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title: Batalha de Iwo Jima: O Confronto mais Sangrento da Guerra do Pacífico
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2982/batalha-de-iwo-jima/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-03
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# Batalha de Iwo Jima: O Confronto mais Sangrento da Guerra do Pacífico

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A Batalha de Iwo Jima (fevereiro a março de 1945) foi a batalha mais sangrenta da Guerra do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Uma campanha de bombardeamentos de 72 dias devastou a ilha antes de 110 000 fuzileiros navais dos EUA desembarcarem nas praias. Os defensores japoneses tinham construído um labirinto impressionante de bunkers, túneis e casamatas, o que tornou a libertação da ilha uma missão mortal. As forças norte-americanas venceram a batalha após 36 dias de combates intensos, mas sofreram mais de 27 000 baixas. Da guarnição japonesa de 21 000 homens, apenas 216 sobreviveram à batalha. O prémio da vitória foi uma ilha estrategicamente importante que poderia agora ser utilizada para lançar aviões de caça para escoltar os bombardeiros pesados que já voavam a partir das Ilhas Marianas e atacavam as principais ilhas japonesas.

[ ![Raising the Flag on Iwo Jima](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18726.jpg?v=1788434646-1711455503) O Hastear da Bandeira em Iwo Jima Joe Rosenthal (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18726/raising-the-flag-on-iwo-jima/ "Raising the Flag on Iwo Jima")### A Guerra do Pacífico até ao Momento

O governo militar japonês tinha construído um [império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) impressionante, que, em 1941, se estendia desde o norte da China até às Ilhas [Salomão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-195/salomao/). Em dezembro de 1941, o Japão, ao tentar esmagar o inimigo antes mesmo que este tivesse oportunidade de entrar na guerra, lançou o infame [ataque a Pearl Harbor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2954/ataque-a-pearl-harbor/), a base naval dos EUA no Havai. Os EUA responderam com força, enviando a sua marinha para a Batalha do Mar de Coral em maio de 1942, vencendo a [Batalha de Midway](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2964/batalha-de-midway/) no mês de junho seguinte, libertando as Ilhas Salomão na [Campanha de Guadalcanal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-28887/campanha-de-guadalcanal/) (agosto de 1942 a fevereiro de 1943) e, a seguir a tudo isso, conquistando mais uma vitória na Campanha das Ilhas Gilbert e Marshall (novembro de 1943 a fevereiro de 1944).

As forças norte-americanas avançavam agora «de ilha em ilha» pelo Pacífico, utilizando sempre um grupo de ilhas capturadas para construir uma nova base a partir da qual se pudesse realizar outro avanço anfíbio; o Japão passou à defensiva. As forças norte-americanas visaram as Ilhas Marianas na [Batalha de Saipan](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2975/batalha-de-saipan/) (junho-julho de 1944) e na [Batalha de Guam](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2980/batalha-de-guam/) (julho-agosto). Entretanto, uma vitória retumbante esmagou a Marinha Imperial Japonesa (*大日本帝国海軍*; transliterado: *Dai-Nippon Teikoku Kaigun*) na Batalha do Mar das Filipinas. O almirante Chester W. Nimitz (1885-1966), comandante-chefe da Frota do Pacífico dos EUA (*U.S. Pacific Fleet* ), estabeleceu o seu quartel-general em Guam e, a partir daí, dirigiria o resto da campanha do Pacífico. Aproximando-se cada vez mais das ilhas principais do Japão, o próximo grande confronto ocorreu em Iwo Jima.

Se as forças norte-americanas conseguissem capturar Iwo Jima, poderiam criar uma base aérea para aumentar significativamente o bombardeamento estratégico em curso contra o Japão. Além disso, com Tóquio a apenas três horas de voo da ilha, os bombardeiros Boeing B-29 Superfortress que partiam das Marianas poderiam contar com uma escolta de caças durante toda a sua missão nos céus do Japão. Por outro lado, a manutenção do controlo japonês sobre Iwo Jima significaria que os seus caças poderiam interceptar esses mesmos B-29 muito antes de estes chegarem ao Japão. Iwo Jima contava também com uma estação de radar japonesa que, por se situar na rota de voo dos B-29, transmitia alertas para Tóquio. Em suma, Iwo Jima era vital tanto para o Japão como para os Estados Unidos, e a batalha pelo seu controlo iria ditar a próxima fase da guerra.

[ ![Map of the Allied Pacific Counteroffensive, 1942–1945](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/22056.png?v=1787811143-1787811250) Mapa da Contraofensiva Aliada no Pacífico, 1942–1945 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/22056/map-of-the-allied-pacific-counteroffensive-1942-19/ "Map of the Allied Pacific Counteroffensive, 1942–1945")### A Ilha Iwo Jima

Iwo Jima, uma ilha vulcânica ativa com a forma de uma pêra, mede apenas 8 km (5 milhas) de comprimento. Situa-se a 1 045 km (650 milhas) de Tóquio. Na altura, parte do anel interno de defesas do Japão, Iwo Jima possuía três pistas de aterragem (embora uma ainda estivesse em construção). A paisagem acidentada, composta por ravinas, cumes rochosos e sistemas de grutas, é dominada pelo Monte Suribachi, que se eleva a cerca de 168 m (550 pés) acima do nível do mar, na extremidade sul da ilha. A população civil já tinha sido evacuada quando a batalha começou.

A tarefa de conquistar Iwo Jima foi atribuída à 4.ª e à 5.ª Divisões de Fuzileiros Navais do 5.º Corpo Anfíbio (*Amphibious Corps*). A 3.ª Divisão de Fuzileiros Navais atuaria como reserva. O assalto anfíbio, com o nome de código «Operação Detachment», seria liderado pelo Major-General Harry Schmidt (1886-1968). 800 navios participaram na operação e um total de 110 000 homens seria destacado para a ilha. Os estrategas militares norte-americanos previram que seriam necessários apenas 14 dias para conquistar a ilha. Tal como tantas vezes aconteceu nesta guerra, a diferença entre olhar para um mapa e lutar efetivamente em terreno de selva contra um inimigo muitas vezes disposto a cometer atos suicidas era abismal. Na verdade, seriam necessários 36 dias para conquistar Iwo Jima.

### O Assalto Anfíbio

Antes do início da operação anfíbia, a 19 de fevereiro, a Força Aérea dos EUA bombardeou a ilha durante 72 dias. Nas últimas 72 horas do ataque, juntaram-se as armas pesadas de todos os tipos de navios da marinha, desde contratorpedeiros a navios de guerra, embora esta barragem adicional tenha sido dificultada pelas más condições meteorológicas. Infelizmente para a força anfíbia dos EUA, os projéteis e as bombas causaram poucos danos aos bunkers dos defensores, bem posicionados e muitas vezes totalmente submersos.

[ ![Amphibious Assault, Iwo Jima](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/22063.png?v=1787759222-1787759336) Assalto Anfíbio, Iwo Jima Imperial War Museums (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/22063/amphibious-assault-iwo-jima/ "Amphibious Assault, Iwo Jima")Curiosamente, os primeiros 20 minutos da invasão decorreram sem qualquer fogo por parte dos defensores. Os fuzileiros navais devem ter esperado que a campanha de bombardeamentos tivesse realmente cumprido o que os comandantes prometeram e destruído completamente as posições de artilharia japonesas. Depois, a realidade impôs-se quando se desatou o caos.

As duas praias de desembarque — localizadas no sudeste da ilha — foram alvejadas de forma implacável e precisa pela artilharia japonesa (que contava com a ajuda de observadores em terreno elevado), imobilizando os fuzileiros navais. O fogo defensivo causou estragos nos veículos anfíbios, o que provocou um engarrafamento e impediu a chegada de mais veículos com mais homens, para não falar dos veículos que transportavam os feridos na direção oposta e que também bloqueavam as vias marítimas. A natureza vulcânica das praias também não ajudou a acelerar o avanço; os fuzileiros navais afundavam-se frequentemente até aos joelhos na cinza fofa e, depois, tinham dificuldade em ultrapassar as cristas altas e inclinadas que impediam o acesso ao terreno do interior. Como recordou o médico da Marinha Herman Rabeck:

> Quando chegámos à ilha, era — se é que alguma vez existiu um inferno, era isto. Não se via nenhum ser vivo à vista. Diria que quarenta a cinquenta por cento dos homens de quem me aproximei estavam mortos… Havia uma ligeira inclinação e todos se agarravam a ela, porque o fogo era tão intenso que tudo o que atingia a praia era lançado para fora da água assim que a tocava.
> (Holmes, pág. 488)

As baixas foram extremamente elevadas entre as primeiras ondas de homens encarregados de abrir uma cabeça de praia. Isto apesar da utilização de inovadores LVT (*Landing Vehicles, Tracked* - veículos anfíbios de lagartas) armados com um obus de 75 mm (2,95 polegadas) ou dois canhões de 20 mm (0,8 polegadas). A Marinha dos EUA ajudou com uma barragem de fogo «progressiva» que avançava constantemente para o interior, reduzindo o fogo japonês sobre as praias, e as escavadoras abriram caminhos através das cristas da praia. Gradualmente, os fuzileiros navais, apoiados por tanques, conseguiram avançar a partir das cabeças de praia.

[ ![Marines on a Beach of Iwo Jima](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/22064.jpg?v=1787838779-1787838877) Fuzileiros Navais numa Praia de Iwo Jima US Signal Corps Archive (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/22064/marines-on-a-beach-of-iwo-jima/ "Marines on a Beach of Iwo Jima")### A Defesa de Kuribayashi

A defesa da ilha era da responsabilidade do Tenente-General Tadamichi Kuribayashi (1891-1945), que comandava uma guarnição de cerca de 21 000 homens. A ilha vinha sendo reforçada de forma constante desde março de 1944. Kuribayashi sabia da necessidade absoluta de defender Iwo Jima e tinha informado a sua esposa antes de ser enviado para lá: «Não faças planos para o meu regresso» (Wright, pág. 10).

O general ordenou que os seus homens estabelecessem fogo de flanco contra o inimigo que avançava pelas praias, o que se revelou muito eficaz e tirou pleno partido do congestionamento de tropas e veículos naquela zona. Kuribayashi, no entanto, manteve a maior parte das suas forças na reserva, sabendo que a verdadeira batalha de desgaste seria travada no interior da ilha. De qualquer forma, o simples peso dos números — um número impressionante de 30 000 homens tinha desembarcado no primeiro dia — e a coragem dos fuzileiros navais garantiram que as praias fossem tomadas e que a primeira pista de aterragem fosse capturada no segundo dia da operação.

No quinto dia, a segunda pista de aterragem foi capturada e o Monte Suribachi foi atacado. O hastear de uma grande bandeira dos EUA no Monte Suribachi por um grupo de fuzileiros navais (na verdade, uma segunda tentativa, depois de uma bandeira mais pequena ter sido hasteada algumas horas antes, mas não, como o mito sugere, encenada) foi fotografado por Joe Rosenthal. A fotografia tornou-se uma das imagens icónicas da Segunda Guerra Mundial e foi vista em todo o lado, desde cartazes a selos postais. Mas o verdadeiro trabalho ainda estava para vir.

[ ![US Marines and Wrecked Zero, Iwo Jima](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/22062.jpg?v=1787758426-1787758607) Fuzileiros Navais dos EUA e um Zero Destruído, Iwo Jima Ragus - US Signal Corps (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/22062/us-marines-and-wrecked-zero-iwo-jima/ "US Marines and Wrecked Zero, Iwo Jima")Kuribayashi tinha à sua disposição, para além da infantaria, vários batalhões de armas antiaéreas, morteiros, canhões e metralhadoras. Havia um regimento de tanques, uma brigada de artilharia e grupos de engenharia para projetar as defesas. A intensa e prolongada campanha de bombardeamentos apenas tinha levado os defensores a escavar bunkers e sistemas de túneis ainda mais profundos onde se pudessem esconder. Trabalhadores coreanos tinham sido trazidos meses antes para preparar essas defesas.

> A rocha vulcânica macia, semelhante à pedra-pomes, era facilmente cortada com ferramentas manuais e misturava-se bem com cimento, proporcionando um excelente reforço. Alguns túneis situavam-se a 23 m (75 pés) abaixo do solo, a maioria estava interligada e muitos dispunham de iluminação elétrica ou a óleo. O sistema incluía pontos de abastecimento, armazéns de munições e até salas de operações…
> (Wright, pág. 18)

Tal como noutras batalhas da campanha do Pacífico, os soldados japoneses acreditavam que a rendição era desonrosa e, por isso, lutaram até à morte. O sargento dos fuzileiros navais Wilson Cook descreve as dificuldades e os perigos de desmantelar as posições dos determinados defensores japoneses:

> Usámos tudo o que estava disponível — cargas de demolição, lança-chamas e tudo o mais —, mas os japoneses estavam tão bem entrincheirados e já lá estavam há tantos meses a preparar as ilhas para situações defensivas que, se explodíssemos uma entrada, outra abria-se, e eles tinham ferramentas no interior com as quais conseguiam voltar à superfície. Tinham portas deslizantes para fechar, de modo a que os lança-chamas não os atingissem nem esgotassem o oxigénio. Isso significava, simplesmente, que os homens entravam, homens em plena ação, e matávamos-os no subsolo. Era simplesmente duro.
> (Holmes, pág. 483)

O avanço era lento e mortal. Tanques, veículos blindados lança-chamas (conhecidos pelas tropas como «Zippos», em referência ao famoso fabricante de isqueiros) e bulldozers blindados revelaram-se muito mais eficazes contra as posições japonesas bem preparadas do que o fogo de artilharia, embora este continuasse a chover de qualquer forma, apoiado por bombardeamentos navais e aéreos dos EUA e por equipas de camiões lançadores de foguetes no terreno. A única forma eficaz de lidar com cada posição inimiga era atacá-la com napalm, lança-chamas e explosivos de TNT. O número de mortos resultante dos combates brutais e, muitas vezes, corpo a corpo, foi escandalosamente elevado. O sargento Cooke recorda: «…mantivemo-nos em combate durante vinte e seis dias… Tenho uma fotografia tirada em Iwo da minha companhia. De duzentos e setenta que entraram, restam-nos dezasseis» (*Idem*, pág. 487).

Tais baixas pesadas significavam que, muitas vezes, os oficiais eram mortos e, por isso, o comando de um grupo de homens passava de um capitão para um tenente, para um sargento e, por vezes, até para um soldado de primeira classe. Os reforços eram frequentemente mal treinados e incapazes de utilizar até mesmo o equipamento mais básico, como metralhadoras pesadas. Alguns batalhões foram totalmente aniquilados, incluindo os seus reforços. Entretanto, alguns aviões japoneses tentaram lançar munições, alimentos e material médico de pára-quedas, mas os EUA dominavam os céus e a maioria foi abatida antes de conseguir entregar a ajuda. Em contraste, uma padaria instalada atrás das linhas conseguiu servir café e donuts aos fuzileiros navais sitiados.

O fim desta terrível batalha estava próximo, mas mesmo quando aparentemente se rendiam, as tropas japonesas costumavam explodir-se a si próprias e aos seus captores com granadas. Um grupo específico de fortificações, oficialmente denominado Colina 382, foi rebatizado de «O Moedor de Carne» pelas tropas norte-americanas, devido ao grande número de homens que morreram ao tentar conquistá-lo. Mais uma vez, tal como se viu noutras batalhas, os soldados japoneses que restavam lançaram-se numa última, desesperada e suicida carga *banzai*, assim chamada devido ao grito de guerra *Tenno heika banzai* (Viva o Imperador). Esta ação final ocorreu num desfiladeiro que rapidamente ficou conhecido como «Bloody Gorge» (Desfiladeiro Sangrento). Incrivelmente, o desfiladeiro tinha apenas 650 m (700 jardas) de comprimento, mas foram necessários dez dias de combates acirrados até que os fuzileiros navais pudessem, a 26 de março, proclamar que tinham obtido uma vitória total.

[ ![Iwo Jima on a US Postage Stamp](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/22065.jpg?v=1787839335-1787839515) Iwo Jima num Selo Postal dos EUA Mark Cartwright (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/22065/iwo-jima-on-a-us-postage-stamp/ "Iwo Jima on a US Postage Stamp")As baixas norte-americanas na Batalha de Iwo Jima ascenderam a 8 700 homens mortos e 19 000 feridos. Com exceção de 216 homens que se renderam, os 21 000 membros da guarnição japonesa foram aniquilados (*Ibid.*, pág. 488). O Tenente-General dos Fuzileiros Navais Holland Smith descreveu a batalha como «a mais difícil com que nos deparámos em 168 anos» (Horner, pág. 64). O historiador da Guerra do Pacífico, D. Marston, concorda, salientando que Iwo Jima foi «a batalha mais sangrenta da história do Corpo de Fuzileiros Navais e o único desembarque em que os japoneses infligiram mais baixas ao inimigo do que as que eles próprios sofreram» (pág. 172). O almirante Nimitz observou que «entre os americanos que lutaram em Iwo Jima, a bravura extraordinária era uma virtude comum» (Wright, pág. 10). Foram atribuídas 27 Medalhas de Honra por bravura durante o decorrer da batalha.

### As Consequências

Na primeira semana de abril, as pistas de aterragem de Iwo Jima já estavam a ser utilizadas para lançar caças North American P-51 Mustang para escoltar os bombardeamentos dos B-29 contra o Japão. A ilha tornou-se também uma opção de segurança muito útil para aeronaves que voavam de locais mais a sul, como Guam, Tinian e Saipan. «No final da guerra, mais de 2 000 B-29 tinham efetuado aterragens de emergência bem-sucedidas em Iwo Jima \[caso contrário, teriam-se perdido no mar\], e os 24 000 tripulantes que transportavam escaparam assim à morte ou a ferimentos» (Smurthwaite, pág. 128).

A ilha seguinte a ser conquistada foi Okinawa, nas Ilhas Ryukyu, em abril de 1945. A Batalha de Okinawa, a última grande batalha da guerra, resultou na morte de até 100 000 soldados japoneses, com cerca de 38 000 soldados norte-americanos feridos e cerca de 12 000 mortos (*National Museum of the Pacific War* - Museu Nacional da Guerra do Pacífico). Mesmo na derrota, portanto, as forças armadas japonesas continuaram a infligir baixas inaceitavelmente elevadas às forças norte-americanas. Por fim, a terrível destruição de Hiroshima e Nagasaki, em agosto, através do uso de bombas nucleares, evitou a necessidade de novas operações anfíbias e, finalmente, levou à rendição do Japão.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Dear, I. C. B. et al. *The Oxford Companion to World War II.* Oxford University Press, 1995.](https://www.worldhistory.org/books/0198662254/)
- [Holmes, Richard. *The World at War.* Ebury Press, 2026.](https://www.worldhistory.org/books/0091917514/)
- [Horner, David . *Second World War The Pacific.* Osprey Publishing, 2002.](https://www.worldhistory.org/books/1841762296/)
- [Liddell Hart, B. H. *A History of the Second World War.* Pan, 2026.](https://www.worldhistory.org/books/1447266927/)
- [Marston, Daniel . *The Pacific War.* Osprey Publishing, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B01DPPTNAE/)
- [Okinawa | National Museum of the Pacific War](https://www.pacificwarmuseum.org/visit/exhibits/okinawa "Okinawa | National Museum of the Pacific War"), accessed 1 Sep 2026.
- [Smurthwaite, David. *The Pacific War Atlas 1941-1945.* Facts on File, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0816032858/)
- [Wright, Derrick . *Iwo Jima 1945.* Osprey Publishing, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/1841761788/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE e mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Pesquisador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Links Externos

- [Battle of Iwo Jima - National Museum of the Marine Corps](https://www.usmcmuseum.com/battle-of-iwo-jima.html)
- [Battle of Iwo Jima](https://www.nationalww2museum.org/war/topics/battle-iwo-jima)
- [Iwo Jima | National Museum of the Pacific War](https://www.pacificwarmuseum.org/visit/exhibits/iwo-jima-exhibit)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, September 03). Batalha de Iwo Jima: O Confronto mais Sangrento da Guerra do Pacífico. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2982/batalha-de-iwo-jima/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Batalha de Iwo Jima: O Confronto mais Sangrento da Guerra do Pacífico." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 03, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2982/batalha-de-iwo-jima/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Batalha de Iwo Jima: O Confronto mais Sangrento da Guerra do Pacífico." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 03 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2982/batalha-de-iwo-jima/>.

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