Benjamin Franklin

Harrison W. Mark
por , traduzido por Gustavo Lemes
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Portrait of Benjamin Franklin (by David Martin, Public Domain)
Retrato de Benjamin Franklin David Martin (Public Domain)

Benjamin Franklin (1706–1790) foi um impressor, escritor, cientista, inventor e diplomata americano, frequentemente considerado um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos. Ele ganhou destaque como editor de The Pennsylvania Gazette e autor do Poor Richard's Almanack antes de ganhar fama científica por seus experimentos com eletricidade. Ele também desempenhou um importante papel na Revolução Americana (1765–1789).

Aprendizagem em Boston

Benjamin Franklin nasceu em 17 de janeiro de 1706, na casa alugada de seus pais na Milk Street, em Boston, Massachusetts. Ele era, como observado em sua autobiografia, o “filho mais novo do filho mais novo há cinco gerações” (46). Um dos motivos que levaram seu pai, Josiah Franklin, a emigrar para Boston foi que seus irmãos mais velhos haviam recebido toda a herança da família na Inglaterra. Josiah era um vendedor bem respeitado, com 17 filhos de dois casamentos. Ben era seu décimo quinto filho e o décimo filho homem, oriundo do seu segundo casamento com Abiah Folger. Ben, que aprendeu a ler muito cedo, foi enviado por seu pai para a Boston Latin School, para que um dia ele se juntasse ao clero. Porém, dois anos depois, Josiah teve que retirá-lo da escola devido à falta de dinheiro, mas providenciou para que Ben, com então 12 anos, se tornasse aprendiz de seu irmão mais velho, James, um impressor.

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Em 1772, Franklin escreveu 14 ensaios satíricos sob o pseudônimo Silence Dogood.

Ben rapidamente mostrou aptidão para os negócios relacionados à impressão e, em seu tempo livre, lia vorazmente e aprimorava sua escrita. Em 1721, James Franklin fundou o The New-England Courant, o terceiro jornal a aparecer em Boston. Quando James convidou os leitores para contribuir com o jornal, Ben, aos 16 anos, aproveitou a oportunidade. Em 1772, ele escreveu 14 ensaios satíricos sob o pseudônimo 'Silence Dogood', que se apresentava como uma viúva de meia-idade. Como Dogood, Franklin satirizou a sociedade de Massachusetts: ele zombou da arrogância dos estudantes universitários de Harvard, questionou o propósito das anáguas de aro das mulheres e sugeriu mudanças para elogios fúnebres. Devido à irreverência de Dogood, esses ensaios rapidamente se popularizaram na cidade, e Franklin acompanhava, com prazer, as tentativas de James e seus amigos de descobrir a identidade do autor. Quando James foi preso — por um breve período — ao publicar um material crítico ao governador colonial, Ben assumiu o jornal e, por meio de Dogood, advogou por liberdade de expressão.

Young Ben Franklin at the Printing Press
O jovem Ben Franklin na gráfica Charles E. Mills (Public Domain)

Após 1 mês preso, James foi solto da cadeia sob a condição de não imprimir ou publicar trabalhos no The New-England Courant. Com o intuito de burlar essa proibição, ele se afastou publicamente do cargo de editor e deixou Ben na administração do jornal, embora James pretendesse continuar na gestão nos bastidores. Para sustentar a farsa, James publicamente liberou Ben das suas obrigações de aprendiz, mas o fez assinar um acordo secreto no qual ele se comprometia com essas antigas obrigações. Posteriormente, os irmãos tiveram muitas discussões sobre a direção do jornal. Além disso, James ficou com inveja ao descobrir que Ben era o autor por trás de Silence Dogood, enquanto Ben acreditava ser intelectualmente superior a James. Em 1723, Ben saiu de casa e fugiu para a cidade de Nova York. Embora isso ferisse os termos do acordo secreto, ele acreditava que James não iria denunciá-lo às autoridades com receio de revelar sua própria duplicidade. Franklin, sem encontrar trabalho, ficou pouco tempo em Nova York e se mudou para Filadélfia, Pensilvânia.

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Poor Richard

Franklin chegou à Filadélfia em outubro de 1723 e facilmente encontrou trabalho como jornaleiro em uma das gráficas da cidade. Seus talentos chamaram a atenção do Sir Willian Keith, vice-governador da Pensilvânia. Keith tinha uma opinião negativa dos dois impressores da Filadélfia e, na esperança de induzir Franklin à permanência, se ofereceu para ajudá-lo a abrir sua própria gráfica. Franklin aceitou a ajuda, porém ele não conseguiu convencer seu pai a emprestá-lo dinheiro para os equipamentos de impressão. Keith, então, concordou em financiar o empreendimento e mandou Franklin para Londres, para comprar equipamentos e fazer conexões com os impressores ingleses. Porém, foi após zarpar, em novembro de 1724, que Franklin percebeu que Keith não havia entregue as prometidas cartas de crédito e de introdução. Preso e sem perspectiva em Londres, Franklin aproveitou ao máximo a sua situação. Ele encontrou trabalho em várias gráficas e, no seu tempo livre, frequentou teatros e se envolveu em “intrigas tolas com mulheres baixas”, que, provavelmente, ele considerava prostitutas (Brands, 69). Em 1725, ele impressionou os círculos filosóficos da cidade com o seu panfleto deístico A Dissertation on Liberty and Necessity, Pleasure and Pain, em que ele argumentava que a felicidade era uma ilusão e questionava a existência da alma imortal.

Poor Richard's Almanack
Poor Richard's Almanack Benjamin Franklin (Public Domain)

Por volta de julho de 1726, ele havia economizado dinheiro suficiente para reservar uma passagem de volta para a Filadélfia. Ele trabalhou, brevemente, como balconista de loja antes de retornar ao negócio de impressão, em sociedade com um amigo, Hugh Meredith. Após conseguir um empréstimo com o pai de Meredith, a dupla encomendou os equipamentos necessários de Londres e começaram a trabalhar. Graças à personalidade carismática de Franklin e à sua ética de trabalho — ele normalmente trabalhava até a meia-noite —, a gráfica rapidamente atraiu muitos negócios. Em 1729, Franklin e Meredith começaram a publicar seu próprio jornal, The Pennsylvania Gazette, com notícias, fofocas e anúncios. Em julho de 1730, Franklin assumiu a empresa sozinho quando o endividado Meredith renunciou, com a condição de que Franklin assumisse as dívidas relacionadas ao negócio. O jornal tornou-se tão bem-sucedido que, em 1731, Franklin enviou um editor para iniciar um jornal parceiro na Carolina do Sul e, na sequência, abriu jornais similares com parceiros em Nova York e no Caribe. Em 1732, Franklin começou outro empreendimento de sucesso, ao publicar a primeira edição do seu Poor Richard's Almanack. Escrito sob o pseudônimo de 'Richard Saunders', o almanaque continha o calendário do ano seguinte, com previsões do tempo, poemas, curiosidades, receitas e conselhos. 'Poor Richard' era também conhecido por seu jogo de palavras e provérbios espirituosos, muitos dos quais são citados frequentemente até hoje. Franklin publicou o Almanaque, anualmente, até 1758.

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Franklin's Return to Philadelphia, 1785
Retorno de Franklin à Filadélfia, 1785 Jean Leon Gerome Ferris (Public Domain)

Antes de ir para Londres, Franklin havia cortejado Deborah Read, filha de uma família que o havia hospedado, e até sugeriu casamento ao retornar da Inglaterra. No entanto, sua longa ausência obrigou Read a procurar por outras opções, e ela acabou se casando com Jack Rogers, um oleiro. Rogers ficou tempo suficiente para receber os dotes antes de fugir para Barbados para escapar de seus credores. Quando Franklin retornou de Londres, ele retomou o namoro, mas o casal não poderia se casar enquanto o destino de Rogers permanecesse desconhecido. Em 1730, parecia improvável que Rogers retornaria para acusar o casal de bigamia, então, em 1 de setembro, Benjamin e Deborah entraram em união estável, vivendo juntos como marido e mulher. No ano seguinte, Franklin reconheceu um filho ilegítimo, Willian, e o levou para sua casa, onde o criou. Franklin nunca revelou, publicamente, quem era a mãe de William, e sua identidade é um mistério até hoje. Em 1732, Deborah deu à luz a um filho, Francis Folger Franklin, que faleceu tragicamente aos cinco anos de varíola. Uma filha, Sarah 'Sally' Franklin, nasceu em 1743 e viveu o suficiente para se casar e ter filhos.

Deborah Read Franklin
Deborah Read Franklin Benjamin Wilson (Public Domain)

Serviço público & fama científica

Com o sucesso de seu negócio e o início de sua família, Franklin estabeleceu raízes na Filadélfia e procurou melhorar sua cidade adotiva. Em 1727, ele criou o Junto, também conhecido como 'Leather Apron Club', um grupo de indivíduos bem-educados que se reunia para discutir moral, política e filosofia, assim como faziam os filósofos iluministas europeus nos cafés e salões — espaço que Franklin replicaria, 16 anos mais tarde, em uma versão intercolonial chamada American Philosophical Society. Com a ajuda do Junto, Franklin criou a Library Company of Philadelphia em 1731, uma biblioteca por assinatura na qual os membros reuniam fundos para comprar e compartilhar livros. Cinco anos depois, ele fundou o Union Fire Company que, baseado nos modelos que ele havia observado em Londres, foi o primeiro empreendimento de combate a incêndios das Treze Colônias. Em 1743, Franklin começou a pensar em criar uma instituição de ensino, algo que ele realizaria doze anos mais tarde, quando ele ajudou a fundar a Universidade da Pensilvânia. Franklin também se preocupou com a defesa da cidade e, durante a Guerra do Rei George (1744–1748), ajudou a organizar uma milícia e arrecadou fundos para a artilharia por meio de uma loteria.

Voltando-se para uma vida de erudição cavalheiresca em sua aposentadoria, Franklin dedicou-se particularmente no estudo da eletricidade.

A mentalidade cívica de Franklin contribuiu para transformá-lo em um dos cidadãos mais influentes da Filadélfia, enquanto seus negócios continuavam a gerar lucros, figurativos e literais. Ele sempre foi um defensor das moedas em papel e, na década de 1740, foi contratado para imprimir notas de papel para os governos coloniais da Pensilvânia, Delaware e Nova Jersey. Por volta de 1748, então com 42 anos, Franklin havia acumulado riqueza suficiente para se aposentar. Ele entregou as rédeas da gráfica para David Hall, um capataz, mas continuou como um sócio silencioso e teve um lucro anual de £ 600 pelos próximos 18 anos. Voltando-se para uma vida de erudição durante sua aposentadoria, Franklin ficou bastante interessado no estudo da eletricidade que, na época, era pouco compreendida. Nos anos seguintes, Franklin conduziu vários experimentos elétricos e enviou suas descobertas para seus correspondentes em Londres, onde eram, normalmente, publicados. Ele foi o primeiro a registrar a distinção entre positivo e negativo, descobrir os princípios da conservação da energia e a criar um tipo de bateria elétrica de vidro, placa de chumbo e arames.

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Benjamin Franklin Drawing Electricity From the Sky
Benjamin Franklin tirando eletricidade do céu Benjamin West (Public Domain)

Em 1752, Franklin começou a investigar se os raios eram de natureza elétrica. Ele e seu filho, William, empinaram uma pipa durante uma tempestade e a conectaram a uma corda de cânhamo molhada que, por sua vez, estava amarrada a uma chave da casa. Enquanto empinava a pipa, Franklin observou que os fios da corda estavam se repelindo, agindo como um condutor de eletricidade nas nuvens da tempestade, uma noção confirmada quando a chave produziu uma faísca elétrica. Tal experimento catapultou Franklin para a fama internacional, consolidando seu lugar no iluminismo americano, e o levou a inventar o para-raios. Entre outras de suas invenções, estão os óculos bifocais e o fogão de Franklin, uma lareira projetada para produzir mais calor e menos fumaça.

Carreira política

Em 1751, Franklin foi eleito para a Assembleia da Pensilvânia e, dois anos depois, se tornou vice-diretor-geral dos correios de toda a América do Norte Britânica. Em junho de 1754, em respostas às hostilidades iniciadas pela Guerra Franco-Indiana (1754–1763), delegados das setes colônias se encontraram no Congresso da Albany para discutir a melhor defesa contra os franceses e seus aliados indígenas. Franklin, representando a Pensilvânia, revelou seu Plano de União de Albany, que solicitava a criação de um governo intercolonial unificado. Inspirado pelo modelo da Confederação Iroquois, cada colônia enviaria representantes para um grande conselho, que seria supervisionado por um presidente nomeado pela coroa britânica. Este governo colonial, embora ainda subserviente à Grã-Bretanha, trataria de todas as questões referentes à defesa colonial e assuntos indígenas. Franklin promoveu seu plano na The Penssylvania Gazzete, no qual foi publicado um desenho de uma cobra cortada em pedaços com a frase 'Junte-se ou morra', impressa abaixo. No fim, os outros delegados rejeitaram o Plano de União de Franklin, pois temiam que ele acabaria com a autonomia das colônias.

Join or Die
Junte-se ou Morra Benjamin Franklin (Public Domain)

Em 1755, Franklin ajudou a abastecer o general britânico Edward Braddock na sua malfadada campanha de captura do forte francês Duquesne. A catastrófica derrota da Expedição de Braddock fez aumentar os ataques franceses e indígenas na fronteira da Pensilvânia. Mas, enquanto Franklin e outros membros do congresso se esforçavam para organizar uma milícia, os proprietários da colônia — a família Penn — se mostraram menos preocupados com a defesa da Pensilvânia: os Penns não permitiram que a assembleia tributasse suas terras, o que teria ajudado a financiar a defesa. Em 1757, a assembleia enviou Franklin para Londres como seu agente para contrapor a influência indevida dos Penns. Franklin ficou 5 anos em Londres, aproveitando a condição de celebridade que ele encontrou por lá. Por conta de suas descobertas científicas, ele recebeu diplomas honorários de Oxford e da Universidade de Saint Andrews — e passou a ser conhecido como Dr. Franklin —, além disso, conviveu, na Grã-Bretanha, com famosos intelectuais como David Hume e Joseph Priestley. Em 1762, a amizade com o primeiro-ministro, Lord Bute, permitiu que seu filho, Willian, fosse nomeado governador real de Nova Jersey.

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Ainda em 1762, após o conselho privado do rei mediar um acordo entre a Assembleia da Pensilvânia e os Penns, Franklin retornou à América para retomar seu cargo como vice-diretor-geral dos correios. Durante cinco meses, ele visitou os postos coloniais, mas desejava retornar para Londres, pois havia se acostumado com sua sofisticação. Ele encontrou uma oportunidade em outubro de 1764, quando ele perdeu a reeleição para a Assembleia, graças a manobras dos Penns. A Assembleia o enviou de volta para Londres como seu agente, dessa vez, com a tarefa de transformar a Pensilvânia de uma colônia de administração proprietária para uma colônia real. Franklin se despediu da sua esposa Débora, que optou por permanecer na Filadélfia. Eles nunca mais se encontraram, pois ela faleceu em 1774, antes do retorno de Franklin.

Revolução

Em 1763, a Grã-Bretanha venceu a Guerra Franco-Indiana, porém ficou muito endividada por conta do conflito. Como iniciativas para quitar esse débito, o parlamento impôs um imposto direito, a Lei do selo, às colônias. Franklin, inicialmente, se opôs à lei porque as colônias estavam acostumadas a se tributar, mas quando ele percebeu que a lei iria, inevitavelmente, ser aprovada, decidiu lucrar com ela. Franklin providenciou que seu parceiro, David Hall, imprimisse selos na Filadélfia e conseguiu que seu amigo, John Hughes, fosse nomeado distribuidor de selos na Pensilvânia. No entanto, Franklin não previu a resposta violenta das colônias em relação à Lei do selo: afirmando que a política era um ataque às suas liberdades, os revolucionários americanos se revoltaram. Hughes foi intimidado até renunciar seu posto e Franklin foi denunciado como traidor. Surpreso, Franklin mudou de opinião e instigou o parlamento a revogar a lei, o que de fato aconteceu em 1766.

Benjamin Franklin
Benjamin Franklin Joseph-Siffred Duplessis (Public Domain)

Na década seguinte, as relações entre o parlamento e as treze colônias se deterioraram significativamente. O parlamento alegava ter autoridade para tributar as colônias, enquanto os patriotas acreditavam que não poderiam ser tributados por uma legislatura em que não estavam representados. Franklin tentou mediar a situação e escreveu mais de 100 ensaios visando resolver o conflito. Em 1772, Franklin teve acesso às cartas escritas pelo governador Thomas Hutchinson de Massachusetts, nas quais o governador menosprezava as liberdades dos americanos. Franklin vazou as cartas no ano seguinte, na esperança de que a culpa fosse transferida do parlamento para os oficiais da colônia. Porém, o tiro saiu pela culatra e contribuiu para o Boston Tea Party de dezembro de 1773. Após isso, os oficiais britânicos começaram a suspeitar de Franklin. Em 29 de janeiro de 1774, ele foi levado diante do Conselho Privado e forçado a ficar em silêncio enquanto era ridicularizado e humilhado pelo procurador-geral. Essa experiência parece ter finalmente convencido Franklin a escolher um lado e, em maio de 1775, logo após o início da Guerra Revolucionária Americana, ele retornou para a Filadélfia e foi imediatamente eleito para o Segundo Congresso Continental. (Willian Franklin continuou um lealista e foi para a Grã-Bretanha em autoexílio no fim da guerra).

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Franklin, após se juntar aos revolucionários, trabalhou diligentemente no apoio à causa. Para ele, não havia outra opção, como ele expressou para John Hancock: “devemos todos nos unir, ou certamente seremos enforcados separadamente” (Brands, 512). Ele fez parte do Comitê dos Cinco, que elaborou a Declaração de Independência, e, em outubro de 1776, foi escolhido como comissário dos Estados Unidos na França. Franklin passou os anos seguintes em Paris, aproveitando ao máximo a sua reputação de modelo do iluminismo americano. Ele comparecia à corte vestido rusticamente, usando um chapéu de pele e um casaco marrom liso, fazendo jus à ideia francesa de que os americanos eram pessoas simples e não corrompidas. Ele causou uma grande impressão e, em pouco tempo, sua imagem estava sendo vendida em caixas de rapé e bonecas por toda Paris. Seus esforços ajudaram para a assinatura do Tratado de Aliança em 1778, no qual a França entrou na guerra como aliada dos EUA e ajudou a virar a maré. Ele permaneceu na França por tempo suficiente para assinar o Tratado de Paris de 1783, que encerrou a guerra e reconheceu a Independência dos Estados Unidos.

Anos Posteriores

No retorno aos Estados Unidos, Franklin foi considerado um herói — o serviço que prestou ao seu país foi considerado o segundo mais importante, atrás somente do de George Washington. Aos 79 anos, ele sofria com vários problemas de saúde, incluindo gota, então, ele foi para casa para desfrutar de uma aposentadoria tranquila. No entanto, ele tinha um último papel a desempenhar na política americana. Em 1787, o idoso Franklin compareceu à Convenção Constitucional na Filadélfia. Embora tenha desempenhado um papel sutil no processo, sua presença acrescentou legitimidade, muito necessária, à convenção. No fim, ele foi um dos 39 homens que assinaram a Constituição dos Estados Unidos, que criou um governo similar ao que ele havia proposto em Albany três décadas antes. Depois disso, ele era raramente visto em público, o que não quer dizer que ele estivesse inativo. Nos seus últimos anos, ele escreveu vários ensaios denunciando a instituição da escravidão e instigando o congresso a aboli-la. Ele faleceu na Filadélfia em 17 de abril de 1790, aos 84 anos, deixando um legado que o tornou um dos mais famosos americanos do seu tempo e uma das figuras mais importantes do século 18.


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Perguntas & Respostas

Quem foi Benjamin Franklin?

Benjamin Franklin foi um polímata americano e um dos Pais Fundadores que viveu durante o século 18. Ele ficou famoso com a autoria de 'Poor Richard's Almanack', ganhou renome científico por seus experimentos com eletricidade, realizou inúmeras invenções e ajudou a atrair a França para a Revolução Americana.

Onde Benjamin Franklin nasceu?

Benjamin Franklin nasceu na Mill Street em Boston, Massachusetts.

Quais foram algumas das invenções de Benjamin Franklin?

Dentre as invenções de Benjamin Franklin estão o para-raios, os óculos bifocais e o fogão Franklin (um tipo de lareira).

Quais foram as contribuições de Benjamin Franklin para a Revolução Americana?

As principais contribuições de Benjamin Franklin para a Revolução Americana foram servir no Congresso Continental, ajudar a redigir a Declaração de Independência, garantir a aliança americana com a França e ajudar a negociar e redigir o Tratado de Paris de 1783, que encerrou a guerra.

Sobre o Tradutor

Gustavo Lemes
Gustavo Lemes, formado em história, com especialização em história da arte e tradução. Seu principais interesses são sobre Idade Média e o Renascimento. Reside em São Paulo, Brasil.

Sobre o Autor

Harrison W. Mark
Harrison Mark é pesquisador e escritor para a World History Encyclopedia. Ele é graduado pela SUNY Oswego, onde estudou História e Ciência Política.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, H. W. (2025, junho 05). Benjamin Franklin. (G. Lemes, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19525/benjamin-franklin/

Estilo Chicago

Mark, Harrison W.. "Benjamin Franklin." Traduzido por Gustavo Lemes. World History Encyclopedia, junho 05, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19525/benjamin-franklin/.

Estilo MLA

Mark, Harrison W.. "Benjamin Franklin." Traduzido por Gustavo Lemes. World History Encyclopedia, 05 jun 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19525/benjamin-franklin/.

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