Ashoka, O Grande

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Ashoka (by Dharma, CC BY)
Ashoka Dharma (CC BY)

Ashoka, o Grande (reinou 268-232 a.C.), foi o terceiro rei do Império Máuria (322-185 a.C.), mais conhecido pela renúncia à guerra, pelo desenvolvimento do conceito de dhamma (conduta social piedosa) e pela promoção do budismo, bem como pelo seu reinado eficaz de uma entidade política quase pan-indiana.

No seu auge, sob Ashoka, o Império Máuria estendia-se desde o atual Irão até quase toda a extensão do subcontinente indiano. Ashoka conseguiu governar este vasto império inicialmente através dos preceitos do tratado político conhecido como Arthashastra, atribuído ao primeiro-ministro Chanakya (também conhecido como Kautilya e Vishnugupta, l. cerca de 350-275 a.C.), que serviu sob o avô de Ashoka, Chandragupta (reinou cerca de 321-c.297 a.C.), fundador do império.

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Ashoka significa «sem tristeza», que provavelmente era o seu nome de batismo, é referido nos éditos, gravados em pedra, como Devanampiya Piyadassi, que, de acordo com o estudioso John Keay (e consensualmente aceito pelos estudiosos), significa «Amado dos Deuses» e «de semblante gracioso» (pág. 89). Diz-se que foi particularmente implacável no início do reinado, até lançar uma campanha contra o Reino de Calinga em cerca de 260 a.C., que resultou numa tal carnificina, destruição e morte que Ashoka renunciou à guerra e, com o tempo, converteu-se ao budismo, dedicando-se à paz, conforme exemplificado no seu conceito de dhamma. A maior parte do que se sabe sobre ele, além dos seus éditos, vem de textos budistas que o tratam como um modelo de conversão e comportamento virtuoso.

Ashoka caminhou pelo campo de batalha de Calinga, contemplando a morte e a destruição, e experimentou uma profunda mudança no seu coração.

O império que ele e a sua família construíram não durou nem 50 anos após a sua morte. Embora fosse o maior dos reis de um dos maiores e mais poderosos impérios da antiguidade, o seu nome foi perdido na história até ser identificado pelo estudioso e orientalista britânico James Prinsep (1799-1840) em 1837. Desde então, Ashoka passou a ser reconhecido como um dos monarcas antigos mais fascinantes por ter decidido renunciar à guerra, pela insistência na tolerância religiosa e pelos esforços pacíficos para estabelecer o budismo como uma das principais religiões mundiais.

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Primeiros Anos de Vida e Ascensão ao Poder

Embora o nome de Ashoka apareça nos Puranas (literatura enciclopédica da Índia que trata de reis, heróis, lendas e deuses), não há informação sobre a sua vida. Os detalhes da sua juventude, ascensão ao poder e renúncia à violência após a campanha de Calinga vêm de fontes budistas que são consideradas, em muitos aspectos, mais lendárias do que históricas.

Greek and Aramaic inscriptions by king Ashoka
Inscrições Gregas e Aramaicas do Rei Ashoka World Imaging (Public Domain)

Desconhece-se a sua data de nascimento, e diz-se que era um dos cem filhos das esposas de seu pai Bindusara (reinou 297-c.273 a.C.). O nome da sua mãe é dado como Subhadrangi num texto, mas como Dharma noutro; também é descrita como filha de um brâmane (a casta mais alta) e esposa principal de Bindusara em alguns textos, enquanto que em outros é descrita como uma mulher de estatuto inferior e esposa secundária. A história dos cem filhos de Bindusara é rejeitada pela maioria dos estudiosos, que acreditam que Ashoka era o segundo filho de quatro. O seu irmão mais velho, Susima, era o herdeiro aparente e príncipe herdeiro, e as hipóteses de Ashoka assumir o poder eram, portanto, escassas e ainda mais escassas porque o pai não gostava dele.

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De acordo com uma lenda, Bindusara forneceu ao seu filho Ashoka um exército, mas sem armas; as armas foram fornecidas mais tarde por meios sobrenaturais.

Ele recebeu uma educação de alto nível na corte, treinou artes marciais e, sem dúvida, foi instruído nos preceitos do Artashastra (Artaxastra)— mesmo não sendo considerado um candidato ao trono — simplesmente como um dos filhos reais. O Artaxastra é um tratado que abrange muitos assuntos diferentes relacionados à sociedade, mas, principalmente, é um manual de ciência política que fornece instruções sobre como governar com eficácia. É atribuído a Chanakya, primeiro-ministro de Chandragupta, que escolheu e treinou Chandragupta para se tornar rei. Quando Chandragupta abdicou a favor de Bindusara, diz-se que este último foi treinado no Artaxastra e, portanto, quase certamente, seus filhos também o foram.

Quando Ashoka tinha cerca de 18 anos, foi enviado da capital Pataliputra para Takshashila (Taxila) para reprimir uma revolta. De acordo com a lenda, Bindusara deu ao filho um exército, mas sem armas; as armas foram fornecidas mais tarde por meios sobrenaturais. A mesma lenda afirma que Ashoka foi misericordioso com as pessoas que depuseram as armas à sua chegada. Não há relatos históricos sobre a campanha de Ashoka em Taxila; é aceita como fato histórico com base em sugestões de inscrições e nomes de lugares, mas os detalhes são desconhecidos.

Gandhara Buddha, Taxila
Buda de Gandhara, Taxila Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Tendo sido bem-sucedido em Taxila, Bindusara enviou o filho para governar o centro comercial de Ujjain, onde foi, igualmente, bem-sucedido. Não há detalhes disponíveis sobre como Ashoka desempenhou as suas funções em Ujjain porque, como observa Keay, «o que os cronistas budistas consideraram mais digno de nota foi o seu romance com a filha de um comerciante local» (pág. 90), chamada Devi (também conhecida como Vidisha-mahadevi), da cidade de Vidisha, que, de acordo com algumas tradições, desempenhou um papel significativo na atração de Ashoka pelo budismo. Keay comenta:

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Aparentemente, ela não era casada com Ashoka nem estava destinada a acompanhá-lo a Pataliputra e tornar-se uma das suas rainhas. No entanto, ela deu-lhe um filho e uma filha. O filho, Mahinda, lideraria a missão budista no Sri Lanka; e é possível que a mãe já fosse budista, aumentando assim a possibilidade de Ashoka ter sido atraído pelos ensinamentos de Buda [nessa época]. (Idem)

De acordo com algumas lendas, Devi foi a primeira a apresentar o budismo a Ashoka, mas também foi sugerido que Ashoka já era budista nominal quando conheceu Devi e pode ter partilhado os ensinamentos com ela. O budismo era uma seita filosófico-religiosa menor na Índia nesta época, uma das muitas escolas de pensamento heterodoxas (junto com Ajivika, Jainismo e Charvaca) que disputavam aceitação ao lado do sistema de crenças ortodoxo do Sanatan Dharma (“Ordem Eterna”), mais conhecido como hinduísmo. O foco das crónicas posteriores no caso de Ashoka com a bela budista Devi, em vez de nos seus feitos administrativos, pode ser explicado como um esforço para destacar a associação precoce do futuro rei com a religião que tornaria famosa.

Ashoka ainda estava em Ujjain quando Taxila se rebelou novamente e Bindusara enviou Susima, que na altura estava envolvido na campanha, quando Bindusara adoeceu e ordenou o retorno do filho mais velho. Os ministros do rei, no entanto, favoreciam Ashoka como sucessor e, assim, ele foi chamado e coroado (ou, de acordo com algumas lendas, coroou-se a si mesmo) rei após a morte de Bindusara. Posteriormente, mandou executar Susima (ou os seus ministros o fizeram), atirando-o para uma fossa de carvão, onde morreu queimado. As lendas também afirmam que executou os seus outros 99 irmãos, mas os estudiosos sustentam que matou apenas dois e que o mais novo, um tal Vitashoka, renunciou a todos os direitos ao trono e se tornou monge budista.

Ashoka's pillar
Pilar de Ashoka Undisclosed (CC BY-SA)

A Guerra de Kalinga e a Renúncia de Ashoka

Uma vez no poder, segundo todos os relatos, ele estabeleceu-se como um déspota cruel e implacável que buscava o prazer às custas dos seus súbditos e se deleitava em torturar pessoalmente aqueles que eram condenados à sua prisão conhecida como Inferno de Ashoka ou Inferno na Terra. Keay, no entanto, observa uma discrepância entre a associação anterior de Ashoka com o budismo através de Devi e a descrição do novo rei como um demónio assassino transformado em santo, comentando:

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As fontes budistas tendem a representar o estilo de vida pré-budista de Ashoka como um de indulgência impregnada de crueldade. A conversão tornou-se então ainda mais notável, pois, através do «pensamento correto», mesmo um monstro de maldade poderia ser transformado num modelo de compaixão. A fórmula, tal como era, impedia qualquer admissão do fascínio inicial de Ashoka pelo budismo e pode explicar a conduta implacável que lhe é atribuída quando Bindusara morreu. (Ibid.)

Até pode ser verdade, mas, ao mesmo tempo, pode não ser. O facto de a sua política de crueldade e impiedade ser um facto histórico é comprovado pelos seus éditos, especificamente o seu 13.º Grande Édito da Rocha, que aborda a Guerra de Calinga e lamenta os mortos e os perdidos. O Reino de Calinga ficava ao sul de Pataliputra, na costa, e desfrutava de uma riqueza considerável através do comércio. O Império Máuria cercava Calinga e as duas políticas evidentemente prosperaram comercialmente com a interação. Não se sabe o que motivou a campanha de Calinga, mas, por volta de 260 a.C., Ashoka invadiu o reino, massacrando 100.000 habitantes, deportando mais 150.000 e deixando milhares de outros para morrer de doenças e fome.

Map of the Mauryan Empire, c. 321 - 185 BCE
Mapa do Império Máuria, cerca de 321-185 a.C, Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Diz-se que, depois disso, Ashoka caminhou pelo campo de batalha, contemplando a morte e a destruição, e experimentou uma profunda mudança de coração, que mais tarde registou no seu 13.º Edito:

Ao conquistar Calinga, o Amado dos Deuses [Ashoka] sentiu remorso, pois, quando um país independente é conquistado, o massacre, a morte e a deportação do povo são extremamente dolorosos para o Amado dos Deuses e pesam muito na sua consciência... Mesmo aqueles que tiveram a sorte de escapar e cujo amor não diminuiu sofrem com as desgraças dos seus amigos, conhecidos, colegas e parentes...Hoje, se uma centésima ou milésima parte das pessoas que foram mortas, morreram ou foram deportadas quando Calinga foi anexada sofressem de forma semelhante, isto pesaria muito na mente do Amado dos Deuses. (Ibid, pág. 91)

Ashoka então renunciou à guerra e abraçou o budismo, mas esta não foi uma conversão repentina, como geralmente se diz, mas sim uma aceitação gradual dos ensinamentos de Buda, com os quais ele já estava ou não familiarizado. É perfeitamente possível que Ashoka já estivesse ciente da mensagem de Buda antes de Calinga e simplesmente não a tivesse levado a sério, não permitindo que ela alterasse de forma alguma o seu comportamento. Este mesmo paradigma tem sido visto em muitas pessoas — reis e generais famosos ou aqueles cujos nomes nunca serão lembrados — que afirmam pertencer a uma determinada fé, mas ignoram regularmente a sua visão mais fundamental.

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Pillar of Ashoka Fragment
Fragmento do Pilar de Ashoka Unspecified (GNU FDL)

Também é possível que o conhecimento de Ashoka sobre o budismo fosse rudimentar e que só depois de Calinga, e de uma jornada espiritual através da qual procurou a paz e o auto-perdão, escolheu o budismo entre as outras opções disponíveis. Seja qual for, Ashoka abraçaria os ensinamentos de Buda na medida do possível como monarca e estabeleceria o budismo como uma proeminente escola religiosa de pensamento.

O Caminho da Paz e da Crítica

De acordo com o relato aceite, assim que Ashoka abraçou o budismo, embarcou num caminho de paz e governou com justiça e misericórdia. Enquanto antes se dedicava à caça, agora fazia peregrinações e, enquanto antes a cozinha real abatia centenas de animais para banquetes, agora instituiu o vegetarianismo; colocava-se à disposição dos seus súbditos em todos os momentos, abordava o que consideravam errado e defendia as leis que beneficiavam a todos, não apenas a classe alta e os ricos.

Esta compreensão do reinado pós-Calinga de Ashoka é dada pelos textos budistas (especialmente os do Sri Lanka) e pelos seus éditos. No entanto, estudiosos modernos questionaram a precisão desta descrição, observando que Ashoka não devolveu o reino aos sobreviventes da campanha de Calinga, nem há qualquer prova de que tenha chamado de volta os 150.000 que haviam sido deportados. Não fez nenhum esforço para dissolver as forças armadas e há evidências de que o poder militar continuou a ser usado para reprimir rebeliões e manter a paz.

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Todas estas observações são interpretações precisas das evidências, mas ignoram a mensagem central do Artaxastra, que teria sido essencialmente o manual de treino de Ashoka, tal como tinha sido para o seu pai e avô. O Artaxastra professa que um Estado forte só pode ser mantido por um rei forte; um rei fraco satisfará os seus próprios desejos; um rei sábio considerará o que é melhor para o maior número de pessoas. Seguindo este princípio, Ashoka não teria sido capaz de implementar plenamente o budismo como uma nova política governamental porque, em primeiro lugar, precisava de continuar a apresentar uma imagem pública de força e, em segundo lugar, a maioria dos seus súbditos não era budista e teria ressentido esta política.

[vIdeo:6-563]

Ashoka poder-se-ia ter arrependido pessoalmente da campanha de Calinga, ter mudado genuinamente de opinião e, ainda assim, não ter sido capaz de devolver Calinga ao seu povo ou reverter a política anterior de deportação, porque tal o teria feito parecer fraco e encorajado outras regiões ou potências estrangeiras a cometer atos de agressão. O que estava feito, feito estava, e o rei seguiu em frente, tendo aprendido com o erro e determinado a se tornar um homem e um monarca melhor.

Conclusão

A resposta de Ashoka à guerra e à tragédia de Calinga foi a inspiração para a formulação do conceito de dhamma. Dhamma deriva do conceito, originalmente estabelecido pelo hinduísmo, de dharma (dever), que é a responsabilidade ou o propósito de vida de uma pessoa, mas, mais diretamente, do uso que Buda fazia do dharma como lei cósmica e aquilo que deve ser respeitado. O dhamma de Ashoka inclui este entendimento, mas o expande para significar boa vontade geral e beneficência para com todos como “comportamento correto” que promove a paz e a compreensão. Keay observa que o conceito é equiparado a “misericórdia, caridade, veracidade e pureza” (Ibid., pág. 95). Também é entendido como significando “boa conduta” ou “comportamento decente”.

Depois de abraçar o budismo, Ashoka embarcou em peregrinações a locais sagrados para Buda e começou a divulgar os seus pensamentos sobre o dhamma; ordenou que editais, muitos referindo-se ao dhamma ou explicando o conceito por completo, fossem gravados em pedra por todo o império e enviou missionários budistas a outras regiões e nações, incluindo os atuais Sri Lanka, China, Tailândia e Grécia; ao fazer isto, estabeleceu o budismo como uma das principais religiões mundiais. Estes missionários espalharam a visão de Buda pacificamente, pois, como Ashoka havia decretado, ninguém deveria elevar a própria religião acima da de outra pessoa; fazer tal era desvalorizava a própria fé, ao supor que era melhor do que a de outra pessoa, e assim se perdia a humildade necessária para abordar assuntos sagrados.

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Sanchi Stupa
Estupa de Sanchi Elleen Delhi (CC BY-NC-SA)

Os restos mortais de Buda, antes do reinado de Ashoka, tinham sido colocados em oito estupas (túmulos contendo relíquias) por todo o país. Ashoka mandou remover as relíquias e, segundo se diz, decretou a construção de 84.000 estupas por todo o país, cada uma com uma parte dos restos mortais de Buda no seu interior. Desta forma, pensava, incentivava a mensagem budista de paz e existência harmoniosa entre as pessoas e o mundo natural. O número destas estupas é considerado um exagero, mas não há dúvida de que Ashoka ordenou a construção de várias delas, como a famosa obra em Sanchi.

Ashoka morreu após reinar por quase 40 anos. O seu reinado ampliou e fortaleceu o Império Máuria, mas mesmo assim não durou nem 50 anos após a sua morte. O seu nome acabou por ser esquecido, as suas estupas ficaram cobertas de vegetação e os seus éditos, esculpidos em pilares majestosos, foram derrubados e soterrados pela areia. Quando os estudiosos europeus começaram a explorar a história indiana no século XIX, o estudioso e orientalista britânico James Prinsep encontrou uma inscrição na estupa de Sanchi numa escrita desconhecida que, eventualmente, compreendeu como uma referência a um rei chamado Devanampiya Piyadassi que, tanto quanto Prinsep sabia, não era mencionado em nenhum outro lugar.

Com o tempo, e através dos esforços de Prinsep para decifrar a escrita Brahmi, bem como dos esforços de outros estudiosos, percebeu-se que o Ashoka mencionado como rei Máuria nos Puranas era o mesmo que este Devanampiya Piyadassi. Prinsep publicou o seu trabalho sobre Ashoka em 1837, pouco antes de morrer, e desde então o grande rei Máuria tem atraído um interesse crescente em todo o mundo; mais notavelmente como o único construtor de impérios do mundo antigo que, no auge do seu poder, renunciou à guerra e à conquista para buscar o entendimento mútuo e a existência harmoniosa como política interna e externa.

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Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, novembro 15). Ashoka, O Grande. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-988/ashoka-o-grande/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Ashoka, O Grande." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, novembro 15, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-988/ashoka-o-grande/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Ashoka, O Grande." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 15 nov 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-988/ashoka-o-grande/.

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