um lado para o outro, a gritar, projetores de busca a piscar, armas a disparar, bombas a cair e, já nesse momento, o clarão dos incêndios no céu sobre o rio. Era muito assustador e, por vezes, havia muito pânico antes de as pessoas se habituarem a estes grandes ataques.
(Neillands, pág. 45)
Eventualmente, as autoridades pararam de usar as sirenes em favor de um sistema de aviso mais calmo, através dos guardas da Precaução contra Ataques Aéreos. As pessoas em si começaram a ficar cansadas de sair de casa noite após noite e, por volta de novembro de 1940, apenas cerca de 40% dos londrinos se dirigiam para os abrigos públicos em busca de refúgio.
Os Abrigos Comunitários
A Grã-Bretanha previa uma campanha de bombardeamentos contra si. Os terrores da guerra aérea moderna tinham sido demonstrados de forma bem clara na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), na qual a Luftwaffe tinha participado ativamente. Um residente de Londres, o Sr. Overlander, explica:
Esperavam um número tremendo de baixas civis, mortos, e todas as escolas e parques infantis foram transformados em morgues de emergência com macas e coisas do género para colocar os corpos. Mas o que surpreendeu as autoridades, devido à política dos abrigos Anderson e coisas do género, foi que muito poucas pessoas ficaram feridas, embora houvesse danos tremendos na propriedade; todas estas pequenas casas vinham abaixo com a menor derrocada.
(Holmes, pág. 140)
O governo seguiu a política de que os abrigos comunitários eram necessários, mas não deviam ser encorajados, uma vez que juntar muitas pessoas num só lugar significaria maiores baixas caso as bombas atingissem o local. Havia inclusivamente uma brochura governamental, The Protection of Your Home Against Air Raids (A Proteção da Sua Casa Contra Ataques Aéreos), que incentivava as pessoas a criar uma "sala de refúgio" na sua casa, cave ou adega de carvão. Uma consequência desta política foi que as autoridades locais ficaram encarregues de construir e organizar abrigos públicos. Isto significava que as instalações variavam consideravelmente consoante a área. As caves de edifícios como escolas e câmaras municipais, túneis e pontes ferroviárias, a percebida santidade das igrejas (embora as criptas fossem suficientemente seguras) e abrigos de rua construídos para o efeito em betão, tijolos e terra acolhiam pessoas todas as noites — não só os residentes locais, mas qualquer pessoa apanhada na rua quando os bombardeiros chegavam. "Só em Londres, foram erguidos pelo menos 5.000 abrigos" (Levine, pág. 63). Alguns abrigos de rua eram verdadeiras armadilhas mortais, uma vez que as autarquias cortavam custos e utilizavam cimento insuficiente. Alguns eram tão frágeis, sujos e inundados que atraíam poucos abrigados. Um abrigo em Waterloo tinha inclusivamente um aviso a alertar as pessoas de que entravam por sua conta e risco. O governo tinha planos para abrigos subterrâneos profundos, mas estes só foram concluídos em 1944. As empresas eram obrigadas por lei a fornecer algum tipo de abrigo para os seus trabalhadores (que faziam turnos diurnos e noturnos) e recebiam fundos do governo para o efeito, mas, mais uma vez, a capacidade desses abrigos para resistir aos bombardeamentos variava amplamente.
Um londrino do East End descreve o seu abrigo comunitário local:
O abrigo onde costumávamos ficar era o que chamávamos de "sob os arcos" e, no final de sob os arcos, havia um arco maior onde funcionava uma cantina, gerida pelo Padre John Groser de Stepney. Ele costumava gerir a cantina e organizar bailes para todos nós passarmos lá meio hora, uma hora. Ele costumava passar a vender café, cacau ou chá e tudo o mais, mantendo-nos a todos felizes nos abrigos; era uma grande e feliz família.
(Holmes, pág. 141)
Nos abrigos comunitários, as pessoas tentavam esquecer os riscos para as suas propriedades à superfície, bem como os odores desagradáveis e o desconforto subterrâneo. Conversavam, jogavam cartas e dardos, escreviam diários e tentavam lidar com as consequências de ter tantos estranhos juntos no mesmo local: as orações sussurradas, os ressonar e as discussões geradas por quebras de etiqueta no abrigo, como estender a manta no lugar habitual de outra pessoa ou pisar alguém na escuridão. A maioria aceitava estóicamente os inconvenientes, desenvolvendo inclusivamente um espírito de comunidade à medida que os rostos se tornavam familiares e as rotinas se estabeleciam. Com o decorrer do Blitz, as autoridades começaram a organizar-se melhor, equipando mais abrigos públicos com mais casas de banho, instalações para lavagem, cantinas e beliches. Muito dependia do entusiasmo dos indivíduos que geriam cada abrigo. Alguns contavam com bibliotecas próprias, como um abrigo em West Ham que possuía impressionantes 4.000 volumes. Eram ministradas aulas e companhias de teatro visitavam regularmente os abrigos oficiais.
Por vezes, caíam bombas que destruíam abrigos ou locais subterrâneos anteriormente considerados seguros. O famoso Café de Paris, uma discoteca subterrânea, promovia-se como a discoteca mais segura de Londres. Na noite de 8 de março, o clube foi atingido por duas bombas, apenas uma das quais explodiu, mas que ainda assim matou 32 pessoas. O Abrigo de Kennington Park, em Londres — uma vala longa revestida a betão —, foi atingido por uma bomba que matou 47 pessoas. O impacto na Escola de Dame Alice Owen, em Edmonton, foi um desastre semelhante, quando uma bomba de paraquedas desmoronou o edifício e aprisionou 150 pessoas na cave da escola.
O Metro
Os londrinos perceberam rapidamente que as estações do metro de Londres (London Tube) eram um local seguro para passar um ataque aéreo. De facto, a rede subterrânea já tinha servido de refúgio durante os ataques de dirigíveis da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O governo não encorajava esta prática, pois podia interferir com o funcionamento normal dos comboios, mas a força de vontade popular tornou o hábito imparável, com vários milhares de pessoas a reunirem-se em cada estação todas as noites.
Era necessário trazer a própria roupa de cama, havia muito barulho de conversas e de crianças a correr, e as condições sanitárias eram limitadas, mas isto não demoveu mais de 150.000 pessoas (cerca de 4% da população de Londres) que escolheram passar as noites nas estações.
Nem mesmo o metro estava imune aos danos causados pelas bombas. A estação de Sloane Square foi atingida a 12 de novembro e 37 pessoas morreram. A 11 de janeiro, uma bomba atingiu a bilheteira da estação de Bank, provocando o colapso das escadas rolantes e uma onda de choque que varreu as pessoas que se abrigavam na plataforma inferior para a linha de um comboio. 111 pessoas morreram no incidente.
Os Abrigos Anderson
Um abrigo Anderson era uma solução barata e fácil de construir para os civis que não tinham cave em casa ou viviam demasiado longe de um abrigo comunitário. Afirma-se frequentemente que recebeu o nome de John Anderson, Lord Privy Seal, o homem responsabilizado pela defesa civil britânica durante a guerra, mas, na verdade, o seu nome deve-se a um dos seus criadores, o Dr. David Anderson (outro projetista envolvido foi William Paterson). O abrigo era composto por duas peças curvas de aço galvanizado corrugado, que eram colocadas numa cava com uma profundidade entre 1 e 2 metros (3 a 6 pés). O telhado era depois coberto com terra e relva (sendo 45 cm/18 polegas o mínimo recomendado). O abrigo media 1,8 x 1,4 metros e tinha 1,8 metros de altura (6 pés x 4,6 pés x 6 pés). Destinavam-se a acomodar quatro pessoas, ou seis em caso de aperto. Foram distribuídos gratuitamente cerca de dois milhões de abrigos, desde que o rendimento anual de cada um fosse inferior a 250 libras, sendo dada prioridade às áreas consideradas mais vulneráveis a ataques. No entanto, a produção foi interrompida devido à escassez de aço, um material valioso necessário noutros setores do esforço de guerra. Houve, pelo menos inicialmente, um problema de adesão, conforme explica um residente do East End:
Muitas das baixas que ocorreram na primeira fase da Blitz não teriam precisado de acontecer se tivessem aceitado a ajuda e os conselhos das autoridades. Deve ter havido milhares e milhares de abrigos Anderson empilhados em depósitos por todo o país, cujos proprietários diziam que não iam deixar que os seus jardins fossem destruídos.
(Holmes, pág. 140)
O abrigado e frágil abrigo Anderson não parecia oferecer grande proteção, mas muitos sobreviveram quando os edifícios vizinhos não o conseguiram, e protegiam sem dúvida contra os destroços projetados. Como afirma o historiador P. Ziegler, um abrigo Anderson podia "resistir a uma bomba de 50 kg a cair a seis pés de distância e a uma bomba de 250 kg a vinte pés" (págs. 99-100). Uma falha de conceção grave foi a falta de drenagem, sendo a tarefa de esvaziar a água após uma tempestade uma rotina frequente.
As pessoas corriam para o seu abrigo de jardim com sacos previamente preparados contendo itens essenciais e documentos valiosos, como cadernetas bancárias e escrituras de casas. Os mais dedicados à preparação compravam um siren suit (fato de alarme), uma espécie de macacão com muitos bolsos para guardar os artigos essenciais. Quando as sirenes soavam e era preciso sair da cama e correr para o jardim, um único fato vestia-se muito mais rapidamente do que a roupa normal. O siren suit foi popularizado por Winston Churchill (1874-1965), existindo também tamanhos infantis.
As pessoas faziam o seu melhor para tornar os abrigos Anderson mais acolhedores, uma vez que passavam cada vez mais tempo neles. Equipavam os seus abrigos com alcatifas, quadros (especialmente retratos patrióticos da monarquia), velas, flores artificiais e tanta mobília quanto a que conseguissem espremer para o interior. Alguns optavam por camas individuais, enquanto outros preferiam beliches e cadeiras. Quem o podia pagar tinha uma sanita química; os outros limitavam-se a usar um balde. O tempo no abrigo podia ser aproveitado para ler, tricotar ou arranjar coisas. As pessoas ouviam gramofones de corda ou, dado que muitos abrigos eram partilhados entre agregados familiares, punham em dia as fofocas locais sobre quem tinha sobrevivido ao último ataque.
Para aqueles que não tinham nem cave nem jardim, mas que ainda assim desejavam ficar em casa durante um ataque, havia a possibilidade de adquirir um abrigo Morrison a partir de janeiro de 1941. O abrigo, batizado em homenagem ao Ministro do Interior Herbert Morrison, consistia numa mesa-caixa de aço sob a qual toda a família se podia deitar. Se nenhuma destas opções estivesse disponível, o último e mais popular recurso era procurar refúgio debaixo das escadas. Uma opção mais drástica consistia em abandonar as áreas urbanas e passar a noite no campo, um fenómeno conhecido como "trekking".
A Psicologia do Blitz
O inimigo acreditava que o bombardeamento sistemático de Londres e de outras cidades destruiria o tecido social da Grã-Bretanha. Nisto, estavam totalmente enganados; se é que aconteceu alguma coisa, foi o oposto, pois as pessoas uniram-se. Até a monarquia se tornou "uma de nós" depois de um canto do Palácio de Buckingham ter sido atingido por uma bomba. É verdade, contudo, que houve algumas tensões colocadas à sociedade.
Havia frequentemente acusações de que algumas pessoas utilizavam os abrigos para ligações impróprias. Havia também outros preconceitos mais sinistros, tais como rumores de que os judeus passavam o dia inteiro nos abrigos e ocupavam os melhores lugares quando havia um ataque. Igualmente generalizada foi a ideia de que os melhores sítios estavam a ser comercializados num qualquer mercado negro de abrigos.
Houve instâncias, ainda que raras, de pessoas sem abrigos que agiram com base no seu desagrado ao ver os elementos mais ricos da sociedade seguros nos respetivos abrigos. Num incidente, uma multidão invadiu a cave do luxuoso Savoy Hotel, em Londres, que estava a ser utilizada como abrigo. Os cerca de 100 intrusos eram liderados por Peter Piratin, um proeminente comunista, mas foi-lhes permitido passar lá a noite. A Piratin e aos seus seguidores foi servido chá, que eles fizeram questão de pagar (embora não ao preço habitual do Savoy).
As autoridades estavam certamente preocupadas com a saúde mental dos civis, bem como com a sua proteção física contra os bombardeamentos. John Langdon escreveu um breve guia para manter uma atitude positiva durante os ataques, o seu Nerves versus Nazis. Certamente, muitos dos que podiam abandonaram as grandes cidades em direção à relativa segurança de vilas mais pequenas, ficando com familiares. À medida que a destruição afetava mais pessoas, a monarquia e os principais políticos visitaram casas destruídas por bombas, e o departamento de propaganda do governo do Reino Unido afixou cartazes com slogans como Britain Can Take It (A Grã-Bretanha Aguenta).
O Fim dos Bombardeamentos
O Blitz terminou na primavera de 1941, com a Grã-Bretanha por subjugar. A Luftwaffe tinha conduzido 85 grandes operações contra Londres e lançado 24.000 toneladas de explosivos de alto poder. As perdas de aeronaves e as melhorias tecnológicas nas defesas antiaéreas fizeram com que a campanha fosse interrompida para preparar a campanha de Hitler contra a URSS, a Operação Barbarossa (22 de junho de 1941). Os bombardeamentos à Grã-Bretanha mataram mais de 43.000 civis, feriram outros 139.000 e deixaram mais de 750.000 famílias sem casa. No entanto, os céus voltariam a escurecer antes do fim da guerra, quando a Alemanha enviou quase 10.000 armas V (bombas voadoras não tripuladas) no último ano da Segunda Guerra Mundial. Estes ataques causaram mais 6.184 mortes de civis e feriram quase 18.000 pessoas. Mas quão mais pesadas teriam sido estas baixas sem o sistema de abrigos antiaéreos do país?
