Entrevista: Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno

James Blake Wiener
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno (Pre-Raphaelites: Modern Renaissance) marca a primeira exposição multidisciplinar na Itália a examinar o profundo impacto da arte renascentista italiana no movimento pré-rafaelita, que floresceu na Grã-Bretanha vitoriana e eduardiana (por volta de 1840-1920).

Exhibition Installation in the San Domenico Museum
Instalação Expositiva no Museu de San Domenico San Domenico Museum (Copyright)

Num antigo convento dominicano do século XIII, meticulosamente restaurado, em Forli, Itália, encontram-se expostas nos salões sacro-históricos do Museu de San Domenico mais de 300 obras que confrontam e celebram a criatividade revolucionária e a intensidade de dois períodos fundamentais da história da arte. Nesta entrevista exclusiva, James Blake Wiener conversa sobre a exposição com Peter Trippi, co-curador da exposição e especialista em arte vitoriana.

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JBW: Peter, muito obrigado por falar comigo e nos apresentar uma exposição tão maravilhosa.

Sempre vi os artistas pré-rafaelitas como rebeldes e inovadores. A sua rejeição à complacência vitoriana e ao materialismo industrial, refletida nas suas obras, chocou segmentos do público britânico. Olhando para o passado distante em busca de uma visão mais natural, os artistas pré-rafaelitas abraçaram o que era comum, ao mesmo tempo em que aplicavam inovação à técnica e ao tratamento da forma de formas inovadoras.

O que foi que tornou a revolta da Irmandade Pré-Rafaelita tão duradoura e, ao mesmo tempo, tão profunda no seu impacto imediato?

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Visualmente, os pré-rafaelitas encontravam-se em absoluta dissonância com tudo ao seu redor nas grandes exposições lotadas de Londres.

PT: As primeiras telas apresentadas pelos membros da Irmandade Pré-Rafaelita, entre o final da década de 1840 e o início de 1850, causaram um verdadeiro choque elétrico. No plano visual, estas obras encontravam-se em absoluta dissonância com a estética vigente nas concorridas exposições londrinas: a suas cores vibrantes contrastava com os tons pardos e monótonos usados pela maioria dos artistas da época; o traço e o tratamento da tinta eram precisos, opondo-se ao estilo que os próprios classificavam de 'desleixado', para criticar a técnica dos seus pintores mais velhos. As suas composições eram deliberadamente ingénuas, por vezes chocantes, ao ignorarem as convenções pós-rafaelitas promovidas pela' Royal Academy' (Academia Real). Além disso, os Pré-Rafaelitas exploravam narrativas de uma elevação inesperada (como a Anunciação à Virgem Maria) ou profundamente apaixonadas (como os prelúdios e o desfecho do assassinato de Lorenzo, imortalizado no poema Isabella e o Pote de Manjericão de John Keats). O público reconhecia aqueles jovens talentosos com uma mensagem nova, embora não soubesse como interpretá-los. Seria apenas em 1851, sob a defesa do prestigiado crítico John Ruskin que o público britânico começaria a acolher estas inovações.

A perenidade e o vigor destas inovações revelaram-se-me em 1986, quando assistia a uma aula de História da Arte na Universidade de St. Andrews, na Escócia. Na qualidade de estudante de intercâmbio americano, jamais ouvira falar dos Pré-Rafaelitas, à data, figuras pouco divulgadas nos Estados Unidos. Todavia, recordo-me de me empertigar na cadeira assim que as suas imagens, de um cromatismo vibrante, composições insólitas e, amiúde, de um erotismo latente, surgiram no ecrã. Decorridos 175 anos sobre a sua génese, o fascínio exercido pela Irmandade Pré-Rafaelita permanece inabalável. Uma vez perante elas, o olhar torna-se cativo; é impossível desviar o olhar.

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Pre-Raphaelites: Modern Renaissance Exhibition
Exposição Pré-Rafaelitas: Renascimento Moderno San Domenico Museum (Copyright)

JBW: Os destaques da exposição incluem pinturas e desenhos célebres dos grandes mestres italianos, incluindo Botticelli, Lippi, Verrocchio, Michelangelo, Veronese, Ticiano e até Guido Reni. Estes são justapostos com obras importantes de artistas britânicos, incluindo Dante Gabriel Rossetti, John Everett Millais, William Holman Hunt, John Ruskin e J. W. Waterhouse, entre outros. A convergência dos precedentes do Renascimento italiano com as obras-primas pré-rafaelitas proporciona aos visitantes uma oportunidade singular de estabelecer paralelos e contrastes, transcendendo as barreiras do tempo e do espaço.

Que novas perspetivas pode o visitante aprender em relação aos pré-rafaelitas como resultado desta emocionante combinação?

PT: A exposição em Forlì é subtil, quase poética, permitindo que os mestres italianos e os seus admiradores britânicos dialoguem livremente nas mesmas salas, sem a imposição de demonstrar influências diretas ou réplicas literais. Exemplo maior desta abordagem é a imponente galeria dedicada às obras de maturidade de Dante Gabriel Rossetti, onde pontuam, na sua maioria, figuras femininas em planos de busto, como se estivessem à janela. Estas imagens (protagonizadas por modelos como Jane Morris ou Fanny Cornforth) alcançaram renome mundial, mas nunca antes as tínhamos visto expostas lado a lado (literalmente intercaladas) com as Madonas, as nobres florentinas e as cortesãs venezianas às quais Rossetti prestava homenagem. Só num país com a densidade artística de Itália é possível tornar esta ligação tão palpável. No Reino Unido, por exemplo, a escassez de protótipos italianos inviabilizaria tal empréstimo para uma exposição sobre arte britânica do século XIX. Eu e a minha co-curadora, Liz Prettejohn, estávamos cientes de que esta oportunidade dificilmente se repetiria, pelo que decidimos aproveitá-la. Ao abandonar a sala de Rossetti, o visitante jamais voltará a contemplar a sua célebre 'mulher à janela' da mesma forma; subitamente, a linhagem histórica é claríssima.

Roman Widow by Dante Gabriel Rossetti
Viúva Romana, de Dante Gabriel Rossetti San Domenico Museum (Copyright)

JBW: A exposição Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno exibe pinturas e desenhos, esculturas, gravuras e fotografias, peças de mobiliário, cerâmicas, vidraria, trabalhos em metal, tapeçarias, papéis de parede, livros ilustrados e joias.

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Muitos artistas pré-rafaelitas acreditavam que a forma como a arte era produzida poderia moldar os valores culturais mais amplos. Isto reflete-se na exposição e, em caso afirmativo, como?

PT: A nossa equipa curatorial empenhou-se em demonstrar como as ideias inovadoras dos Pré-Rafaelitas sobre o poder e o romantismo da arte renascentista italiana transpareciam não apenas nas 'belas-artes' (pintura, escultura, desenho e gravura), mas também de forma indelével nas artes aplicadas e decorativas. Assim, convidámos a Dra. Charlotte Gere, especialista em artes decorativas radicada em Londres, a integrar a equipa; que selecionou a maioria destas peças, provenientes sobretudo do Victoria and Albert Museum (Museu Victoria e Alberto), do Fitzwilliam Museum (Museu Fitzwilliam) e do British Museum (Museu Britânico), bem como de outras coleções de relevo no Reino Unido. Um dos seus propósitos fundamentais foi evidenciar que a 'segunda geração' pré-rafaelita — liderada por figuras como Edward Burne-Jones e William Morris — estava determinada a transpor a sua estética para ambientes imersivos, desde espaços eclesiásticos às salas de jantar do Victoria and Albert Museum. Criaram objetos em todos os suportes imagináveis para que o público os pudesse adquirir e integrar no quotidiano doméstico — peças frequentemente luxuosas, mas nem sempre inacessíveis. Por volta de 1870, esta mundividência tinha já evoluído para o Movimento Estético (o chamado 'Culto da Beleza'), cujo impacto se estendeu a todos os domínios da cultura visual no Reino Unido, no seu império e nos Estados Unidos. O expoente máximo desta decoração imersiva na nossa exposição reside nas monumentais tapeçarias do Santo Graal, desenhadas na década de 1890 por Edward Burne-Jones e tecidas manualmente pela oficina de William Morris para o salão senhorial de um abastado colecionador nas proximidades de Londres.

Holy Grail Tapestries: The Arming of the Knights
Tapeçarias do Santo Graal: O Armar dos Cavaleiros San Domenico Museum (Copyright)

JBW: A exposição Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno explora adicionalmente as contribuições importantes e muitas vezes negligenciadas feitas por artistas femininas talentosas ao movimento pré-rafaelita.

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O que nos pode contar sobre estes talentos vitorianos e como se diferenciam dos seus colegas na exposição?

As mulheres estavam totalmente envolvidas no movimento pré-rafaelita, contudo, geralmente, as suas histórias foram ignoradas.

PT: É com particular satisfação que contamos com 15 artistas representadas nesta exposição, através de um conjunto de 26 obras distintas. Por ordem de presença, figuram: Elizabeth Siddal, Christina Rossetti, Maria Rossetti, Eliza Jameson Strutt, Evelyn De Morgan, Christiana Jane Herringham, Constance Phillott, Maria Cassavetti Zambaco, Marie Spartali Stillman, Julia Margaret Cameron, Beatrice Parsons, Marianne Stokes, Phoebe Anna Traquair, Eleanor Fortescue-Brickdale e May Cooksey. Ao longo do último quarto de século, a investigação académica demonstrou que as mulheres estiveram plenamente envolvidas no movimento pré-rafaelita durante toda a sua evolução; contudo, as suas trajetórias foram, por norma, negligenciadas ou mesmo apagadas pelas gerações subsequentes. Esta injustiça, embora não seja exclusiva da História da Arte, deve ser corrigida; por isso, foi gratificante a aprovação de tantos empréstimos de elevada relevância.

Algumas destas artistas foram já alvo de estudos exaustivos (como Elizabeth Siddal, esposa e colaboradora de Dante Gabriel Rossetti), ao passo que outras carecem de investigação (como a enigmática May Cooksey). Optámos por integrá-las organicamente ao longo de todo o percurso expositivo, em vez de as confinar a um 'gueto' feminino, e é com particular orgulho que apresentamos seis exemplares fundamentais da fase de maturidade de Evelyn De Morgan. Embora os seus pais ambicionassem para ela um matrimónio vantajoso e a dedicação à vida familiar, De Morgan — com o apoio do seu tio, o artista J. R. Spencer Stanhope (também representado nesta mostra) — perseguiu uma formação artística formal. Viria a expor as suas monumentais telas simbolistas na prestigiada Grosvenor Gallery, em Londres, com figuras masculinas de renome, como Edward Burne-Jones. Atrever-me-ia a afirmar que ela superou o seu próprio tio, tanto na qualidade técnica como na ambição criativa.

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Flora by Evelyn De Morgan
Flora, de Evelyn De Morgan San Domenico Museum (Copyright)

JBW: Fiquei intrigado ao saber que, com o tempo, os pré-rafaelitas e os seus admiradores mudaram a atenção para outros períodos da arte italiana, incluindo a arte veneziana do século XVI.

Poder-nos-ia contar mais sobre esta mudança de foco e como ela é revelada na exposição?

PT: Dada a amplitude do período em análise — que se estende da década de 1840 à de 1920 —, seria inevitável que as afinidades dos artistas britânicos pela arte italiana sofressem transmutações. Numa fase inicial, os membros da Irmandade dispunham de escassos originais italianos para estudo direto em Londres, recorrendo, por isso, a gravuras e edições ilustradas. Um dos seus grandes referentes era Fra Angelico, não apenas pelas suas composições e técnica de uma aparente ingenuidade (quando confrontadas com as de Rafael), mas também pela sua condição de monge — um homem de fé que canalizava a devoção através da arte, algo que os jovens Irmãos consideravam ausente na cena britânica de 1840. A nossa co-curadora, Cristina Acidini (antiga diretora dos Museus de Florença), selecionou uma magnífica obra de Angelico que se encontra agora exposta numa das extremidades da imponente nave que serve de galeria inaugural. No extremo oposto, na outra extermidade em frente, posicionou a célebre obra de Botticelli, Palas e o Centauro. Trata-se de uma justaposição brilhante e profundamente poética: em 1848, aquando da fundação da Irmandade, Botticelli era um nome praticamente omitido. Contudo, na década de 1870, e em grande medida graças ao fervor de estudiosos e colecionadores britânicos, Botticelli tornara-se uma figura de culto, exercendo uma influência determinante em Edward Burne-Jones — cujas tapeçarias do Santo Graal surgem no percurso expositivo logo após a obra-prima de Botticelli, Palas e o Centauro.

Pallas and the Centaur by Botticelli
Palas e o Centauro, de Botticelli San Domenico Museum (Copyright)

Temos muitos momentos de transição como este ao longo da exposição. A galeria dedicada a Frederic Leighton é um exemplo importante, com a inserção de Lotto, Veronese e Reni — um trio de heróis díspares! Mais uma vez, a tal lista de empréstimos só poderia acontecer num país rico em arte como a Itália. Nenhum museu britânico ou americano poderia fornecer estes protótipos em tal quantidade ou qualidade.

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JBW: Pode-se dizer que o convento, por si só, é outra estrela da exposição.

Como foi escolhido como local para a exposição Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno, e por que é que é o local perfeito para exibir as obras-primas pré-rafaelitas e renascentistas?

PT: Foi apenas em 2021 que o Diretor, Dr. Gianfranco Brunelli, idealizou este tema como um desenrolar natural do ciclo de excepcionais exposições (de obras emprestadas) que tem vindo a comissariar no Museu de San Domenico. (A maioria das edições anteriores incidiu sobre a arte italiana e continental, abordando mestres específicos ou temas iconográficos, como Maria Madalena; esta é, contudo, a primeira a dedicar-se à arte britânica). Para a concretização deste projeto, Brunelli reuniu Cristina Acidini e Francesco Parisi (investigador independente radicado em Roma), a quem nos juntámos, posteriormente, eu e Liz Prettejohn. Em 2022, iniciámos as solicitações de empréstimo a museus e colecionadores particulares de todo o mundo e, em fevereiro de 2024, inauguramos a exposição! Foi um processo de desenvolvimento invulgarmente célere, e creio que tal se deveu, em grande medida, ao facto de muitos dos cedentes se terem sentido fascinados pela premissa: ver as suas obras de arte britânicas, de génese italiana, serem finalmente apresentadas em Itália perante o público contemporâneo do país.

Pre-Raphaelites: Modern Renaissance in Forlì
Pré-Rafaelitas: O Renascimento Moderno em Forlì San Domenico Museum (Copyright)

Embora esta temática tenha já sido explorada em exposições anteriores (nomeadamente em Londres e São Francisco contaram apenas com escassos exemplares renascentistas — nunca com a amplitude que agora apresentamos. Acresce que o Museu de San Domenico, enquanto antigo mosteiro medieval restaurado, confere um vigor visual e um simbolismo à experiência do visitante; tal é particularmente evidente no antigo refeitório, agora consagrado a Edward Burne-Jones. Em muitas das suas telas, deparamo-nos com folhagens sinuosas que o artista absorveu da arte renascentista; curiosamente, o tecto medieval ostenta as mesmíssimas formas ondulantes. Enquanto as paredes são revestidas por Burne-Jones, o centro do espaço acolhe os protótipos de precursores como Bellini, Mantegna e Michelangelo.

JBW: Muitos leitores podem concordar comigo que os artistas pré-rafaelitas continuam tão atraentes devido à exuberância, naturalismo e luminosidade que se encontra nas suas obras. O amor dos pré-rafaelitas pela arte do Renascimento italiano permitiu-lhes impulsionar a inovação na criação artística.

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Qual é, então, o legado dos pré-rafaelitas? Além disso, por que acredita que os visitantes vêm ver esta exposição?

PT: Creio que, hoje em dia, muitos museus subestimam a capacidade dos visitantes para estabelecer, de forma autónoma, as devidas correlações visuais. Frequentemente, o público é 'alimentado' com teses curatoriais pré-definidas, partindo do pressuposto de que o seu conhecimento de História da Arte é escasso; trata-se de uma postura compreensível, alenta evitar o elitismo ou o distanciamento intimidante. Todavia, em Itália todas as crianças, no ensino público ou privado, estudam História da Arte e Artes Plásticas até ao final do ensino secundário. Acresce, naturalmente, o facto de estarem literalmente imersas na herança do Renascimento italiano, que contemplam não só no interior de igrejas e museus, mas nos espaços públicos, como em praças. Consequentemente, os visitantes em Forlì (dos quais 95% são italianos) possuem já uma familiaridade com as obras renascentistas expostas, revelando-se, por isso, recetivos a descobrir como os artistas britânicos as reverenciaram e adaptaram aos seus próprios desígnios.

Pre-Raphaelites Exhibition
Exposição Pré-Rafaelitas San Domenico Museum (Copyright)

O acolhimento que temos testemunhado (tanto através da crítica italiana como dos diálogos que ecoam nas galerias) é pautado pela surpresa (com interrogações como: 'Como é possível termos desconhecido até agora estes extraordinários artistas britânicos?') e por um profundo respeito mútuo. Esta exposição celebra a admiração e o amor devoto que os artistas britânicos nutriram pela Itália; de tal forma que, na galeria final, apresentamos exemplos de como os próprios artistas italianos de finais do século XIX integraram as abordagens britânicas nas suas obras.

Esperamos que cada visitante se sinta motivado a aprofundar este conhecimento (talvez através de futuras visitas às coleções da arte pré-rafaelita, em instituições como a Tate Britain ou o Birmingham Museum & Art Gallery) e que, em última análise, compreenda como as imagens e as ideias viajam através de épocas e geografias aparentemente díspares. Os artistas desempenham um papel singular na sociedade: o de transcender fronteiras superficiais para olhar — contemplar verdadeiramente — as criações dos seus pares com renovado respeito e perspicácia.

JBW: Peter, em nome da World History Encyclopedia, muito obrigado por partilhar o seu conhecimento connosco! Muito obrigado pelo seu tempo, consideração e experiência.

PT: Obrigado por dedicar seu tempo para fazer estas perguntas tão importantes!

Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno permanece em exibição no Museu San Domenico, Piazza Guido da Montefeltro, em Forlì, Itália, até 30 de junho de 2024.

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Peter Trippi é o editor-chefe da Fine Art Connoisseur, uma publicação de âmbito nacional dedicada a colecionadores de arte realista, tanto contemporânea como histórica. É igualmente presidente da Projects in 19th-Century Art, empresa que fundou com o intuito de se dedicar à investigação, à escrita e à curadoria. Radicado em Nova Iorque, Peter concluiu recentemente um mandato de seis anos na presidência da Foundation for Advancement in Conservation, instituição que apoia e promove o trabalho do American Institute for Conservation, a principal sociedade de profissionais de conservação e preservação dos Estados Unidos. Anteriormente, Peter Trippi dirigiu o Dahesh Museum of Art (Nova Iorque), liderou equipas de desenvolvimento no Brooklyn Museum e no Baltimore Museum of Art e comissariou (em parceria com a Prof.ª Liz Prettejohn, da Universidade de York) exposições itinerantes internacionais e publicações dedicadas aos vultos da pintura britânica do século XIX, J.W. Waterhouse e Lawrence Alma-Tadema. O seu mais recente projeto curatorial, a exposição 'Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno', encontra-se patente em Forlì (proximidades de Bolonha, Itália) até 30 de junho, sendo acompanhada por um catálogo de 600 páginas editado em italiano.

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

James Blake Wiener
James Blake Wiener tem um interesse particular em intercâmbios interculturais e em história mundial. Ele é cofundador da World History Encyclopedia e anteriormente foi seu Diretor de Comunicações.

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Wiener, J. B. (2026, fevereiro 01). Entrevista: Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2465/entrevista-pre-rafaelitas-renascimento-moderno/

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Wiener, James Blake. "Entrevista: Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, fevereiro 01, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2465/entrevista-pre-rafaelitas-renascimento-moderno/.

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Wiener, James Blake. "Entrevista: Pré-rafaelitas: Renascimento Moderno." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 01 fev 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2465/entrevista-pre-rafaelitas-renascimento-moderno/.

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