As Treze Colónias eram um conjunto de colónias britânicas localizadas ao longo da costa atlântica da América do Norte. Fundadas por diversos motivos — económicos, políticos e religiosos —, as colónias surgiram com os seus próprios governos, cartas coloniais e culturas distintas, mas estavam unidas pela língua, história, religião (protestantismo) e lealdade à Coroa Britânica. Durante a Revolução Americana (1765-1789), as colónias uniram-se para se livrar do domínio britânico e emergiram como uma nova nação, os Estados Unidos da América.
Tradicionalmente, as Treze Colónias foram agrupadas em três categorias, divididas por geografia e cultura. As Colónias da Nova Inglaterra, que compreendem a parte mais nordeste do mapa, foram fundadas principalmente por puritanos em busca de liberdade religiosa e incluíam as colónias de Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut. As colónias do meio, incluindo Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Delaware, eram conhecidas pela sua economia diversificada e populações igualmente diversificada e eram às vezes chamadas de "colónias do celeiro". A última categoria era a das colónias do sul, que foram fundadas como sociedades agrárias baseadas em culturas comerciais como tabaco e arroz e incluíam o Maryland, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia.
Fundamentos: Chesapeake e Nova Inglaterra
No final do século XVI, encorajado pelos seus recentes sucessos coloniais na Irlanda, o Reino da Inglaterra voltou a sua atenção para o Novo Mundo. Naquela época, os ingleses estavam cerca de um século atrás das outras potências europeias, como Espanha, Portugal e França, que já haviam estabelecido colónias permanentes e temporárias nas Américas. Tendo tomado conhecimento das riquezas que fluíam através do Atlântico e enchiam os cofres destes países — bem como os bolsos dos homens que financiavam tais empreendimentos coloniais —, um grupo de proeminentes nobres ingleses reuniu os seus recursos para financiar uma expedição colonial própria na década de 1580. A sua primeira tentativa, a Colónia de Roanoke, foi um desastroso fracasso. Localizada na costa da atual Carolina do Norte, a colónia foi fundada em solo infértil e foi assolada por vizinhos nativos americanos hostis. Em 1590, tinha sido inexplicavelmente abandonada, e desconhece-se o destino dos seus colonos. O fracasso de Roanoke paralisou todas as tentativas inglesas de colonização do Novo Mundo durante a década e meia seguinte. Então, em 1606, o rei Jaime I da Inglaterra (reinou de 1603 a 1625) concedeu cartas patentes a duas empresas, a Plymouth Company e a Virginia Company of London, para fundar colónias na América do Norte.
Em 1607, a Plymouth Company fundou a Colónia Popham, no atual Maine, que durou cerca de um ano antes de fracassar. Por um tempo, parecia que a colónia fundada naquele mesmo ano pela Virginia Company — Jamestown — teria o mesmo destino. Situada ao longo da Baía de Chesapeake, a colónia de Jamestown, na Virgínia, lutou para sobreviver, pois a fome, as doenças e as guerras com os nativos americanos mataram muitos dos seus colonos. Durante o inverno brutal de 1609-10, um período conhecido como "a época da fome", morreram cerca de 350 dos 500 colonos de Jamestown, e os sobreviventes foram reduzidos a comer ratos, cães, cavalos e, eventualmente, os corpos dos mortos. Esta situação sombria foi revertida em 1611, quando um recém-chegado, John Rolfe (1585-1622), fez experiências com uma nova variedade de sementes de tabaco que trouxera das Bermudas. As sementes adaptaram-se bem ao solo fértil de Chesapeake e, em pouco tempo, o tabaco tornou-se a cultura comercial da Virgínia. Em 1624, a colónia já produzia 200.000 libras da planta, número que disparou para 3 milhões de libras em 1638. Naquela época, a Virgínia tinha ultrapassado as Índias Ocidentais como principal exportadora de tabaco para a Europa. Este empreendimento era incrivelmente lucrativo, levando à fundação de uma segunda colónia de tabaco em Chesapeake, Maryland, em 1632.
À medida que as colónias de Chesapeake começavam a florescer, desenvolvia-se um novo conjunto de colónias no norte. Expulsos da Inglaterra pela perseguição religiosa da Igreja Anglicana, 102 separatistas religiosos puritanos — mais conhecidos hoje como os "Peregrinos" — ancoraram na costa de Massachusetts em novembro de 1620, a bordo do navio Mayflower. Inicialmente com destino às terras férteis ao norte da Virgínia, foram desviados da rota e viram-se num clima mais frio, com solo pedregoso e florestas densas. No inverno rigoroso que se seguiu ao estabelecimento da Colónia de Plymouth, pereceu quase metade dos colono. Então, na primavera de 1621, os colonos sobreviventes foram salvos pela intervenção de nativos americanos como Squanto (1585-1622) e Samoset (1590-1653), que lhes ensinaram a plantar milho, feijão e abóbora, uma tríade de culturas conhecida pelos povos indígenas como as "três irmãs". Este novo conhecimento agrícola permitiu que Plymouth sobrevivesse e, em pouco tempo, se expandisse. Em 1630, uma grande onda de colonos puritanos, chamada de "Grande Migração", chegou da Inglaterra. Liderados por John Winthrop (1588-1649), estes recém-chegados fundaram a Colónia da Baía de Massachusetts, na esperança de construir uma sociedade baseada em valores puritanos rígidos. Eventualmente, a colónia original de Plymouth seria absorvida por Massachusetts.
Crescimento e Populações
Em meados do século, as colónias de Chesapeake e da Nova Inglaterra começaram a prosperar, o que, por sua vez, levou à sua expansão. No caso da primeira, durante o século XVII, vieram da Inglaterra 120.000 emigrantes, seduzidos pela promessa de riquezas oferecidas pelo lucrativo comércio de tabaco. A maioria destes caçadores de fortuna eram jovens pobres que não podiam pagar o preço de £6 da travessia transatlântica. Em vez disso, eles vieram como servos contractados, prometendo trabalhar por um certo período (geralmente sete anos) em troca da passagem para a Virgínia, bem como "direitos de liberdade", como dinheiro ou terras, assim que cessasse o contracto. Embora os servos contractados não fossem escravos, as liberdades eram limitadas durante o serviço, e frequentemente eram sobrecarregados de trabalho e expostos a condições adversas. Eles também precisavam de se preocupar com o clima ameno de Chesapeake, que abrigava doenças como a febre tifóide, a malária e a disenteria, às quais os seus sistemas imunológicos ingleses não estavam acostumados. Uma grande porcentagem dos servos contractados morreu antes do término dos seus contractos. Mas aqueles que sobreviveram receberam fazendas próprias, e os seus filhos nasceram com melhor imunidade ao clima. Gradualmente, as colónias de Chesapeake expandiram-se até que, em 1700, a população livre chegava aos 85.000 habitantes.
A Nova Inglaterra também teve um crescimento significativo durante este período. Os colonos, no entanto, estavam menos preocupados com as riquezas terrenas do que com o aperfeiçoamento das almas — a maioria deles, portanto, eram fabricantes, lojistas ou agricultores da classe média, que podiam pagar a própria passagem através do oceano. O clima mais frio do norte proporcionava-lhes uma vida mais saudável e longa do que aos colonos de Chesapeake, permitindo que a população crescesse a um ritmo mais rápido e dando origem a um conjunto de novas colónias. A colónia de Connecticut foi fundada por fanáticos puritanos que consideravam que o governo de Massachusetts não tinha ido suficientemente longe na sua devoção. No lado oposto do espectro, a colónia de Rhode Island foi fundada como um refúgio para todas as religiões por Roger Williams (1603-1683), depois de ter sido banido de Massachusetts pelos seus magistrados teocráticos. A última colónia da Nova Inglaterra, New Hampshire, surgiu como um centro de pesca e comércio. Os habitantes da Nova Inglaterra eram um povo trabalhador que prosperou com a agricultura em pequena escala, a pesca e o comércio, com Boston tornando-se uma importante cidade portuária. Em 1700, a região ostentava uma população de 91.000 habitantes, superando as outras colónias inglesas.
Colónias do Centro e do Sul
Em 1664, a Inglaterra adquiriu as colónias holandesas situadas ao longo do rio Hudson, que foram reorganizadas como a província de Nova York. Baptizada em homenagem ao duque de York — o futuro rei Jaime II da Inglaterra (reinou de 1685 a 1688) —, a província tinha sido ocupada por comerciantes holandeses e por poderosos proprietários de terras chamados patroons, que foram autorizados a permanecer devido à riqueza que geravam. Nova Iorque também atraiu grandes grupos de colonos alemães, escandinavos, huguenotes franceses (protestantes) e flamengos, tornando-a uma das populações mais diversificadas da América Britânica.
Nesse mesmo ano, foi fundada a província de Nova Jersey, embora inicialmente dividida em duas partes: East Jersey foi colonizada por protestantes escoceses, enquanto West Jersey foi colonizada por quakers ingleses. Somente em 1702 as duas Jerseys foram unificadas sob um único governo colonial. Em 1680, o rei concedeu 116.550 km² (45.000 milhas quadradas) de terra ao longo do rio Delaware a William Penn (1644-1718), um quaker que possuía grandes extensões de terra na Irlanda. Penn estabeleceu a colónia, a Pensilvânia, como um refúgio para os seus companheiros quakers sendo o seu administrador. Defendia a tolerância religiosa e o governo representativo e era conhecido por promover boas relações com os nativos americanos Lenape. Em 1702, a colónia semi-autónoma de Delaware separou-se da Pensilvânia. As quatro colónias centrais produziam cereais como trigo e centeio, o que lhes rendeu o apelido de "colónias do celeiro". Elas também se tornaram o centro da construção naval e da fabricação têxtil americanas, enquanto Nova Iorque e Filadélfia se transformaram em importantes centros comerciais.
Ao sul, a colónia da Carolina foi fundada em 1663 por um grupo de ricos fazendeiros ingleses de Barbados. Considerando a ilha das Caraíbas muito populosa, decidiram estabelecerem-se nas terras férteis abaixo de Chesapeake, inicialmente dedicando-se aos géneros comerciais como milho, madeira e carne suína. Foi somente na década de 1690 que os carolinianos descobriram a própria cultura comercial: o arroz. Depois, a prosperidade da Carolina disparou, e escravos foram importados das Índias Ocidentais para trabalhar nas plantações de arroz; talvez mais do que em qualquer outra colónia, a Carolina foi fundada com base no trabalho escravo. Em 1729, diferenças políticas entre a classe dominante da Carolina levaram a colónia a dividir-se em Carolina do Norte e Carolina do Sul. Em 1732, a Geórgia foi fundada para servir como uma espécie de zona tampão entre as Carolinas e os hostis assentamentos espanhóis na Flórida. Fundada por James Oglethorpe (1696-1785), que esperava transformá-la numa utopia sem escravos, baseada na liberdade religiosa e na igualdade social. A visão de Oglethorpe rapidamente desmoronou, pois os colonos da Geórgia desejavam imitar o sucesso das Carolinas, o que, segundo eles, só poderia ser feito com mão de obra escrava; em 1751, a Geórgia decidiu permitir a escravidão e começou a imitar a sociedade baseada em plantações das Carolinas.
Governos
Geralmente, cada uma das Treze Colónias enquadrava-se em uma das três categorias administrativas: colónia de Carta, colónia real ou colónia proprietária. As colónias de Carta — também conhecidas como colónias corporativas — foram estabelecidas por sociedades por ações que receberam cartas reais da Coroa. Estas empresas, como a Virginia Company, tinham um grande grau de autonomia na forma como administravam as colónias e podiam selecionar governadores coloniais, criar leis e incentivar a colonização. As colónias reais, como o nome sugere, eram administradas por funcionários nomeados pela Coroa; a Virgínia, por exemplo, tornou-se a primeira colónia real após a falência da Virginia Company em 1624. Por fim, as colónias proprietárias eram administradas por indivíduos ou grupos de indivíduos privados chamados "proprietários", que receberam as terras da Coroa e podiam administrá-las como bem entendessem. As colónias proprietárias incluíam Maryland, que tinha sido concedida a Lord Baltimore, e a Pensilvânia, propriedade da família Penn.
Cada colónia era supervisionada por um governador com autoridade executiva, nomeado pela Coroa ou pelo proprietário da colónia. Dependendo da época e do local, um governador colonial podia ser bastante poderoso; Edmund Andros (1637-1714), por exemplo, causou controvérsia quando governou Nova Iorque sem uma legislatura e exerceu um controlo autoritário como governador do efémero Domínio da Nova Inglaterra (1686-1689). Os governadores tinham o poder de vetar projectos de lei, bem como convocar ou dissolver legislaturas. Eles eram apoiados pelo Conselho do Governador, um órgão consultivo composto por cidadãos coloniais proeminentes que também actuava como câmara alta da legislatura colonial. A câmara baixa, a assembleia representativa, era composta por funcionários eleitos pelos cidadãos proprietários da colónia, que se reuniam pelo menos uma vez por ano. A Câmara dos Burgueses da Virgínia, criada em 1619, foi a primeira destas assembleias e serviu de modelo para as outras colónias. Os colonos valorizavam a autogovernança e frequentemente recorriam a estas assembleias representativas para protegerem os seus direitos, especialmente nos primeiros anos da Revolução. Em alguns casos, estas assembleias exerciam mais poder do que os governadores coloniais, levando a disputas pelo poder.
Guerra Contra os Índios e Escravidão
À medida que as colónias continuavam a crescer, inevitavelmente entraram em conflito com os povos indígenas cujas terras invadiam. Desde os primeiros dias de Jamestown, os colonos ingleses travaram guerras com os nativos americanos; lutando pela mesma terra e recursos limitados, esta guerra assumiu um caráter particularmente brutal, já que ambos os lados lutavam pela sobrevivência. Tornou-se comum a queima de aldeias, a destruição de plantações e o massacre de famílias, levando a um ciclo de violência retaliatória. Um dos conflitos mais sangrentos foi a Guerra do Rei Filipe (1675-1678), na qual uma coalizão de nações nativas americanas liderada por Metacomet (também conhecido como Rei Filipe) tentou resistir ao crescente poder da Nova Inglaterra. Milhares de pessoas foram mortas no conflito, e a Nova Inglaterra ficou devastada. A guerra terminou após a morte de Metacomet, quando os seus seguidores foram mortos, escravizados ou expulsos pelos ingleses. Outras nações nativas americanas aliaram-se às colónias inglesas, na esperança de usar o seu poder para esmagar os seus próprios rivais indígenas. A Confederação Iroquois formou uma aliança famosa com Nova Iorque, conhecida como "Covenant Chain" (Cadeia da Aliança), contra seus inimigos algonquinos.
Assim como o crescimento colonial levou à guerra com os nativos americanos, também levou ao aparecimento da escravidão. Os primeiros escravos africanos pisaram solo virginiano em 1619, e a instituição espalhou-se gradualmente por todas as Treze Colónias nas décadas seguintes. Embora os ricos da Nova Inglaterra certamente possuíssem escravos, a instituição era muito mais proeminente nas colónias do sul, onde o trabalho escravo acabou por se tornar preferível à servidão por contracto. No início, os fazendeiros tratavam os escravos como servos contractados, permitindo que eles administrassem as suas próprias propriedades e, ocasionalmente, até mesmo libertando-os após um certo número de anos. Mas, à medida que a escravidão se enraizou e a população escravizada se multiplicou, os proprietários de escravos ficaram cada vez mais apavorados com a possibilidade das revoltas escravas; como resultado, impuseram maiores restrições aos seus escravos, a quem tratavam com um grau maior de brutalidade. Em 1700, estima-se que 27.000 africanos foram escravizados em toda a América do Norte Britânica. Em 1775, às vésperas da Revolução Americana, o número tinha disparado para 460.000, cerca de um quinto de toda a população colonial. A instituição estava, portanto, profundamente enraizada na sociedade americana e não seria extinta até a Guerra Civil Americana (1861-1865).
Mercantilismo e Negligência Saudável
A relação económica entre a Grã-Bretanha e suas colónias era definida pelo mercantilismo. Conforme praticado pela Grã-Bretanha, o mercantilismo referia-se à ideia de que a riqueza de uma nação era medida pela acumulação de ouro e prata nas suas reservas, bem como por uma balança comercial favorável. Para alcançar isso, a Grã-Bretanha usava as colónias como fonte de matéria-prima e como mercado para os produtos transformados; por exemplo, os colonos enviam tabaco ou madeira para a Grã-Bretanha, que seria processada e vendida nas colónias. Em 1660, o Parlamento aprovou as Leis de Navegação, que restringiam o comércio colonial com comerciantes estrangeiros, promovendo o transporte marítimo inglês e incentivando uma relação mercantilista. Isto certamente causou ressentimento entre os comerciantes coloniais, que permaneceria latente até a Revolução. A maioria dos colonos foi apaziguada, no entanto, pela política de negligência saudável do Parlamento; ou seja, o Parlamento contentava-se em permitir que as colónias se administrassem, desde que continuassem lucrativas para a metrópole. O século anterior à Revolução foi caracterizado pela negligência saudável e pelas políticas comerciais mercantilistas, um acordo visto por muitos como mutuamente benéfico.
Caminho para a Unificação
Ao longo do século XVII, as colónias consideravam-se entidades políticas separadas, ligadas entre si apenas pela sua lealdade comum à Coroa Britânica. Mas tal mudaria nas quatro grandes guerras coloniais do final do século XVII e XVIII, que incluíram a Guerra do Rei Guilherme (1689-1697), a Guerra da Rainha Ana (1702-1713), a Guerra do Rei Jorge (1744-1748) e a Guerra Franco-Indígena (1754-1763). Estas guerras deram aos colonos um inimigo comum — a França — e os uniram através do serviço militar à Coroa. De facto, foi durante o último destes conflitos que Benjamin Franklin (1706-1790) produziu a sua famosa caricatura política "Join or Die" (Junte-se ou Morra), exortando as colónias a se unirem contra o inimigo francês. Os colonos, é claro, também estavam unidos por uma identidade comum; embora muitos deles estivessem no Novo Mundo há gerações, ainda se consideravam britânicos com direito a todos os "direitos dos ingleses" previstos na Constituição.
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O mais importante desses "direitos" era o de autogoverno, que pareceu ter sido violado após a Guerra Franco-Indígena, quando o Parlamento impôs uma série de impostos às colónias. Is´to indignou muitos colonos, incluindo agitadores como Samuel Adams (1722-1803), que argumentou que, como nenhum americano estava representado no Parlamento, este não tinha autoridade constitucional para tributá-los; qualquer tentativa de fazê-lo era equivalente a "escravidão tributária". O Parlamento discordou, alegando que os colonos estavam virtualmente representados da mesma forma que os ingleses que não possuíam propriedades e não podiam votar. À medida que a luta continuava ao longo da década de 1760, as colónias uniram-se mais fortemente em oposição às políticas "tirânicas" do Parlamento. Em 1774, quando o Parlamento aprovou as Leis Intoleráveis para punir Massachusetts pelo Boston Tea Party (A Revolta do Chá de Boston ou Festa do Chá de Boston), as colónias solidarizaram-se com os seus primos da Nova Inglaterra e formaram o Primeiro Congresso Continental para coordenar a resistência. Foi esta unificação que levou à Revolução Americana e, por fim, à transformação das Treze Colónias nos Estados Unidos.

