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title: Relato de Doubleday sobre o Forte Sumter: Apontou, Mas Não Disparou, a Primeira Arma
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2951/relato-de-doubleday-sobre-o-forte-sumter/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-02
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# Relato de Doubleday sobre o Forte Sumter: Apontou, Mas Não Disparou, a Primeira Arma

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Abner Doubleday (1819-1893), um oficial do Exército dos EUA durante a [Guerra Civil Americana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21889/guerra-civil-americana/), é hoje famoso por dois acontecimentos — nenhum dos quais chegou realmente a ocorrer:

- Ter disparado o primeiro [tiro](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-503/tiro/) a partir do Forte Sumter, a 12 de abril de 1861
- Ter inventado o jogo de basebol em Cooperstown, Nova Iorque, em 1839

Doubleday nunca afirmou ter disparado o primeiro tiro na Batalha do Forte Sumter — afirmou apenas ter apontado a primeira arma. O soldado que disparou foi James Gibbons. De alguma forma, o facto de Doubleday ter apontado a primeira arma transformou-se em «disparou a primeira arma» — uma afirmação que ainda hoje é repetida na imprensa e na Internet.

[ ![General Abner Doubleday](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21950.jpeg?v=1785690318-1784705337) General Abner Doubleday Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21950/general-abner-doubleday/ "General Abner Doubleday")Doubleday também nunca afirmou ter inventado o basebol. Em 1839, ele nem sequer se encontrava perto de Cooperstown, Nova Iorque; entre 1838 e 1842, foi cadete na Academia Militar de West Point. Foi a Comissão Mills, em 1907 — o comité formado em 1905 para determinar a origem do basebol e provar que se tratava de uma invenção americana — que afirmou que ele tinha inventado o jogo.

Escolheram Doubleday como o «Pai do Basebol» com base numa carta de um tal Abner Graves, que afirmava ter jogado o jogo com Doubleday em Cooperstown quando era uma criança de cinco anos, em 1839 — e porque Doubleday, como herói da União na Guerra Civil, era «tipicamente americano». O basebol desenvolveu-se a partir de jogos anteriores, mas as «Regras Knickerbocker» — essencialmente aquilo a que hoje se chamaria «basebol» — foram codificadas por Alexander Cartwright em 1845.

Abner Doubleday é, com toda a razão, famoso por ter disparado o primeiro tiro no Forte Sumter, bem como pela sua conduta no primeiro dia da Batalha de Gettysburg, a 1 de julho de 1863. É também muito respeitado pelas suas memórias —*Reminiscences of Forts Sumter and Moultrie in 1860-`61* (*Reminiscências dos Fortes Sumter e Moultrie em 1860-1861)* —, parte das quais utilizou para escrever o artigo que mais tarde ficou conhecido como «Eu disparei o primeiro tiro».

No relato que se segue, Doubleday aborda a transferência do Forte Moultrie para o Forte Sumter, a 26 de dezembro de 1860, e a Batalha do Forte Sumter, de 12 a 13 de abril de 1861. A sua conduta durante a transferência, no período entre esta e a Batalha do Forte Sumter, e posteriormente, é mais do que suficiente para que o seu nome seja lembrado sem ornamentação adicional e fictícia.

[ ![Fort Moultrie, South Carolina, 1861](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21951.jpeg?v=1784226789-1784706660) Fort Moultrie, Carolina do Sul, 1861 Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21951/fort-moultrie-south-carolina-1861/ "Fort Moultrie, South Carolina, 1861")### Texto

Em 1876, Doubleday publicou o seu *livro Reminiscences of Forts Sumter and Moultrie in 1860-61* e, alguns anos mais tarde, foi convidado a contribuir com um ensaio para a revista *Century Magazine*. Reformulou partes do livro anterior para compor o artigo *From Moultrie to Sumter*, que foi publicado por volta de 1885 na *Century Magazine*. O artigo foi incluído numa antologia de relatos sobre a Guerra Civil Americana, a obra em quatro volumes *Battles and Leaders of the Civil War* (*Batalhas e Líderes da Guerra Civil*), editada por Ned Bradford e publicada por R. U. Johnson e C. C. Buel em 1887-1888. Nessa altura, o título do texto de Doubleday foi alterado para *I aimed the first gun*. A coleção de quatro volumes foi posteriormente publicada por E. P. Dutton num único volume.

O texto que se segue foi retirado desse volume, páginas 3-9. As elipses indicam texto que foi omitido por razões de espaço. O relato de Doubleday oferece uma perspetiva interessante sobre como era ser um soldado da União no porto de Charleston, na Carolina do Sul, território confederado, entre dezembro de 1860 e abril de 1861.

> Na qualidade de capitão sénior do 1.º Regimento de Artilharia dos Estados Unidos, eu estava destacado no Forte Moultrie, no porto de Charleston, dois ou três anos antes do início do conflito em 1861. Havia outros dois fortes no porto. Destes, o Forte Sumter estava desocupado, encontrando-se num estado inacabado, enquanto o Castelo Pinckney estava a cargo de um único sargento de artilharia.
> A guarnição do Forte Moultrie consistia em duas companhias que tinham sido reduzidas a 65 homens, os quais, juntamente com a banda, elevavam o número no posto para 73. O Forte Moultrie não tinha força militar; era meramente uma bateria marítima. Ninguém jamais imaginou que seria atacado pelo nosso próprio povo; e, caso fosse assaltado por estrangeiros, supunha-se que um exército de cidadãos-soldados estaria lá para o defender.
> Era muito baixo, com as muralhas a atingirem aproximadamente a altura de uma divisão normal. Na verdade, era pouco mais do que o antigo forte da época da Revolução, do qual o pai do Major Robert Anderson tinha sido um defensor. A areia do mar tinha-se acumulado contra a muralha, de tal forma que as vacas chegavam mesmo a escalar as muralhas.
> Em 1860, solicitámos que o forte fosse posto em ordem, mas o intendente-geral, mais tarde o famoso Joseph E. Johnston, afirmou que o assunto não era da competência do seu departamento. Na altura, já temíamos problemas, pois os sinais dos tempos indicavam que o Sul se encaminhava para a secessão, embora não fosse possível convencer o povo do Norte a acreditar nisso, e este considerasse a nossa alegação nesse sentido como um disparate…
> A 15 de novembro de 1860, \[o nosso antigo comandante foi destituído e substituído pelo\] Major Robert Anderson, do Kentucky, que era um oficial da Força Regular… Anderson era um partidário da União e, no início, estava perfeitamente disposto a castigar a Carolina do Sul caso esta tentasse quaisquer medidas revolucionárias. A sua opinião quanto à coação mudou quando descobriu que todos os Estados do Sul se tinham juntado à Carolina do Sul, pois considerava a conquista do Sul uma causa perdida.
> Pouco depois da sua chegada, Anderson quis que a areia fosse removida das muralhas de Moultrie e insistiu para que isso fosse feito. De repente, o Secretário da Guerra pareceu adotar esta opinião. Fingiu que havia perigo de guerra com a Inglaterra, em relação ao México, o que era absurdo; e, sob este pretexto, foi tomado por um zelo repentino para colocar o porto de Charleston em condições de ser entregue às forças confederadas.
> Não havia muito a fazer com o Forte Moultrie, apesar de todos os nossos esforços, porque era praticamente indefensável; mas o Major Anderson esforçou-se por reforçá-lo. Instalou portões pesados para impedir a entrada dos separatistas de Charleston e fez uma pequena passagem pela qual os visitantes tinham de rastejar para entrar ou sair.
> Não conseguíamos obter munições adicionais, mas o coronel Gardner tinha conseguido obter um abastecimento de alimentos para seis meses proveniente do Norte antes do início dos conflitos. O Secretário da Guerra não nos deixava receber um único homem a título de reforço, alegando que os reforços iriam irritar a população.
> Era quase impossível impedir os separatistas de nos atacarem, mas os líderes mantiveram-nos afastados, sabendo que os nossos trabalhadores estavam a trabalhar no interesse deles, às custas dos Estados Unidos. Quando o capitão Truman Seymour foi enviado com um grupo ao arsenal dos Estados Unidos em Charleston para ir buscar alguns detonadores de fricção e um pouco de munições, uma multidão interferiu e fez os seus homens recuar.
> Tornou-se evidente, como disse a Anderson, que não poderíamos defender o forte, porque as casas à nossa volta, na Ilha de Sullivan, dominavam Moultrie e podiam ser ocupadas pelos nossos inimigos.
> Por fim, correram rumores de que dois mil atiradores tinham sido destacados para nos abater do alto dessas casas. Propus antecipar-me ao inimigo e incendiar as habitações, mas Anderson não quis dar um passo tão decisivo numa altura em que o Norte não acreditava que fosse haver guerra.
> Era evidente que a única coisa a fazer era atravessar a água até ao Forte Sumter, mas Anderson disse que tinha sido destacado para o Forte Moultrie e que tinha de ficar lá. Encontrávamo-nos então numa situação muito peculiar.
> Era de conhecimento geral que não seríamos apoiados nem mesmo pelo Norte, uma vez que os democratas se tinham oposto veementemente à eleição de Lincoln; que, ao primeiro sinal de guerra, vinte mil homens solidários com o Sul se levantariam em Nova Iorque. Além disso, aquele a quem nós, soldados, sempre olhávamos como a um pai — o Secretário da Guerra — parecia estar a traçar planos para nos eliminar.
> Acreditávamos que, caso ocorresse uma revolta em Charleston, poucos de nós sobreviveriam; mas isso não nos preocupava muito, uma vez que esse risco fazia simplesmente parte do nosso trabalho, e pretendíamos lutar da melhor forma possível. Os oficiais, após discutirem o assunto, pensaram que poderiam controlar qualquer manifestação em Charleston lançando granadas para a cidade a partir do Castelo de Pinckney. Mas, com apenas sessenta e quatro soldados e uma banda de metais, não podíamos destacar qualquer força nessa direção.
> Por fim, o Capitão Foster, que tinha interpretado mal toda a situação e que tinha ordens para colocar tanto Moultrie como Sumter em perfeita ordem, trouxe várias centenas de trabalhadores de Baltimore. Infelizmente, estes eram quase todos simpatizantes dos habitantes de Charleston, muitos deles até a usar emblemas separatistas.
> Grupos de separatistas patrulhavam agora perto de nós, dia e noite. Estávamos tão exaustos com o serviço de guarda — vigiando-os — que, numa ocasião, a minha esposa e a do Capitão Seymour nos substituíram na guarda, sendo que tudo o que era necessário era alguém para dar o alarme caso houvesse uma tentativa de invasão.
> Foster pensou que, entre as suas várias centenas de trabalhadores, poderia conseguir alguns homens da União para treinar no manuseamento das armas como guarnição no Castelo de Pinckney, mas estes rebelaram-se assim que perceberam que se esperava que atuassem como artilheiros e afirmaram que não estavam ali como guerreiros. Diz-se que, quando o inimigo tomou posse do castelo, alguns desses trabalhadores foram arrastados de debaixo das camas e de outros esconderijos.
> Na véspera de Natal, pedi ao Major Anderson arame para fazer uma barreira de arame farpado em frente à minha parte do forte, de modo a que qualquer pessoa que atacasse tropeçasse nos arames e pudesse ser alvejada à nossa vontade… Quando pedi o arame a Anderson, ele disse que eu teria uma milha dele, com um sorriso peculiar que me deixou perplexo por um momento.
> Em seguida, mandou chamar Hall, o intendente do posto, obrigou-o a manter segredo e disse-lhe para levar três escunas e algumas barcaças que tinham sido fretadas com o objetivo de transportar as mulheres e as crianças, bem como um abastecimento de provisões para seis meses, para o Forte Johnson, em frente a Charleston. Recebeu instruções para que, quando as patrulhas separatistas perguntassem o que isto significava, lhes dissesse que estávamos a enviar as famílias dos oficiais e dos soldados para o Norte porque estavam a atrapalhar.
> A desculpa era plausível e ninguém interferiu. Éramos vigiados de tão perto que não podíamos fazer nenhum movimento sem que nos perguntassem o motivo.
> No dia em que partimos – o dia a seguir ao Natal –, Anderson desistiu da sua própria messe e veio viver comigo como meu hóspede. À noite desse dia, fui avisar o major de que o chá estava pronto. Ao dirigir-me ao parapeito para esse efeito, encontrei lá todos os oficiais e reparei em algo de estranho no seu comportamento.
> O problema ficou esclarecido quando Anderson se aproximou de mim e disse: «Capitão, dentro de vinte minutos partirá deste forte com a sua companhia para o Forte Sumter.» A ordem foi surpreendente e inesperada, e pensei nas hostilidades imediatas que essa movimentação viria a provocar.
> Corri para os quartéis da minha companhia e informei os meus homens para que pudessem colocar as mochilas às costas e ter tudo pronto. Isso demorou-me cerca de dez minutos. Depois, fui a minha casa, disse à minha mulher que poderia haver combates e que ela devia sair do forte assim que pudesse e refugiar-se atrás das dunas. Coloquei as malas dela fora do portão de saída, e ela seguiu-as.
> Depois, parti com a minha companhia para me juntar ao Capitão Seymour e aos seus homens. Tivemos de percorrer um quarto de milha pela pequena cidade de Moultrieville para chegar ao ponto de embarque. Era por volta do pôr-do-sol, a hora da sesta, e, felizmente, a milícia de Charleston estava a fazer a sua sesta da tarde.
> Não vimos ninguém e logo chegámos a um dique baixo, sob o qual estavam escondidos os barcos a cargo dos três engenheiros… Os barcos tinham sido utilizados para idas e vindas durante as obras de construção, tripulados por operários comuns, que agora os deixaram livres para o nosso uso…
> Quando os meus trinta homens estavam embarcados, dirigi-me diretamente para o Forte Sumter. Estava a anoitecer. A travessia foi lenta, pois os meus homens não eram remadores experientes. Em breve avistei as luzes do barco de guarda da secessão a aproximar-se de nós. Disse aos homens para tirarem os casacos e cobrirem os mosquetes, e abri o meu próprio casaco para esconder os botões. Queria dar a impressão de que se tratava de um oficial responsável por um grupo de trabalhadores. O navio de guarda parou as pás e inspecionou-nos na escuridão crescente, mas concluiu que estávamos em ordem e seguiu em frente. O meu grupo foi o primeiro a chegar ao Forte Sumter.
> Subimos os degraus do cais perante um grupo agitado de trabalhadores separatistas, alguns dos quais armados com pistolas. Um ou dois homens da União entre eles aplaudiram, mas alguns dos outros disseram, com raiva: «O que vêm estes soldados fazer aqui? O que significa isto?»
> Ordenando aos meus homens que engatassem as baionetas, empurrámos os operários para o centro do forte. Tomei posse da sala de guarda, que dominava a entrada principal, e coloquei sentinelas. Vinte minutos depois, Seymour chegou com o resto dos homens. Entretanto, Anderson tinha atravessado num dos barcos de engenharia.
> Assim que todas as tropas estiveram dentro, disparámos um canhão, para dar a conhecer a nossa chegada ao intendente, que tinha ancorado em Fort Johnson com as escunas que transportavam as mulheres e as crianças. Ele navegou imediatamente até ao cais e desembarcou os seus passageiros e provisões. Em seguida, os trabalhadores simpatizantes da secessão foram enviados para bordo das escunas para serem levados para terra…
> Na manhã seguinte, Charleston estava furiosa. Foram enviados mensageiros para tocar todas as campainhas e transmitir a notícia a todas as famílias. O governador enviou dois ou três dos seus assessores para exigir que regressássemos a Moultrie. Anderson respondeu, na minha presença, que era um homem do Sul, mas que lhe tinha sido atribuída a defesa do porto de Charleston e que tencionava defendê-lo…
> De 26 de dezembro a 12 de abril, ocupámo-nos a preparar-nos para o ataque esperado, e os nossos inimigos fizeram o mesmo em todos os lados à nossa volta. Anderson, aparentemente, não queria reforços e recuava perante a guerra civil. Ele suportou todo o tipo de atos hostis por parte dos separatistas, na esperança de que o Congresso chegasse a algum compromisso que salvasse tanto a escravatura como a União…
> {O ataque ao Forte Sumter começou a 12 de abril de 1861, às 4h30 da manhã\]
> Fui eu quem disparou o primeiro tiro do nosso lado em resposta ao ataque ao Forte Sumter… Quando amanheceu completamente, tomámos o pequeno-almoço sem pressa antes de nos dirigirmos para as armas; a nossa refeição consistia em carne de porco e água.
> Na primeira noite após o bombardeamento, esperávamos que os navios da marinha que se encontravam lá fora aproveitassem a escuridão para enviar uma frota de embarcações com reforços de homens e provisões; e, como era bastante provável que o inimigo também improvisasse uma frota de pequenas embarcações para enfrentar as da \[nossa\] marinha, tornou-se uma questão interessante, caso grupos se dirigissem até nós desta forma, decidir se estávamos a receber amigos ou inimigos. No entanto, a noite passou tranquilamente, sem qualquer manifestação.
> Como o fogo contra nós vinha de todas as direções, um tiro proveniente da Ilha de Sullivan atingiu perto da fechadura do paiol e deformou a porta de cobre, de modo que todo o acesso aos poucos cartuchos que lá tínhamos ficou bloqueado. Pouco antes disso, os oficiais tinham-se empenhado, no meio de uma chuva de granadas, em esforços vigorosos para cortar a estrutura de madeira que se encontrava perigosamente próxima do paiol.
> Após a rendição, foi-nos permitido saudar a nossa bandeira com cem tiros de canhão antes de marcharmos para fora, mas era muito perigoso e difícil fazê-lo; pois, devido à recente incêndio, havia fogo e faíscas por todo o lado à volta dos canhões, e não era fácil encontrar um local seguro para depositar os cartuchos.
> Aconteceu que algumas faíscas de fogo tinham entrado no cano de um dos canhões depois de este ter sido limpo com uma esponja. Naturalmente, quando o artilheiro tentou enfiar o cartucho, este explodiu prematuramente, matando instantaneamente o soldado Daniel Hough e incendiando uma pilha de cartuchos que se encontrava por baixo, que também explodiu, ferindo gravemente cinco homens. Foram disparados cinquenta tiros na salva de honra.
> Com as bandeiras hasteadas e os tambores a tocar «Yankee Doodle», marchámos para bordo do navio de transporte que nos levaria até ao navio a vapor Baltic, que tinha calado demasiado para passar a barra e estava ancorado no exterior. Em breve estávamos a caminho de Nova Iorque.
> Com o primeiro tiro contra Sumter, todo o Norte uniu-se. Multidões percorreram Nova Iorque e obrigaram todos os jornais duvidosos e casas particulares a exibir a bandeira dos Estados Unidos. Quando chegámos àquela cidade, tivemos uma recepção majestosa. As ruas estavam repletas de bandeiras. Os nossos homens e oficiais foram agarrados e forçados a ser carregados nos ombros de multidões enlouquecidas de entusiasmo. Quando comprávamos alguma coisa, os comerciantes recusavam geralmente qualquer pagamento.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bradford, N. *Battles and Leaders of the Civil War.* E. P. Dutton, 1989.](https://www.worldhistory.org/books/B08Y73RDC2/)
- [Chadwick, B. *The Cannons Roar: Fort Sumter and the Start of the Civil War, an Oral History.* Pegasus Books, 2023.](https://www.worldhistory.org/books/1639363394/)
- [Doubleday, A. *Reminiscences of Forts Sumter and Moultrie.* Diversion Books, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/B00S5OVQN8/)
- [Streissguth, T. *The Civil War: The North.* Greenhaven Press, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/0064405885/)
- [Taylor, A. *American Civil Wars: A Continental History, 1850-1873.* W. W. Norton & Company, 2024.](https://www.worldhistory.org/books/B084162828/)
- [Thorn, J. *Baseball in the Garden of Eden: The Secret History of the Game.* Simon & Schuster, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0743294041/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### Quem foi Abner Doubleday?
Abner Doubleday foi um oficial do Exército da União durante a Guerra Civil Americana, tendo ficado conhecido como o soldado que disparou o primeiro tiro contra o Forte Sumter, a 12 de abril de 1861, e que se destacou no primeiro dia da Batalha de Gettysburg, a 1 de julho de 1863. 

### Quem disparou o primeiro tiro do Forte Sumter, a 12 de abril de 1861?
James Gibbons, um recruta irlandês do Exército da União, disparou o primeiro tiro a partir do Forte Sumter, a 12 de abril de 1861. Abner Doubleday apontou a arma, mas não a disparou. 

### Será que Abner Doubleday inventou mesmo o basebol?
Não. Abner Doubleday não teve nada a ver com a invenção do basebol. Foi a Comissão Mills, em 1907 — um comité formado para determinar a origem do basebol e provar que se tratava de uma invenção americana —, que afirmou que ele o tinha inventado, tendo escolhido Doubleday com base numa carta e pelo facto de ele ser um herói da Guerra Civil.

### Como é que morreu Abner Doubleday?
Abner Doubleday faleceu devido a uma doença cardíaca a 26 de janeiro de 1893. 


## Links Externos

- [American Battlefield Trust/Abner Doubleday: The Man, The Baseball Myth, The Legend by Colleen Cheslak-Poulton](https://www.battlefields.org/learn/articles/abner-doubleday?ms=googlegrant{{amp}}gad_source=1{{amp}}gad_campaignid=1400697512{{amp}}gbraid=0AAAAAD6pCMhydmImmeWTgJAccx4yjIaVm{{amp}}gclid=Cj0KCQjwguLSBhDLARIsAH-yPrGwOtYFYiW9k7EhV9agrND0WoSdNw7U6OQBATnBXGeNv8NdeEoXNgQaAizKEALw_wcB)
- [US National Park Service/Abner Doubleday](https://www.nps.gov/people/abner-doubleday.htm)
- [US National Park Service/Official Report of Major General Abner Doubleday on Gettsyburg](https://www.nps.gov/gett/learn/historyculture/official-report-of-major-general-abner-doubleday.htm)
- [Division of Military and Naval Affairs, NY/ Ballston Spa Native Abner Doubleday Fired First U.S. Army Shot in the Civil War: April 12 1861](https://dmna.ny.gov/civilwar/civilwardetails.php?art=1301697959)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, August 02). Relato de Doubleday sobre o Forte Sumter: Apontou, Mas Não Disparou, a Primeira Arma. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2951/relato-de-doubleday-sobre-o-forte-sumter/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Relato de Doubleday sobre o Forte Sumter: Apontou, Mas Não Disparou, a Primeira Arma." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 02, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2951/relato-de-doubleday-sobre-o-forte-sumter/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Relato de Doubleday sobre o Forte Sumter: Apontou, Mas Não Disparou, a Primeira Arma." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 02 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2951/relato-de-doubleday-sobre-o-forte-sumter/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 02 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

