A Navegação Polinésia e a Colonização do Oceano Pacífico

Kim Martins
por , traduzido por Ramon Garcia
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A navegação polinésia e o povoamento do Oceano Pacífico começaram há milhares de anos. Os habitantes das ilhas do Pacífico atravessavam vastas extensões oceânicas em canoas de casco duplo ou com estabilizadores, guiando-se exclusivamente pelo conhecimento das estrelas e pelas observações dos padrões do mar e dos ventos.

O Oceano Pacífico cobre um terço da superfície terrestre, com 165,25 milhões de quilômetros quadrados (63,8 milhões de milhas quadradas), e suas ilhas remotas foram as últimas a serem alcançadas por humanos. Essas ilhas estão dispersas por uma vasta área oceânica. Os ancestrais dos polinésios, o povo Lapita, partiram de Taiwan e colonizaram a Oceania Remota entre 1100 e 900 a.C., embora evidências de assentamentos Lapita no arquipélago de Bismarck remontem a c. 2000 a.C. Os Lapita e seus antepassados eram navegadores habilidosos que memorizavam instruções de navegação e transmitiam seus conhecimentos por meio de folclore, heróis culturais e histórias orais simples.

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Maori Chief with Beached Waka
Chefe Maori com Waka Encalhado Augustus Earle (Public Domain)

O sofisticado sistema de navegação polinésio impressionou os primeiros exploradores europeus do Pacífico. Desde então, estudiosos têm debatido diversas questões fundamentais:

  • A migração e a colonização das ilhas do Pacífico para a Oceania Remota foram acidentais ou intencionais?
  • Quais eram as competências marítimas e de navegação específicas desses antigos navegadores?
  • Por que grande parte do conhecimento náutico autóctone foi perdida, e o que pode ser feito para preservar o que resta?
  • Que tipos de embarcações e velas foram utilizados para atravessar o oceano aberto?

Viagens Antigas e Colonização do Pacífico

Há pelo menos 10.000 anos, os seres humanos haviam migrado para a maioria das terras habitáveis acessíveis a pé. Restava, porém, a última fronteira: as inúmeras ilhas do Oceano Pacífico, cuja colonização exigiu o desenvolvimento de tecnologias avançadas de construção de embarcações e métodos de navegação capazes de sustentar viagens oceânicas de longa distância. A Oceania Próxima, que inclui a Nova Guiné continental, o arquipélago de Bismarck, as ilhas do Almirantado e as Ilhas Salomão, foi colonizada em uma migração a partir da África c. 50.000 anos atrás, durante o período Pleistoceno. Esses primeiros colonos do Pacífico são os ancestrais dos melanésios e dos aborígenes australianos. As curtas distâncias entre as ilhas da Oceania Próxima permitiam que as pessoas praticassem o "island-hopping" (salto entre ilhas) usando embarcações oceânicas rudimentares.

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Dispersal of Austronesian People Across the Pacific
Dispersão dos Povos Austronésios pelo Pacífico Obsidian Soul (CC BY-NC-SA)

A chamada segunda onda de migração para a Oceania Remota tem sido um tema intensamente debatido entre acadêmicos. A Oceania Remota abrange as ilhas a leste do grupo das Ilhas Salomão, como Vanuatu, Fiji, Tonga, Aotearoa (Nova Zelândia), Ilhas da Sociedade, Ilha de Páscoa e Marquesas. O que se debate é a origem dos primeiros povos que se estabeleceram nessa região entre 1500 e 1300 a.C., embora haja consenso geral de que a pátria ancestral era Taiwan. Uma visão dissidente foi a do aventureiro norueguês Thor Heyerdahl (1914-2002), que, em 1947, partiu em uma balsa chamada "Kon-Tiki", na esperança de provar uma origem sul-americana para os povos do Pacífico. No entanto, evidências arqueológicas e de DNA apontam fortemente para uma origem no sudeste asiático, com navegadores que falavam línguas austronésias e alcançaram Fiji c. 1300 a.C. e Samoa c. 1100 a.C. Todas as línguas polinésias modernas pertencem à família austronésia.

Coletivamente, esses povos são chamados de Lapita e foram os ancestrais dos polinésios, incluindo os maoris, embora os arqueólogos usem o termo "Complexo Cultural Lapita", pois os Lapita não eram um grupo homogêneo. Eram, no entanto, navegadores qualificados que introduziram estabilizadores e canoas de casco duplo, possibilitando viagens mais longas pelo Pacífico. Sua cerâmica distinta, conhecida como "Lapita ware", apareceu no arquipélago de Bismarck c. 2000 a.C. A cerâmica Lapita inclui tigelas e pratos com padrões geométricos complexos impressos em argila com selos dentados.

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Entre c. 1100 e 900 a.C., houve uma rápida expansão da cultura Lapita em direção ao sudeste do Pacífico, o que levanta a questão da migração intencional.

Migração Acidental ou Intencional?

A área geográfica da Oceania Remota conhecida como triângulo polinésio abrange Aotearoa (Nova Zelândia), Havaí e Ilha de Páscoa como seus vértices e inclui mais de 1.000 ilhas. Entre algumas dessas ilhas, as distâncias superam 1.000 quilômetros (621 milhas). Por exemplo, de Vanuatu do Norte até Fiji, são mais de 800 quilômetros (497 milhas), e teria exigido habilidades e coragem extraordinárias navegar em uma canoa de casco duplo ou com estabilizador por cinco a seis semanas em direção a um destino esperado.

Fundamental para a questão do povoamento humano intencional do Pacífico são as habilidades de navegação por orientação (wayfinding) dos povos polinésios.

A visão europeia predominante era de que qualquer migração resultava de tempestades acidentais ou derivas de correntes, e não de navegação indígena intencional. Pedro Fernandez de Queiros (1563-1614), por exemplo, escreveu ao Vice-rei do Peru em 1595 expressando incredulidade de que ilhéus sem mapas ou conhecimento da bússola, e que perdiam de vista a terra ao zarpar, pudessem realizar com sucesso uma longa viagem marítima (Lewis, 11).

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O Capitão James Cook (1728-1779), no entanto, não tinha dúvidas de que a navegação indígena demonstrava um alto grau de habilidade. No diário de sua primeira viagem ao sul do Oceano Pacífico, entre 1768 e 1771, ele escreveu:

…esse povo navega nesses mares de ilha em ilha por várias centenas de léguas, usando o Sol como bússola durante o dia, e a Lua e as estrelas à noite. Quando isso for comprovado, não teremos mais dúvidas sobre como as ilhas desses mares foram povoadas. (Cook’s Journal)

O arqueólogo Patrick Kirch destaca que a migração deliberada é o cenário mais provável (Kirch, 137). O povo da Cultura Lapita podia sobreviver por meses em ilhas remotas do Pacífico, vivendo de aves selvagens e frutos do mar, mas o sucesso de qualquer assentamento de longo prazo exigia o transporte de plantas cultiváveis, como taro e inhame, além de animais domesticados. A batata-doce integrou o sistema hortícola polinésio c. 1000 e é uma forte evidência de contato polinésio com a América do Sul – uma proposição oposta à de Thor Heyerdahl.

Fijian Ndrua with Crab Claw Sail
Ndrua Fijiano com Vela de Garra de Caranguejo New York Public Library (Public Domain)

Viagens recentes em réplicas de canoas, juntamente com simulações computacionais, mostraram que a probabilidade de migração acidental por deriva (levando a uma viagem de ida) é insignificante. O médico e aventureiro neozelandês nascido na Grã-Bretanha, David Lewis (1917-2002), em seu livro We, The Navigators, detalha os métodos tradicionais de navegação indígena que utilizou em sua viagem de 1965, em um catamarã ou waka katea (canoa de casco duplo), de Taiti a Aotearoa. Sem usar instrumentos modernos, como bússola, cronômetro, sextante ou rádio, ele navegou 3.603 quilômetros (2.239 milhas) e chegou ao destino com um erro de apenas 41 quilômetros (26 milhas).

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Fundamental para a questão do povoamento humano intencional do Pacífico são as habilidades de navegação por orientação dos povos polinésios, pois suas técnicas de navegação permitiam cruzar um vasto oceano usando pouco mais que a memória.

Técnicas de Navegação Indígena

Infelizmente, grande parte do conhecimento tradicional de navegação polinésia foi perdida por várias razões:

  • A maioria dos exploradores europeus era cética quanto às habilidades marítimas indígenas, uma visão enraizada no profundo senso de superioridade tecnológica da narrativa ocidental da época.
  • O conhecimento de navegação indígena era uma tradição oral, não registrada sistematicamente, e também considerado um conhecimento secreto, conhecido apenas por certas famílias e ferozmente guardado.
  • As técnicas de navegação europeias tornaram-se dominantes.

No entanto, o folclore polinésio, heróis culturais e histórias orais simples, conhecidas como "aruruwow", preservaram algumas informações sobre navegação em alto-mar e conhecimento ancestral. A lenda de Kupe e sua descoberta de Aotearoa é um exemplo que mostra como os "aruruwow" eram auxílios de memória contendo instruções codificadas para alcançar um destino específico

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A navegação guiada pelas estrelas era a técnica mais precisa, pois os pontos no horizonte onde as estrelas nascem permanecem constantes ao longo do ano.

Na história oral tradicional maori, Kupe é uma figura lendária e explorador do Oceano Pacífico (Te Moana-nui-a-Kiwa) que partiu de "Hawaiiki" c. 1300 em um "waka" (canoa) para descobrir o que havia além do horizonte. "Hawaiiki" é a pátria ancestral dos maoris, considerada localizada nas ilhas da Polinésia Oriental. O navegador de Kupe, Reti, seguiu um caminho estelar para manter o "waka" no curso até chegar a Whangaroa, na Ilha Norte de Aotearoa (Nova Zelândia). Existem várias versões da lenda de Kupe, algumas envolvendo Kupe perseguindo um polvo gigante ("Te Wheke-o-Muturangi") até as costas de Aotearoa, mas o que esses "aruruwow" contêm são referências a estrelas, padrões de vento e correntes que foram memorizados por gerações de navegadores.

Estrelas, Mares, Ventos e Aves

Os polinésios dominavam a linguagem das estrelas. Eles desenvolveram um sistema de navegação altamente sofisticado que envolvia não apenas a observação das estrelas à medida que nasciam e cruzavam o céu noturno, mas também a memorização de mapas celestes completos. Em todo o Pacífico, navegadores insulares ensinavam aos jovens as habilidades adquiridas ao longo de gerações. O conhecimento de navegação era um segredo bem guardado dentro de famílias de navegadores, e a educação começava em tenra idade. Em Kiribati, por exemplo, as lições eram ministradas na "maneaba" (casa de reuniões), onde vigas e traves eram divididas para corresponder a segmentos do céu noturno. A posição de cada estrela ao nascer e pôr do sol, assim como os caminhos estelares entre ilhas, eram gravados na memória. Pedras e conchas eram colocadas em esteiras ou na areia para ensinar o conhecimento estelar. "Karakia" (orações) e histórias orais continham referências a instruções de navegação. "Te Ika-roa", por exemplo, referia-se à Via Láctea; "Atua-tahi" era Canopus; "Tawera" era Vênus como estrela matutina; "Meremere" era Vênus como estrela vespertina. As seguintes são instruções de navegação de Kupe:

Quando partires, aponta a proa da canoa para o Pilar de Nuvem que fica a sudoeste. Quando a noite cair, navega em direção à estrela Atua-tahi. Mantém-te à esquerda de Mangaroa e segue em frente. Quando o dia amanhecer, navega novamente em direção ao Pilar de Nuvem e continua. (Citado em Evans, 49)

A navegação pelas estrelas era a técnica mais precisa, pois os pontos no horizonte onde as estrelas nascem permanecem constantes ao longo do ano, embora as estrelas nasçam mais cedo a cada noite. Uma série de dez a doze estrelas – um caminho estelar – era suficiente para guiar o navegador. O caminho estelar de Tikopia (parte do grupo das Ilhas Salomão) até Anuta (a ilha mais oriental das Salomão), por exemplo, possui nove estrelas.

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Star Compass
Bússola Estelar Newportm (CC BY-SA)

Os navegadores indígenas exigiam um conhecimento profundo do movimento das estrelas no céu noturno. Uma estrela nascente corta o horizonte em um ponto baixo, mas só pode ser usada como referência de posicionamento por um certo tempo antes de subir muito, e a próxima estrela a nascer é então usada para manter a embarcação no curso. Durante o dia ou em noites nubladas, as canoas eram guiadas por uma combinação de técnicas. O navegador sentava-se no lado esquerdo, próximo à popa, e às vezes se deitava para sentir o balanço e o movimento do oceano. As ondas são mais curtas e íngremes, com cristas quebrando mais perto da terra, enquanto no alto-mar, as ondas são sentidas como uma ondulação lenta. A leitura da superfície do oceano era uma ajuda visual que os navegadores usavam para estimar a deriva lateral do "waka". As cristas brancas das ondas indicam a força de uma corrente oceânica. Se uma onda viaja na mesma direção do vento, por exemplo, mas a corrente flui contra ela, a onda parecerá mais íngreme. A pilotagem por ondulação era usada como solução para correntes fortes e variáveis.

Tahitian Double-Hulled War Canoe
Canoa de Guerra Tahitiana de Casco Duplo Giulio Ferrario (Public Domain)

Outras técnicas incluíam:

  • Observar a cor e a formação das nuvens. Uma nuvem em forma de V é às vezes vista sobre uma ilha, e os navegadores indígenas sabiam que uma base escura na nuvem refletia vegetação, enquanto uma base esbranquiçada indicava areia ou recifes de coral.
  • Observar a migração regular de aves ou seus padrões de agrupamento. Andorinhas-do-mar, por exemplo, voam a no máximo 20-30 milhas náuticas (35-55 quilômetros) da terra.
  • Observar a bioluminescência. Organismos marinhos vivos emitem luz que aparece como riscos e flashes. Navegadores das Ilhas Santa Cruz referiam-se à bioluminescência como "te lapa" ou relâmpago subaquático, que funcionava como uma bússola em direção à terra. Perto da costa, o movimento dos flashes é rápido e geralmente indica que a canoa está a 128-160 quilômetros (80-100 milhas) da terra.

Canoas de Viagem e Velas

Os marinheiros polinésios desenvolveram a canoa de casco duplo (também chamada de catamarã). Algumas de suas canoas de viagem eram mais longas que o Endeavour de Cook, que media aproximadamente 30 metros (98 pés), embora o comprimento médio das canoas fosse de 15,2-22,8 metros (50-75 pés). Canoas com estabilizador em um dos lados eram preferidas na Micronésia (região oeste do Pacífico). A capacidade de carga das embarcações era considerável. Uma canoa dupla tonganesa podia transportar 80-100 pessoas, enquanto uma canoa com estabilizador marquesana, equipada para pesca ou guerra, podia levar 40-50 pessoas.

Austronesian Sail Types
Tipos de Vela Austronésia Obsidian Soul (Public Domain)

Cook observou que o "pahi" taitiano navegava mais rápido que o Endeavour: “…suas grandes canoas navegam muito mais rápido que este navio, e acredito que tudo isso seja verdade, portanto, eles podem facilmente navegar 40 léguas por dia ou mais.” (Cook, A Journal of the Proceedings...)

Embarcações de longa distância eram navios robustos de tábuas, amarrados com "sennit" trançado ou fibras de coco torcidas. Materiais de calafetação, como goma da árvore de fruta-pão, tornavam-nas aptas para o mar. Diferentes tipos de canoas eram usados em toda a Polinésia e Micronésia, mas os três principais eram o "pahi", o "tongiaki" e o "ndrua". O "pahi" era uma embarcação taitiana de dois cascos e dois mastros; o "tongiaki" de Tonga era uma canoa dupla com velas triangulares, confundida com uma barca pelo capitão holandês William Schouten (c. 1567-1625); e o "ndrua" era a canoa dupla com cascos desiguais usada em Fiji. As velas polinésias incluíam a vela triangular invertida (apex-down); velas em forma de garra ou "crab-claw"; e a vela latina ou triangular fixada a duas longas hastes. As velas eram geralmente feitas de folhas de pandano trançadas.

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Preservação do Conhecimento Indígena

Recentemente, houve esforços para melhor compreender e preservar as notáveis façanhas de navegação que permitiram aos polinésios guiar suas embarcações com precisão pelo vasto Oceano Pacífico. Em 1985, uma "waka" de viagem de 22 metros (72 pés), batizada de "Hawaikinui", foi construída. Seu casco duplo foi feito de duas árvores totara da Nova Zelândia resistentes a insetos, e a "waka" navegou com sucesso de Taiti a Aotearoa (Nova Zelândia) usando técnicas tradicionais de navegação polinésia.

Em 2018, uma jovem tripulação navegou uma "waka" de casco duplo de Aotearoa à Ilha Norfolk, na costa leste da Austrália. Apesar de enfrentarem grandes ondulações oceânicas e ventos desfavoráveis, a viagem teve como objetivo ensinar aos jovens a arte de navegar pelas estrelas e reconectar-se com as tradições ancestrais. A navegação polinésia terá uma renascença moderna por meio da educação e da reconexão cultural.

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Bibliografia

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Sobre o Tradutor

Ramon Garcia
Cubano apaixonado pelo aprendizado. Casado, pai de três filhos.

Sobre o Autor

Kim Martins
A Kim é uma escritora freelancer sediada na Nova Zelândia. Ela tem uma Licenciatura em História e Mestrado em Ciência do Caos & Complexidade. Os seus interesses especiais são fábulas e mitologia, bem como a exploração do mundo antigo.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Martins, K. (2025, maio 25). A Navegação Polinésia e a Colonização do Oceano Pacífico. (R. Garcia, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1586/a-navegacao-polinesia-e-a-colonizacao-do-oceano-pa/

Estilo Chicago

Martins, Kim. "A Navegação Polinésia e a Colonização do Oceano Pacífico." Traduzido por Ramon Garcia. World History Encyclopedia, maio 25, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1586/a-navegacao-polinesia-e-a-colonizacao-do-oceano-pa/.

Estilo MLA

Martins, Kim. "A Navegação Polinésia e a Colonização do Oceano Pacífico." Traduzido por Ramon Garcia. World History Encyclopedia, 25 mai 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1586/a-navegacao-polinesia-e-a-colonizacao-do-oceano-pa/.

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