Nesta entrevista, a World History Encyclopedia conversa com o autor e académico Gordon Campbell sobre o seu novo livro Norse America: The Story of a Founding Myth (A América Nórdica: A História de um Mito Fundador), publicado pela Oxford University Press.
Kelly (WHE): Obrigado por se juntar a mim hoje. Poderia elucidando-nos sobre o tema que o seu livro aborda??
Gordon Campbell (Autor): Claro! Conta duas histórias. Uma história é a dos nórdicos a avançarem, nos séculos X e XI, da Escandinávia continental para as ilhas Faroé, para a Islândia e para a Gronelândia; e, a partir da Gronelândia, navegavam, em muitos casos para caçar, para o que é hoje o Ártico Oriental no Canadá. E eles, como sabemos desde a década de 1960, tinham uma espécie de acampamento no norte da Terra Nova, num local chamado L'Anse aux Meadows. Portanto, essa é uma das histórias.
A outra vertente da história é a apropriação da primeira por canadianos e americanos, que preferem ter sido descobertos por gentes de origens do norte da Europa, de raça branca, em vez de Colombo, que era um italiano, que navegava por Espanha e que se envolveu em todo o género de atividades suspeitas. Assim, há uma narrativa racial, potencialmente perniciosa, no enorme fascínio de ter os nórdicos a descobrir a América. Comecei a interessar-me tanto por esse fascínio quanto pelas próprias viagens em si.
Kelly: Nunca ouvi falar de um livro que reúna as duas viagens. Por isso, isso é fantástico.
Gordon: Aconteceu tudo por acidente! Eu estava no Canadá na década de 1960. Ouvi falar das escavações na Terra Nova e da descoberta de um povoado nórdico. E depois, nos anos 70, o meu primeiro emprego académico foi na Dinamarca. Interessei-me pelo mundo do Norte e pelos nórdicos. Mas o que realmente acabou por criar as duas histórias foi um dia em Reiquiavique, na Islândia. Fui primeiro ao Museu Nacional, um lugar extraordinário e inteiramente dedicado à Islândia, mas sem uma única referência a Erik, o Ruivo, a Leif, o Sortudo, à Gronelândia e à descoberta da América. Depois, caminhei até ao centro da cidade e, ali em frente à Catedral Nacional, está uma estátua enorme de Leif, o Sortudo. Eu não conseguia conciliar os dois conceitos; então dei a volta por trás da estátua e lá dizia: "uma oferta do povo dos Estados Unidos da América". Percebi neste momento que os americanos queriam ser descobertos pelos nórdicos, pelos islandeses, muito mais do que os islandeses estavam interessados em descobrir a América. Foi este momento que me fez perceber que havia aqui duas narrativas, e que eu tinha de as desembaraçar de alguma forma.
Kelly: Foi um trabalho difícil desembaraçá-las ou considerou que foi simples?
Gordon: Foi um trabalho surpreendente em vários pontos. Havia um sítio na Gronelândia que se dizia ser a quinta de Erik, o Ruivo, e eu cheguei lá obedientemente à espera de provas arqueológicas de agricultura, que existem. Mas ali na encosta está uma grande estátua de Leif Erikson erguida pela Sociedade Norueguesa de Seattle e inaugurada com um coro que tinha vindo de avião. Foi um momento incrível, e percebi que estava a decorrer ali uma apropriação séria. Mas isso é, naturalmente, negado pelos defensores de Colombo que, de forma bastante bizarra, não consideram a Gronelândia como parte da América do Norte. É uma questão sensível porque, politicamente, a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca, mas, no seu ponto mais estreito, está separada do Canadá por apenas 16 milhas. Se olharmos para um mapa, qualquer pessoa consegue ver que faz claramente parte da América do Norte. Contudo, apesar de ter sido colonizada durante centenas de anos por nórdicos, de alguma forma isso não conta! Nada conta até Colombo navegar em 1492. Pensei para comigo: que história maravilhosamente absurda.
Kelly: Isso é tão interessante porque tenho quase a certeza de que Cristóvão Colombo não pôs os pés na América do Norte.
Gordon: Ele negou a existência do Novo Mundo. Insistiu até ao seu leito de morte que tinha chegado à Ásia. Na verdade, ele estava a operar nas Caraíbas. Nunca vislumbrou a América do Norte, nunca julgou que ela existisse. E, no entanto, foi ele o apropriado. É muito bizarro, mas assim que a América se tornou independente, precisou de origens não britânicas. De alguma forma, precisavam de se afastar da pérfida Grã-Bretanha e de introduzir Colombo. E ele funcionou lindamente durante algum tempo, porque era profundamente anti-inglês. Tudo se resume a mitos de fundação.
Kelly: Que tipo de fontes utilizou? Teve artefactos físicos para o guiar nessa desambiguação?
Gordon: Sim, bem, as provas que as pessoas querem usar são as sagas. Eu não assumo que haja algo histórico nas sagas. Pode ter existido um chefe chamado Erik, o Ruivo, mas a ideia de que ele teve um filho chamado Leif, o Sortudo, parece-me rebuscada. Estas não são personagens históricas, mas são tratadas como tal. Pense no interesse de Schliemann na Ilíada. Ele estava convicto de que se tratava de uma história verídica e partiu rumo à costa da Turquia, onde escavou um sítio que julgou ser Troia. Encontrou alguns vestígios de madeira carbonizada e exclamou: "Eis aqui! É o incêndio da cidade!" Encontrou também várias peças de ouro, reuniu-as e declarou que se tratava do tesouro de Príamo. E é tudo uma invenção. Parte-se do princípio de que estas ficções antigas são verdadeiras e depois procuram-se provas que as sustentem. Há esse tipo de provas. As provas arqueológicas, particularmente nos Estados Unidos e no Canadá atlântico, são todas forjadas. Por outras palavras, se nos faltam provas, fabricam-se.
Há pedras com inscrições rúnicas gravadas. A mais célebre delas é a chamada Pedra de Kensington, encontrada em 1898 na zona rural do Minnesota. Já a fui ver. A inscrição reza que, em 1362, chegou um grupo de nórdicos, travou uma batalha e alguns foram mortos. É o arquétipo dos indígenas selvagens contra os nobres nórdicos. Depois, zarparam rumo aos seus navios. É uma farsa, mas há quem acredite piamente na Pedra de Kensington. Há também elementos interpretados de forma errónea. Existem mamoas na América e em vários outros locais, as mais recentes que vi foram no curso superior do Mississippi. Foram erguidas por povos indígenas, mas o mito reza que foram obra dos vikings porque os indígenas seriam demasiado simples — e entram aqui os estereótipos racistas — para terem executado tal proeza. Por conseguinte, teria de tratar-se de uma civilização superior, teria de ser europeia. Portanto, as provas são um tanto ou quanto duvidosas.
Kelly: Portanto, há todos estes artefactos falsos e depois estas novas histórias que foram criadas apenas para substanciar aquilo em que acreditam e o que querem promover.
Gordon: Exato. O único sítio legítimo fora da Gronelândia — os assentamentos na Gronelândia são importantes e fascinantes, mas o sítio que realmente desperta o interesse das pessoas por se situar mais próximo dos Estados Unidos — é L’Anse aux Meadows. Foi recentemente datado, através de erupções solares, no ano de 1021. Foi um povoado de curta duração, talvez uns dez anos, não mais. Existem três cabanas para três tripulações de embarcações. Não há sepulturas, não há igreja. É claramente um entreposto costeiro de passagem para outro local. Há vestígios de metalurgia; fabricavam-se pregos. Trata-se de reparação naval. Porque é que se situava ali? Bem, parece ter sido uma espécie de entreposto intermédio a caminho de uma colónia efémera noutro ponto da costa do continente norte-americano.
Kelly: Certo, como uma espécie de ponto de paragem.
Gordon: Exatamente. Ao fim de uns anos, encerraram as operações, embora não haja vestígios de contacto naquele local. Estavam entregues a si mesmos. Contudo, há três cascas de noz-cinzenta e, inclusivamente, um pedaço de madeira de nogueira-cinzenta esculpida. Ora, a nogueira-cinzenta nunca cresceu na Terra Nova, não se desenvolve lá. Ela cresce no Vale de São Lourenço, no Canadá, e na costa da Nova Inglaterra, nas fozes dos rios. As correntes marítimas não arrastariam estas três nozes para a Terra Nova — correm na direção oposta. Portanto, de alguma forma, os nórdicos adquiriram estas três nozes. A explicação mais simples para tal é que estiveram no continente norte-americano, por qualquer razão. Mas essas são todas as provas existentes.
Kelly: Não é muita coisa, mas é suficiente para acreditar que alguém viajou de um lugar para outro. Essa é a explicação mais lógica para o movimento das nozes-cinzentas.
Gordon: É precisamente isso.
Kelly: Isso é tão fascinante. Portanto, não sabemos de onde vieram nem para onde foram.
Gordon: De todo! Não sabemos nada disso. Há um artefacto autêntico nos Estados Unidos. É conhecido como o Péni do Maine, no estado do Maine, e foi descoberto na década de 1950; trata-se de uma moeda nórdica do século X. Encontra-se num sítio arqueológico que é, discutivelmente, o mais denso do mundo. Foram extraídos de lá cerca de 30 000 artefactos. Foi um povoado nativo americano durante séculos, e há apenas uma moeda. Ora, não existem provas complementares em redor. E, naturalmente, podemos romancear uma história de fantasia sobre como os nórdicos ali aportaram e trocaram a moeda por aquilo que procuravam. Mas há um pormenor interessante sobre a moeda: num dos lados foi perfurado um orifício, o que indicia que servia de pendente. As moedas não teriam valor comercial ali, mas esta era usada como adorno. Isto sugere uma rede de comércio que descia do Labrador, passava de um grupo indígena para outro e acabava neste sítio inteiramente nativo. É um artefacto autêntico, mas o que ele não prova é que os nórdicos tivessem estado lá, porque em arqueologia nunca existe um artefacto isolado.
Kelly: Isso fascina-me por completo!
Gordon: Curiosamente, não está em exibição, o que acho incrível. A política dos museus é um grande mistério. Quando o Smithsonian fez uma exposição no ano 2000 sobre os nórdicos, conseguiram a moeda e exibiram-na. Quando a fui ver, há cinco ou seis anos, remexeram numa arrecadação e lá a encontraram finalmente, e ainda estava na caixa em que o Smithsonian a tinha devolvido. Portanto, nunca tinha sido exibida.
Kelly: Têm esta única coisa que é legitimamente uma moeda nórdica e não a exibem?
Gordon: E é a única coisa, é verdade.
Kelly: Isso não faz sentido nenhum! Uma pessoa pensa: "Aqui está a nossa prova. Aqui está a prova que temos."
Gordon: Os defensores da causa nórdica escrevem sobre o assunto incessantemente, mas não compreendo por que razão não está em exposição.
Kelly: Portanto, as pessoas sabem da sua existência, mas simplesmente não a têm em exibição? No entanto, têm estes artefactos falsos em exibição?
Gordon: Ah, estão em exposição, sem dúvida alguma! A última que vi foi na Nova Escócia, onde estive há um par de anos, e a placa indica tratar-se de uma inscrição rúnica. Poderia ser uma coisa qualquer. Parece um amontoado de rabiscos sem nexo, mas é traduzida de várias formas, uma das quais alude a Leif Erikson. Em resultado desta inscrição totalmente forjada, existe hoje um trilho de Leif Erikson. Eu próprio o percorri, e há hotéis chamados "Hotel Vinlândia". Isto converte-se em património da indústria turística. Mas, uma vez mais, alimenta de forma algo sinistra a narrativa da província como um território destinado a pessoas brancas — e recorde-se que esta é a província com a comunidade negra mais antiga do Canadá. Possui também um grupo de povos nativos fascinante, com uma etnografia riquíssima. Contudo, são todos apagados do turismo histórico, o qual prefere promover os nórdicos, que possuem a cor e a etnia certas.
Abordo este tipo de questões no livro; o tema foi arrastado para a guerra cultural. Há quem me diga que é a melhor coisa desde a invenção do pão fatiado, enquanto outros afirmam que é um autêntico chorrilho de asneiras, que não é verdade e que Colombo foi o primeiro. Na realidade, não se dão ao trabalho de ler o livro — isso obrigá-los-ia a abrandar o ritmo. Mas são irredutíveis quanto a isto. Tudo o que se escreve sobre este assunto é controverso.
Kelly: E suponho que ao escrever um livro ao qual chamou a história de um mito fundador, com a palavra "mito" no título, e depois ao analisar estas duas histórias, esteja a entrar num grande campo de batalha. Tenho a certeza de que escreveu isto sabendo que não seria acolhido com agrado por todos os que o lessem.
Gordon: Quando comecei a escrever, já tinha uma ideia muito clara disso, mas não faz mal. Eu aguento.
Kelly: Eu ia perguntar sobre algumas das pessoas que mencionou, apenas para as pessoas que possam não as conhecer. Quer explicar sucintamente quem são Leif, o Sortudo, e Erik, o Ruivo?
Gordon: Claro! Erik, o Ruivo, é o chefe mítico de uma família e poderá ter existido. Não era um homem agradável. Penso que o poderíamos considerar um assassino em série. Foi banido repetidamente por homicídio. Não se dava muito bem com os vizinhos e a história nas duas sagas conta que ele foi banido, em primeiro lugar, por três anos, e partiu para a Gronelândia. Estabeleceu lá uma colónia e o seu filho, Leif Erikson, também chamado de o Sortudo — não porque tivesse sorte, mas porque a característica da sorte estava intrínseca nele, por assim dizer. Não é que ele usufruísse de boa sorte, é um comentário sobre o seu caráter. Se ele existiu ou não, duvido. Mas ele partiu e descobriu vários locais, um dos quais era Vinlândia. Vinlândia tinha uvas selvagens e trigo que crescia sozinho; era um lugar fantástico. Por isso, as pessoas divertem-se a tentar identificar onde fica a verdadeira Vinlândia.
Há muitas nomeações, como se pode imaginar. Eles são as personagens principais. Mas as sagas também têm a esposa de Erik, que se tornou cristã. Existem as fundações de uma igreja na Gronelândia, a primeira igreja do Novo Mundo. Esta é confiantemente atribuída à sua esposa que, com quase toda a certeza, nunca existiu, mas não permitamos que isso nos estorve. Há quatro filhos, e todos eles estão envolvidos nas viagens de diversas formas. São grandes histórias, mas a sua relação com o que realmente aconteceu é muito difícil de aferir. É impossível destrinçar que fragmentos de memória poderão estar incrustados num mito.
A única prova de contacto é uma ponta de seta. Está agora no Museu Nacional da Dinamarca. Já a fui ver. Foi encontrada num cemitério na Gronelândia, um cemitério que fechou por volta de 1350. Portanto, é anterior a isso. E a ponta de seta é feita de um tipo de quartzo e num estilo que pode ser localizado com precisão no que se chama a cultura de Point Revenge. Um local específico na costa do Labrador.
Iriam ao Labrador, presumo eu, para recolher madeira, visto que a Gronelândia não tem grande abundância de árvores. E este nórdico poderá ter trazido a seta de volta no bolso, mas parece mais provável, atendendo ao local onde foi encontrada, que ela tenha regressado no seu crânio. É prova de um contacto, ainda que não de cariz muito amistoso; mas as sagas são mesmo assim. São uma espécie de ficção histórica, é simplesmente impossível destrinçar o que é verdade do que não é, e não contêm quaisquer provas irrefutáveis.
Kelly: Suponho que quando pensamos nas sagas e nos vikings populares, pensamos que pode ter existido um Bjorn, mas podem ter sido oito homens diferentes, todos chamados Bjorn, e que tudo isso está a ser combinado numa única personagem lendária. É o mesmo tipo de coisa?
Gordon: Bem, poderia ter sido. Mas o que é impressionante é que, na Gronelândia, tem havido muita e boa arqueologia. Nalguns dos artefactos há nomes escritos, e nenhum dos nomes nos artefactos descobertos pelos arqueólogos na Gronelândia corresponde a qualquer nome nas sagas. Um dia alguém poderá aparecer com um pedaço de madeira que tenha lá escrito Leif Erikson ou Erik, o Ruivo, mas atualmente não há nada. É uma história curiosa; a parte que as pessoas não conhecem são as colónias da Gronelândia da Era Viking que duraram 500 anos. Chegaram por volta de 985 e desaparecem algures em meados do século XV. Não sabemos porquê. Portanto, aparecem todo o tipo de teorias disparatadas.
Havia entre 2000 a 3000 pessoas. Falavam uma forma distinta de nórdico e havia uma enorme catedral de pedra. Visitei a igreja paroquial; tem um coro alto. Havia missas em latim e tudo isto está a acontecer na América do Norte. Não é altamente sofisticado. São camponeses, mas a igreja está lá. Há um mosteiro e um convento de freiras. É um lugar civilizado. Não há consciência disto, nem qualquer crédito dado à sua existência por aqueles que querem que os nórdicos tenham vindo para a América ou, na verdade, para o Canadá. A Gronelândia é descartada, e isso entristece-me um bocado. É um lugar maravilhoso em muitos aspetos. Tem histórias inuítes interessantes e, na verdade, outros grupos indígenas também estiveram lá. Tem uma grande história nórdica e, no entanto, não há consciência disso no imaginário popular.
Kelly: Isso é tão triste. Espera que este livro lance um pouco de luz sobre a Gronelândia, apenas lembrando as pessoas do quão fantástica ela é e do que existe lá?
Gordon: Sem dúvida! Há uma placa maravilhosamente combativa no Museu Nacional na capital — que é Nuuk — que reza assim: "estes colonos afirmam que a Gronelândia faz parte da Europa, mas nós, os Inuit, falamos a mesma língua dos nossos primos do outro lado, no Canadá, e partilhamos os mesmos valores. Comungamos de muitos aspetos da nossa cultura e fazemos parte da América do Norte. O descobridor da América do Norte, o descobridor europeu, não foi Leif, o Sortudo — que se limitou a ir ao continente numa visita de um dia —, foi Erik, o Ruivo". Esse é o único local onde vi Erik, o Ruivo, ser reconhecido. Seja como for, é uma placa combativa e importante, porque está a dizer que somos mal interpretados. Ignora-se o ponto de vista indígena, que é perfeitamente razoável e absolutamente convincente. Não tem nada de disparatado e, assim que lemos a placa, sabemos que eles têm razão. Esse lado da questão interessa-me imenso e foi uma novidade para mim, pois sabia muito pouco sobre a Gronelândia. Considero-a uma área de trabalho muito gratificante.
Algo que me chama a atenção nos artefactos falsos é que aparecem frequentemente em áreas de colonização escandinava nos Estados Unidos e no Canadá. Por outras palavras, são criados para reforçar uma identidade étnica. E é interessante que a Pedra Rúnica de Kensington, por exemplo, que descrevi, tenha aparecido numa comunidade agrícola escandinava na zona rural do Minnesota. Os escandinavos agora não são americanos com hífen, são americanos reais. Mas no século XIX, eram um grupo marginalizado e eram tratados como pacóvios, como pessoas simples, pelos nova-iorquinos ou habitantes da Nova Inglaterra mais sofisticados.
Kelly: Parece um livro brilhante, e vai abalar a visão popular da América, a história da América e as crenças de Colombo versus os nórdicos.
Gordon: Quero simplesmente que ele contribua para o debate. É, como diz, uma tese que nunca antes fora apresentada. Poderá conter falhas, e a única forma de as pessoas as descobrirem é lendo-a, mas foi algo que certamente me interessou.
Kelly: Muito obrigada por se juntar a mim!
Gordon: É muito gentil. Muito obrigado.

