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title: Baile de Sabres e Rosas de J. E. B. Stuart de 1862: Uma Pausa na Guerra Durante uma Noite — Quase
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2950/baile-de-sabres-e-rosas-de-j-e-b-stuart-de-1862/
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license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-15
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# Baile de Sabres e Rosas de J. E. B. Stuart de 1862: Uma Pausa na Guerra Durante uma Noite — Quase

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Em setembro de 1862, enquanto se encontrava em Urbana, Maryland, no âmbito da Campanha de Maryland, o general da cavalaria confederada J. E. B. Stuart (1833-1864), decidiu fazer uma pausa na [Guerra Civil Americana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21889/guerra-civil-americana/) e organizar uma grande festa na Landon House (também conhecida, desde a década de 1940, como Stancioff House), uma antiga fábrica de seda, escola e local onde funcionou a Academia Militar de Landon.

[ ![Stancioff House or Landon House, Maryland](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21927.jpeg?v=1784390049-1784139977) Casa Stancioff ou Casa Landon, Maryland Acroterion (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21927/stancioff-house-or-landon-house-maryland/ "Stancioff House or Landon House, Maryland")Quando Stuart e o grupo da sua companhia se depararam com a Landon House, esta estava deserta, e ele teve a ideia de organizar um baile ali na noite seguinte — a 8 de setembro. O relato principal deste evento — conhecido como o Baile de Sabres e Rosas (*Sabers and Roses Ball*) de 1862 — provém do amigo e companheiro de armas de Stuart, Johann Heinrich August Heros von Borcke (1835-1895), um oficial de cavalaria prussiano que se alistou para servir no exército dos Estados Confederados da América sob o comando de J. E. B. Stuart.

Stuart foi morto em combate na Batalha de Yellow Tavern, a 11 de maio de 1864 — um confronto em que Borcke participou —, mas Borcke sobreviveria à Guerra Civil Americana, regressaria à Prússia e continuaria a sua carreira militar na Guerra Austro-Prussiana de 1866. Aposentou-se do serviço militar em 1867 e escreveu as *Memoirs of the Confederate War for Independence* (*Memórias da Guerra Confederada pela Independência*)*,* nas quais relata os acontecimentos de 8 de setembro de 1862 e o grande baile na «Academia» (a Landon House).

Borcke faleceu em Berlim, na Alemanha, em 1895, devido a uma septicemia provocada por um ferimento que tinha sofrido em 1863 enquanto lutava pela Confederação. É hoje lembrado principalmente pelas suas *Memoirs of the Confederate War for Independence* e pelos relatos em primeira mão sobre a vida quotidiana, as grandes batalhas e as amizades descritas ao longo da obra, que proporcionam uma visão aprofundada da vida dos soldados da Guerra Civil.

### O Texto

A tradução infra é do excerto extraído das *Memoirs of the Confederate War for Independence*, de Heros Von Borcke, J. B. Lippincott & Co., 1867, págs. 132-135. A narração começa após o término de um jantar na casa da família Cockys, quando os convidados e o anfitrião decidem dar um passeio.

> … Na agradável conversa destas senhoras, entre alegria e canções, a tarde do nosso jantar passou de forma leve e rápida; e então chegou a noite, majestosa e bela, com uma lua cheia, cujos raios, penetrando pelas janelas, sugeriram ao nosso afável comandante \[Stuart\] um passeio, que ele imediatamente propôs e que foi aprovado.
> Deixando às nossas belas amigas a escolha dos seus parceiros, fomos guiados por elas até um grande edifício, que coroava o cume de uma colina suave nos limites da aldeia, de onde uma ampla avenida arborizada descia em declive até à rua principal.
> Este edifício tinha sido ocupado, antes do início da guerra, como academia, mas agora estava totalmente abandonado e em ruínas, e os nossos passos ecoavam alto enquanto caminhávamos pelos seus amplos e vazios salões, outrora tão animados com vozes humanas.
> Cada piso da casa tinha uma ampla varanda que a circundava e, da mais alta delas, tínhamos uma vista magnífica da aldeia e da paisagem circundante. A noite estava calma, o firmamento azul-escuro estava salpicado de miríades de estrelas e a lua derramava sobre a paisagem uma luz enevoada e azulada que fazia com que tudo parecesse irreal.
> Poder-se-ia pensar que se tratava de um efeito cénico mágico do teatro ou que tínhamos sido transportados, na imaginação, para as Mil e Uma Noites da fábula oriental, se não fossem as fogueiras das nossas tropas e o relinchar constante dos cavalos a lembrar-nos das realidades que nos rodeavam.
> Estávamos a entregar-nos ao sentimento sonhador, natural daquela hora, quando a voz alegre de Stuart interrompeu: «Major, que local magnífico para darmos um baile em honra da nossa chegada a Maryland! Não acha que conseguiríamos organizá-lo?»
> A isto seguiu-se uma resposta unânime e afirmativa, que foi especialmente entusiástica por parte das senhoras. Ficou imediatamente acordado que o baile se realizaria. Assumi a responsabilidade de tratar de todos os preparativos necessários para a iluminação e decoração do salão, o envio dos cartões de convite, etc., deixando a cargo de Stuart a questão da música, que ele aceitou de bom grado providenciar.
> A vida de um soldado é tão incerta, e o tempo de que dispõe é tão escasso, que, em assuntos deste tipo, os atrasos devem ser sempre evitados; e assim decidimos, a caminho de casa, para grande alegria das nossas belas companheiras, que o baile se realizasse na noite seguinte.
> Na manhã do dia 8, reinava grande agitação nos preparativos no quartel-general. Foram enviados convites para o baile a todas as famílias de Urbana e arredores, bem como aos oficiais da brigada de Hampton. Os amplos salões da Academia foram arejados, varridos, enfeitados com rosas e decorados com bandeiras de batalha emprestadas pelos diferentes regimentos.
> Às sete da noite, estava tudo pronto e a ampla avenida já se encontrava repleta das nossas belas convidadas, que se dirigiam ao local da festa de acordo com a sua posição social e fortuna — algumas a pé, outras em simples e leves «rockaways», outras ainda em imponentes carruagens familiares, conduzidas por cocheiros negros corpulentos que se sentavam no banco do cocheiro com grande dignidade.
> Muito em breve, o som de cornetas distantes anunciou a chegada da banda do 18.º Regimento de Infantaria do Mississippi, com o coronel e o estado-maior do regimento — que tinham sido convidados por cortesia — a abrir caminho, e a banda a tocar com excelente estilo a conhecida melodia de *«Dixie*».
> No meio dos aplausos estrondosos dos numerosos convidados e não convidados, fizemos então a nossa grande entrada no [grande salão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17052/grande-salao/), que estava brilhantemente iluminado por velas de sebo. Na qualidade de mestre de cerimónias, cabia-me organizar a ordem das diferentes danças, e tinha decidido que uma polca seria a melhor escolha para um início animado.
> Tinha escolhido \[uma senhora de Nova Iorque\] como rainha do festival e esperava abrir o baile com ela como minha parceira; foi, de facto, grande a minha surpresa quando a minha bela amiga se esquivou graciosamente dos meus braços estendidos e, com alguma confusão, explicou que não participava em danças em círculo, fazendo-me assim tomar conhecimento, pela primeira vez e de forma desconfortável, do facto de que, na América, e especialmente no Sul, as jovens raramente dançam a valsa, a não ser com irmãos ou primos em primeiro grau, e limitam-se a dançar reels e contre-dances com estranhos.
> Para não ficar desanimado, contudo, mandei imediatamente mudar o ritmo da música e logo esqueci a minha desilusão com a polca numa quadrilha muito animada. Cada vez mais alto soavam os instrumentos, cada vez mais rápido se moviam os dançarinos, e toda a sala lotada, com as suas muitas mulheres extremamente bonitas e as suas figuras marciais de oficiais nos seus melhores uniformes, apresentava um espetáculo impressionante de alegria e diversão.
> De repente, entra um ordenança, coberto de pó, e comunica em voz alta ao General Stuart que o inimigo surpreendeu e repeliu as nossas patrulhas e está a atacar o nosso acampamento com força total, enquanto, no mesmo instante, o som de tiros em rápida sucessão nos chega distintamente pelo ar da meia-noite.
> Não me atrevo a descrever a agitação que se seguiu a este anúncio. \[A música parou\] e os oficiais correram para as suas armas e chamaram pelos seus cavalos; pais e mães, tomados pelo pânico, esforçavam-se freneticamente por reunir à sua volta os seus filhos desorientados, enquanto as jovens senhoras corriam de um lado para o outro num desespero que suscitava grande admiração.
> O general Stuart manteve a sua habitual serenidade e compostura. Os nossos cavalos foram imediatamente selados e, em menos de cinco minutos, estávamos a galopar a toda a velocidade em direção à linha da frente.
> Ao chegarmos lá, descobrimos, como costuma acontecer em alertas tão repentinos, que a situação não era, de forma alguma, tão desesperada como tinha sido apresentada.
> O coronel Baker, com o esplêndido 1.º Regimento da Carolina do Norte, tinha travado o ousado avanço dos ianques. Pelham, com as suas armas em posição favorável, não tardou a lançar um fogo rápido sobre as [colunas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10260/colunas/) inimigas. Os outros regimentos do comando montaram rapidamente a cavalo.
> Formada a linha de batalha, Stuart deu a ordem para um ataque geral e, com grande raiva e fúria, lançámo-nos sobre o inimigo, que pagou, com a perda de muitos mortos e feridos e um número considerável de prisioneiros, pela sua interrupção indelicada da nossa diversão social.
> Foram perseguidos na sua fuga precipitada por várias milhas pelo 1.º Regimento da Carolina do Norte até que, pouco depois da meia-noite, ficaram completamente fora de alcance e tudo voltou a ficar calmo.
> Era cerca da uma da manhã quando regressámos à Academia, onde encontrámos um grande número das nossas belas convidadas ainda reunidas, aguardando com ansiedade de cortar a respiração o resultado do conflito.
> Como os músicos nunca se tinham dispersado, o General Stuart ordenou-lhes que voltassem a tocar; muitas das nossas belas fugitivas foram trazidas de volta por jovens oficiais que se ofereceram ansiosamente para essa missão louvável; e, como todos estavam determinados a não deixar que os ianques se gabassem de ter desmantelado completamente a nossa festa, a dança foi retomada em menos de meia hora e prolongou-se até ao primeiro clarão do amanhecer.
> Nessa altura, as ambulâncias carregadas com os feridos do confronto da noite anterior aproximavam-se lentamente da Academia, o único edifício em Urbana que se adequava minimamente às funções de um hospital. Naturalmente, a música foi imediatamente interrompida, a dança cessou e as nossas adoráveis parceiras na quadrilha transformaram-se de imediato em «anjos ministradores» para os sofredores.

### Conclusão

Quem já visitou a Landon House ficará, sem dúvida, surpreendido com o relato de Borcke sobre os «inúmeros convidados e não convidados» no baile e sobre como estes teriam dançado — especialmente as mulheres nos seus magníficos vestidos de baile — num espaço tão pequeno. O salão de baile da Landon House não é, de forma alguma, comparável aos grandes salões retratados em filmes ou romances sobre a Guerra Civil.

[ ![Heros von Borcke, 1864](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21928.jpeg?v=1784184626-1784184644) Heros von Borcke, 1864 E. O. Wiggins (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21928/heros-von-borcke-1864/ "Heros von Borcke, 1864")Mesmo assim — embora pareça que a maior parte da cidade tenha enchido a pequena sala — todos parecem ter dançado com bastante conforto e alegria até ao amanhecer do dia 9, mesmo com a interrupção do avanço da União. O evento é retratado como uma pausa na guerra — um regresso à normalidade dos tempos pré-guerra — durante a qual os convidados puderam relaxar num evento comunitário familiar.

O Baile de Sabres e Rosas de 1862 torna-se ainda mais comovente pelo facto de ter ocorrido menos de dez dias antes da Batalha de Antietam/Batalha de Sharpsburg, a 17 de setembro de 1862 — o dia mais sangrento da Guerra Civil Americana —, que registou um total de cerca de 22 720 mortos, feridos ou desaparecidos. O regimento de J. E. B. Stuart participou na Batalha de Antietam, pelo que é provável — quase certo — que muitos dos homens que dançaram na Landon House na noite de 8 de setembro de 1862 estivessem mortos ou feridos menos de dez dias depois.

Hoje, a Landon House é propriedade privada, mas foi restaurada ao seu estado original do século XIX (embora com comodidades modernas, como canalização interior) e está disponível para acolher casamentos, reuniões de turma e outros eventos semelhantes.

As caricaturas, desenhos e assinaturas de soldados tanto confederados como da União que ocuparam a casa durante a Guerra Civil estão preservados nas paredes da casa, incluindo no salão de baile onde, há muito tempo, numa pausa nas hostilidades, os homens e as mulheres do Sul se esqueceram da guerra, mesmo que apenas por um breve momento, e dançaram como faziam antes do início de um conflito que continua a ser o mais mortífero da história dos EUA.

*Nota do autor: Agradeço sinceramente à Sra. Carleen Busick pela inspiração para este artigo.*

#### Editorial Review

This human-authored article has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Antietam on the Web/ JEB Stuart's Performance in the Maryland Campaign by Laurence Freiheit](https://antietam.aotw.org/exhibit.php?exhibit_id=430 "Antietam on the Web/ JEB Stuart's Performance in the Maryland Campaign by Laurence Freiheit"), accessed 13 Jul 2026.
- [Budiansky, S. *A Day in September: The Battle of Antietam and the World It Left Behind.* W. W. Norton & Company, 2024.](https://www.worldhistory.org/books/1324035757/)
- [Davis, B. *Jeb Stuart.* Gramercy, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0517185970/)
- Heros von Borcke. "Memoirs of the Confederate War for Independence." *J.B. Lippincott & Co.* , 1867, pp. 132-135.

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
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## Perguntas & Respostas

### O que foi o Baile de Sabres e Rosas de 1862?
O Baile de Sabres e Rosas de 1862 foi um evento realizado na Landon House, em Urbana, Maryland, a 8 de setembro de 1862, pelo general confederado J. E. B. Stuart, enquanto este conduzia a Campanha de Maryland durante a Guerra Civil Americana. 

### Por que é que se chama Baile de Sabres e Rosas?
O evento é conhecido como o Baile de Sabres e Rosas devido aos sabres militares dos oficiais presentes e às decorações da festa, que incluíam rosas. O nome também faz referência aos homens (sabres) e às mulheres (rosas) que participaram. 

### Qual é a fonte principal da história do Baile de Sabres e Rosas? 
A principal fonte para a história do Baile de Sabres e Rosas é o Capítulo 6 de «Memórias da Guerra Confederada pela Independência»,  (tít. original: Memoirs of the Confederate War for Independence), da autoria do antigo oficial confederado Heros von Borcke, publicado em 1867.

### Por que é que o Baile de Sabres e Rosas é importante?
O Baile de Sabres e Rosas é importante porque retrata uma noite de descanso da guerra, ao mesmo tempo que destaca como, mesmo durante o descanso, a guerra continuava a fazer-se sentir. O relato é igualmente significativo porque muitos dos homens presentes iriam combater na Batalha de Antietam, menos de dez dias depois. 


## Links Externos

- [National Register Properties in Maryland/Stancioff House](https://apps.mht.maryland.gov/nr/NRDetail.aspx?NRID=283)
- [Crossroads of War and Freedom/Landon House ](https://www.crossroadsofwar.org/see-the-sites/landon-house-2)
- [The Historical Marker Database/Landon House: From Hospitality to Hospital ](https://www.hmdb.org/m.asp?m=1739)
- [Antietam on the Web/ JEB Stuart's Performance in the Maryland Campaign by Laurence Freiheit](https://antietam.aotw.org/exhibit.php?exhibit_id=430)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, September 15). Baile de Sabres e Rosas de J. E. B. Stuart de 1862: Uma Pausa na Guerra Durante uma Noite — Quase. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2950/baile-de-sabres-e-rosas-de-j-e-b-stuart-de-1862/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Baile de Sabres e Rosas de J. E. B. Stuart de 1862: Uma Pausa na Guerra Durante uma Noite — Quase." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 15, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2950/baile-de-sabres-e-rosas-de-j-e-b-stuart-de-1862/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Baile de Sabres e Rosas de J. E. B. Stuart de 1862: Uma Pausa na Guerra Durante uma Noite — Quase." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 15 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2950/baile-de-sabres-e-rosas-de-j-e-b-stuart-de-1862/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 15 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

