A expedição Kon-Tiki, de 1947, liderada pelo norueguês Thor Heyerdahl (1914–2002), percorreu com sucesso 8.000 km (5.000 milhas) do Oceano Pacífico, do Peru às Ilhas Tuamotu, em uma jangada de madeira de balsa. O objetivo da expedição era demonstrar que povos antigos poderiam ter cruzado o Pacífico de leste a oeste utilizando as correntes oceânicas e, assim, possivelmente povoado a Polinésia. O consenso dos cientistas modernos, no entanto, é que a Polinésia foi povoada pela primeira vez a partir do oeste.
A travessia do Pacífico liderada por Heyerdahl, que durou quatro meses, é um dos exemplos mais famosos de arqueologia experimental, em que as teorias são postas à prova das realidades físicas. Heyerdahl escreveu um livro best-seller sobre esta viagem épica, A expedição Kon-Tiki, publicado pela primeira vez em norueguês em 1948 e depois em muitos outros idiomas.
Heyerdahl e Tiki
Thor Heyerdahl nasceu na Noruega em 1914. Ele estudou zoologia e geografia na Universidade de Oslo e, como parte de sua pesquisa contínua, ele e sua esposa, Liv, viveram na pequena ilha de Fatu Hiva, no arquipélago das Marquesas, na Polinésia, em 1937. Uma noite, Heyerdahl conversou com um senhor idoso chamado Tei Tetua. Enquanto olhavam da praia para o vasto Oceano Pacífico, Tei Tetua mencionou que, de acordo com a lenda oral, um chefe e deus do sol chamado Tiki tinha sido o fundador da população de lá e que ele tinha vindo de "um grande país além do mar "(Heyerdahl, 14). Heyerdahl ficou impressionado com a ideia de que talvez viajantes da antiga América do Sul tivessem realmente cruzado o Pacífico. Além disso, Heyerdahl também ficou impressionado com as semelhanças entre a escultura monumental e a arquitetura da Polinésia e da América do Sul, e com o fato de que a civilização inca do Peru acreditava em um deus do sol chamado Viracocha, outrora chamado Kon-Tiki. Os cientistas em 1947 não estavam totalmente de acordo sobre quem havia colonizado a Polinésia pela primeira vez. Heyerdahl propôs que os colonos vieram das antigas Américas. Nisso, ele estaria errado, mas a teoria da migração tornou-se menos importante do que provar a possibilidade física de viagens marítimas por grandes distâncias, usando apenas projetos e materiais antigos. Como o próprio Heyerdahl observou, "onde a ciência parou a imaginação começou" (Heyerdahl, 16).
Heyerdahl acreditava, com base em esboços feitos pelos primeiros europeus na América do Sul, que os povos antigos, caso tivessem cruzado o Pacífico, o teriam feito em jangadas de madeira de balsa, embarcações que usavam há séculos para viajar ao longo da costa. Correntes e ventos na direção oeste carregariam qualquer jangada pelo Pacífico, desde que permanecesse flutuando. Heyerdahl estava determinado a construir sua própria jangada, mas, para provar que longas viagens marítimas eram possíveis na antiguidade, a jangada teria que ser construída sem o uso de técnicas e materiais modernos. Heyerdahl agora enfrentava dois grupos de céticos: aqueles que pensavam que sua teoria da migração era um absurdo e aqueles que pensavam que a ideia de atravessar o Pacífico em uma jangada era suicídio. O norueguês seguiu em frente mesmo assim e conseguiu financiamento de um jornal, com a promessa de escrever artigos futuros e realizar uma turnê de palestras. A expedição também foi reforçada por suprimentos de material de outros exploradores e organizações militares dos EUA e do Reino Unido, que estavam ansiosos para testar itens como rações secas.
A Tripulação
Os membros da expedição foram:
- Thor Heyerdahl – líder da expedição
- Herman Watzinger (1916-1986) - segundo no comando e responsável pelo registro dos dados meteorológicos
- Knut Haugland (1917-2009) – operador de rádio
- Torstein Raaby (1918-1964) – operador de rádio
- Erik Hesselberg (1914-1972) – navegador e artista
- Bengt Danielsson (1921-1997) – responsável pelo gerenciamento de suprimentos
Além da tripulação humana, havia um papagaio verde chamado Lorita, um presente de um simpatizante. Nos bastidores, em terra firme, Gerd Vold Hurum permaneceu no Peru para desempenhar a função de secretário de expedição e gerente do projeto.
A Jangada Kon-Tiki
A jangada foi construída no porto naval de Callao, no Peru, usando grandes toras de madeira de balsa cortadas na floresta de Quivedo, no Equador. A madeira de balsa é mais leve que a cortiça. Os nove troncos principais mediam até 13,7 metros (45 pés) de comprimento e 60 centímetros (2 pés) de largura, enquanto os troncos transversais mediam aproximadamente 5,5 metros (18 pés) de comprimento e 30 centímetros (1 pé) de largura, sendo colocados sobre os troncos principais em intervalos de cerca de 90 centímetros (3 pés). De acordo com a insistência de Heyerdahl em tentar replicar o mais próximo possível como uma jangada antiga teria sido construída, as toras foram amarradas usando corda de cânhamo, e nenhum prego ou metal de qualquer tipo foi usado. A proa foi feita pontiaguda por ter o tronco mais longo no centro e progressivamente mais curto em ambos os lados (os troncos foram cortados em linha reta na popa).
O deck era feito de esteiras de bambu sobre tiras do mesmo material. Uma cabine de bambu (2,4 x 4,25 m ou 8 x 14 pés), com um teto de folhas de bananeira, forneceu à tripulação abrigo contra as intempéries. Uma direção limitada podia ser alcançada através de um remo de madeira de mangueira na parte traseira da jangada, que media cerca de 4,5 metros (15 pés) de comprimento. A jangada tinha várias quilhas de pinho afundadas abaixo do convés para ajudar na estabilidade e, como foi descoberto durante a viagem, ao levantá-las ou abaixá-las, era possível controlar a direção da jangada. A jangada recebeu um mastro de 8,8 metros de altura (29 pés), composto por dois postes de madeira de mangue separados, mas depois curvados para dentro e amarrados juntos no topo. Havia uma única vela quadrada de lona com cerca de 4,5 x 5,5 metros (15 x 18 pés). Duas velas menores (uma vela superior e uma vela mestra) também podiam ser içadas em condições adequadas. Hesselberg pintou uma máscara gigante representando Kon-Tiki na vela, uma reprodução fiel de uma escultura na antiga cidade de Tiwanaku, às margens do Lago Titicaca.
Heyerdahl colocou rações para quatro meses para a tripulação na jangada, mas esperava-se que a dieta composta por rações militares, frutas fresca, raízes e 200 cocos fosse significativamente melhorada com a adição regular de peixe fresco. Cerca de 250 galões de água mineral foram transportados na jangada em varas de bambu. Cada homem podia encher uma caixa com pertences pessoais; Raaby tinha um violão e papel de desenho, Danielsson levou consigo 73 livros.
Enquanto a jangada flutuava pronta para partir, vários especialistas e autoridades visitaram Heyerdahl e informaram-no com confiança que os troncos ficariam encharcados e que a embarcação se partiria antes que ele completasse um quarto da sua épica viagem. Hurum quebrou um coco contra a jangada e, assim, ela foi batizada como Kon-Tiki.
Um Início Preocupante
O Kon-Tiki partiu de Callao em 28 de abril de 1947. Impulsionada pela corrente de Humboldt, que seguia para o norte, a jangada, apesar do mar agitado durante a viagem, mostrou-se uma embarcação estável que facilmente navegava sobre as grandes ondas, como explica Heyerdahl:
Vimos uma crista branca aproximando-se de nós, ao nível do teto da cabine, nos seguramos com força e esperamos ansiosamente sentir a massa de água cair sobre nós e a jangada. Mas todas as vezes havia a mesma surpresa e alívio. O Kon-Tiki calmamente ergueu a popa e subiu para o céu, imperturbável, enquanto as massas de água passavam por suas laterais.
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O mar agitado acabou se acalmando à medida que a jangada se afastava da costa. Bem estabelecida na corrente de Humboldt, o problema agora era até onde a jangada iria à deriva para o norte antes de ser levada para oeste? O que Heyerdahl não queria era ser levado muito para o norte e depois para o oeste e atingir as Ilhas Galápagos, que estavam cercadas por contracorrentes perigosas. Outra preocupação era o movimento constante das toras individuais, que exercia pressão sobre as amarras que mantinham a jangada unida. À medida que as cordas ficavam mais encharcadas e inchadas, elas ficavam um pouco mais apertadas e o movimento era reduzido, mas dormir no Kon-Tiki ainda parecia "como se alguém estivesse deitado nas costas de um grande animal que respirava" (Heyerdahl, 86).
Outra preocupação era a velocidade com que a água do mar estava penetrando nos troncos, tornando-os mais pesados e fazendo com que a jangada ficasse visivelmente mais baixa na água. Pedaços de madeira de balsa encharcada, os quais podiam ser arrancados da parte externa dos troncos, afundavam sem deixar vestígios. O interior dos troncos ainda estava seco, mas por quanto tempo?
Com o passar das semanas, ficou claro que a jangada não se desintegraria, como todos os especialistas haviam previsto. O Kon-Tiki navegou pelas ondas, mas, fundamentalmente, não resistiu a elas. As amarras foram gradualmente penetrando nos troncos de balsa, protegendo-os melhor do desgaste causado pelas intempéries. Até mesmo a imersão dos troncos parecia estar ficando mais lenta. Frustrantemente, porém, o Kon-Tiki ainda não estava capturando a Corrente Equatorial Sul para o oeste.
Vida no Meio do Oceano
Lentamente, a jangada começou a derivar para noroeste, e a cor do mar mudou de verde para azul profundo. O Kon-Tiki finalmente capturou os primeiros movimentos da Corrente Equatorial Sul enquanto a vela capturava ventos alísios leves. Os alimentos frescos eram frequentemente fáceis de encontrar enquanto a jangada flutuava pelo Pacífico. Esta entrada no diário de Heyerdahl ilustra bem esse ponto:
17 de maio. Dia da Independência da Noruega. Mar agitado. Vento favorável. Hoje sou o cozinheiro e encontrei sete peixes voadores no convés, uma lula no teto da cabine e um peixe desconhecido no saco de dormir do Torstein...
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Depois que uma luz era acesa contra a vela à noite, uma dúzia ou mais de peixes voadores se jogavam sobre a jangada. Os peixes foram fritos para o café da manhã usando o fogão Primus da expedição. Todos os tipos de vida marinha vieram explorar a jangada que se movia lentamente. Golfinhos, botos, tubarões e inúmeros peixes não identificáveis seguiriam o Kon-Tiki por dias, talvez curiosos para ver o que era essa nova sombra nas águas normalmente calmas. Sob a jangada, crescia um jardim de algas marinhas, que abrigava caranguejos, cracas e outros crustáceos. À noite, plâncton fosforescente e lulas gigantes luminosas apareciam das profundezas do oceano.
A vida abaixo da superfície era a única fonte de mudança enquanto a jangada flutuava pelo Pacífico. Na metade da viagem, Heyerdahl relembra:
Semanas se passaram. Não vimos nenhum sinal de navio ou de outra embarcação à deriva para mostrar que havia outras pessoas no mundo. Todo o mar era nosso e, com todos os portões do horizonte abertos, a verdadeira paz e liberdade foram retiradas do próprio firmamento.
Para nós, na jangada, os grandes problemas do homem civilizado pareciam falsos e ilusórios, meros produtos pervertidos da mente humana. Apenas os elementos importavam. E os elementos pareciam ignorar a pequena jangada. Ou talvez eles o aceitassem como um objeto natural que não quebrava a harmonia do mar... os elementos se tornaram um amigo confiável que de forma constante e segura nos ajudou a seguir em frente.
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Após dois meses no mar, o abastecimento de água proveniente do Peru começou a esgotar-se, mas foi facilmente reposto através da coleta de água das chuvas regulares. A jangada manteve o rumo, com sua posição verificada por leituras diárias do sextante. Um dia, Lorita, a papagaia, foi levada pela correnteza e se perdeu; isso foi um forte lembrete do que aconteceria com qualquer membro da tripulação se eles escorregassem da jangada. Apesar dos riscos, um bote foi lançado ao mar com uma corda longa para que um homem pudesse fotografar e filmar a jangada no mar, um elemento visual essencial para o documentário planejado sobre a expedição.
A jangada seguia a corrente e os ventos em uma curva gigante pelo Pacífico. À medida que se aproximava dos grupos de ilhas da Polinésia, o clima se tornava menos previsível. Uma tempestade trouxe ondas da altura do mastro, mas “o Kon-Tiki enfrentou tudo o que surgiu em seu caminho com facilidade e flutuabilidade” (Heyerdahl, 155). Em outra tempestade, Haugland salvou Watzinger de se afogar após sua queda no mar. A tempestade, que durou cinco dias, causou estragos na jangada. As amarras ficaram um pouco mais frouxas, e a jangada agora rangia e gemia. O Kon-Tiki ainda estava em condições de navegar, mas a tripulação começou a se perguntar onde e quando eles iriam desembarcar em terra firme. A rota que o Kon-Tiki estava seguindo poderia garantir que ele chegasse às Ilhas Marquesas ou às Ilhas Tuamotu, ambas ainda a 300 milhas náuticas de distância. Ambos os grupos tiveram seus problemas: não era fácil chegar a uma praia entre as falésias perpendiculares do grupo das Marquesas, enquanto as ilhas Tuamotu estavam cercadas por perigosos recifes de coral. Por outro lado, se tivessem azar, a jangada poderia ficar à deriva entre os dois grupos e seguir mais para o interior da Polinésia.
A Polinésia
Em 16 de julho, dois atobás se aproximaram. As espécies de peixes voadores que se jogavam a bordo agora também eram diferentes. Esses eram sinais de que a terra não estava longe. Os ventos começaram a aumentar enquanto a corrente equatorial enfraquecia: o Kon-Tiki dirigia-se para o arquipélago Tuamotu. Nos dias seguintes, mais pássaros vieram circular em torno da jangada e depois voaram para longe. Em 29 de julho, uma nuvem baixa podia ser vista no horizonte, talvez uma indicação de uma ilha à frente. Os ventos e a corrente local intensificaram-se, e o Kon-Tiki não conseguiu chegar a uma ilha baixa a poucas milhas náuticas de distância, identificada como Puka-Puka, um pequeno atol de coral no extremo nordeste do arquipélago de Tuamotu. Várias outras ilhas foram vistas à distância nos dias seguintes, até que uma foi avistada bem à frente, com uma praia estreita e uma floresta de palmeiras. Heyerdahl observou: “nunca veremos uma ilha mais genuína no Mar do Sul” (175).
A tripulação hasteou todas as bandeiras a bordo e se preparou para chegar à terra. A alegria e a expectativa misturavam-se com a inquietação sobre como o Kon-Tiki iria abordar o recife de coral submerso que circundava a ilha. O mar estava bastante agitado quando atingiu o coral, e a sucção criada poderia facilmente destruir a jangada antes que ela chegasse às águas calmas e seguras da lagoa interna. A tripulação procurou uma abertura no recife, mas sem sucesso. Então, uma canoa com estabilizador partiu da praia. Alguns moradores da ilha avistaram a jangada e vieram mostrar uma abertura no recife. Um ilhéu gritou as duas palavras que conhecia em inglês: "Boa noite!". Com gestos, mostrou o caminho através do recife, mas a jangada não conseguiu passar e foi levada pela correnteza em direção à outra ilha. Alguns dias depois, Kon-Tiki chegou ao recife Raroia, atrás do qual se encontram muitas pequenas ilhotas.
Não havia nada a fazer a não ser tentar raspar a jangada sobre o recife de Raroia. Tudo foi amarrado, os objetos de valor colocados em sacolas impermeáveis, uma âncora improvisada foi feita e as quilhas centrais foram levantadas. O Kon-Tiki encalhou em 7 de agosto de 1947. Após 101 dias no mar, a jangada naufragou e ficou presa em um recife de coral. O Kon-Tiki viajou quase 8.000 quilômetros ou 5.000 milhas, com uma velocidade média de 1,5 nós (2,8 km/h ou 1,7 mph). Desgastados e feridos, Heyerdahl e sua tripulação atravessaram a lagoa a pé até uma ilha
...com copas de palmeiras elevando-se ao céu e praias de areia branca como a neve se estendendo até a lagoa tranquila. A ilha inteira parecia uma cesta verde cheia de flores, ou um pequeno pedaço do paraíso... Fiquei completamente maravilhado. Eu caí de joelhos e enfiei meus dedos no fundo da areia quente e seca. (196-7)
Legado
O livro de Heyerdahl sobre a expedição rapidamente se tornou um best-seller internacional, com dezenas de milhões de cópias vendidas, várias novas edições e traduções para mais de 70 idiomas. O filme da expedição, que incluiu extensas filmagens feitas pelos membros da expedição, ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 1951. A jangada Kon-Tiki, resgatada em Raroia, está hoje em exposição pública no Museu Kon-Tiki, em Oslo, inaugurado em maio de 1950.
O arqueólogo experimental norueguês não conseguiu convencer o mundo acadêmico de sua teoria da migração. Cientistas modernos que trabalham em diversas áreas, a exemplo da arqueologia, da pesquisa genética, da linguística, da etnografia e dos estudos etnobotânicos, chegaram a um consenso de que a teoria de Heyerdahl, segundo a qual a Polinésia foi povoada por grupos que viajaram da América do Sul, estava errada e que, na verdade, ela foi povoada por povos que se deslocaram de ilha em ilha, movendo-se de oeste para leste. No entanto, há evidências de DNA que comprovam viagens interculturais, uma vez que testes realizados em ambos os lados do Pacífico revelaram que pelo menos alguns sul-americanos devem ter viajado para a Polinésia e alguns polinésios devem ter viajado para a América do Sul, mesmo que em nenhum dos casos tenham encontrado assentamentos novos e duradouros.
A expedição de Heyerdahl certamente ajudou a demonstrar que os povos antigos podem ter se deslocado mais do que se imaginava anteriormente e que embarcações muito simples, utilizando as correntes oceânicas, poderiam ter permitido viagens marítimas extensas. Embarcações como a Hōkūleʻa, uma canoa de casco duplo com velas, construída de acordo com a tradição polinésia na década de 1970, demonstraram sem sombra de dúvida que os povos antigos possuíam embarcações mais sofisticadas do que se pensava anteriormente e eram capazes de navegar com precisão e contra o vento. O Hōkūleʻa, por exemplo, já deu a volta ao mundo.
Heyerdahl continuou a liderar expedições envolvendo arqueologia experimental, como a construção e navegação de barcos de junco nas expedições Ra (I e II) e Tigris, cruzando com sucesso o Oceano Atlântico e o Oceano Índico, respectivamente. Como o explorador observou na introdução de uma nova edição comemorativa da Expedição Kon-Tiki: “A expedição Kon-Tiki abriu meus olhos para o que o oceano realmente é. É um transportador e não um isolador" (Graham, 179).
