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title: Divisões Seccionais da Guerra Civil: A Correspondência de A. Nicholas e J.M. McCue
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2981/divisoes-seccionais-da-guerra-civil/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-04
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# Divisões Seccionais da Guerra Civil: A Correspondência de A. Nicholas e J.M. McCue

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

As divisões regionais entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos tiveram início muito antes da [Guerra Civil Americana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21889/guerra-civil-americana/) (1861 a 1865) e, na verdade, já tinham sido assinaladas na [Convenção Constitucional](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23467/convencao-constitucional/) de 1787. Foi durante esta convenção que o primeiro de uma série de compromissos entre o Norte e o Sul foi consagrado na lei através da Cláusula dos Três Quintos da Constituição dos EUA. O Compromisso dos Três Quintos foi uma concessão aos estados do Sul, que tinham menos habitantes do que o Norte, concordando-se em contar três em cada cinco africanos escravizados como parte da população de um estado, a fim de inflar os números e conferir aos estados do Sul um poder político mais equilibrado na Câmara dos Representantes.

[ ![Mapa dos Estados Unidos na Véspera da Guerra Civil, 1861](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/20390-pt.png?v=1788525372-1788525436) Mapa dos Estados Unidos na Véspera da Guerra Civil, 1861 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-20390/mapa-dos-estados-unidos-na-vespera-da-guerra-civil/ "Mapa dos Estados Unidos na Véspera da Guerra Civil, 1861")Seguiram-se outros compromissos, incluindo:

- **A Lei dos Escravos Fugitivos de 1793** – (*The Fugitive Slave Act of 1793*) que permitia aos proprietários de escravos do Sul reclamar escravos fugitivos dos estados do Norte.
- **O [Compromisso do Missouri](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24005/compromisso-do-missouri/) de 1820** – (*The Missouri Compromise of 1820*) que mantinha o equilíbrio de poder entre os estados livres e os estados escravistas. O Missouri foi admitido na União como estado escravista e o Maine como estado livre.
- **A [Lei dos Escravos Fugitivos de 1850](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24598/lei-dos-escravos-fugitivos-de-1850/)** – (*The Fugitive Slave Act of 1850*) que obrigava, por lei, as pessoas nos estados do Norte a ajudar os proprietários de escravos e os caçadores de escravos a recuperar escravos fugitivos.
- **A Lei do Kansas-Nebraska de 1854** – (*The Kansas-Nebraska Act of 1854*) revogou o Compromisso do Missouri e instituiu a soberania popular como o meio pelo qual um estado nos territórios ocidentais recém-abertos poderia decidir por si próprio se seria livre ou escravista.

As ameaças de secessão do Sul, motivadas por injustiças percebidas infligidas aos estados escravistas pelos estados livres do Norte, já tinham sido feitas no passado, mas na década de 1850 tornaram-se mais veementes e ousadas. O académico James McPherson destaca a resposta do Norte através do discurso de despedida do presidente James Buchanan em 1860 e como os seus sentimentos encontraram eco junto da população do Norte e exacerbaram as tensões no Sul:

> Na sua mensagem final ao Congresso, a 3 de dezembro de 1860, James Buchanan surpreendeu alguns dos seus aliados sulistas com uma firme negação do direito à secessão. A União não era «uma mera associação voluntária de Estados, passível de ser dissolvida à vontade por qualquer uma das partes contratantes», afirmou Buchanan. «Nós, o Povo», tínhamos adotado a Constituição para formar «uma União mais perfeita do que a que existia ao abrigo dos Artigos da Confederação», que estipulavam que «a União será perpétua».
> Os fundadores do governo nacional «nunca tiveram a intenção de implantar no seu seio as sementes da sua própria destruição, nem cometeram o absurdo de prever a sua dissolução». A soberania estadual não era superior à soberania nacional, insistiu Buchanan…
> Lincoln também considerava a secessão a «essência da anarquia». Rotulou a soberania estadual de «sofisma». «A União é mais antiga do que qualquer um dos Estados», afirmou Lincoln, «e, na verdade, foi ela que os criou como Estados». A [Declaração de Independência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2411/declaracao-de-independencia/) transformou as «Colónias Unidas» nos Estados Unidos; sem esta união, portanto, nunca teria havido quaisquer «Estados livres e independentes».
> (págs. 246-247)

Os sentimentos de Buchanan e Lincoln, amplamente ecoados nos jornais de todo o Norte, foram igualmente amplamente denunciados, ridicularizados e rejeitados pelos estados do Sul.

### As Tensões Crescentes

Entre 1850 e as eleições presidenciais dos EUA de 1860, as tensões intensificaram-se drasticamente, especialmente após o ataque de John Brown a Harpers Ferry, em 1859. Depois de Abraham Lincoln ter sido eleito em 1860, com um programa eleitoral que incluía restrições a qualquer expansão da escravatura para oeste, a Carolina do Sul separou-se, e outros estados do Sul seguiram-lhe o exemplo pouco tempo depois.

O Sul culpava o Norte pelo conflito – e o Norte culpava o Sul. No entanto, as divisões não eram apenas regionais, mas também pessoais. Família, amigos e vizinhos — quer em Nova Iorque, quer na Virgínia — entraram em conflito por causa da secessão, dos direitos dos estados, da escravatura e, por fim, da guerra. As discussões modernas sobre a Guerra Civil Americana incluem frequentemente a observação de que esta colocou irmão contra irmão e pai contra filho — o que de facto aconteceu —, mas também colocou irmão contra irmã, irmã contra irmão, amigo contra amigo e, muitas vezes, transformou o vizinho, que antes era um companheiro próximo, num inimigo.

No Texas, [Sam Houston](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25625/sam-houston/) — herói da Revolução do Texas e antigo presidente da República do Texas — tornou-se uma figura polarizadora e um pária social por se opor à secessão. Na Virgínia, a relação próxima que [Stonewall Jackson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24827/stonewall-jackson/) mantinha com a sua irmã, Laura, parece ter terminado quando Jackson se aliou à Confederação e Laura à União. Este mesmo padrão triste surge também na correspondência entre dois amigos, A. Nicholas, de Nova Iorque, e o Coronel J. M. McCue, de Mount Solon, na Virgínia, cuja relação também terminou com o início da Guerra Civil Americana.

### Nicholas e McCue

As cartas de Nicholas e McCue foram publicadas no jornal *Staunton Spectator*, a 30 de abril de 1861, pouco mais de duas semanas após a Batalha de Fort Sumter (12-13 de abril de 1861), o primeiro confronto da Guerra Civil. O general confederado P. G. T. Beauregard tinha ordenado às baterias de Charleston, na Carolina do Sul, que disparassem contra o forte no porto de Charleston, que estava guarnecido por tropas da União sob o comando do major Robert Anderson, que tinha sido o professor preferido de Beauregard na Academia Militar de West Point.

[ ![Bombardment of Fort Sumter by Currier & Ives](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21516.jpeg?v=1767820999-1767946408) Bombardeamento do Forte Sumter por Currier & Ives Currier & Ives (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21516/bombardment-of-fort-sumter-by-currier--ives/ "Bombardment of Fort Sumter by Currier & Ives")A notícia da queda do Forte Sumter mobilizou tanto o Norte como o Sul, numa altura em que Lincoln lançou um apelo à recrutamento de 75 000 voluntários para reprimir a rebelião e a mensagem do presidente confederado Jefferson Davis ao Congresso deixou claro ao seu público que o Norte tinha iniciado a guerra e que o Sul não tinha outra escolha senão defender-se.

Nicholas escreveu a McCue dois dias após Sumter ter sido tomado pela Confederação, a 15 de abril, perguntando se a Virgínia permaneceria na União e ajudaria a impedir que os estados fronteiriços se separassem. McCue respondeu com raiva a 21 de abril, salientando que a Virgínia já se tinha separado e, além disso, que todo o conflito era culpa dos estados do Norte, que se tinham deixado levar pelo feitiço dos abolicionistas.

### A Convenção de Hartford

Na sua resposta, McCue faz referência à Convenção de Hartford de 1814 e acusa os nortistas de covardia e hipocrisia, caracterizando-os nos mesmos termos que «os homens de Nova Iorque e da Nova Inglaterra que, na [guerra de 1812](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23125/guerra-de-1812/), ficaram de braços cruzados a ver a bandeira do seu país ser arrastada e pisada na poeira…»

A Convenção de Hartford foi uma série de reuniões que tiveram lugar em Hartford, Connecticut, convocadas pelo Partido Federalista da Nova Inglaterra entre 15 de dezembro de 1814 e 5 de janeiro de 1815, em protesto contra a Guerra de 1812. A guerra estava a afetar negativamente o comércio marítimo dos estados da Nova Inglaterra, ao mesmo tempo que parecia favorecer o do Sul. Os delegados redigiram sete emendas à Constituição que limitavam o poder político do Sul e aboliam o Compromisso dos Três Quintos, a fim de equilibrar as condições entre a Nova Inglaterra e os estados do Sul na elaboração de políticas e acordos comerciais.

Estas reuniões decorreram em segredo e terminaram quando chegaram notícias da assinatura do Tratado de Ghent, que pôs fim à guerra. As propostas da convenção, assim que se tornaram conhecidas, foram consideradas antipatrióticas, surgindo precisamente no momento errado, quando o sentimento pró-americano estava no auge, e a reação negativa levou à queda do Partido Federalista.

A Convenção de Hartford é outro exemplo do atrito de longa data entre o Norte e o Sul e é citada de forma reveladora por McCue para caracterizar os nortistas como covardes traidores e os sulistas como verdadeiros patriotas que lutaram contra os britânicos naquele mesmo porto de Charleston onde a Guerra Civil tinha acabado de começar.

### O Texto

A tradução infra é do texto extraído do sítio *Valley of the Shadow,* que reproduz as cartas do *Staunton Spectator*, um jornal semanal publicado em Staunton, Virgínia, a partir de 1861. Presumivelmente, foi McCue quem forneceu as cartas ao editor, o Sr. Richard Mauzy.

As cartas também estão incluídas em *The Civil War: The North* (*A Guerra Civil: O Norte*), editado por Thomas Streissguth, onde aparecem sob o título *On Opposite Sides* (*Lados Opostos*).

> **Agência Bancária de A. Nicholas & Co., 
> N.º 70 Wall Street, 
> Nova Iorque, 15 de abril de 1861.**
> Coronel J. M. McCue, - Mt. Solon, -
> Caro Senhor: -
> Já há muito tempo que não tive o prazer de lhe escrever a perguntar pela sua saúde. Tenho sido frequentemente informado pelo meu amigo Sibert, que tem tido a amabilidade de me dar notícias ocasionais sobre Mt. Solon e sobre si.
> Nesta cidade, ficámos profundamente agitados com a notícia de que o Forte Sumter foi alvo de disparos e tomado pelas tropas dos Estados Algodoeiros. A mensagem do Presidente, solicitando inicialmente 75 000 soldados e aumentando depois a exigência para 175 000, causou uma profunda impressão de que estamos prestes a entrar num cenário terrível, cujo desfecho ninguém pode prever.
> A única esperança agora é que a Virgínia se mantenha firme ao lado da União e mantenha todos os Estados fronteiriços na mesma linha política — se o fizer, os nossos amigos equivocados da Carolina do Sul poderão em breve ser trazidos à razão — se não o fizer, mas for engrossar a carruagem triunfal da secessão, só [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) sabe qual será o fim.
> O sentimento geral aqui é que, se os Estados de fronteira se separarem, então a guerra terá de exterminar a causa que criou esta contenda. Quando soube que a Carolina do Sul disparou friamente, deliberadamente e de forma arbitrária contra a nossa bandeira, chorei como uma criança, ao pensar que os nossos irmãos disparassem contra nós.
> Se os homens que cometeram esse ato pudessem ter visto os olhos que se encheram de lágrimas e os corpos robustos de homens fortes que tremeram quando a notícia chegou até aqui, teriam desejado que a terra os engolisse. Os jornais e os candidatos a cargos públicos fizeram o possível para colocar as regiões umas contra as outras.
> Que Deus os perdoe, eu não consigo! – Meu caro senhor, será que a Virgínia se vai separar? Qual é a sua opinião? Por favor, dê-me notícias em breve.
> Atenciosamente, A. Nicholas
> **Mt. Solon, 21 de abril de 1861.**
> Sr. A. Nicholas —
> Caro Senhor:
> A sua carta de 15 deste mês chegou-me há alguns dias. As circunstâncias que ocorreram desde então responderam com folga a uma das perguntas que me colocou com tanto sentimento aparente: «A Virgínia separou-se?»
> Não só se separou, como tem, nesta manhã, um exército em campo para defender os nossos direitos e instituições, que infundirá terror nos corações daqueles que se vangloriam de que irão «exterminar a causa» — como o senhor gosta de lhe chamar — de todas as dificuldades entre nós.
> Se o senhor e os lacaios da abolição, do agrarismo e de tudo o que há de abominável num governo livre pudessem ver, como eu tive oportunidade de ver nos últimos dias, o espírito do nosso povo, os vossos corações covardes desmoronariam dentro dos vossos corpos medrosos. O senhor, que possui meios para o justificar, enviará os seus mercenários contratados para nos dominar, talvez. Podem devastar o nosso país, incendiar as nossas cidades, insultar e maltratar as nossas mulheres, mas nunca nos conseguirão conquistar.
> Quando os nossos filhos corajosos e galantes forem exterminados — se é que tal fosse possível —, descobrirão que as nossas esposas e filhas são mais do que páreo para todos os Beechers, Cheevers e Stowes \[famosos abolicionistas\] e para aquele grupo detestável a quem há tanto tempo cortejam e encorajam, até terem trazido esta aflição sobre o país.
> Fala de que as nossas «instituições» são a causa desta guerra e que, de facto, as vai exterminar. Deixe-me dizer-lhe, senhor, que tem sido o frenesi equivocado, a loucura e a insensatez do seu povo que têm sido a causa; e que esse povo, que engordou e prosperou com o trabalho desta instituição, e na sua hipocrisia farisaica e puritana, depois de acumular essa riqueza, nos dizia: «Afastem-se, somos mais santos do que vocês», e não pode viver sob o mesmo governo que vocês.
> Deixe-me dizer-lhe, senhor, que os homens de Nova Iorque e da Nova Inglaterra que, na guerra de 1812, puderam ficar de braços cruzados a ver a bandeira do seu país arrastada e pisada na poeira, e se reuniram numa convenção em Hartford, recusando-se a fornecer homens e meios para defender o seu país e essa bandeira de um inimigo estrangeiro insolente, podem agora, com muito má vontade, derramar lágrimas — como o senhor diz ter feito — quando souberam que aquela bandeira foi alvo de disparos em Fort Sumter.
> A sua hipocrisia condenável faz-me ferver o sangue e, apesar de mim mesmo, leva-me a rezar para que tenhamos a oportunidade tão ardentemente esperada de o encontrar às margens do Potomac, juntamente com todos aqueles que, tal como o senhor, têm derramado essas lágrimas de crocodilo, e lá pôr à prova, perante as cinzas do Pai da Pátria, a sua sinceridade na defesa dessa bandeira.
> Mas permita-me dizer, senhor, que o senhor não estará lá. O senhor, e aqueles que pensam como o senhor, enviarão como vossos representantes pessoais os miseráveis mercenários estrangeiros que conseguem reunir nas vossas cidades por 10 dólares por mês para lutarem por vós.
> Quem dera que fosse de outra forma, e pudéssemos encontrar-nos com todos vós pessoalmente, bem como com o vosso tão gabado Sétimo Regimento, que se aqueceram junto às nossas lareiras, dormiram sob os nossos telhados, partilharam a nossa hospitalidade e, quando vos convinha fazê-lo, pregaram o vosso conservadorismo.
> Mas já basta, senhor, não tenho paciência para dizer mais. Na esperança de o poder encontrar em Washington (o que não espero), sou, senhor, seu.
> J. Marshall McCue

### Conclusão

Não é claro o que aconteceu a A. Nicholas após a sua carta de 1861, mas J. M. McCue consta como proprietário de imóveis em Staunton, Virgínia, na década de 1870. A carta de Nicholas sugere uma correspondência de longa data, mas não há informações sobre a amizade entre os dois homens antes da sua desavença pública em abril de 1861.

A carta de Nicholas sugere claramente que ele espera que McCue partilhe os seus sentimentos sobre a queda de Fort Sumter, a sua apreensão em relação à secessão da Virgínia e a guerra. A resposta desdenhosa de McCue ilustra o mal-estar e a tensão quotidiana do povo dos EUA antes, durante e mesmo após a Guerra Civil, uma vez que não era possível ter sequer confiança nas antigas expectativas sobre como um amigo se sentiria ou qual seria a sua resposta a uma carta.

[ ![Map of the American Civil War, 1861-1865](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21119.png?v=1783225337-1759291607) Mapa da Guerra Civil Americana, 1861-1865 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/21119/map-of-the-american-civil-war-1861-1865/ "Map of the American Civil War, 1861-1865")A sua troca de correspondência é frequentemente incluída em antologias sobre a Guerra Civil Americana, como o livro de Streissguth, para mostrar de forma dramática como a guerra — e a situação política e social que a antecedeu — dividiu o povo dos Estados Unidos, não apenas os partidos políticos do Norte e do Sul, nem apenas as várias facções dentro de cada um deles, mas também famílias, vizinhos e aqueles que outrora foram amigos.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Chadwick, B. *The Cannons Roar: Fort Sumter and the Start of the Civil War, An Oral History.* Pegasus Books, 2023.](https://www.worldhistory.org/books/1639363394/)
- [McPherson, J. M. *Battle Cry of Freedom.* Oxford University Press, 2003.](https://www.worldhistory.org/books/019516895X/)
- [Streissguth, T. *The Civil War: The North.* Greenhaven Press, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/0064405885/)
- [Taylor, A. *American Civil Wars: A Continental History, 1850-1873.* W. W. Norton & Company, 2025.](https://www.worldhistory.org/books/132411049X/)
- [Valley of the Shadow/Staunton Spectator: April 30, 1861 Newspapers](https://valley.newamericanhistory.org/newspapers/staunton-spectator/1861/04/30 "Valley of the Shadow/Staunton Spectator: April 30, 1861 Newspapers"), accessed 25 Aug 2026.
- [Wheeler, R. & Catton, B. *Voices of the Civil War.* Meridian Press, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/0064405885/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### O que causou as divisões regionais na Guerra Civil Americana?
As causas das divisões regionais na Guerra Civil Americana foram a escravatura, os direitos dos estados, a secessão e as políticas relativas à escravatura. Assim que a guerra começou, esta tornou-se a principal causa de divisão. 

### Quem eram A. Nicholas e J. M. McCue?
A. Nicholas e J. M. McCue eram antigos amigos cujas cartas foram publicadas no jornal «Staunton Spectator» em abril de 1861. Nicholas vivia em Nova Iorque e manifestava as simpatias típicas do Norte; McCue vivia na Virgínia e expressava a perspetiva do Sul sobre a queda do Forte Sumter e a Guerra Civil. A sua correspondência é frequentemente incluída em antologias para ilustrar o quão divisiva foi a guerra. 

### Quais são alguns exemplos de divisões regionais da Guerra Civil?
Alguns exemplos das divisões regionais decorrentes da Guerra Civil são: amigos que se tornaram inimigos, familiares que deixaram de se falar, membros de famílias que serviram em lados opostos na guerra, pessoas que atacaram ou incendiaram as casas e os celeiros de vizinhos que defendiam pontos de vista opostos sobre a escravatura, os direitos dos estados e a guerra. 

### O que resolveu as divisões regionais da Guerra Civil?
Nada. As divisões regionais resultantes da Guerra Civil perduraram para além do conflito. Os nortistas desconfiavam dos sulistas e não gostavam deles, e os sulistas sentiam o mesmo. Estas divisões nunca foram realmente resolvidas e continuam a surgir até hoje. 


## Links Externos

- [Kentucky Historical Society/Civil War Sniper Jack Hinson](https://history.ky.gov/markers/civil-war-sniper)
- [Project Muse/The Sectionalization of American Politics by Stephen E. Maizlish](https://muse.jhu.edu/article/28955/summary)
- [The West Virginia Encyclopedia Online/Laura Jackson Arnold, sister of Stonewall Jackson](https://www.wvencyclopedia.org/entries/2410)
- [The Valley of the Shadow/Staunton Spectator: April 30, 1861 Newspapers](https://valley.newamericanhistory.org/newspapers/staunton-spectator/1861/04/30)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, September 04). Divisões Seccionais da Guerra Civil: A Correspondência de A. Nicholas e J.M. McCue. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2981/divisoes-seccionais-da-guerra-civil/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Divisões Seccionais da Guerra Civil: A Correspondência de A. Nicholas e J.M. McCue." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 04, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2981/divisoes-seccionais-da-guerra-civil/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Divisões Seccionais da Guerra Civil: A Correspondência de A. Nicholas e J.M. McCue." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 04 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2981/divisoes-seccionais-da-guerra-civil/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 04 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

