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title: Campos de Concentração Britânicos na Guerra Anglo-Bóer
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2933/campos-de-concentracao-britanicos-na-guerra-anglo/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-22
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# Campos de Concentração Britânicos na Guerra Anglo-Bóer

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

As autoridades britânicas recorreram de forma controversa a campos de concentração para civis durante a Guerra dos Bóeres (1899-1902), na África Austral. O objetivo era privar os guerrilheiros bóeres de apoio logístico, bem como providenciar algum tipo de alojamento para as famílias bóeres que tinham perdido as suas casas e meios de subsistência. A falta de planeamento resultou em campos sobrelotados, onde as rações eram escassas e as condições sanitárias ainda piores; uma situação que desencadeou epidemias de doenças como a febre tifoide. No decorrer da guerra, morreram nos campos de concentração devido à subnutrição e a doenças cerca de 28 000 bóeres (dos quais 80% eram crianças) e 20 000 africanos negros

[ ![Barbeton Concentration Camp](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21829.jpg?v=1779714268-1779372658) Campo de Concentração de Barberton LSE Library (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21829/barbeton-concentration-camp/ "Barbeton Concentration Camp")### A Rivalidade Anglo-Bóer

Foram diversas as causas do conflito na África Austral, conhecido como a Segunda Guerra Anglo-Bóer (também designada como Guerra da África do Sul) travado entre os bóeres (colonos com ascendência holandesa e de outros países europeus) e as colónias britânicas do Cabo e de Natal. Ambos os lados ambicionavam terras para a agricultura e o controlo de recursos naturais ricos, tais como as minas de diamantes em Kimberley e as minas de ouro em Witwatersrand. Outro pomo da discórdia prendeu-se com o tratamento discriminatório de que eram alvo os colonos britânicos nas duas repúblicas bóeres do Transval e do Estado Livre de Orange. As suspeitas mútuas adensaram-se na sequência da tentativa britânica não oficial de despoletar um golpe de Estado no Transval, através do fracassado Raid de Jameson, em 1895. Como consequência desta incursão, o governo do Transval começou a adquirir armamento estrangeiro e assinou um tratado com a Alemanha, para grande horror da Grã-Bretanha, uma vez que o envolvimento alemão na África Austral poderia comprometer os interesses e a hegemonia britânica em toda a região. Os dois lados já se tinham confrontado na Primeira Guerra Anglo-Bóer (1880-1881), que terminou com a vitória dos bóeres. Sendo em grande parte uma guerra de escaramuças, este primeiro conflito seria completamente eclipsado pela enorme escala e ferocidade da segunda guerra.

A primeira ação da Guerra dos Bóeres ocorreu a 11 de outubro de 1899, quando uma força de cavalaria bóer derrotou uma força britânica. Apesar de não terem formação militar formal, os bóeres dispunham de excelentes espingardas e eram igualmente exímios no seu manuseamento. Os bóeres organizavam-se em unidades conhecidas como comandos, as quais alcançaram várias vitórias nas fases iniciais da guerra, em grande parte devido à incompetência do comando militar britânico e ao excelente conhecimento e aproveitamento do terreno local por parte dos bóeres. Ao contrário do que sucedera no conflito anterior, desta vez o governo britânico enviou tropas britânicas para reforçar as contingências já presentes nas colónias. Desta forma, o contingente do Exército Britânico disparou rapidamente de 25 000 para 250 000 homens, com a inclusão de 30 000 tropas coloniais vindas da Austrália, da Nova Zelândia e do Canadá. Esta vantagem numérica permitiu aos britânicos capturar as principais cidades bóeres: Pretória, Bloemfontein e Joanesburgo.

Em resposta às reviravoltas militares, os bóeres adotaram táticas de guerrilha, às quais os britânicos responderam com uma tática de terra queimada eficaz, mas controversa, que envolveu a destruição de culturas agrícolas e o confisco de gado. Milhares de quintas e habitações de civis foram completamente reduzidas a cinzas durante a campanha. O comandante-em-chefe britânico, Herbert Kitchener, restringiu a mobilidade dos bóeres ao dividir "ambas as ex-repúblicas num enorme tabuleiro de xadrez de aço, feito de linhas de cercas de arame farpado, guardadas por fortins de betão" (Pakenham, pág. 577).

[ ![Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21741.png?v=1776288909-1776234148) Mapa da Segunda Guerra Anglo-Bóer, 1899–1902 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/21741/map-of-the-second-anglo-boer-war-1899-1902/ "Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902")### Os Campos

Inicialmente, os bóeres capturados e os suspeitos simpatizantes da causa bóer foram enviados para campos de prisioneiros em Santa Helena e no Ceilão (atual Sri Lanka), onde eram, ainda assim, tratados de acordo com as convenções europeias. Contudo, por volta do verão de 1900, com o arrastar da guerra por muito mais tempo do que o previsto, a postura britânica em relação aos prisioneiros e aos civis bóeres em geral endureceu. Os combatentes bóeres recebiam apoio em termos de alimentação e forragem para os seus cavalos a partir das quintas de civis, geridas muito frequentemente pelas mulheres desses mesmos homens que combatiam os britânicos. Para privar o inimigo deste apoio, Kitchener ordenou não só as táticas de terra queimada, mas também a detenção de mulheres, crianças e criados domésticos (que eram africanos negros), os quais foram seguidamente enviados para campos que, de tão superlotados, ficaram conhecidos como campos de concentração.

A política de detenção de civis tinha dois objetivos: privar os combatentes bóeres de apoio logístico e, segundo o argumento britânico, providenciar simplesmente algum tipo de alojamento para aqueles que tinham perdido as suas casas e meios de subsistência durante a guerra. Nem todos concordavam com esta abordagem. Um soldado da Yeomanry comentou que foi "a coisa mais repugnante que tivemos de fazer" (James, pág. 130), mas os soldados acreditavam generalizadamente que era a única forma de pôr fim à guerra. Havia dois tipos de detidos: os civis que tinham auxiliado os bóeres e aqueles que colaboravam com os britânicos, mas cujas quintas tinham sido incendiadas, fosse por erro ou por ação dos comandos bóeres. Os refugiados pró-britânicos também eram mantidos em campos de concentração, mas recebiam rações ligeiramente melhores do que os restantes detidos. Entretanto, os combatentes bóeres que eram capturados passavam a ser enviados para campos de prisioneiros de guerra separados, na própria África do Sul.

No total, os britânicos estabeleceram 46 campos de concentração onde os reclusos eram confinados em edifícios rudimentares ou em fiadas de tendas rodeadas por arame farpado intransponível. Em 1902, contabilizavam-se nos campos 117 000 mulheres e crianças bóeres e 119 000 africanos negros detidos; mantidos em campos separados. Ao contrário dos bóeres brancos, os africanos negros detidos eram obrigados a realizar trabalhos forçados. Kitchener não visitou nenhum destes campos e assegurou despreocupadamente às autoridades em Londres que, apesar do número crescente de relatórios em sentido contrário, todos estavam "felizes" nos campos. À semelhança da maioria dos comandantes militares antes e depois de si, Kitchener limitou-se a afastar os civis do cenário de guerra, mas a sua negligência face aos detalhes sobre a forma exata como estes seriam alojados teve consequências catastróficas.

[ ![Torched Boer Farm](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21828.png?v=1779372188-1779372293) Quinta Bóer Incendiada Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21828/torched-boer-farm/ "Torched Boer Farm")As rações para todos os reclusos nos campos de concentração eram escassas, tal como descrito pelo historiador T. Pakenham:

> Não havia vegetais nem compota; não havia leite fresco para bebés e crianças; apenas 450 gr \[uma libra\] de farinha e cerca de 225 gr \[meia libra\] de carne por dia, com algumas raspas de açúcar e café, muito pior do que a dieta das casernas ou a dieta oficial das tropas em campanha.
> (pág. 494)

A situação era ainda mais grave nos campos destinados aos africanos negros, onde muitos detidos eram obrigados a comer insetos para sobreviver. O vestuário era escasso em todos os campos e existia pouca proteção contra as temperaturas extremas, fosse o calor ou o frio. Não havia médicos nem enfermeiros em número suficiente — apenas um médico por campo e alguns enfermeiros para os assistir. Os campos para os africanos negros não dispunham de qualquer enfermeiro. Os medicamentos esgotaram-se rapidamente. O abastecimento de água estava frequentemente contaminado e as condições sanitárias eram extremamente precárias; nalguns campos não havia sequer sabão. Doenças como a febre tifoide, a disenteria e o sarampo propagaram-se rapidamente pelos campos superlotados. A pneumonia era outra das causas comuns de morte.

Rina Viljoen, uma mãe detida, descreve o impacto destas condições nas crianças:

> Havia imensas doenças no campo. As pessoas ficavam frequentemente doentes e muitas morriam, especialmente as crianças… e quando as autoridades sabiam que havia uma criança doente na tua tenda, levavam-na para um hospital. E as mulheres bóeres acreditavam piamente que, no espaço de três dias, essa criança estaria morta. Também não era permitido visitar a criança no hospital. Por isso, se um filho adoecia, limitavas-te a escondê-lo na tenda e a mantê-lo lá.
> (Jackson, pág. 153)

[ ![Boer Refugee Family](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21830.png?v=1779373318-1779373393) Família de Refugiados Bóeres Imperial War Museums (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21830/boer-refugee-family/ "Boer Refugee Family")"Estima-se que entre dezoito mil a vinte e quatro mil pessoas tenham morrido \[nos campos\] devido à exposição intempérica, à febre tifoide e a outras doenças" (Corey, pág. 54). O historiador L. James eleva ainda mais esta fasquia para 28 000 bóeres, sublinhando que 80% deste total eram crianças. A juntar a este número, entre 14 000 e 20 000 africanos negros perderam a vida nos campos. Estes dados contrastam significativamente com os cerca de 7 000 bóeres que morreram enquanto combatentes durante a guerra.

Não era intenção das autoridades britânicas que tantas pessoas ou, na verdade, que quem quer que fosse morressem nos campos, apesar das acusações de genocídio deliberado por parte de algumas fações bóeres. Como nota James: "Foram vítimas de uma combinação de incompetência burocrática e ignorância médica, e não de malevolência: 28 000 soldados britânicos também morreram devido às mesmas infeções que vitimaram os detidos" (pág. 130). O inquérito oficial da Comissão Fawcett concluiu que a maioria das mortes nos campos teria sido evitável se desde o início tivessem sido adotadas medidas médicas adequadas. Ao longo do século XIX, a burocracia excessiva, a indiferença para com os civis e a incompetência generalizada eram características demasiado familiares do Exército Britânico nas suas guerras coloniais. O corpo médico do exército não conseguia lidar de forma adequada com as doenças nas suas próprias fileiras, quanto mais com um número massivo de civis mantidos em condições propícias à propagação de epidemias.

Quando as notícias do desastre humanitário chegaram à Grã-Bretanha, gerou-se uma onda de indignação pública e a imprensa exigiu respostas. O Parlamento debateu a questão. O líder do Partido Liberal, Henry Campbell-Bannerman, confrontou o governo e, num discurso público, descreveu os campos como "métodos de barbárie" (Fage, pág. 479). Figuras independentes investigaram pessoalmente o desastre; e Emily Hobhouse (1860-1926) uma ativistas de causas humanitárias, após percorrer ambas as repúblicas bóeres ao longo de um período de quatro meses, escreveu um relatório demolidor sobre a incompetência do governo em abril de 1901. Hobhouse descreve um campo em Bloemfontein, visitado a 26 de janeiro de 1901:

> Imaginem o calor fora das tendas e a sufocação lá dentro! Sentámo-nos nos seus cobertores caqui, enrolados, dentro da tenda da senhora Botha; o sol abrasava através da lona simples e as moscas cobriam tudo, pretas e densas — sem cadeira, sem mesa, nem espaço para tal; apenas uma caixa de pinho, assente sobre uma das extremidades, servia de pequena despensa. Na minúscula tenda vivem a senhora Botha, cinco filhos (três deles já bem crescidos) e uma pequena criada cafre. Muitas tendas têm ainda mais ocupantes…
> (Fremont-Barnes, pág. 79)

[ ![Bloemfontein Concentration Camp](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21827.png?v=1779371575-1779371656) Campo de Concentração de Bloemfontein UK National Archives (Open Government License) ](https://www.worldhistory.org/image/21827/bloemfontein-concentration-camp/ "Bloemfontein Concentration Camp")O relatório de Hobhouse e de outros investigadores, a par da indignação internacional expressa na imprensa em França e na Alemanha, influenciaram o governo, ainda que de forma dolorosamente lenta, a melhorar a situação nos complexos que apelidavam eufemisticamente de "campos de refúgio". O primeiro passo para a melhoria das condições consistiu em retirar o controlo das mãos do exército e transferir a responsabilidade para as autoridades civis. Kitchener pôs fim à política de terra queimada em dezembro de 1901 e ordenou que cessassem as detenções de mulheres e crianças bóeres.

A Segunda Guerra dos Bóeres chegou ao fim em maio de 1902, com a assinatura do Tratado de Vereeniging. Mesmo assim, muitos dos detidos nos campos de concentração tiveram de suportar mais alguns meses de encarceramento até verem autorizada o seu regresso a casa; isto nos casos em que ainda tinham um lar para onde voltar.

A Grã-Bretanha assumiu o controlo do Transval e do Estado Livre de Orange e, em 1910, ambos os Estados, juntamente com a Colónia do Cabo e a de Natal, bem como vários antigos reinos africanos, foram unificados numa única colónia: a União da África do Sul. Os britânicos não tinham sido os primeiros a utilizar campos de concentração; o exército espanhol já os havia utilizado na guerra de guerrilha contra os rebeldes em Cuba escassos anos antes. Tão-pouco seria esta a última vez que seriam mobilizados. Os campos de concentração fariam um reaparecimento trágico noutros palcos de conflito do século XX, nomeadamente no Sudoeste Africano Alemão no início da década de 1900, aquando da ocupação da Líbia pela [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/) Fascista no início da década de 1930 e, de forma ainda mais infame, pela Alemanha Nazi na [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) ocupada durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Boahen, A. Adu. *UNESCO General History of Africa, Vol. VII.* University of California Press, 1985.](https://www.worldhistory.org/books/0520039181/)
- [Corey, Melinda & Ochoa, George. *The Encyclopedia of the Victorian World.* Henry Holt & Co, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0805026223/)
- [Fage, . *The Cambridge History of Africa.* Cambridge University Press, 1985.](https://www.worldhistory.org/books/0521228034/)
- [Fremont-Barnes, Gregory & O'Neill, Robert. *The Boer War 1899–1902.* Osprey Publishing, 2003.](https://www.worldhistory.org/books/1841763969/)
- [Jackson, Tabitha. *The Boer War.* Channel 4 Book, 1999.](https://www.worldhistory.org/books/075221702X/)
- [James, Lawrence. *Empires in the Sun.* Pegasus Books, 2017.](https://www.worldhistory.org/books/1681774631/)
- [Knight, Ian & Embleton, Gerry. *The Boer Wars #303).* Osprey Publishing (Military), 1997.](https://www.worldhistory.org/books/1855326132/)
- [Marshall, P. J. *The Cambridge Illustrated History of the British Empire.* Cambridge University Press, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0521432111/)
- [Pakenham, Thomas. *The Boer War.* Random House, 1979.](https://www.worldhistory.org/books/0394427424/)
- [Pakenham, Thomas. *The Scramble for Africa.* Random House, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0394515765/)
- [Smith, Simon C. *British Imperialism 1750–1970.* Cambridge University Press, 1998.](https://www.worldhistory.org/books/052159930X/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Links Externos

- [Boer War | National Army Museum](https://www.nam.ac.uk/explore/boer-war)
- [Women and Children in White Concentration Camps during the ...](https://sahistory.org.za/article/women-and-children-white-concentration-camps-during-anglo-boer-war-1900-1902)
- [British Concentration Camps of the South African War 1900-1902](https://www2.lib.uct.ac.za/mss/bccd/PersonsSearch/1/0/0/)
- [The Story of Emily Hobhouse](https://thestoryofemily.com/)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, May 22). Campos de Concentração Britânicos na Guerra Anglo-Bóer. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2933/campos-de-concentracao-britanicos-na-guerra-anglo/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Campos de Concentração Britânicos na Guerra Anglo-Bóer." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 22, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2933/campos-de-concentracao-britanicos-na-guerra-anglo/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Campos de Concentração Britânicos na Guerra Anglo-Bóer." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 22 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2933/campos-de-concentracao-britanicos-na-guerra-anglo/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 22 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

