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title: Causas da Guerra dos Bóeres
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2937/causas-da-guerra-dos-boeres/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-06-17
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# Causas da Guerra dos Bóeres

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

As causas da Guerra dos Bóeres (também conhecida como a Segunda Guerra Anglo-Bóer, Guerra da África do Sul e Segunda Guerra de Libertação, 1899-1902) remontavam ao início do século XIX e à disputa por terras e recursos entre colonos britânicos e bóeres. A rivalidade transformou-se em animosidade com o avançar do século, acentuada pelas descobertas de diamantes e ouro; e alimentada, além disso, por suspeitas mútuas de um imperialismo e de um nacionalismo descontrolados. Uma breve guerra em 1880-1881 e um golpe de Estado fracassado em 1895 afastaram ainda mais as duas partes, até que a eclosão de um segundo conflito, de proporções muito maiores se tornou inevitável.

[ ![Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21741.png?v=1781715754-1776234148) Mapa da Segunda Guerra Anglo-Bóer, 1899–1902 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/21741/map-of-the-second-anglo-boer-war-1899-1902/ "Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902")As variadas causas do conflito, habitualmente designado na época apenas como Guerra da África do Sul, e travado entre as repúblicas bóeres do Transvaal e do Estado Livre de Orange e as colónias britânicas da Colónia do Cabo e de Natal, incluíam:

- A disputa por terras agrícolas.
- A disputa pelo controlo de recursos naturais valiosos, como diamantes e ouro.
- A reivindicação britânica de suserania sobre a política externa das repúblicas bóeres.
- A insatisfação dos bóeres com a proibição britânica do uso de escravos na África Austral.
- A insatisfação britânica face ao tratamento discriminatório dado aos não-bóeres nas repúblicas bóeres.
- O ressentimento dos bóeres perante a crescente influência da cultura anglo-saxónica nas repúblicas.
- O ressentimento britânico relativamente às contínuas incursões dos bóeres contra os povos africanos vizinhos, as quais causavam instabilidade regional.
- As suspeitas dos bóeres despertadas pelo Raide de Jameson (ou a Incursão de Jameson), uma tentativa britânica não oficial de assumir o controlo do Transvaal.
- A suspeita britânica de que os bóeres pretendiam formar uma aliança com a Alemanha, o que ameaçaria a supremacia regional da Grã-Bretanha.
- O desejo da Grã-Bretanha de criar uma única união de estados na África Austral.

### A Disputa pelas Terras

Os bóeres eram colonos na África Austral com ascendência neerlandesa (assim como de outros países europeus, nomeadamente da Alemanha e de França). O nome bóer significa "agricultor", sendo também conhecidos como afrikaners por falarem o afrikaans. Estes colonos "eram determinados, de mentalidade independente e calvinistas, tendo mais tarde desenvolvido um profundo sentimento antibritânico" (Reid, pág. 71). Haviam chegado inicialmente no século XVII e acabaram por criar duas repúblicas: o Transvaal (1852) e o Estado Livre de Orange (1854), tendo sido fundadas após a Grande Jornada (Great Trek) na década de 1830, uma migração bóer para se afastar do controlo britânico no sul. Os bóeres não concordavam com a política britânica de abolição da escravatura e ressentiam-se da crescente influência da cultura anglo-saxónica sobre a sua própria cultura.

Entretanto, os colonos britânicos, que tinham chegado mais tarde do que os bóeres, fundaram as colónias da Colónia do Cabo (1806) e de Natal (1843), principalmente para salvaguardar o Cabo da Boa Esperança, um importante ponto de escala nas rotas marítimas entre a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) e a Ásia.

[ ![Diamond Miners, Kimberley, 1896](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21807.jpg?v=1780905704-1780905725) Mineiros de Diamantes, Kimberley, 1896 Wellcome Images (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/21807/diamond-miners-kimberley-1896/ "Diamond Miners, Kimberley, 1896")Tanto os britânicos como os bóeres adquiriram as suas terras à custa dos estados africanos, expandindo continuamente o seu território em busca de mais terras adequadas para a agricultura e para controlar as rotas comerciais. Os britânicos transformaram a Griqualândia numa colónia da coroa em 1871 e fundiram-na com a Colónia do Cabo em 1873. Os britânicos derrotaram o [Reino Zulu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25981/reino-zulu/) na Guerra Anglo-Zulu de 1879, integrando a Zululândia como colónia da coroa em 1887 e posteriormente anexada à colónia de Natal em 1897. A expansão britânica prosseguiu com o estabelecimento do Protetorado da Bassutolândia (atual Lesoto, 1884), da Bechuanalândia Britânica e do Protetorado da Bechuanalândia (atual Botsuana, 1885), e da Suazilândia (1893). A aquisição destes territórios acabou por ter um espetacular efeito ricochete, uma vez que os bóeres se viram livres de combater os africanos e puderam, a partir daí, concentrar a sua luta de expansão territorial contra os britânicos.

### Os Diamantes e o Ouro

A África Austral não possuía recursos naturais de grande valor para os colonos brancos, mas tudo mudou quando foram descobertos diamantes na Griqualândia em 1867. "No espaço de cinco anos após a descoberta na Griqualândia, eram exportados anualmente mais de 1,6 milhões de libras (o equivalente a 170 milhões de libras atuais) em diamantes" (Boahen, pág. 183). Amargamente ressentida pelos bóeres foi a flagrante tomada de controlo britânica das minas de diamantes em Kimberley. As relações deterioraram-se ainda mais quando uma derrota dos bóeres face a um ataque dos Pedi deu aos britânicos o pretexto para anexar o Transvaal em janeiro de 1877, alegando que apenas uma presença militar britânica garantiria a segurança. Isto conduziu à Primeira Guerra Anglo-Bóer (1880-1881), na verdade, uma série de escaramuças, que os bóeres venceram.

Foram assinadas duas convenções entre os britânicos e as repúblicas bóeres, uma em Pretória, em agosto de 1881, e a segunda em Londres, em fevereiro de 1884. As convenções restauraram laços de independência aos bóeres, mas a situação revestia-se de alguma ambiguidade, uma vez que o preâmbulo da Convenção de 1881 continha uma referência que afirmava a suserania britânica, particularmente sobre a política externa. Havia também uma cláusula que impedia o Transvaal de tomar qualquer medida que pudesse prejudicar economicamente as outras colónias da África Austral. Os bóeres julgavam ter recuperado a sua independência total. Os britânicos consideravam ter concedido apenas uma independência limitada. Esta ambiguidade de interpretação permitiu a paz, mas continha também a receita para um desastre futuro.

[ ![Paul Kruger](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21815.png?v=1780905487-1780905511) Paul Kruger Elliott & Fry (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21815/paul-kruger/ "Paul Kruger")O governo britânico mostrara-se relutante em empenhar as suas forças armadas na região durante a Primeira Guerra dos Bóeres, mas a política mudou quando se descobriram ainda mais riquezas em 1886. Desta vez, a vasta e nova riqueza surgiu sob a forma de ouro, descoberto em Witwatersrand, no Transvaal. As minas de ouro do Rand estariam, em breve, a produzir 40% do ouro mundial. Juntos, o ouro e os diamantes passariam a representar 75% das exportações da África do Sul. Embora o Transvaal mantivesse o controlo das minas de ouro, os investimentos britânicos no Transvaal totalizavam mais de 350 milhões de libras em 1899, e dois terços das minas de Witwatersrand pertenciam a acionistas britânicos. O facto de o ouro se encontrar em território bóer e de o Transvaal se ter "transformado no estado independente mais rico de África" (James, pág. 101) era uma fonte constante de ira para os britânicos.

### A Imigração em Massa

Os magnatas mineiros britânicos estavam muito insatisfeitos com as restrições impostas à franja mais qualificada da sua força de trabalho no Transvaal. Atraídos de todo o mundo, cidadãos brancos deslocaram-se para trabalhar em Witwatersrand; em 1896, já tinham chegado às minas 44 000. Em 1870, a África Austral contava com cerca de 250 000 colonos brancos. Em 1891, esse número ascendia a 600 000. Os bóeres, zelosos da sua posição privilegiada, aprovaram leis para garantir que estes novos trabalhadores brancos, conhecidos como Uitlanders ("estrangeiros" ou "forasteiros"), não pudessem votar nem usufruíssem dos mesmos direitos de cidadania que os bóeres no Transvaal. O presidente do Transvaal, Paul Kruger (1825-1904), aprovou uma lei que estipulava que um imigrante branco só poderia votar em eleições políticas após 14 anos de residência. Os trabalhadores brancos não-bóeres não viam com bons olhos o facto de estarem privados do direito de voto, mantendo, ainda assim, a obrigação de pagar impostos e de prestar serviço militar ao governo do Transvaal.

### [O Raide de Jameson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26323/o-raide-de-jameson/)

Suspeitas mútuas foram despertadas em ambas as partes devido à tentativa não oficial britânica de golpe de Estado no Transvaal, através do fracassado Raide de Jameson de dezembro-janeiro de 1895. A incursão foi financiada por magnatas mineiros britânicos, incluindo Cecil Rhodes (que era também o primeiro-ministro da Colónia do Cabo), que pretendiam controlar os campos de ouro para si próprios. A operação fracassou quando os mineiros no Transvaal se recusaram a apoiá-la. Outro fator para o fracasso prendeu-se com o facto dos incursores totalizarem uns meros 600 homens. Como consequência desta incursão malograda, o governo do Transvaal começou a comprar armamento estrangeiro e assinou um tratado com a Alemanha, para grande horror da Grã-Bretanha, uma vez que o envolvimento alemão na África Austral poderia pôr em risco os interesses e a supremacia britânica em toda a região.

[ ![Cecil Rhodes Colossus Cartoon](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21725.png?v=1780905081-1780905125) A Caricatura de Cecil Rhodes como o Colosso Edward Linley Sambourne (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21725/cecil-rhodes-colossus-cartoon/ "Cecil Rhodes Colossus Cartoon")Alfred Milner, o Alto Comissário Britânico na África do Sul entre 1897 e 1905, foi uma figura-chave e o principal responsável pela atitude hostil da Grã-Bretanha face aos bóeres. Como nota o historiador S. C. Smith, ao "manipular a imprensa, tanto na África do Sul como na Grã-Bretanha, Milner criou um clima de opinião que tornou qualquer compromisso difícil" (pág. 90). A situação não foi de todo ajudada pelo facto de o Kaiser Guilherme II da Alemanha (reinado 1888-1918) ter enviado uma mensagem de telegrama, amplamente publicitada, a Kruger, felicitando-o pela sua rejeição bem-sucedida do Raide de Jameson. Parecia que o imperialismo britânico e o nacionalismó bóer não podiam coexistir; um teria de ceder perante o outro.

As autoridades coloniais britânicas na Colónia do Cabo e em Natal não concordavam, decididamente, com a discriminação de Kruger em relação aos imigrantes brancos, tendo sido organizada uma conferência para debater a questão: a Conferência de Bloemfontein de junho de 1889. Quando os britânicos — especificamente Milner — interromperam abruptamente esta conferência, os bóeres ficaram com mais um motivo de queixa contra os seus rivais na África Austral. A suspeita do governo do Transvaal relativamente ao imperialismo britânico reflete-se no facto de este já ter quadruplicado o seu orçamento militar e assinado uma aliança defensiva com o Estado Livre de Orange. Nos quatro anos que se seguiram ao Raide de Jameson, Kruger equipou os bóeres com 80 000 dos mais modernos espingardas Mauser alemãs e 80 milhões de munições.

O Raide de Jameson unira as duas repúblicas bóeres, mas os colonos britânicos não estavam dispostos a abdicar do seu sonho de uma federação da África do Sul. Face à mobilização de tropas de reserva por parte dos britânicos, Kruger emitiu um ultimato de 48 horas ao governo britânico a 9 de outubro de 1899, exigindo a retirada das tropas britânicas das fronteiras do Transvaal. Os britânicos recusaram-se a ceder e a 11 de outubro foi declarada a guerra. Contudo, como afirmou o futuro primeiro-ministro da África do Sul, Jan Smuts: "O Raide de Jameson foi a verdadeira declaração de guerra no conflito anglo-bóer" (Fremont-Barnes, pág. 22).

[ ![Torched Boer Farm](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21828.png?v=1780908079-1780908099) Quinta Bóer Incendiada Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21828/torched-boer-farm/ "Torched Boer Farm")### A Vitória Britânica

Os primeiros sucessos dos bóeres na guerra acabaram por ser anulados pelo envio massivo de tropas profissionais britânicas por parte do governo de Londres, destinadas a reforçar os contingentes já presentes nas colónias. Desta forma, o exército britânico, que incluía 30 000 tropas coloniais vindas da Austrália, da Nova Zelândia e do Canadá, disparou rapidamente de 25 000 para 250 000 homens. Esta vantagem numérica permitiu aos britânicos capturar as principais cidades bóeres: Pretória, Bloemfontein e Joanesburgo. Os bóeres cometeram ainda o erro de imobilizar as suas próprias tropas em cercos prolongados, tais como os de Ladysmith, Kimberley e o [cerco de Mafeking](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2936/cerco-de-mafeking/).

Em resposta a um número crescente de reveses militares, os bóeres adotaram táticas de guerrilha, às quais os britânicos responderam com uma tática de terra queimada, eficaz, mas controversa, onde as colheitas eram destruídas e o gado confiscado. Milhares de quintas e habitações de civis foram completamente incineradas durante a campanha. O comandante-em-chefe britânico, Herbert Kitchener, restringiu a movimentação dos bóeres ao dividir "ambas as ex-repúblicas num enorme tabuleiro de xadrez de aço, feito de linhas de cercas de arame farpado e vigiado por fortins de betão" (Pakenham, pág. 577). Kitchener mandou também internar milhares de civis em campos de concentração para evitar que estes abastecessem os combatentes bóeres no terreno.

A Segunda Guerra dos Bóeres chegou ao fim em maio de 1902 com o Tratado de Vereeniging. A Grã-Bretanha assumiu o controlo do Transvaal e do Estado Livre de Orange e, em 1910, ambos os estados (juntamente com a Colónia do Cabo e Natal, bem como vários antigos reinos africanos) foram unificados numa única colónia: a União da África do Sul.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Boahen, A. Adu. *UNESCO General History of Africa, Vol. VII, Abridged Edition.* University of California Press, 1990.](https://www.worldhistory.org/books/0520067029/)
- [Dalziel, Nigel . *The Penguin Historical Atlas of the British Empire\[PNGN HISTORICAL ATLAS OF T\]\[Paperback\]..* PenguinBooks, 2007.](https://www.worldhistory.org/books/B003NJPNAC/)
- [Fage, . *The Cambridge History of Africa.* Cambridge University Press, 1985.](https://www.worldhistory.org/books/0521228034/)
- [Fremont-Barnes, Gregory & O'Neill, Robert. *The Boer War 1899–1902.* Osprey Publishing, 2003.](https://www.worldhistory.org/books/1841763969/)
- [Jackson, Tabitha. *The Boer War.* Channel 4 Book, 1999.](https://www.worldhistory.org/books/075221702X/)
- [James, Lawrence. *Empires in the Sun.* Pegasus Books, 2017.](https://www.worldhistory.org/books/1681774631/)
- [James, Lawrence. *The Rise and Fall of the British Empire.* St. Martin's Griffin, 1997.](https://www.worldhistory.org/books/031216985X/)
- [Knight, Ian. *The Boer Wars #303).* Osprey Publishing (Military), 1997.](https://www.worldhistory.org/books/1855326132/)
- [Marshall, P. J. *The Cambridge Illustrated History of the British Empire.* Cambridge University Press, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0521432111/)
- [Pakenham, Thomas. *The Boer War.* Random House, 1979.](https://www.worldhistory.org/books/0394427424/)
- [Pakenham, Thomas. *The Scramble for Africa.* Random House, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0394515765/)
- [Reid, Richard J. *A History of Modern Africa.* Wiley-Blackwell, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/1119381924/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Links Externos

- [Boer War | National Army Museum](https://www.nam.ac.uk/explore/boer-war)
- [[PDF] The South African War as humanitarian crisis](https://international-review.icrc.org/sites/default/files/irc_97_900-4_0.pdf)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, June 17). Causas da Guerra dos Bóeres. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2937/causas-da-guerra-dos-boeres/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Causas da Guerra dos Bóeres." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, June 17, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2937/causas-da-guerra-dos-boeres/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Causas da Guerra dos Bóeres." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 17 Jun 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2937/causas-da-guerra-dos-boeres/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 17 June 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

