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title: Relato de N. Bart Pearce sobre a Batalha de Wilson's Creek: A Visão Confederada do Conflito
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2983/relato-de-n-bart-pearce-sobre-a-batalha-de-wilsons/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-09
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# Relato de N. Bart Pearce sobre a Batalha de Wilson's Creek: A Visão Confederada do Conflito

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Nicholas Bartlett Pearce (mais conhecido como N. Bart Pearce, 1828-1894) foi um general-de-brigada da Milícia do Arkansas que aliou as suas forças às do general-de-brigada confederado Benjamin McCulloch e às do general-de-divisão da Guarda Estatal do Missouri, Sterling Price, para enfrentar as forças da União sob o comando do general Nathaniel Lyon na Batalha de Wilson’s Creek, a 10 de agosto de 1861, no Missouri.

Pearce e as outras forças saíram vitoriosas da batalha — mas este foi o último comando de Pearce, uma vez que a sua brigada foi posteriormente transferida do serviço do Estado do Arkansas para o serviço confederado. Pearce não se considerava um confederado e opunha-se à secessão, mas contestava as políticas do governo dos EUA relativas à soberania estadual e, por isso, aliou-se às forças confederadas.

As suas objeções à perda do comando foram ignoradas. Poucos meses após a batalha, foi destacado para o Departamento de Intendência Confederado no Arkansas e noutros locais, permanecendo neste cargo durante toda a [Guerra Civil Americana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21889/guerra-civil-americana/).

[ ![Mural of the Battle of Wilson's Creek](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/22113.jpg?v=1788948906-1788772481-1x5jdsap) Mural da Batalha de Wilson's Creek N.C. Wyeth (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/22113/mural-of-the-battle-of-wilsons-creek/ "Mural of the Battle of Wilson's Creek")### O Texto

O relatório militar oficial de Pearce, apresentado a 17 de agosto de 1861, uma semana após a Batalha de Wilson’s Creek (referida pelos confederados como a Batalha de Oak Hills), foi publicado na compilação *Battles and Leaders of the Civil War, Volume I,* (*Batalhas e Líderes da Guerra Civil, Volume I*) editada por Ned Bradford.

A tradução infra é da versão extraída do sítio do Serviço de Parques Nacionais (*National Park Service*), no portal sobre o Campo de Batalha Nacional de Wilson’s Creek, especificamente na secção dedicada ao G*eneral Pearce’s Account, Arkansas Troops in the Battle of Wilson’s Creek* (*Relato do General Pearce, "Tropas do Arkansas na Batalha de Wilson’s Creek"*)

> Escrevo este breve relato das minhas memórias pessoais da batalha de «Oak Hills» (como os confederados denominaram o confronto) nos termos acima referidos, porque me identificava com o Estado do Arkansas e os seus soldados. Acredito também que os acontecimentos subsequentes, impulsionados pela proeminência de alguns dos comandantes envolvidos neste combate, tenderam a obscurecer o justo reconhecimento que as tropas do Arkansas tão nobremente conquistaram nesta, uma das primeiras grandes batalhas da nossa guerra civil.
> No dia 9 de agosto de 1861, o exército confederado, sob o comando do general Ben McCulloch, acampava em Wilson’s Creek, a dez milhas a sul de Springfield, no sudoeste do Missouri. Era composto por um regimento da Louisiana sob o comando do coronel Louis Hébert (uma unidade bem treinada e bem equipada, proveniente principalmente da parte norte do Estado); pelo regimento do Texas de Greer (montado); a cavalaria do Arkansas de Churchill e o batalhão de fuzileiros montados do Arkansas de McIntosh (Tenente-Coronel Embry), sob o comando direto do general comandante; o comando do General Price da Guarda Estadual do Missouri, com as baterias de Bledsoe e Guibor, e os meus três regimentos de infantaria do Arkansas, com as baterias de Woodruff e Reid.
> Mais de metade dos missourianos estavam a cavalo, e poucas das tropas de todo o comando estavam bem armadas. O exército contava, no total, com cerca de 11 500 homens — dos quais, talvez, 6 000 a 7 000 estavam em condições de combate e participaram na batalha.
> As forças federais sob o comando do general Nathaniel Lyon, com um efetivo entre 5 000 e 6 000 homens, ocupavam a cidade de Springfield, e o general McCulloch esperava que avançassem para lhe dar batalha.
> O quartel-general do general McCulloch situava-se à direita da Estrada de Springfield, a leste do Wilson’s Creek, um pouco à frente do centro do acampamento. O general Price ocupava uma posição imediatamente a oeste, no vale do riacho, com o seu comando situando-se na sua maioria a norte da Estrada de Springfield.
> Eu tinha estabelecido o meu quartel-general nas alturas a leste e a sul do Wilson’s Creek e da Estrada de Springfield, com as minhas forças a ocuparem o terreno elevado imediatamente adjacente. Esperavam-se, a qualquer momento, relatórios detalhados sobre a força e os movimentos das tropas de Lyon, através de espiões enviados pelo general Price, uma vez que McCulloch confiava nos habitantes nativos do Missouri para lhe fornecerem tais informações; mas só no final da tarde é que duas senhoras «leais» conseguiram atravessar as linhas federais, com a autorização do general Lyon, e, seguindo um percurso tortuoso por Pond Springs, chegaram ao quartel-general do general Price com as informações desejadas.
> O general McCulloch convocou imediatamente um conselho de guerra com os oficiais principais, onde se decidiu, em vez de esperar pelo inimigo, marchar com todo o comando, às 9 horas daquela noite, e atacar o general Lyon em Springfield. Assim que as ordens do general McCulloch foram devidamente divulgadas pelo seu adjunto-geral, o coronel McIntosh, o acampamento ficou em ebulição de entusiasmo contido.
> Foi ordenado que o avanço fosse realizado em três divisões, sob o comando separado do general Price, do adjunto-geral McIntosh e de mim próprio. A cena de preparação, imediatamente após as ordens há tanto tempo adiadas e agora tão ansiosamente acolhidas pelos homens, era pitoresca e extremamente animadora.
> A questão das munições era uma das mais importantes e graves e, como o Departamento de Artilharia estava mal organizado e mal abastecido, os homens dispersavam-se em grupos para improvisar, da melhor forma possível, munições para as suas armas ineficazes. Aqui, um grupo moldava balas — ali, outra multidão dividia cápsulas de percussão e, mais além, outro grupo encaixava novas pedras de fogo nos seus velhos mosquetes.
> Na altura, pouco pensavam na desigualdade entre a disciplina, as armas e o equipamento das tropas regulares dos Estados Unidos, com quem em breve entrariam em combate, e os seus próprios movimentos e equipamento rudimentares. Para a maioria deles, era algo novo, essa forma regulamentar de disparar ao som de uma ordem, e foi, talvez, o método a que estavam habituados — de usar a carabina, o mosquete ou a espingarda como caçadores ou atiradores — que lhes valeu a vitória na batalha quando foram forçados a um confronto corpo a corpo com o inimigo.
> Tudo era expectativa e, à medida que o tempo avançava para as 9 horas, os homens ficavam cada vez mais ansiosos por avançar. Qual foi a sua desilusão quando, ao chegar finalmente a hora, em vez da ordem de marcha, foi anunciado que o general McCulloch tinha decidido, devido à ameaça de chuva, que poderia danificar e destruir grande parte da sua munição, adiar a operação.
> Os homens não ficaram «amargurados nas suas tendas», mas repousaram sobre as armas, sem qualquer bom humor. Este estado de incerteza e suspense prolongou-se durante toda a noite, uma vez que os oficiais comandantes estavam melhor informados do que os homens sobre os riscos a enfrentar e sobre o resultado provável, caso travassem uma luta agressiva contra forças disciplinadas quando estavam apenas parcialmente preparados.
> Ao amanhecer do dia 10 de agosto, o comando ainda se encontrava em Wilson’s Creek, à espera desanimada, com muitas das tropas a permanecerem em posição, em fila de marcha, na estrada, e outras a regressarem ao acampamento para preparar a refeição da manhã.
> Talvez fossem 6 horas quando soou o rufar prolongado e o acampamento foi chamado às armas. Poucos minutos antes disso, o sargento Hite, da minha guarda pessoal, correu até ao meu quartel-general, ofegante de excitação, sem chapéu e com o cavalo coberto de espuma, exclamando apressadamente: «General, o inimigo está a chegar!» «Onde?», perguntei eu, e ele apontou na direção de uma nascente, no alto de uma ravina, onde tinha ido buscar água.
> Tinha sido alvejado, disse ele, por um posto de vigia de algumas tropas que avançavam pelo flanco direito. Ordenei ao sargento que cavalgasse a toda a pressa até ao general McCulloch com esta informação e procedi a colocar o meu comando em posição. Tive mais facilidade em fazê-lo sem demora, porque no dia anterior, com o coronel R. H. Weightman, tinha feito um reconhecimento cuidadoso do terreno na direção de onde se dizia que o inimigo se aproximava.
> Os coronéis no comando foram imediatamente notificados, e os regimentos foram formados e posicionados de modo a fazer face ao seu avanço. A bateria do Capitão Woodruff, de Little Rock (Ark.), recebeu ordens para ocupar uma colina que dominava a estrada para Springfield, e o 3.º Regimento de Infantaria do Arkansas (Coronel John R. Gratiot) recebeu ordens para o apoiar. Coloquei a bateria do Capitão Reid, de Fort Smith (Ark.), numa elevação para controlar as aproximações à nossa direita e retaguarda e atribuí-lhe o 5.º Regimento de Infantaria do Arkansas (Coronel T.P. Dockery) como apoio.
> Em seguida, fiz avançar o 4.º Regimento de Infantaria do Arkansas (Coronel J.D. Walker) para norte desta bateria, a fim de vigiar a aproximação pela ravina, através da qual o sargento Hite tinha comunicado que o inimigo se aproximava. Assim, as tropas do Arkansas sob o meu comando tinham sido todas colocadas em posições favoráveis, prontas para a ação, num espaço de tempo muito curto após o primeiro alarme.
> Enquanto estes acontecimentos decorriam sob a minha supervisão imediata, o General McCulloch tinha vindo a organizar ativamente as tropas mais próximas da primeira investida do inimigo, sob o comando do General Lyon. Tinha posicionado o 3.º Regimento de Infantaria da Louisiana (Coronel Hébert) e o 2.º Regimento de Rifles do Arkansas de McIntosh (desmontados) para fazer face à primeira manifestação de força vinda da direção de Springfield. O general Price também se tinha empenhado diligentemente em posicionar as suas tropas para interceptar o inimigo em avanço.
> O comando do General Rains (Missouri) teve a honra de dar as boas-vindas à coluna principal do General Lyon. Foi habilmente apoiado pelos galantes generais do Missouri — Slack, McBride, Parsons e Clark — com as suas respetivas brigadas. Os combates, nesta altura — talvez por volta das 7 horas —, limitaram-se ao milheiral a norte de Wilson’s Creek, onde a infantaria da Louisiana, juntamente com o 2.º Regimento de Fuzileiros Montados do Arkansas (desmontados) do Tenente-Coronel Embry, todos sob o comando imediato do Coronel McIntosh, lançaram uma investida eficaz e repeliram o inimigo.
> Simultaneamente, a batalha iniciou-se mais a oeste e a sul de Wilson’s Creek, onde as tropas do Missouri foram atacadas pela coluna principal ou ala direita do inimigo. A bateria de Totten (federal) foi avançada e assumiu a sua primeira posição na encosta de Oak Hill, a norte do local onde a batalha principal teve lugar posteriormente.
> Eu tinha ordenado ao Capitão Woodruff, que se encontrava posicionado a uma distância de alcance fácil, que prestasse atenção a Totten, e as duas baterias envolveram-se rapidamente num duelo de artilharia acirrado, estando bem equilibradas em habilidade e coragem. O Tenente Weaver, da bateria de Woodruff, foi morto, e 4 dos homens de Totten foram mortos e 7 ficaram feridos neste confronto.
> A ala direita do general Lyon, embora tivesse obtido uma vantagem temporária ao início da manhã ao apanhar de surpresa os missourianos, foi duramente atingida quando estes se recompuseram. Foram reforçados pelo regimento de Churchill, que tinha avançado da extrema direita, e a batalha durou várias horas enquanto mantinham as suas posições. Nessa altura, os regimentos de cavalaria de Greer e Carroll lançaram uma investida corajosa contra a bateria de Totten, mas não foi um sucesso total, uma vez que os artilheiros se viraram e recuperaram os seus canhões.
> De madrugada, talvez em simultâneo com o avanço de Lyon, o general Sigel, que comandava a coluna esquerda do avanço vindo de Springfield, surgiu à nossa direita e na nossa retaguarda, atacando primeiro o acampamento do coronel Churchill, enquanto os homens se preparavam para o pequeno-almoço, obrigando-os a recuar para um bosque adjacente, onde se formaram em boa ordem.
> A surpresa resultou do movimento da noite anterior, quando as sentinelas tinham sido retiradas e não foram recolocadas pela manhã. Sigel, no entanto, não esperou por um combate, mas avançou e mandou desengatar a sua bateria perto da estrada de Fayetteville, a oeste do Wilson’s Creek, em frente e ao alcance da bateria de Reid, que se encontrava então na posição em que tinha sido inicialmente colocada.
> Antes de ele nos ter descoberto, e talvez por desconhecer a nossa posição, Reid atacou-o, sob as minhas ordens e supervisão pessoais. O movimento de Sigel foi ousado e, na verdade, não conseguíamos distinguir, à sua primeira aparição (uma vez que não se tinha travado qualquer combate com Churchill), se era amigo ou inimigo.
> Uma rajada de vento acidental desdobrou a sua bandeira, e deixámos de ter dúvidas. Reid conseguiu calcular com precisão o alcance, pelo que os seus disparos se revelaram muito eficazes. Nessa altura, o general McCulloch, em pessoa, liderou duas companhias da infantaria da Louisiana numa carga e capturou cinco dos canhões.
> O próprio general Sigel estava no comando e fez tentativas vãs de conter os seus homens, que em breve se encontravam em plena retirada, de volta pela estrada por onde tinham vindo, perseguidos pela cavalaria do Texas e do Missouri. Esta foi a última aparição de Sigel naquele dia, uma vez que a sua retirada prosseguiu até Springfield.
> Por precaução, no entanto, sem saber até que ponto tínhamos derrotado Sigel, posicionei imediatamente a 4.ª Infantaria do Arkansas (Coronel Walker) ao longo do cume da colina, dominando a estrada por onde ele tinha fugido, tendo esse regimento permanecido em serviço até ao fim da batalha.
> Parecia agora haver uma acalmia nos combates ativos; a sangrenta batalha no milheiral já tinha ocorrido; a luta «contra Sigel» tinha-se revelado satisfatória para nós, mas as tropas que enfrentavam mais diretamente o General Lyon não se tinham saído tão bem.
> O General Price e as suas tropas do Missouri tinham suportado o peso desta dura batalha, mas não tinham ganho terreno. Tiveram de sofrer pesadas perdas e estavam a ficar sem munições. Eu observava ansiosamente por sinais de vitória vindos do lado norte do ribeiro, mas a bateria de Totten parecia disparar com vigor renovado e avançou uma ou duas vezes na sua posição.
> A linha de batalha à nossa esquerda estava a encurtar-se, e os avessos da guerra pareciam estar a enviar muitos dos nossos bravos oficiais e soldados para a morte. Não havia desmoralização — nenhum sinal de vacilação ou retirada, mas era um momento de grande ansiedade e suspense. Ninguém sabia, naquele momento, o que o dia traria.
> Enquanto o sol incidia sobre os nossos dedicados camaradas, em equilíbrio e repouso, por assim dizer, entre os capítulos de uma luta grandiosa ainda por concluir, até os mais corajosos de entre nós quase vacilavam na ansiedade de saber o desfecho.
> Nesse preciso momento, o general Lyon parecia estar a reunir os seus homens para uma manobra final e decisiva. Eu tinha sido substituído por Sigel, e a bateria de Reid estava inativa porque não conseguia chegar a Totten. Isso foi uma sorte, pois o meu comando, de certa forma revigorado e entusiasmado, estava prestes a aproveitar uma oportunidade — daquelas que muitas vezes decidem o resultado de uma batalha —, lançando as suas forças para a linha enfraquecida num momento crítico e conquistando a vitória.
> O coronel McIntosh veio ter comigo em nome do general McCulloch, e o capitão Greene em nome do general Price, instando-me a avançar imediatamente em seu auxílio. O general Lyon estava na posse de Oak Hill; as suas linhas estavam avançadas, as suas baterias agressivas e as suas investidas impetuosas. A sorte do dia estava na balança, e algo tinha de ser feito, ou a batalha estaria perdida.
> Os meus homens estavam ansiosos por avançar e, quando conduzi a 3.ª Infantaria do Arkansas (Coronel Gratiot) e a ala direita da 5.ª Infantaria do Arkansas (Tenente-Coronel Neal) através do ribeiro e subimos rapidamente a colina face ao inimigo, ouviram-se vivas estrondosos dos nossos amigos ansiosos, que revelavam um entusiasmo que, sem dúvida, ajudou a vencer a batalha.
> O Coronel McIntosh, com duas peças da bateria de Reid e com uma parte da 5.ª Infantaria do Arkansas de Dockery, apoiava a minha direita; as forças federais ocupavam duas linhas de batalha, estendendo-se ao longo do cume de Oak Hill; e, nessa conjuntura, as nossas tropas na linha da frente eram compostas pelas forças do Missouri, sob o comando do General Price (ocupando o centro); tropas do Texas e da Louisiana, sob o comando do General McCulloch (à direita), e as minhas forças avançadas (à esquerda), quando o General McCulloch ordenou um avanço combinado.
> Este revelou-se o confronto decisivo e, à medida que salva após salva era disparada contra as nossas linhas e os nossos bravos rapazes eram abatidos como erva, aqueles que sobreviveram pareciam ter ganho coragem para um esforço ainda maior e uma determinação de vencer ou morrer.
> Por volta dessa altura (11h30), a primeira linha de batalha à nossa frente cedeu. Os nossos rapazes investiram contra a segunda linha com um grito e rapidamente tomaram posse do campo de batalha, com o inimigo a recuar lentamente em direção a Springfield. Essa hora decidiu o confronto e garantiu-nos a vitória do dia.
> Foi aqui, na nossa frente, como se soube mais tarde, que o corajoso comandante das forças federais, o general Lyon, foi morto, conduzindo bravamente os seus homens para o que ele e eles supunham ser a vitória, mas que se revelou (talvez por terem sido privados da sua liderança entusiasta) uma derrota desastrosa. Mesmo à luz dos dias de hoje, é difícil avaliar as enormes consequências que teriam ocorrido se Lyon tivesse sobrevivido e a batalha tivesse corrido contra nós.
> O general McCulloch, eu próprio e os nossos oficiais do estado-maior reunimo-nos então no centro da colina. A bateria de Woodruff foi novamente colocada em posição, e Totten, que estava a cobrir a retirada de Sturgis (que assumira o comando das forças federais após a morte do general Lyon), beneficiou dos seus tiros de despedida.
> Observámos o inimigo em retirada através dos nossos binóculos e ficámos contentes por vê-lo partir. As nossas munições estavam esgotadas, os nossos homens indisciplinados e receávamos arriscar uma perseguição. Corria também o rumor de que reforços se dirigiam para o exército federal em marchas forçadas, mas verificou-se no dia seguinte que o desastre para o exército em retirada foi maior do que tínhamos suposto, e algumas tropas de cavalaria frescas poderiam, sem dúvida, ter-lhes dado seguimento e capturado muitos mais retardatários e provisões do exército.
> No dia seguinte, o inimigo evacuou Springfield, e Price, com as suas tropas do Missouri, ocupou a cidade e mandou transportar para lá os seus abastecimentos e feridos.
> Os soldados do Arkansas nesta batalha mostraram-se tão corajosos, tão cavalheirescos e tão bem-sucedidos como qualquer uma das tropas envolvidas. Mais tarde, em muitos campos de batalha disputados com dureza, confirmaram as grandes esperanças depositadas na sua conduta aqui.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bradford, N. *Battles and Leaders of the Civil War, Volume I.* Little Brown & Company, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/B08Y73RDC2/)
- [Brooksher, W. R. *Bloody Hill: The Civil War Battle of Wilson's Creek.* Potomac Books, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/B01K3P8MBU/)
- [National Park Service/General N.B. Pearce's Account of the Battle - Wilson's Creek](https://www.nps.gov/wicr/learn/historyculture/account-of-general-pearce.htm "National Park Service/General N.B. Pearce's Account of the Battle - Wilson's Creek"), accessed 30 Aug 2026.
- [Taylor, A. *American Civil Wars: A Continental History, 1850-1873.* W. W. Norton & Company, 2025.](https://www.worldhistory.org/books/132411049X/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### O que foi a Batalha de Wilson's Creek?
A Batalha de Wilson's Creek foi o segundo grande confronto da Guerra Civil Americana, a seguir à Primeira Batalha de Bull Run (ou Primeira Batalha de Manassas), de 21 de julho de 1861, e travou-se a 10 de agosto de 1861, no Missouri. Resultou numa vitória da Confederação. 

### O que motivou a Batalha de Wilson's Creek durante a Guerra Civil Americana?
A Batalha de Wilson's Creek foi provocada por atritos entre as forças pró-Confederação e pró-União no estado do Missouri. 

### Por que razão a Batalha de Wilson's Creek é importante?
A Batalha de Wilson's Creek é importante porque foi a primeira grande batalha da Guerra Civil Americana no Teatro de Operações do Oeste e resultou na morte do primeiro oficial general da União na guerra, quando o general Nathaniel Lyon foi morto em Bloody Hill. 

### O que aconteceu a N. Bart Pearce após a Batalha de Wilson's Creek?
Após a Batalha de Wilson's Creek, a 10 de agosto de 1861, N. Bart Pearce apresentou o seu relatório oficial e foi então destituído do comando. Passou o resto da guerra no Departamento de Intendência da Confederação, no Arkansas e noutros locais. 


## Links Externos

- [American Battlefield Trust/The Battle For Wilson's Creek](https://www.battlefields.org/learn/articles/battle-wilsons-creek?ms=googlepaid{{amp}}gad_source=1{{amp}}gad_campaignid=23962583936{{amp}}gbraid=0AAAAADfvU_OLPdMmqNXIG2KIxnhdfxjRq{{amp}}gclid=CjwKCAjwqc_UBhBKEiwAWbl25iAYlMglSVS1snL6X8rdro98xRg0UL2KIzrOetPt-AUfCsehoofg7xoCaXUQAvD_BwE)
- [Wilson's Creek National Battlefield Foundation/Legacy 1861: 165th Anniversary](https://wilsonscreek.com/)
- [National Park Service/Wilson's Creek National Battlefield/General N.B. Pearce's Account of the Battle of Wilson's Creek](https://www.nps.gov/wicr/learn/historyculture/account-of-general-pearce.htm)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, September 09). Relato de N. Bart Pearce sobre a Batalha de Wilson's Creek: A Visão Confederada do Conflito. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2983/relato-de-n-bart-pearce-sobre-a-batalha-de-wilsons/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Relato de N. Bart Pearce sobre a Batalha de Wilson's Creek: A Visão Confederada do Conflito." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 09, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2983/relato-de-n-bart-pearce-sobre-a-batalha-de-wilsons/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Relato de N. Bart Pearce sobre a Batalha de Wilson's Creek: A Visão Confederada do Conflito." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 09 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2983/relato-de-n-bart-pearce-sobre-a-batalha-de-wilsons/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 09 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

